História La Vie En Rose - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Madara Uchiha, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Naruhina
Visualizações 142
Palavras 3.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


EU SEI QUE DEMOREI MUITO E PEÇO DESCULPAS, EU FIQUEI EMPACADA NO MEIO DO CAPITULO!

Oi, como vocês estão? Tô aqui com mais um capitulo de presença de naruto, ou la vie en rose, como vocês preferem ahahaha, aqui temos narutinho já colocando as asinhas de fora, doido pra voar né, menino?

bem, vamos ler!

Capítulo 2 - Padam... Padam


            “C'est un air qui me montre du doigt
Et je traîne après moi comme un drôle d'erreur
Cet air qui sait tout par coeu”

Não podia negar a Sasuke, não podia expulsar seu amigo despejando meu preconceito e ter de lidar com a ira de meu filho. Pois ele não entenderia, ele não saberia compreender meus motivos, Sasuke nascera em tempos de paz, ainda era um bebê quando as sujeiras da guerra foram varridas para debaixo dos tapetes da sociedade e quando regressou um jovem homem, a Europa vivia como em uma grande peça teatral de roteiro pomposo, personagens gentis e passado morto.

            Morto como Neji.

            Hoje se pudesse descrever Naruto como o conhecera naquele dia, lhes diria que era energético e sorridente. No pequeno percurso da estação até nossa casa, dentro do carro permaneci em pleno silêncio enquanto Sasuke me presenteava com histórias sobre sua vida. Senti-me grata por sua presença, porém excluída de seu crescimento. Ele me contou sobre os estudos, sobre a paixão por nado e quase deixou escapar algo sobre garotas, me fazendo rir de forma orgulhosa. Quando chegamos a nossa casa lhe pedi que subisse, que oferecesse um dos quartos vagos a Naruto e que logo viessem para o almoço.

            — Senhora, a mesa está posta e...

            — Acrescente mais um lugar, por favor, Louise. – minhas luvas foram retiradas com mais força que o necessário e a governanta se mostrou surpresa ao deparar com os dedos trêmulos que lhe estendi em busca do copo d’água que ela equilibrava sobre a bandeja de prata. – Temos um hospede.

            — Senhorita Hanabi está na cidade?

            — Não. É um amigo do Senhor Uchiha, de Sasuke. Ficará conosco por alguns dias. - a governanta assentiu e se retirou rumo à cozinha.

            Em passos trôpegos caminhei até o escritório de Madara e tranquei-me covardemente ali, arrastando meu corpo cansado até sua poltrona, largando ali a mulher que era. Cansada, solitária e frustrada. O regresso de Sasuke deveria ter sido um marco por ter de volta aos meus braços o único que me pertencia em vida, mas tornara-se apático e malogrado graças a triste novidade que fora ter sob meu teto, em minha casa, meu lar, um inimigo.

            Mas, Sasuke era como o pai fora. Madara presenciou a guerra e viveu dentro dela por anos! Era apenas um menino na primeira vez, contou-me que tremia como um filhote de cão ao segurar uma arma quando lhe foi mandado e na segunda comandou tropas inteiras. Madara esteve dentro do mesmo inferno que Neji, mas era nobre demais para sustentar rancor em seu coração. Meu falecido marido nunca aprovou meu repudio para com alemães e tentou por diversas vezes explicar-me os dois lados da guerra, mas eu coração endurecido tapava meus ouvidos e nada podia ultrapassar a barreira.

            Eu o odiava. Eu não conseguia sequer responde-lo com diminuta educação e isso perdurou pelos primeiros dias da estadia de Naruto Uzumaki em minha casa. O rapaz notou, hoje tenho plena certeza que Naruto nunca foi inocente como parecia. Na terceira semana não desceu para o desjejum, mandou Sasuke dizer que se sentia indisposto e meu filho resmungou sobre a preguiça do melhor amigo por minutos.

            Pela primeira vez permitida estar a sós com Sasuke, fora como se pudesse respirar tranquilamente outra vez. Ele me fez rir quando comentou sobre o jantar que daríamos para celebrar seu regresso e sobre não me atrever a jogar jovens garotas loucas por matrimônio em seus braços.

            Então, durante o café da manhã, enquanto ele mastigava um pedaço de queijo fresco, eu rui em lágrimas pesadas.

            — Oh, o que há mama? Por que está chorando? – um lenço de seda foi-me oferecido enquanto os braços quentes de Sasuke me acolhiam com carinho. Céus, até mesmo seu abraço era como o de Madara.

            — Querido, você me odeia? – Sasuke franziu as grossas sobrancelhas e entreabriu os lábios finos para negar com a cabeça de forma convicta.

            — Mama, o que está dizendo? Eu não a odeio! Nunca poderia fazê-lo! Eu a amo tanto, mama! Estou muito feliz por estar em casa, vou assumir essa família e nunca mais te deixarei sozinha. – ele sorriu pequeno, isso fazia com que seus olhos escuros se fechassem e covinhas adoráveis surgissem nas maçãs de seu rosto. Ainda sorria como o menino que partiu, como o bebê gracioso que adorava os braços do pai.

            — Se parece tanto com teu pai, querido. – acaricie o rosto recém-barbeado e lhe beijei a fronte com ternura. O amor por Sasuke dentro de mim era como uma torrente, violentamente forte. – É um bom homem como ele fora.

            — E me orgulho muito dele e de você, mama. – capturou minha mão dentro das suas e beijou com carinho. – Ouvi dizer que é a melhor professora de piano de Paris!

            — Ora, é um exagero! – sorri e sequei minhas lágrimas.

            — Gostaria de aprender a tocar piano.

            A voz rouca e distinta por um leve sotaque alemão arrepiou-me a nuca e ergui meus olhos até encarar os dois grandes orbes azuis que fitavam a mim e a Sasuke com simpatia. Naruto estava parado, seu corpo largo e alto parecia interditar completamente o portal da sala pequena varanda. Trazia em mãos um casaco pesado de lã e a boina marrom.

            Sasuke se ergueu e sorriu para o amigo, o chamando para juntar-se a nós para comer. Naruto hesitou enquanto seus olhos desconfiados pareciam temer encararem os meus. Foi como se o oxigênio outra vez se tornasse escasso, mas eu apenas sorri enquanto lhe servia um pouco de café.

            — Mama pode te dar aulas, Naruto! Ela toca muito bem, lembro que papa costumava dizer que as mãos dela foram feitas para o piano. – Sasuke não perdeu tempo e serviu-se com mais alguns pães e pedaços de queijo.  

            — Bom dia, senhora Uchiha. – ele sentou-se frente a mim e pendurou o casaco na cadeira o seu lado.

            — Bom dia.

            Os dois jovens engataram uma conversa sobre o que deveria fazer durante o dia e eu perdi-me entre visitas a universidade, almoços com amigos do internato e idas ao teatro. E fora nesse momento que tudo revirou dentro de mim e eu peguei-me observando o jovem alemão sentado a minha mesa, comendo de minha comida e sendo tão à vontade com meu filho.

            Deveria acha-lo ínfimo. Em suas veias corria o sangue de assassinos e não me importava que sua vida tivesse sido iniciada depois do crime, ainda assim, Naruto Uzumaki era culpado. Suas mãos grandes estavam cobertas pelo sangue seco de meu irmão.

            Mas, eu peguei-me presa aos gestos repetitivos que suas mãos faziam enquanto ele falava e nem mesmo o sangue seco conseguiu diminuir a beleza delas. Eram grandes, compostas por dedos magros e unhas limpas. Não pareciam mãos de assassino, mas eram. Eram? Seriam? Quem sabe? Eu achava saber. E as mãos foram o primeiro passo rumo ao precipício, pois a voz embalou meus pensamentos de forma covarde, cedi ao mezzo-soprano dramático que quase se tornava barítono quando ele ria, ah o riso! O riso preso em um barítono dramático que combinava com o respirar doce, tão menino.

            Um menino.

            Naquela manhã retirei-me da mesa sem mesmo dizer uma palavra e Sasuke questionou minha atitude com preocupação antes de sair, quis chamar um médico quando lhe menti uma dor de cabeça e pareceu convencido quando prometi aceitar o médico caso piorasse.

            Eles saíram ainda cedo e tranquei-me na segurança do escritório de Madara, agarrada a seu casaco favorito, murmurando coisas para o além, contando a ele como tudo parecia errado.

            Durante muitos anos lamentei a morte de meu marido por razões egoístas; eu apenas o queria de volta para que tudo fosse mais fácil e tinha certeza que ele o faria. Almocei sozinha, durante a tarde lecionei para as duas alunas que estavam agendadas. Uma delas, Sakura Haruno, filha de um grande amigo de Madara, sempre parecia ansiosa para minhas aulas, tagarelava sobre ser uma grande pianista e talvez viajar pelo mundo inteiro se apresentando. Era uma jovem garota de dezessete anos, bonita e inteligente.

            — Senhora Hinata, pode tocar comigo como última lição de hoje?

            — Sakura, sempre pede isso. Posso até mesmo imaginar a música que escolheu. – ajeitei minha roupa e sentei-me ao seu lado, dividindo o banco e acariciando os cabelos exóticos da menina.

            — Pois, como boa aluna que sou e sua favorita. – ela sorriu. – Hoje quem escolhe é a senhora.

            — Tocaremos minha música favorita, então. – posicionei meus dedos sob as notas do piano e Sakura fez o mesmo. – Pronta?

            A menina assentiu e tão logo a melodia incomparável de La Vie En Rose se fez alta no cômodo. Sakura se encarregou das notas fechadas e eu apenas a auxiliava com as baixas. As teclas pareciam escorregar com facilidade sob meus dedos, a música enchia-me o peito de euforia e sorri de forma nostálgica ao lembrar que fora a música favorita de Neji. Lembrei-me das tardes chuvosas em que ele tocava enquanto eu e Hanabi cantarolávamos pela casa, atarefadas com os deveres da escola, mas estonteantes pela alegria de Neji espalhava pela casa com o velho piano de corda.

            — Quand il me prend dans sés bras il me parle tout bas, je vois la vie en rose...

            A voz grossa, um tanto desafinada, fez Sakura erras as notas com o susto. O beijo carinhoso de Sasuke em meu cabelo arrancou-me um sorriso e vi bem quando os olhos de meu filho se arregalaram ao notar Sakura sentada ao meu lado.

            — Que bom que voltou, queria saber se vão jantar em casa. – ergui meu corpo e Sakura corou ao notar o olhar de Sasuke sobre si. – Oh, Sasuke querido, essa é Sakura Haruno, minha aluna. A favorita. – cochichei a última parte e isso fez Sakura ir baixinho. – Sakura esse é meu filho, Sasuke.

            — Muito prazer, senhorita Haruno. – de forma galante e um tanto desastrada, Sasuke tomou-lhe a mão e beijou o rosto de Sakura. – Se você é a aluna favorita da minha mãe, com certeza deve ser a melhor.

            — O prazer é meu, senhor Uchiha. – ela sorriu, mas ainda estava corada. – Sua mãe é uma ótima professora.

            — Sasuke, da próxima vez que me deixar falando sozinho eu...

            Naruto parou quando notou a presença de outras pessoas além de Sasuke, rapidamente retirou a boina dos cabelos desgrenhados e sorriu. Ele olhou para Sasuke, depois para Sakura e um sorriso largo surgiu em seus lábios. Um lindo sorriso orgulhoso em ver o melhor amigo interessado de forma tão óbvia em uma garota.

            — Esse é meu amigo, Naruto Uzumaki, mas não ligue para ele. É um imbecil que não sabe estacionar um carro.

            — Ora, seu verwünscht!

            Sakura riu da brincadeira entre eles e Sasuke suspirou ao som do riso dela.

            Não demoraram em casa, logo que Sakura partiu com o motorista da família, Sasuke e Naruto falaram sobre sair com amigos e apenas tomaram banho e trocaram de roupas antes de ir. Jantei só, mas pedi que deixassem o velho rádio ligado para que o silêncio não me causasse tristeza. Em nenhum momento imaginei que Sasuke parecia todas as horas do dia ao meu lado, tampouco que abriria mão de sua juventude para estar comigo. Ele era tão jovem e bonito, tão sagaz e cheio de vida! Não nego também que me senti agraciada com o escancarado interesse dele por Sakura. Era uma boa menina, vinha de uma família muito boa e se Sasuke engatasse um romance com ela não me oporia a isso.

            Já tarde da noite, revirando na cama e sem sinais do sono, resolvi entreter minha mente com um bom livro. As luzes já estavam apagadas, já passava da meia noite e vesti meu roupão sobre a camisola antes de descer e ir até a biblioteca. Talvez algo sobre mitologia ou apenas alguns poemas de Victor Hugo fossem a receita perfeita para entreter minha mente até o sono chegar. Caminhei por entre as prateleiras e escolhi, outra vez, Les Misérables. Aproveitei a poltrona confortável e me sentei, lendo pela décima terceira vez a pequena apresentação a Victor e sorrateiramente busquei os cigarros escondidos na terceira gaveta.

            Um habito feio e assassino que adquiri após a morte de Madara, herdado dele talvez.

            — Vim avisar que já chegamos, senhora Uchiha.

            O livro caiu e meu braço, apoiado ao braço da poltrona, escapou para fora e quase bati com cigarro contra meu rosto. Estiquei minhas pernas com pressa, cobrindo minhas pernas com o roupão e olhei em direção a porta, encarando-o.

— Deus, que susto!

— Oh, sinto muito, não era minha intenção, mas bati na porta e a senhora não ouviu. – ele sorriu e apertou o casaco entre os dedos. O cheiro forte de bebidas entregava-o.

— Onde está Sasuke? – arqueei uma sobrancelha e Naruto entrou um pouco mais no cômodo, coçando a nuca.

— O coloquei na cama agora, bem... Ele bebeu mais do que está acostumado. Ele está feliz por voltar a França.

— Não os ouvi chegar...

— Estamos acostumados a ter passos leves, por causa do internato. – assenti e traguei do cigarro, Naruto caminhou até onde o livro jazia esquecido e o pegou. – É o meu favorito, me ajudou a aprender francês. – o devolveu as minhas mãos e sorriu.

— É um bom livro.

— Senhora Uchiha, posso lhe fazer uma pergunta? – Naruto sentou-se na pequena mesa frente a minha poltrona e largou o casaso escuro no chão. Seus olhos tropegos e avermelhados denunciavam ainda mais a embriaguez.

            — Faça.

— Por que não gosta de mim?

Ele aproximou mais o tronco, curvando o corpo para frente e apoiando as mãos sob as coxas. Eu continuei o encarando, tragando mais duas vezes durante o silêncio que não parecia o desencorajar. O alcool pode ter o deixado mais corajoso, mas hoje sei que não se tratava apenas disso.

Talvez, Naruto tenha me amado quando eu ainda o odiava.

Soprei a fumaça para o alto e ele, com seus olhos de menino, observou se dissipar no ar com uma devoção doce. Naruto sempre fora doce na alma e no corpo. Um balsamo adocicado.

— Por que acha que não gosto de você, Naruto?

— A senhora nem ao menos tenta disfarçar o desprezar da minha presença. É algo que fiz? – ele falava baixo, trazendo a tona o barítono que vibrava por dentro das minhas veias. Era errado.

— Deveria ir se deitar, menino... Está tarde e você está embriagado...

— Eu gostaria de me deixar em cima do seu corpo, senhora Uchiha...

O cigarro foi ao chão dessa vez, meus olhos poderiam ter saltado para fora de meu rosto. E pior de tudo não fora minha surpresa, o pior de tudo ainda era o tremor do meu ventre correspondendo ao atrevimento de forma amistosa, desejosa.

Deus, era errado em todos os sentidos que existiam.

— Naruto, vou fingir que não disse isso... Está bêbado e...

— E enlouquecendo por sua causa. – o rapaz atreveu-se ainda mais, chegando mais perto, invadindo meu espaço, minha paz, meus esforços em continuar sã e salva em meu casulo. Naruto invadiu como um tanque de guerra, violento e imparável. Suas mãos grandes, mãos fortes e macias se arrastaram por sobre meus joelhos e coxas, perdendo-se dentro do roupão, por dentro da camilosa. Onde apenas meu marido havia tocado. – Sua pele é macia como imaginei...

E eu? Eu não conseguia o parar, bem, agora sei que nem ao menos queria fazê-lo. Eram toques firmes, pesados e que queimavam cada pedaço de pele que alcançavam. Gostaria de ter sido mais mulher e assumido que gostava, que gostei e que ainda hoje gosto da forma como as mãos de Naruto me faziam sentir.

Por que era bom, era sublime, era tudo que eu pareci ansiar por toda minha vida.

— Me deixe fazê-la se sentir bem, senhora Uchiha. – ele chegou mais perto, suas mãos deslizaram para baixo, tocando a parte de trás de meus joelhos e os erguendo até que meus dois pés estivessem sobre a mesa, ao lado de seus quadris.

E ainda assim, eu não o parei.

— O que está fazendo, menino?

Naruto abriu mais minhas pernas e desfez o nó do roupão, curvando o corpo sobre o meu e observando faminto meu corpo protegido apenas pela camisola escura. O arfar da minha voz quando ele beijou a seda que cobria meus seio esquerdo, fora de alivio. Um alivio quase doloroso e que não se assemelhava a nada que eu já sentira antes.

A umidade entre minhas pernas era vergonhosa, mas eu não senti vergonha alguma.

— Me deixe beija-la, senhora Uchiha. – ele agarrou-se aos meus seios como o menino afoito que era, apertando-os entre os dedos e perdido entre olhar para o que fazia e meu rosto. Naruto estava nervoso, mas focado em conseguir o que queria e ele queria a mim.

E ele teve. Ele ainda tem.

Os lábios alcoólicos amassaram os meus e eu segurei o rosto quente, perdendo meus dedos no cabelo loiro e tão desarrumado.

Eu nunca havia beijado homem algum além de Madara e naquele momento eu o traí sob seu teto com um alemão assassino.

Naruto tinha bem mais que o sangue de Neji em suas mãos, ele tinha meu corpo. E ele tocou em todos os lugares que ansiou, apertou cada músculo e gemeu de satisfação quando teve meu seio entre seus lábios e sugou ali como um menino esfomeado.

Ele era um menino, um menino de dezenove anos para mim, com trinta e cinco.

— Vai me mandar embora pela manhã, não vai? – o som de seus lábios soltando meu seio ecoou pela biblioteca e ele se ocupou com o outro, mordiscando a carne mantendo os olhos azuis nos meus. Doce menino atrevido.

— Já esteve com alguma mulher antes? – arfei com a mão quente que apertou minha coxa e ele sorriu pequeno.

— Não. – soltou meu seio e serpenteou sobre meu corpo, sustentando o corpo com os braços, apoiados nos braços da poltrona. – Sasuke zomba de mim por não ter transando com a prostituta como ele fez, mas depois que vi a senhora na estação tive certeza que fiz o certo em esperar...

— Esperar? Espera algo de mim? – Naruto mordeu meu ombro e lambeu dali até minha orelha, arfando contra minha pele.

— Espero que me cavalgue sob essa poltrona, senhora Uchiha. Que me faça homem dentro de si e se quiser, me mande embora de manhã. – suplicou em um sussurro manhoso e me encarou, me invadindo mais do que eu poderia suportar.

Ainda hoje o odeio por isso, mas o amo ainda mais.

— Menino... – segurei seu rosto entre minhas mãos, raspando meus lábios contra os dele e aspirando o cheiro alcoólico misturado ao perfume dele ao tabaco de meu cigarro. – Garçon allemand...— tentei frear meus instintos fixando todos os detalhes que me impediam de ceder a Naruto. 

Um menino, alemão, melhor amigo de meu filho.

— Por favor... Senhora...

— Me chame de Hinata agora, Naruto.

E o beijei desesperadamente e deixei que Naruto manchasse meu corpo com o sangue que sujava suas mãos.          

“Écoutez le chahut qu'il me fait

Comme si tout mon passé défilait”

               


Notas Finais


no próximo capitulo, que não vai demorar, a gente vai saber se a senhora uchiha realizou o desejo do menino alemão, até a próxima!


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