História La Vie - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony
Exibições 27
Palavras 695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - I can see it.


Ela recebeu alta depois de mais dois dias de avaliação.

E eu não deixei de visitá-la. Mesmo correndo para cumprir obrigações fora do hospital, eu sempre chegava a tempo para vê-la sorrir e dizer "Lolo!". Sinu e Alejandro estavam felizes com minhas visitas. Não mencionaram o afastamento, não mencionaram Michael, e eu fui grata. Mesmo depois de tanto tempo, não estava preparada. No segundo dia, quando cheguei pela tarde, os médicos estavam desconectando alguns fios e checando sua pressão, analisando seus exames, examinando-a. Disseram que foi uma hora ruim para chegar, pois assim que ouviu minhas botas ficou inquieta e foi mais difícil checar qualquer coisa ou falar com ela sem que dissesse "cadê a Lolo?". Saber disso me deixou radiante.

Agora, ali está ela, andando ao meu lado, segurando um braço meu e um braço de Alejandro porque não quer usar muletas (ela precisa delas enquanto suas pernas estão fracas) e eu pareço importante, digna de ajudar a carregá-lá.

— Lauren, se importa de ir até nossa casa um pouco? Quanto tempo quiser. Temos uma coisinha para Camila, queremos que esteja presente.

—Papa! Eu ainda não sou surda. O que é? — Camila exclamou, fazendo seus pais rirem.

—Paciência, meu pequeno gafanhoto. Você gostaria de ir, Lauren?

Penso naquela casa. Aquela casa. Será que as memórias ainda estavam ali? Será que o fantasma da minha amizade, o fantasma do meu pai e da versão saudável da minha mãe ainda viviam lá?

—Não acho que eu... hm... esteja vestida adequadamente — Foi a primeira desculpa que eu consegui. E talvez fosse verdade, desde que eu usava um vestido e botas. Camila olhou em minha direção, quase em meus olhos, mas olhou tão intensamente que foi uma das vezes que eu jurei que ela pudesse ver minha alma.

—Você está linda, Lolo — Falou com um sorriso genuíno — Você é linda.

Eu não tinha o amor próprio que deveria ter, mas quando Camila, que estava incrível mesmo saindo do hospital, me olhou daquele jeito e me disse aquilo mesmo sem poder me ver, eu me senti convencida. Pelo menos por segundos.

Nós entramos no carro, Alejandro e Sinuhe no banco da frente, Camila e eu no banco de trás. Ela toca tudo o que pode tocar, sente o couro dos bancos do Chevrolet Impala 1975, passa os dedos pela janela quase que melancolicamente, depois respira fundo e vira-se para mim, não me dando tempo de respirar antes de enterrar a cabeça em meu pescoço.

—Hm...Ei. V-Você está bem? — Pergunto baixinho. Quero tanto enterrar minhas mãos em seu cabelo que parece mais macio hoje, com aquele cheiro de shampoo de banana que me trás apenas boas memórias agora que ela está ali.

— O que tem lá fora, Lo? Árvores? O céu está azul? Tem flores ou... pássaros?

Suspiro. A visão. É claro. Com braços trêmulos, afasto-a de mim e guio-a pela cintura para mais perto da janela. Peço a permissão de Alejandro e Sinuhe antes de abrir, e eles apenas pedem que Camila não fique muito próxima da janela. Ela já está animada enquanto eu abro, devagar, girando a maçaneta que faz com que o vidro desça. E eu estou nervosa, bem atrás dela, mas tento parecer segura. É por ela. Eu consigo.

A latina estremece quando sente o vento bater em seu rosto. Vejo seus lábios tremendo antes de formar um sorriso com todos os dentes.

—Aqui, por onde estamos passando, tem pinheiros. Pinheiros altos e verdes. Consegue imaginar, ali? — Seguro sua mão e aponto para onde os pinheiros estão. Ela assente, ainda sorrindo — Tem grama entre eles, é como um bosque. O céu está azul e é um daqueles dias que as nuvens estão parecendo algodão doce, deve ser por isso que os pássaros estão cantando assim, tão alegres. Você consegue imaginar?

—Eu posso ver, Lo — Sussurra, extasiada, olhando a janela com paixão. E droga, eu teria caído na estrada se não estivesse em um carro, porque ela olhou em minha direção da mesma forma no minuto seguinte — Você pode ver o mundo com os meus olhos e eu estou tão feliz, Lo.

Eu posso ver o mundo com seus olhos. Ela está feliz. Nada mais importa. Temos tempo.



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