História Laços - Capítulo 9


Escrita por: ~, ~Stelfs e ~BiaxMach

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Armin, Castiel, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Priya
Tags Amizade, Castiel, Comedia, Drama, Faculdade, Lysandre, Melody, Nathaniel, Priya, Romance, Tretas, Universidade
Visualizações 34
Palavras 1.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bia:
Oi, pessoas! Vamos dar um passeio das amigas nesse capítulo ~yay!

Ester:
Olá, minha gente! Bora pra mais um cap?
Teremos mais um pouco de Ester e Lysandre nesse cap, porque nunca me canso desse casal ~aiai suspira.
O cap de hoje é um pouco menor, mas é só pra dar uma respirada kkk
Boa leitura ;)

Stelfs:
Ola, amores da tia Stelfs! - masq? Estou com saudade de voces! Nem to podendo entrar na net esses dias, entao... MAAAAS, deixemos de delongas e vamos ao que interessa! Capitulo fresquinho!
Boa leitura :}

Capítulo 9 - Sucos e cafés


Ester

Após as aulas de quinta feira e um almoço bem divertido com Tamires, fui até a biblioteca pra tentar terminar o conto com Lysandre. Queria acabar com o trabalho naquele dia mesmo, pois assim na sexta ficaria mais sossegada pra ir no café com as meninas.

Quando estava no jardim, ouvi alguém me chamar. Olhei pra trás e vi Lysandre se aproximando. Ele estava com uns fones de ouvido branco. Retirou-os e me entregou:

— Pra que isso? — perguntei intrigada.

— São seus. Acabei pegando por engano semana passada. — Ele guardou o celular no bolso e voltamos a andar pela grama.

— Arrá, então foi você, hein? — Ele me fitou com a mesma cara de espanto daquela vez. Droga, Ester, se controla! Você não quer dar uma de doida na frente dos outros. — É que eu fiquei o fim de semana todo procurando esses fones. É horrível andar por aí e não ter uma música de fundo. — O rapaz riu e atravessamos a porta da biblioteca.

Basicamente, não tenho muito o que dizer de quinta. As quase duas horas que ficamos lá foram divididas entre fazer o trabalho, que não conseguimos terminar naquela tarde, e conversar sobre música. Acho que lotei o cartão de memória do Lysandre com tanta banda nova.

Quando cheguei em casa, Stelfs estava batendo irritada na porta do vizinho. Castiel tocava guitarra alto de novo e era dia de folga dela.

— Mas, mas, ele tá tocando de novo — Stelfs reclamou e fui puxando ela de volta pro nosso apê.

— Só que você ficar fazendo barraco com ele não vai adiantar nada. — Bati a porta e ela cruzou os braços. Acho que alguém estava de mal humor... — Liga pro síndico, ele resolve.

Ela ligou e minutos depois tudo ficou em silêncio. Ahh, silêncio, que saudade de você! Só que não.

Enquanto arrumava minhas coisas pro dia seguinte, ouvi o vizinho do lado (que não era o Castiel), cantarolar quase todas as músicas do CD que eu ouvia. Bem, esse aí pode fazer barulho à vontade!

....

Na tarde seguinte, seguia de novo pelo jardim até a biblioteca... Hum, acho que posso cortar essa parte, tá ficando repetitivo. Resumindo alguns minutos: Lysandre ainda não tinha chegado e eu fiquei sentada esperando ele, enquanto tomava o smoothie de banana do McDonalds, e não, eu não estou fazendo propaganda.

Quinze minutos atrasado, Lysandre chegou. Coloquei o copo em cima das folhas de almaço e peguei minhas canetas da mochila.

— Está atrasado... — Cantarolei e ele deu um sorriso de lado, como desculpa.

— Perdão, mas meu amigo não queria que eu viesse, senão me atrasaria para nosso compromisso. — O olhei com cara de “mas o que? ”. — Claro, não poderia te deixar sozinha, então vim. Onde paramos?

Nessa hora, Lysandre apoiou o braço na mesa. Porém, eu tinha deixado meu copo de suco na ponta, em cima dos papéis. Resultado: o copo caiu e abriu, molhando todas as folhas novas.

— Ah não! — Abaixei pra ver o estrago: nada sobreviveu seco.

— Me desculpe, eu não vi o suco. — Ele pediu, abaixando também, pegando o copo. — Essas folhas estavam limpas?

— Sim, era pra gente usar. Mas não tem problema, eu pego folhas de caderno e depois passo a limpo. — Tentei secar o suco do chão com as folhas, ele me ajudou e jogamos tudo fora. Ainda bem que a bibliotecária não viu nada!

— Porém você perdeu seu suco. — Secamos as mãos com alguns lenços de papel que eu tinha na bolsa (gente com rinite sempre anda com eles, melhor prevenir), e jogamos no lixo também.

— Não tem problema, eu compro outro depois.

— Não é necessário. — O encarei intrigada, enquanto sentávamos de volta nas cadeiras. — Eu lhe compro outro, afinal, eu o derrubei. Irei fazer uma apresentação com a banda em um café mais tarde....

— Pera, você tem uma banda? — perguntei de supetão, interrompendo-o.

— Sim, toco com alguns amigos. — Ele disse isso como se não fosse nada. Claro, até porque é super normal se encontrar com um músico por aí... Ah, não, esqueci que ele estuda Música! Segura a gafe aí, Ester. — Vamos nos apresentar mais tarde na Cafeteria Estrela. Gostaria de me acompanhar? Lhe compro outro suco, para compensar o que derrubei e você se diverte um pouco nessa noite de sexta.

Fiquei pensando um pouco no que responder.... Eu tinha combinado de me encontrar com as meninas no café onde Stelfs trabalha... Mas peraí!

— Onde você vai tocar mesmo? — questionei cinco segundos depois. — Cafeteria Estrela, né? — Concordou com a cabeça. — Que coisa! Fiquei de me encontrar com duas amigas lá. Uma delas trabalha no café.

— O mundo é tão grande, que às vezes nos surpreendemos com essas pequenas coincidências. — disse meio sonhador.

— O que não me surpreende mais é você e sua capacidade de filosofar do nada. Já pensou em fazer Filosofia? — Rimos e, finalmente, fomos fazer o trabalho.

Resumindo: faltava apenas a resolução do conto. Terminamos tudo em quarenta minutos.

— Eu vou passar tudo a limpo até segunda, ok? — Guardamos nossos materiais, dessa vez atentos pra não pegar nada do outro e ele olhou no relógio de pulso. — Não te atrasei não, né?

— Nada com o que se preocupar.

Saímos da biblioteca e fomos andando um pouco rápido até o ponto de ônibus, enquanto conversávamos. Chegamos lá e quase perdemos a condução, mas Lysandre conseguiu correr e dar sinal.

Achamos um lugar vago e coloquei o fone no celular, oferecendo um dos lados a ele. Dei play no CD novo do Anathema, que era ótimo pano de fundo para viagens.

Vinte minutos depois, descemos no ponto perto do café. Guardei o fone na bolsa e andamos até a cafeteria.

Entramos no lugar, que não estava muito cheio pra uma sexta feira. Tinha várias mesas vazias, só que talvez fosse um pouco cedo ainda.

Stelfs acenou pra mim do balcão. Nos sentámos e ela puxou papo toda animada.

— Ester, Lys! Vocês chegaram cedo. A Bia nem apareceu ainda. — Uma outra garçonete passou rápido por lá, levando uma bandeja na mão e Stelfs deu uma cutucada nela, fazendo a moça rir. — Não sabia que vocês se conheciam. — Escorou o rosto com a mão, fazendo um bico.

— Eu e o Lysandre estudamos na mesma turma de Escrita Criativa, daí acabamos fazendo um trabalho juntos. — Fizemos nossos pedidos e ela foi atender outras mesas por alguns minutos.

Ficamos os dois sozinhos e eu tentava puxar assunto, pra não ficar em um silêncio estranho entre a gente. De repente, Lysandre se levantou.

— Vou no caixa pagar nossos pedidos, já volto — anunciou e ia saindo.

— Espera! — Puxei a manga do casaco dele, fazendo-o parar. — Você só disse que ia me pagar o suco, o x-salada eu mesma pago.

— Creio que não seja necessário. Eu pago. Pelo suco e para compensar os meus atrasos — afirmou com seu sorriso de canto, não me dando espaço pra contestar. Então ele saiu e foi pro caixa.

Esperei, batucando no balcão. Pouco depois, Lysandre voltou e Stelfs também, colocando nossos pedidos à nossa frente.

Comecei a comer e gente do céu! Que lanche maravilhoso! Tinha que ir no café mais vezes. Era tão bem feito que sentia o queijo derreter na boca. Hummmm....

— Castiel ainda não chegou, Stelfs? — Lysandre perguntou, tirando minha atenção da admiração à comida. Nossa, esses dois deviam ser um pouco íntimos, pra ficarem se chamando pelos apelidos...

— Ainda não. — Ela bufou antes de responder. — Acredita que ontem o bendito tava tocando alto de novo? — Cruzou os braços e apoiou a cintura no balcão. — Só não briguei com ele porque a Ester me puxou de lá.

— Peço perdão por ele estar lhe incomodando de novo. Já não é a primeira vez que chamo a atenção dele pela música alta. — O rapaz pediu todo educado e com um sorriso bem gentleman.

— Mas você não tem culpa se o Castiel tá tocando guitarra ou não — soltei essa meio do nada, atraindo a atenção dos dois pra mim. Cala a boca, Ester!

— Bem, algumas vezes em que ele tocou, eu estava lá... — Lysandre veio com essa, meio divagando.

— Ainda bem que você tava lá naquela primeira noite, senão ia ter dado uma treta enorme. — Os dois riram e eu fiquei um pouco deslocada na conversa. — Você sabia que o Lys é nosso vizinho, Ester? — Stelfs afirmou como se estivesse falando que ia chover.

— É o quê?? — Parei uma mordida que ia dar no x-salada, de tão espantada que fiquei. Como assim?? Quantas pessoas moram naquele apê?

— Ué, ele mora com o Castiel. Você não sabia? — Neguei com a cabeça, ainda chocada. Ela levantou as sobrancelhas, em espanto. — Eu até ia falar que é uma coincidência vocês estudarem juntos...

— É o que eu sempre digo sobre coincidências... — Lysandre não terminou o que ele sempre diz, pois um ruivo sentou do lado dele, fazendo Stelfs revirar os olhos.

— Ah, vai, não precisa fazer essa cara só porque eu cheguei. Podem continuar o papo — soltou meio debochado, com um sorriso sarcástico.

— Não precisa, vou ali atender umas mesas. — Dito isso, só faltou a Stelfs dar uma jogada de cabelo na cara do garoto. Credo, que climão esses dois...

— Que foi? Nunca viu? — O ruivo perguntou pra mim e só então percebi que estava encarando ele.

— Só tava prestando atenção na “amizade” de vocês dois aí. — Mordi mais um pedaço do lanche e tentei ignorá-lo, enquanto saboreava o sabor do molho...

— Castiel, essa é a Ester. Minha colega de faculdade e nossa vizinha do lado... — anunciou Lysandre, chamando minha atenção de volta pro mundo real.

— É mesmo? Nunca te vi indo lá reclamar do som. — Acho que finalmente entendi porque Stelfs e Bia estavam sempre falando desse Castiel...

— Nunca fui reclamar porque não gosto de barraco... Mas é bom saber quem é que fica fazendo meu quarto parecer uma rave. — Dei uma olhada de canto pra ele, que sorriu de lado.

Nessa hora, Bia chegou e sentou no banco vago à minha direita. Ela e Castiel trocaram olhares, porém devo dizer que não foi lá muito amigável, pelo menos da parte dela, porque ele continuava com a mesma cara “blasé” de sempre.

Fiquei conversando com a Bia, que pediu um milk-shake de chocolate. Minutos depois, os meninos se levantaram e foram se preparar pro show.

Stelfs voltou e ficamos as três conversando, enquanto uma música do ABBA saia dos altos falantes do café. Até que parou e só se ouvia as conversas dos clientes.

— Vai começar! — anunciou Stelfs empolgada e se escorando no balcão. — Olha como a banda é boa.

— Ué, você não gosta de ouvir o Castiel tocando em casa, mas aqui gosta? — perguntei, achando engraçado. Vai entender...

— É... — Ela não respondeu, pois a banda começou a tocar.

O início era umas flautinhas no playback, seguida da entrada da banda. Acho que já tinha ouvido essa música... Ah, sim! Avantasia.

Lysandre se aproximou do pedestal onde tava o microfone, ao lado de uma moça, e começou a cantar:

— Days had come/ Winters had gone/ And we gambolled like sibilings in Paradise...

Ele soltou os primeiros versos e eu não acreditava nos meus ouvidos. Era a mesma voz que eu ouvia sempre, do apartamento vizinho... Pera! Se Lysandre é meu vizinho e a voz é a mesma que eu sempre ouvia, então.... Não pode ser!


Notas Finais


Bia:
Ooooolha só... O que será que a Dona Ester percebeu? Sexta, no globo repórter -q

Ester:
Altas descobertas nesse café-q kkkkk O que vocês acham que virá por aí depois dessa? Humm, até sexta o/
Quase alguém queira ouvir, a música que a banda toca é essa: https://www.youtube.com/watch?v=jIxdGfTVQwk

Stelfs:
EITAAAA, ESTER! Finalmente descobriu quem é o cantor/vizinho/misterioso <3
Até sexta, cambada!


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