História LaBumba - Capítulo 13


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Cap. 12


 Jack tirou o papel das minhas mãos e leu, depois guardou no bolso. Me senti tonta, apoiei minhas mãos na mesa olhei para o chão e lá tinha um papel de bala dourado.

  - O filha da puta ainda chupou uma bala antes de fazer isso tudo – Olhei para o papel e depois joguei fora.

   - Vamos embora, você precisa descansar.

   - Mas eu preciso...

   - Descansar, vem Bella. Por favor – Ele estendeu a mão pra mim, segurei ela e nós descemos novamente. Fui até Jessie que estava chorando e pedindo desculpas.

   - Isso não foi culpa sua, foi minha. Agora me escute – Segurei suas mãos – Preciso que cancele o show, não consigo fazer isso, estou sem forças.

   - Vá dormir, eu cuido disso – Jessie se recompôs, secou as lágrimas e sai andando enquanto dava ordens.

   Entrei no meu carro com muito custo, Jack não queria deixar eu dirigir, mas eu precisava de um tempo sozinha. Arranquei com o carro e fui para minha casa.  

   Fechei as cortinas, tirei meus tênis e me enfiei embaixo do edredom. Sozinha no meu quarto mais uma vez naquele dia desabei em prantos. Logo depois escutei três batidas na porta.

   - Posso entrar? – Jack fechou a porta atrás de si mesmo, veio até mim e se sentou na cama.

   - Jack, hoje era aniversário dele –Falei entre soluços. Hoje seria aniversário do meu pai se ele estivesse vivo, todo ano é a mesma coisa é sempre um dia muito, muito difícil para mim. Mas hoje superou, esse sem duvidas foi o mais difícil.

   Ele não disse nada, só ficou me observando com seus olhos âmbar.

   - Teria sido mais fácil se você estivesse lá comigo.

   - Aonde Bella?

   - No enterro dele – Voltei a chorar e enfiei a cara no travesseiro. Jack passou a mão no meu cabelo.

   - Mas eu fui.

   - O que? – Levantei o olhar para ele, que secou minhas lagrimas.

   - Bella seu pai foi uma pessoa muito importante para mim, não poderia não ir no enterro dele. Eu só fiquei longe de você porque sabia que não queria me ver.

   Saber que ele havia ido, aqueceu um pouco meu coração, fechei os olhos sentindo esse calor no peito e acabei dormindo.

  

   No sábado peguei alguns sacos de lixos, duas vassouras e uma pá, enfiei tudo dentro do carro e fui para minha boate, tinha muita coisa para ser feita. Assim que abri a porta tomei um susto. Morgana, Helena, Emma, Luke e Jack estavam lá dentro todos com algum utensilio de limpeza nas mãos fazendo alguma tarefa.

   - O que vocês estão fazendo aqui?

   - Ajudando você Bella – Luke disse sorrindo e eu retribui a gentileza.

   - Não sei o que dizer – Falei.

   - Eu sei, pega uma vassoura e começa a varrer esses cacos de vidro – Emma disse enquanto jogava os vidros quebrados dentro de um saco. Peguei minha vassoura e comecei a ajudar também.

   Depois de uma hora e meia escutando somente o som da vassoura arrastando o vidro, Helena pegou um pedacinho de madeira e se virou para mim e Jack.

   - Vejam isso – Nós olhamos, ela pegou e jogou aquela madeira em Morgana que estava de costas para Luke que assoviava tranquilamente.

   Morg irritada pegou a peça e jogou na bunda dele com toda sua força.

   - AI! PORQUE FEZ ISSO? – Luke chegou perto dela, mas Morgana somente cruzou os braços. E assim começou uma pequena discussão, Jack, eu e Helena nos sentamos na mesa para assistir de camarote a briga.

   - Dá próxima vez que jogar alguma coisa em mim, isso vai ser última ação que vai fazer.

   Ela se virou e pegou a vassoura e continuou a varrer, acabando com a discussão.

   - Louca! – Luke disse baixinho mas Morgana escutou. A cena seguinte foi muito rápida e confusa, mas nos deixou de boca aberta. Ela devagar arrumou a vassoura na mão e depois se virou para dar com o cabo nas costas de Luke, mas em vez disso ele com um reflexo de ninja, que nunca mais na vida vai ter um igual, segurou a madeira e puxou-a para si, fazendo Morg vir junto. Luke segurou-a pela cintura e roubou um beijo dela.

   Eu achei que, Morgana iria sacar uma arma da sua cintura e dar três tiros no saco dele, minha mão já estava no meu telefone discando o número da ambulância. Mas para minha surpresa ela puxou a camisa de Luke e lhe devolveu o beijo. Para falar a verdade nem ele esperava essa reação tanto é que seus olhos ficaram arregalados por alguns segundos, mas depois ele sorriu e segurou o seu rosto.

   Jack, eu, Emma e Helena ficamos com o queixo caído. Eu por um tempo achei que era uma encenação e que depois ela iria sacar a arma da cintura e ai sim iria dar três tiros no saco dele. Mas aquele beijo não parecia nem um pouco de mentira.

   - ATÉ QUEM FIM! – Emma berrou e os dois se soltaram rindo um para o outro que nem idiotas.

   - Vai Bella, agora é nossa vez – Jack disse levantando, dei risada e fingi jogar a vassoura nele, fizemos o mesmo processo, mas em vez de acontecer aquela parte romântica, tropecei no pé da mesa e cai para traz puxando ele comigo, eu cai de costas e Jack meteu a testa no piso.

   Todos começaram a rir enquanto nós dois ficamos jogados no chão.

   - Eu acho que eu enfiei um pedaço de vidro na minha testa.

   Ele levantou a cabeça e se virou para mim, um pouco acima da sua sobrancelha estava sangrando e o líquido começou a escorrer pelo rosto até pingar na camisa. Me desesperei, claro.

   - Ai meus Deuses – Coloquei as mãos na testa e ele sorriu ao me escutar dizer essa expressão.

   - Deuses?

   - Vamos ao médico – Me levantei e fui em direção a minha bolsa.

   - Calma foi só um corte.

   - Não foi só um corte! – Fui até o bar e peguei dentro de uma gaveta, que não estava quebrada, um guardanapo de pano e entreguei a ele, que colocou na testa pressionando o corte depois o puxei, ainda relutante e sem preocupação alguma, até meu carro e fomos a caminho do hospital.

   - Jack Carter – Uma enfermeira chamou, andamos até uma porta mas a mulher que estava com cara de tédio me barrou.

   - A senhora não pode entrar, só é permitido que menores de idade levem acompanhantes.

   - Moça a testa dele está sangrando! Eu não vou ficar aqui sozinha esperando enquanto examinam ele! – Só não gritei porque ali era um hospital.

   - Desculpe senhora, são as regras – Ela deu de ombros e estourou a bola do chiclete na minha cara, perdi a paciência.

   - MOÇA, VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO EU NÃO VOU... – Fui interrompida por um senhor que tinha os cabelos da cor do seu jaleco.

   - Deixem ela entrar. A menina só quer acompanhar o namorado.

   A enfermeira deu de ombros e abriu a porta, arrastei Jack comigo indo até a sala do médico.

   Jack se sentou em na maca e o homem começou a examinar o machucado.

   - Dói quando toco aqui?

   - Uhum! -  Fez uma careta, o homem de cabelos brancos ligou uma lanterninha e examinou o ferimento.

   - Achei o caco de vidro – O médico foi até uma bancada trocou as luvas e voltou com uma espécie de pinça e o outro objeto que eu não faço a menor ideia do que seja – Fique quieto. O que aconteceu aqui? Deixe-me adivinhar, algum homem mexeu com sua namorada e vocês se envolveram em uma briga?

   Jack, de rabo de olho me observou sorrindo, o que na verdade foi muito charmoso, enquanto eu engolia a risada.

   - Quase isso – Ele subiu os olhos para o médico que agora depois de arrancar o pedaço do vidro, limpava seu machucado.

   - Eu também brigaria por essa moça – O homem sorriu e piscou para mim eu sorri de volta, o doutor parecia ser um velhinho muito simpático – Ainda mais quando ela quer ficar do seu lado nessas horas. Ela quase pulou no pescoço daquela enfermeira.

   - Isso é verdade – Jack tornou a olhar para mim com um lindo sorriso.

   - Pronto filho, só troque o curativo frequentemente – Ele se virou para mim – E você fique no pé dele.

   - Pode deixar – Apertei a mão do homem – Muito obrigada.

   Jack também agradeceu e saímos do hospital

   - Preciso trocar essa roupa – Ele olhou a camisa suja de sangue – Me leva até minha casa?

   - Claro senhor, ao seu dispor -  Fiz uma reverencia e nós dois fomos para o carro rindo.

 



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