História LaBumba - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Cap. 10


 - Aaa Bella senti tanto a sua falta nesses anos.

  - Eu também Tia Meg, sinto falta dos nossos jogos de cartas – Meg era uma mulher muito inteligente e era extremamente boa com jogos, por mais que eu me esforçasse ela sempre, sempre ganhava de mim no baralho.

   - Vocês dois, porque acabaram com uma amizade que durou por tantos anos – Engoli em seco, não queria contar a ela o que havia acontecido.

   - É uma longa história.

   - Você e meu filho são dois imbecis.

   Dei risada ela é um tipo de mulher que fala o que pensa e foda se o que você acha.

   - Como vocês voltaram a se falar?

   - Isso também é uma longa história Tia – Ela bufou e eu ri.

   - Vocês dois estão namorando?

   “Quem me dera” pensei, comecei a pegar a louça para colocar da mesa na copa da casa.

   - Não.

   - Que merda! Você sabe que eu não vou ir com a cara de ninguém mais a não ser você, não sabe?

  Gargalhei, Meg vivia me dizendo que queria que eu fosse sua nora, ela falava que não iria com a cara de nenhuma garota a não ser a minha. E de fato é verdade a primeira namorada de Jack ela quase moeu a menina, coitada. Eu amava isso, óbvio.

   - Eu sei, eu sei! – Limpei o canto dos olhos que estavam escorrendo lágrimas por causa da risada.

   - Sabe Bella, Jack ... – Meg foi cortada no meio da frase por Jack que entrou na cozinha.

   - Eu ouvi meu nome.

   Logo atrás dele veio seu pai que entrou no cômodo e ficou me encarando por um tempo depois perguntou:

   - Bella? É você mesma?

   - Oi Henry, sou eu sim – Sorri, pensando será que eu havia mudado tanto assim, para as pessoas não me reconhecerem. Ele limpou as mãos na calça e veio me abraçar.

   - Quase não te reconheci – Ele segurou meus pulsos – Seu pai deve estar muito orgulhoso de ver você assim, uma mulher tão bonita.

   - Eu acabei de dizer isso a ela querido.

   - Está a cara da sua mãe – Ele sorriu e me abraçou novamente. Eu não cheguei a conhecer minha mãe, ela acabou morrendo na hora do meu parto. Mas Meg e Henry a conheceram. 

   Uma vez falei ao meu pai que a culpa da morte da minha mãe era toda minha. Ele respondeu que não era, e que Alice faria qualquer coisa por mim e que aquilo havia sido uma escolha somente dela. Então eu perguntei se ele sentia falta da minha mãe, meu pai respondeu que sim mas era só olhar para mim que a saudade passava, ele dizia que sou igualzinha a ela e que isso era um sinal de que ela estava ali.

   - Vamos parar com esse drama e vamos comer! – Meg falou pegando a forma de frango e levando para a copa Henry me soltou dando um sorriso e fomos jantar.

   - Como está Kriss? – Kriss era a irmã mais velha de Jack, eram cinco anos de diferença e uma irmã mais velha para mim também. Ela sempre me ajudava com as “coisas de menina”.

   Ela desde de sempre foi apaixonada por botânica e quando aconteceu a briga entre mim e seu irmão ela estava indo para a faculdade.

   - Ela está no Brasil, terminou o doutorado e agora está dando aula nas universidades de lá – Aaa, o Brasil! Sempre gostei daquele lugar, as músicas, as comidas, as festas isso tudo deve ser porque minha mãe era brasileira e daí que saiu meu cabelo cacheado e a pele morena. Morgana também é brasileira, ela nasceu lá e com dezessete anos veio para Europa.

   - Sempre quis ir ao Brasil, mas nunca tenho tempo – Falei dando de ombros enquanto comia mais um pedaço do frango.  

    O jantar foi tranquilo como sempre, mas hora de ir embora foi difícil, Meg queria que nós levássemos um monte de comida embora. No fim eu e Jack saímos da casa de seus pais com uns cinco potinhos, um suco natural e um bolo de brinde.

   - Vamos a delegacia está bem? – Ele perguntou.

   - O que vamos fazer lá?

   - A polícia achou uma câmera que ficava escondida em uma loja, nem o próprio dono lembrava da existência dela, então pegamos o DVD com as gravações e queria que você desse uma olhada junto comigo.

   - Está bem, mas eu posso fazer isso?

   Ele olhou no relógio em seu pulso.

   - São quase onze horas, só vai ter poucos policiais noturnos.

   Fomos conversando até a delegacia, chegando lá Jack acenou com a cabeça para um guarda e entramos, mas tudo o que Jack falou aconteceu o contrário. Tinha várias pessoas ali dentro e todos pareciam preocupados com alguma coisa que havia acontecido.

   - O que houve? – Ele foi até Simon que estava sentado em uma mesa qualquer meio isolado dos outros

   - Alguém roubou o DVD com as imagens – Ele coçou os cabelos loiros levantando, veio até mim e me deu um beijo na bochecha meio demorado. Escutei Jack tossir e um músculo de sua bochecha se contraiu.

   - Olá Bella – E sorriu, mais uma vez um calafrio percorreu minha espinha por inteiro.

   - Oi Simon.

   - Mas e vocês o que estão fazendo aqui?

   - Vim pegar uns papéis que eu esqueci na minha mesa - Jack disse em uma mentira rápida.

   - É mesmo, que papéis?

   - Cópias dos meus documentos, tenho que renovar minha carteira de motorista e para isso eles precisam do meu documento.

   Uau, para um policial ele mente muito bem, eu teria acreditado e Simon pelo que parece também acreditou.

   - Venham eu vou mostrar as imagens da minha sala.

   Fomos até um escritório que tinha três telas de computador, acredito eu que seja o lugar onde controlam as câmeras, ele colocou o vídeo para rodar. Primeiro mostra a sala vazia, depois a tela fica preta e em dois minutos a sala volta a ser vista e só que desta vez estava toda revirada.

   - É tudo o que temos – Simon falou – Acho que um desses criminosos ouviu falar que conseguimos umas imagens e decidiram invadir a delegacia.

   - Alguém hackeou o sistema por alguns minutos para pegar a fita – Jack disse coçando a barba rala – Ele deve ter entrado pela porta de traz.

   - Não foi, a chave está do mesmo jeito que eu havia deixado, acho que ele entrou pela entrada de ar, esse prédio e antigo e uma pessoa magra conseguiria facilmente entrar.

   Eu até agora não havia dito nada só observei, mas não aguentei mais e falei:

   - Vocês já cogitaram que pode ser alguém de dentro da delegacia? Porque ninguém escutou certo?

   - Sim.

   Jack olhava para mim atento e Simon também, mas ele parecia que queria me devorar e estava fazendo isso com os olhos.

   - Pois bem se ninguém viu nem ouviu nada. E também esse cara foi direto para o seu escritório, ele sabia onde estava o DVD. Só pode ser alguém aqui de dentro que está ajudando os criminosos.

 



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