História La voix - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O
Tags Baeksoo, Mention!chansoo, Num Sei Tô Loka, Soobaek
Exibições 171
Palavras 3.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, gente ♡
Nem me atrasei tanto dessa vez né? Comecei a escrever o capítulo ontem, mas enrolei tanto que só terminei agora e nem revisei (como sempre T-T)

Enfim, eu sempre tenho a sensação de que os capítulos não estão bons e dessa vez tá pior do que antes, apesar de estar consideravelmente maior que os outros, mas né...

BOA LEITURA~~

Capítulo 21 - Capítulo 20. Frio


 

 

 

Kyungsoo definitivamente não estava acostumado com a sensação de felicidade transbordando em seu peito, decidiu isso após acordar pelo terceiro dia seguido com um sorriso tomando conta de seu rosto.

Não era como se fosse uma pessoa amarga ou infeliz, só não estava habituado com o sentimento de que as coisas finalmente estavam dando certo de alguma forma. Era apenas natural para Kyungsoo, viver sem estar inteiramente satisfeito, com aquele pessimismo que às vezes atrapalhava tudo quando fazia planos.

Mas tudo estava tão bem nos últimos dias que não conseguia evitar sorrir que nem um bobo toda vez que lembrava que finalmente seu livro seria publicado.

Era satisfatório para si, como um escritor não tão experiente na área sobre romances, ter seu livro aprovado, além de saber que todas as noites passadas em claro e sofrimento que durou meses deram resultado.

Levantou da cama com um sorriso no rosto e caminhou até a cozinha, planejando fazer um café da manhã decente. Viu o radinho em cima do balcão e decidiu ligá-lo depois de meses sem ouvir nada dele, colocando numa estação que só tocava músicas antigas.

Começou a preparar o café, enquanto balançava um pouquinho o corpo enquanto a música soava no apartamento inteiro.

Deu uma risadinha sem graça quando percebeu o que estava fazendo e só constatou que realmente não estava acostumado com aquela sensação, mas que gostaria de senti-la mais vezes.




 

X




 

— Posso saber por que você está especialmente feliz hoje? — Junmyeon perguntou assim que viu Kyungsoo sentado em sua cadeira no escritório.

— Quem disse que eu tô feliz? — Kyungsoo respondeu com uma pergunta, o sorriso lá, como se tivesse ganhado na loteria e não tivesse que dividir o dinheiro.

— Seu sorriso mostra isso.

— Meu sorriso poderia ser de tristeza.

Junmyeon riu, aproximando-se e sentando de frente para Kyungsoo.

— Não duvide da minha inteligência, sei muito bem quando um sorriso é de tristeza ou felicidade, muito obrigado — respondeu, revirando os olhos. — O que veio fazer aqui?

— Te fazer um convite.

— Pra quê? — questionou, confuso.

— Minha festa de comemoração.

Junmyeon franziu a testa.

— Você está bem mesmo, Kyungsoo? Tem certeza que não caiu da cama? Logo você querendo fazer festinha? — perguntou, meio preocupado.

— Hyung, você é péssimo. — Riu. — Eu só acho que devo comemorar essa nova fase da minha vida com pessoas que são importantes pra mim, você acha que não devo?

— Eu não disse isso — respondeu, incerto. — Só é incomum você tomar iniciativa pra fazer isso, geralmente eu tenho que te arrastar pras festas, enfim…

Kyungsoo bufou.

— Tá certo, pra tudo se tem uma primeira vez.

Junmyeon assentiu e ficou quieto por uns instantes.

— E quem você vai convidar?

Kyungsoo remexeu-se na cadeira.

— Você, o Jongin, Baekhyun, o amigo dele Jongdae...

— Jongdae? — indagou, preocupado.

— Sim, eu vou convidar seu namoradinho.

— Por quê?

— Porque ele é legal? Sei lá, eu gosto dele.

Junmyeon resmungou.

— Você tá fugindo dele, hyung? — Kyungsoo provocou.

O Kim coçou a nuca.

— Não, tá louco?

— Sei.

Junmyeon tratou de mudar de assunto.

— E o Chanyeol? Você vai convidá-lo?

Kyungsoo parou de sorrir na hora.

— Você acha que eu deveria? Ele nem atende minhas ligações ou responde minhas mensagens, acho que isso é um claro sinal de que ele não me quer por perto — respondeu.

— Não acha que estão indo longe demais nessa história de ignorar um ao outro?

— Não tô ignorando ele — disse, convicto. — Ele que tá me ignorando.

— Porque você partiu o coração dele — sussurrou.

— Eu sei, hyung, eu sei. — Deu um suspiro e levantou. — Eu só vim te convidar mesmo, tenho que fazer outras visitas.

Junmyeon levantou da cadeira também, percebendo que Kyungsoo havia ficado um pouco chateado.

— Desculpa, Soo, eu não-

— Tá tudo bem, hyung, sério — respondeu, olhando em seus olhos e oferecendo um sorriso. — Eu não ligo, é só a verdade…

Junmyeon engoliu em seco.

— Até amanhã, viu? Aparece lá em casa à noite — disse, antes de abrir a porta. — Ah! Antes que eu esqueça: nem ouse aparecer com essa roupa feia que tá usando hoje, deixa você velho.

O Kim ficou sem reação.

— O que tem de errado com a minha roupa? — perguntou quando Kyungsoo já havia fechado a porta.

Talvez blusa de bolinha com calça listrada não ficasse tão bem quanto achava que ficaria, no fim, deu de ombros.




 

X



 

A tarde passava lentamente enquanto Jongin mudava de canal com uma expressão entediada. A casa de Chanyeol já havia virado uma segunda casa para si, que passava mais tempo ali do que em qualquer outro lugar, apesar de ter compromisso marcado mais tarde.

Jongin precisava primeiro fazer um convite para Chanyeol e depois poderia ir ao encontro de um de seus chefes, que adorava vender quadros no tempo livre, inclusive os seus.

Havia recebido uma ligação importante de Kyungsoo e estava servindo como pombo correio, pois realmente tinha uma alma caridosa e certamente iria para o céu.

Riu com o pensamento e desviou sua atenção para a porta do banheiro assim que ouviu o som da chave, observando Chanyeol sair dali depois de tomar um belo banho.

— Finalmente resolveu tomar banho, ‘tava quase criando moscas ao seu redor — Jongin comentou com um sorriso brincalhão no rosto.

Chanyeol, que secava os cabelos com uma toalha, só revirou os olhos.

— Hahaha, tão engraçado.

Jongin assobiou.

— É um dom que herdei do Junmyeon hyung.

Chanyeol riu.

— Até parece que o hyung é engraçado mesmo.

— Ele é uma boa pessoa — disse, dando de ombros.

— O importante é a saúde.

Jongin bufou.

— Você fez o que eu te pedi?

Chanyeol fingiu não ouvir, encolhendo-se no sofá enquanto passava de canal com rapidez.

Jongin suspirou.

— Chanyeol, eu sei que você tá me ouvindo.

— Hã? — se fez de desentendido.

Hã? — imitou a voz do outro, debochado. — Olha, você voltou a trabalhar, tá socializando mais, anda tomando mais banhos, vejo isso como um grande avanço, mas…

Chanyeol suspirou.

— Por que sempre tem que ter um “mas”?

— Porque já vai fazer um mês que você tá ignorando o Kyungsoo e, cara, ele é seu melhor amigo, ou pelo menos era né — falou rudemente. — Olha aqui, o nosso grupinho de quatro sofreu um grande desfalque depois dessa treta entre vocês dois, mas já tá na hora de parar de drama, ‘cê não acha? Além do mais, ele acabou de me ligar dando a ótima notícia de que-

Chanyeol cruzou os braços e interrompeu.

— Não quero saber.

Jongin deu um chute no outro, fazendo-o resmungar.

— Até parece que não quer mesmo — debochou. — Eu sei como é difícil aceitar a friendzone, mas acho que entre ter uma amizade e não ter nada com ele, eu escolheria a amizade.

— Porque você é o Jongin, você perdoa todo mundo — balbuciou.

— Sim, eu perdoo e adivinha? Eu tô muito bem assim — retrucou. — E mais: nem finge que a culpa dessa história é inteiramente do Kyungsoo quando você não foi nenhum santo.

Chanyeol franziu a testa.

— Tá, cara, o que você quer de mim? Fala logo.

Jongin sorriu vitorioso.

— O livro do Kyungsoo foi aprovado.

O Park resmungou.

— O que eu tenho a ver com isso?

— Vai ter festinha de comemoração e, adivinha? Você vai comigo.

— Ah nã-

— Não aceito um não como resposta — comunicou, enquanto levantava do sofá e pegava o casaco que tinha largado de qualquer jeito. — Eu venho te buscar amanhã à noite, esteja pronto — avisou, antes de abrir a porta. — Ah! Não esquece de caprichar no banho, quero que esteja bem cheiroso e bonito, até mais!

— Ei!

Antes que Chanyeol pudesse protestar, Jongin já havia fechado a porta. No fim, não lhe restou alternativas a não ser aceitar seu destino cruel.




 

X




 

Baekhyun estava sentado no banquinho do bar quando sentiu mãos tapando seus olhos, sem nem precisava perguntar quem era, já dava para deduzir pelo tamanho dos dedos e o cheiro de hidratante adocicado que encheu suas narinas.

Kyungsoo era tão previsível e parecia estar de bom humor ultimamente, Baekhyun adorava isso.

— Oh, quem será? — brincou. — Seria Do Kyungsoo?

O Do revirou os olhos.

— Você é tão chato! — reclamou. — Como você sempre sabe que sou eu?

Baekhyun virou-se de frente para o outro e abriu um sorriso singelo.

— Sei lá, eu só sei.

Kyungsoo suspirou, puxando outro banquinho e sentando ao seu lado.

— O que você tá fazendo aqui hoje?

— Hoje é sexta-feira — lembrou.

O escritor coçou a nuca.

— Você vai trabalhar amanhã?

Baekhyun ergueu uma sobrancelha, curioso.

— Por quê? Quer me ver tanto assim? — perguntou num tom brincalhão.

— Seria o seu sonho? — devolveu, cínico. — Na verdade eu vim te convidar ‘praquela festa que eu falei que faria.  

Baekhyun sorriu, malicioso, e passou os dedos na coxa alheia, vendo-o estremecer.

— Só você e eu?

Kyungsoo riu.

— Infelizmente não, convidei outras pessoas.

O Byun resmungou.

— Existe alguém mais exclusivo e especial que eu?

Kyungsoo sorriu e respondeu sarcasticamente.

— Claro que existe, eu mesmo.

Baekhyun suspirou pesadamente, como se o mundo estivesse em suas costas, como um velho de 70 anos cansado demais por trabalhar.

— E quem você convidou?

Kyungsoo afastou a mão de Baekhyun que ainda fazia um carinho discreto em sua coxa, levantando e esticando o corpo.

— Já disse que são amigos que você ainda não conhece.

O mais velho desistiu de arrancar mais alguma informação, vendo que não lhe sobrava muitas opções além de aceitar logo e enfrentar os amáveis amigos de Kyungsoo.

Acontece que não estava muito afim de conhecer ou fazer parte da vida particular de Kyungsoo porque lhe daria aquela pequena esperança de que poderiam ser muito mais do que apenas… nem sabia mais.

Sua mãe sabiamente dizia que certas coisas não existem até você dar nome a elas e aquele lance que tinha com Kyungsoo aparentemente era uma dessas coisas.

— Enfim — Kyungsoo interrompeu seus pensamentos —, você vai?

Havia aquela pequena faísca de esperança nos olhos de Kyungsoo, a mesma que vivia queimando no peito de Baekhyun.

O Byun suspirou e assentiu levemente.

— Claro, eu vou sim.

Kyungsoo sorriu e, pasmem, ficou tão empolgado que se aproximou de Baekhyun e deixou um breve selar em seus lábios.

— Vou te esperar.

Com certeza Baekhyun não faltaria.




 

X

 

 

 

O dia passou voando e quando viram, já era manhã do outro dia.

Kyungsoo estava ocupado planejando as coisas para a pequena festinha que faria, arrumando a casa, providenciando as comidas e bebidas — especificamente bebidas já que era uma comemoração de adultos — e confirmando a presença de seus poucos amigos e alguns colegas.

Já Baekhyun estava jogado em sua cama, pensando no que aconteceria à noite, já que não estava com um bom pressentimento.

Sua casa estava uma bagunça e seu rosto estava aparentemente cansado já que passara a madrugada jogando conversa fora com Jongdae, que tinha bebido até demais e estava carente por conta da sua própria estupidez e o fato de não ter coragem o suficiente para falar para Junmyeon sobre seus sentimentos.

Baekhyun lembrava do seu melhor amigo dando um sábio conselho de que, se amasse mesmo Kyungsoo, deveria falar o mais rápido possível antes que as coisas pendessem para outro lado, do distanciamento e da frieza.

Considerava realmente dizer, só estava esperando o momento certo e a tão importante coragem.

Aquela noite prometia todas.




 

[...]



 

Acontece que Kyungsoo não estava planejando tudo aquilo.

Quando deu certo momento da noite, os convidados começaram a chegar, antes mesmo de terminar o que estava fazendo.

Achou que ficaria tudo bem já que eram só os seus amigos, mas quando viu, sua casa estava cheia de amigos de amigos de seus amigos, ou seja, estranhos.

Junmyeon havia chegado primeiro com Sehun no seu encalço, um de seus novos assistentes. Logo depois chegou Luhan, um antigo colega de faculdade, que trouxe Minseok. Depois chegou Zitao, um querido dongsaeng, com Yixing no seu encalço.

Quando Kyungsoo viu, a sala estava cheia de pessoas desconhecidas, inclusive algumas garotas que sequer vira na vida e que nem fazia questão de saber de onde eram.

Junmyeon lançou-lhe um olhar de desculpas assim que chegou perto e disse que Sehun iria se comportar, mas, sinceramente, Kyungsoo não dava a mínima para aquele pentelho aparentemente inofensivo, só não queria que alguém roubasse suas coisas, vomitasse no seu banheiro ou pior: transasse em sua cama.

Baekhyun estava atrasado, Jongin estava atrasado e Kyungsoo já sentia o fiasco que aquela noite resultaria.

A música estava muito alta e quando resolveu levantar para abaixar, ouviu a campainha e quase saiu correndo, pronto para pedir socorro e dar o fora dali.

Só que na porta, estava quem menos esperava ver, porque, honestamente, nem ele se perdoaria se estivesse no lugar de Chanyeol, mas ali estava ele,com aquele cabelo vermelho ridículo que já estava desbotando, usando um casaco de frio e calças confortáveis, com as mãos no bolso.

Jongin estava logo atrás, oferecendo-lhe um sorriso nervoso e acenando, empurrando discretamente Chanyeol para que falasse alguma coisa.

— Oi — Kyungsoo falou primeiro, a voz saindo meio fina pelo nervosismo.

Chanyeol encolheu-se.

— Oi… — respondeu, desconfortável. — Parabéns pelo livro.

O Do desviou os olhos, sem graça.

— Obrigado — disse, afastando-se um pouco e dando espaço. — Podem entrar…

Chanyeol o fez e Jongin seguiu logo atrás, lançando um olhar de desculpas pela falta de jeito do outro.

— Você tá mais baixinho do que nunca, Kyungsoo — Jongin falou, dando-lhe um abraço de urso.

Kyungsoo retribuiu com um sorrisinho nervoso, sentindo o olhar de Chanyeol pesar em suas costas.

— Você não tá muito mais alto também.

O moreno afastou-se e aproveitou para fechar a porta.

— Então, onde é a festa?

Kyungsoo apontou para a sala, que estava cheia de pessoas que certamente nem sabiam o motivo da comemoração.

— Tem comida, bebida e, bem… vocês sabem se virar — disse, dando de ombros. — Eu preciso ir ao banheiro.

Nem olhou para trás, se direcionou direto ao cômodo e trancou a porta, olhando para o espelho e suspirando.

Parece que a ideia da festa foi uma furada.




 

X



 

Baekhyun estava atrasadíssimo e a culpa era inteiramente de Jongdae, que havia demorado mais do que o normal para se arrumar.

Sabia que Kyungsoo ficaria no mínimo chateado e provavelmente ignoraria sua presença até implorar por perdão e fazer uma chantagem emocional digna de filmes de drama.

Baekhyun não estava muito entusiasmado com a festa e suspirava a cada passo que dava em direção ao apartamento do outro, ouvindo Jongdae reclamar sobre aquele frio dos infernos.

Tudo apontava de que as coisas dariam errado, desde o momento em que aceitou até o momento em que bateu na porta de Kyungsoo e foi recebido por Chanyeol, que parecia ter envelhecido alguns anos desde a última vez que o vira alguns meses atrás.

Entrou no apartamento do outro com uma expressão desconfiada no rosto e quando visualizou toda aquela gente, perguntou-se por que Kyungsoo reclamava tanto de ter poucos amigos quando poderia facilmente encher sua sala com um monte de pessoas.

Chanyeol lhe encarava com certa curiosidade e o cara ao seu lado também, um moreno com um sorriso bonito e expressão carismática.

Baekhyun pigarreou e estava pronto para se apresentar quando viu Kyungsoo vindo em sua direção com uma expressão de quem iria lhe assassinar quando menos esperasse.

Jongdae cutucou o seu lado e sussurrou.

— Parece que você se ferrou hoje, hein, Hyunie. — Riu baixinho.

Baekhyun estremeceu quando Kyungsoo olhou para si e se aproximou.

— Vocês estão atrasados.

Jongdae interviu.

— Foi pra não perder o costume.

Jongin pigarreou.

— Não vai apresentar seus convidados pra gente?

O Do revirou os olhos.

— Eles já conhecem o Chanyeol.

— Mas eu não.

Kyungsoo bufou.

— Ok… esse aqui é o Jongdae, amigo do Baekhyun — apontou para o Kim, que sorriu. — E esse daqui — apontou para Baekhyun — é o Baekhyun, meu… — hesitou e tossiu de leve — amigo.

Jongin sorriu em compreensão e ofereceu-lhes a mão, ignorando a expressão meio avoada de Baekhyun, que parecia um pouco decepcionado com a designação que Kyungsoo usara para lhe descrever.

— Eu sou o Jongin.

Os dois sorriram.

Jongdae sorriu de curiosidade pela possível nova amizade.

Baekhyun sorriu de tristeza mal disfarçada, já que realmente nunca passara de um amigo.





 

[...]




 

O ruim de esperar demais de alguém é a consequente decepção quando as coisas não acontecem do jeito que você gostaria, Baekhyun sabia disso como ninguém.

Estava sentado perto da varanda de Kyungsoo, que na verdade era só um espacinho em que ele guardava e cultivava suas plantas, longe do barulho que incomodava seus ouvidos.

Baekhyun sabia que não deveria ter aparecido, principalmente porque todas as suas esperanças tolas foram esmagadas por simples palavras que Kyungsoo nem deve ter pensado antes de proferi-las.

Estava de volta à estaca zero.

Então eram realmente só amigos com benefícios? Que não sentem nada um pelo outro além de atração física e sexual que impede de ficar um longe do outro?

Em tese era para ser assim, se Baekhyun não fosse tolo demais para se apaixonar por um cara que sequer sabia o que era amor. Achou que era quem, afinal? Um santo milagreiro capaz de fazer Kyungsoo apaixonar-se por si como estava pateticamente apaixonado por ele?

Não poderia mais ignorar aquele sentimento que machucava seu coração e deixava cada vez mais claro que amizade nunca seria o suficiente para sanar toda a necessidade que sentia de ser amado de volta.

Kyungsoo não poderia correspondê-lo, então que sentido faria insistir em algo que estava fadado ao fracasso?

Riu sem realmente ter vontade, engolindo a cerveja diretamente da garrafa.

Baekhyun estava sentindo-se miserável.

Tão miserável que nem notou a aproximação repentina de Kyungsoo, que simplesmente sentou em cima ba bancada, com uma garrafa de cerveja na mão também.

— Parece que a minha festa foi por água abaixo — comentou.

Baekhyun assustou-se levemente.

— Eu nunca fui um bom anfitrião mesmo e eu deveria saber que iriam surgir vários penetras. — Riu.

O Byun arregalou os olhos.

— Toda aquela gente é penetra?

— Tirando o Jongin, Chanyeol, Junmyeon, Jongdae e mais alguns poucos amigos, sim. — Riu da própria desgraça. — Vai servir de lição pra eu nunca dar uma festa sem ajuda de ninguém.

Baekhyun suspirou.

— Você poderia pedir minha ajuda.

— Você é um preguiçoso que acorda onze da manhã — retrucou.

Baekhyun engoliu em seco.

— Mas eu sou seu amigo, não sou? — Arrependeu-se assim que proferiu as palavras porque, droga, não queria uma confirmação para o que já sabia.

Kyungsoo suspirou.

— Você sabe que não… — respondeu, para a surpresa de Baekhyun. — Amigos simplesmente não fazem o que a gente faz.

Baekhyun riu sarcástico.

— Não foi o que pareceu do jeito que me apresentou ao seu amigo.

— Sabia que estava chateado por isso — falou em reconhecimento, como se soubesse de tudo.

E se tinha uma coisa que irritava Baekhyun era a mania de Kyungsoo de querer fingir saber tudo quando não sabia nada, quando não percebia nem o que estava na sua frente.

— E você queria que eu ficasse como? — questionou. — Droga, eu tô tentando realmente não ligar, mas é difícil porque-

Kyungsoo balançou a cabeça e desviou os olhos.

— Vai por mim, você não quer realmente dizer isso.

O Byun bufou.

— Como você sabe? Do que tem tanto medo? Que eu fale o que já tá bem óbvio?

— Baekhyun…

Baekhyun levantou-se da cadeira e aproximou-se de Kyungsoo, ficando entre suas pernas.

— Kyungsoo, olha pra mim.

O Do negou, empurrando seu peito de leve.

Baekhyun pegou seu rosto com uma das mãos, praticamente forçando o outro a olhar para si.

— Soo, eu sei que você não quer ouvir isso, mas eu preciso dizer o que tá entalado na minha garganta por meses — disse. — Eu sei que posso estar sendo um egoísta e acabando com sabe-se lá o que a gente tem, mas…

Kyungsoo olhou para Baekhyun, realmente olhou, sendo capaz de ver o rosto corado e os olhos marejados do outro, tão vulnerável e tão… sensível.

— Eu amo você — desabafou. — Eu te amo pra caralho e acho que iria explodir se não dissesse porque — hesitou — você é a pessoa mais incrível que eu já conheci nos últimos anos e seria a maior burrice se deixasse em segredo o fato de que eu estou apaixonado por você.

Baekhyun parecia a ponto de chorar, ainda segurando o rosto de Kyungsoo com as mãos trêmulas enquanto o outro o encarava com uma expressão chocada.

Antes que Kyungsoo pudesse dizer alguma coisa, Baekhyun afastou-se e pegou a garrafa que havia largado na cadeira, tomando um gole da cerveja.

— Baekhyun…

O Byun nem virou para encará-lo.

— E-Eu sinto muito.

Baekhyun riu, seco, lutando contra a vontade de chorar, fingindo que estava tudo bem quando estava morrendo por dentro.

— Baekhyun-

— Não precisa ter pena de mim, Kyungsoo — respondeu, num tom frio. — A culpa é minha por ter pensado… — cortou a própria fala. — Esquece.

O Byun olhou para si mais uma vez.

— Aproveite bem a sua festa.

Kyungsoo observou Baekhyun se afastar, sentindo uma leve vertigem querendo tomar conta de seu corpo. Tudo parecia ter parado enquanto assimilava o que havia ouvido.

E, pela primeira vez na vida, concordou com a ideia de que o inverno era horrível, pois estava frio lá fora, as lágrimas começavam a cair e, ironicamente, não tinha mais ninguém ali.

















 


Notas Finais


Não me matem, por favor :,(

Acho que daqui a uns três ou quatro capítulos essa fanfic acaba.

Beijos e até mais~~~


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