História LaBumba - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Cap. 11


 Simon coçou a testa branca depois olhou para mim.

   - Sua namorada é bem esperta. Estou impressionado.

   - Obrigada.

   - Jack já falou para você da festa de cem anos da delegacia?

   - Não falou.

   - Bom se ele não falou, terá uma grande festa de gala em comemoração aos cem anos desse lugar. Se quiser ir está convidada.

   - Obrigada.

   Já em casa eu e Jack nos jogamos no sofá, finalmente tirei meus saltos e prendi meus cabelos enquanto ele tirava a jaqueta e os tênis.

   - Também acho que foi alguém lá de dentro, depois do que você falou tudo fez sentido. Foi bem inteligente na verdade – Ele olhou para cima, meus dedos do pé quase tocando seus cabelos.

   - Obrigada, só eu que estou achando essa situação toda muito estranha?

   - Não – Ele suspirou e fechou os olhos.

   - Essa é a sensação que você teve até agora, de ter uma pista bem na sua frente e um segundo depois ver ela sumir por entre seus dedos?

   - É bem frustrante não é?

   - E como.

   Ele virou de bruços no sofá olhando para mim.

   - Minha mãe ficou muito feliz em ver você, meu pai também – Ele sorriu doce pra mim e eu coloquei um mecha que caiu do meu coque atrás da minha orelha.

   - Fiquei feliz em vê-los também.

   - Eles sentem saudade da Kriss e ter você hoje lá foi muito bom – Ele riu sozinho depois ergueu os olhos para mim – Quantas vezes ela te perguntou se estávamos namorando?

   - Por incrível que pareça uma vez só.

   Começamos a rir.

   - A última vez que levei uma mulher para conhecer meus pais, ela fez de tudo para menina não gostar dela, minha mãe falou a noite inteira sobre você.

   - Está brincando!?

   - Queria estar, até uma hora que essa mulher ficou irritada e falou assim para minha mãe: “Se ela é tão boa assim, porque seu filho não casa com ela” – Jack imitou a voz de uma garota ou tentou, segurei a risada e deixei ele continuar – A melhor parte vem agora, Dona Meg respondeu “Olha moça isso é o que eu mais quero”.  A mulher ficou puta, pegou a taça de vinho e jogou na minha cara, minha mãe começou a limpar a mesa enquanto dizia: “Não fui com a cara dessa menina” e meu pai balançava a cabeça sem palavras.

   Explodi em risada, imaginei a cena na minha cabeça e foi aqui que eu dei mais risada até as lágrimas escorrem para minha bochecha.

   - Não tem graça!

   - Tem... Tem sim! – Eu não conseguia parar de rir.

   - A é? É assim então? – Ele puxou meu pé e prensou minha perna entre seu corpo e o sofá, de forma que eu não conseguia tirar ela dali de jeito nenhum e começou a estralar meus dedos. Gritei ainda rindo.

   - JACK! PARA! – Eu não conseguia mais respirar de tanto rir, comecei a me debater para soltar meu pé, mas tudo que consegui foi desmanchar meu coque e ficar com o cabelo igual uma juba, enquanto estava de ponta cabeça no sofá, com as pernas no colo dele.

   Ele ria com meu desespero e só parou quando estralou os dez me deixando finalmente respirar.

  - Nunca mais ria de mim – Ele pegou minha mão e me puxou para cima me tirando do chão, ficamos cara a cara a poucos centímetros um do outro e eu no seu colo. Jack ainda sorria enquanto eu tentava respirar normalmente. Ele tirou um cacho do meu rosto e olhou nos meus olhos, a cor deles me hipnotizou. Mas depois me toquei da situação em que estávamos, senti meu rosto ferver.

   - Preciso de água – Fui pra cozinha sentindo o chão gelado embaixo dos meus pés e agradecendo mentalmente por eu não ficar vermelha quando estou com vergonha.

 

   Mais ou menos uma semana depois, numa quinta-feira. Escuto meu telefone tocar, sai correndo pela casa à procura dele, assim que acho atendo minha secretária.

   - Oi Jessie.

   - Bella – Sua voz parecia que ela estava em estado de choque, meu coração gelou.

   - Jessie o que foi? Fala comigo!

   - Bella vem pra LaBumba – E desligou, subi as escadas correndo discando o número do celular de Jack, que atendeu na primeira chamada coloquei no viva voz enquanto me trocava com as primeiras peças de roupas que eu encontrava.

   - Bella?

   - Jack vai pra LaBumba.

   - O que aconteceu?

   - Vai para lá por favor, estou indo também.

   - Tudo bem, te vejo lá. Me liga qualquer coisa.

   - Está bem.

   Desci as escadas novamente e Rosa me parou.

   - O que aconteceu menina?

   - Alguma coisa na LaBumba. Preciso ir.

   Dei um beijo nela e sai arrancando com o carro, a voz de Jessie no telefone me apavorou. Devo ter levado umas cinco multas do caminho de casa até a boate.

   A fachada estava normal, mas quando eu abri a porta deixei minha bolsa cair no chão. Parecia que havia passado um enorme furacão lá dentro, estava tudo, tudo revirado ou quebrado. As mesas móveis estavam no chão, algumas cadeiras quebradas, a prateleira de bebidas que ficava no bar não tinha sobrado uma garrafa, copo, decoração, as paredes inteiras pichadas, minhas grandes janelas quebradas. No palco, onde bandas e cantores se apresentavam não sobrou uma caixa de som ou instrumento. Comecei a chorar ninguém se aproximou de mim. Cai de joelhos no chão, minha LaBumba estava totalmente destruída. Olhei para frente e vi um par de pernas, levantei meus olhos e observei Jack que estava com a mão estendida para mim, segurei ela e ele me levantou.

   Abracei sua cintura enquanto chorava, encostei minha testa no seu ombro. Jack passava a mão no meu cabelo enquanto eu abraçava com força suas costas. Quando meu choro cessou ele levantou meus rosto com as mãos e olhou profundamente meus olhos.

   - Vai ficar tudo bem, eu prometo – Fiz que sim com a cabeça depois olhei para meus funcionários.

   - Estão todos bem? Alguém se machucou?

   - Não Bella, estamos todos bem – Meu chef de cozinha falou enquanto vinha me dar um abraço, logo atrás dele se formou uma espécie de fila para me abraçar. Depois que acabaram subi para meu escritório, Jack atrás de mim, o lugar estava intacto. Havia somente um papel com letras impressas, que estava em cima da minha mesa.

“PARE COM QUE ESTÁ FAZENDO, OU EU VOU MACHUCAR TODOS AQUELES QUE VOCÊ AMA”

   



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