História Laços - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Gaanaru, Laços, Romance, Sasunaru, Sasusuig, Yaoi
Visualizações 384
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo um


Sabe, eu não odeio pessoas, simplesmente as abomino. Elas são interesseiras e egocêntricas, sempre pensando em si mesmas e no seu bem estar perante os outros.

Não tenho muitos amigos na escola, já que ali estudava mais pessoas ricas e metidas, onde achavam que eram donas do mundo. Muitos tentavam se aproximar de mim, já que meu pai é dono de uma das maiores empresas do país e eu possivelmente herdaria ela futuramente, já que meu irmão foi deserdado, o que não vem ao caso agora.

As aulas começariam novamente daqui há uma semana, um novo ano letivo e possivelmente meu último antes de fazer a faculdade na qual sou obrigado pelo meu pai. Estava farto de ser controlado, mas enquanto eu precisasse do seu dinheiro e de moradia, não podia fazer nada.

Meus amigos na escola se limitam a três pessoas: Suigetsu, Karin e Juugo. Karin parecia mais a mãe do nosso pequeno grupo, se preocupava com todo mundo e trocaria de lugar caso morrêssemos.

Acordava naquela terça com mais preguiça que o normal, como se soubesse o que estava presta para acontecer naquele dia. Parecia que se eu me levantasse agora, alguma coisa aconteceria e não saberia dizer se isso poderia ser bom ou ruim. Mas não podia me dá o luxo de continuar deitado, meu querido pai iria fazer questão de me lembrar que tenho vida ainda se não acordasse antes das oito da manhã.

Levantei-me a contragosto, meu cérebro parecia que tinha se acostumado a acordar naquele horário devido ao inferno que meu pai fazia-me passar caso passasse um minuto a mais dormindo depois daquele horário estipulado por ele. Caminhei até o banheiro, escovei meus dentes, lavei meu rosto e encarei-me pelo espelho daquele cômodo. Meu cabelo estava um pouco grande, talvez devesse aparar um pouco, nada exagerado. Voltei-me para o quarto e vesti uma roupa confortável, que pudesse provavelmente passar o dia com ela e caso quisesse sair, o que não tardaria já que planejo ir ao Shop Center de qualquer forma.

Sai do quarto e fechei-o de chave, meu pai tem a mania de olhar minhas coisas e observar minha vida milimetricamente a cada segundo que passava, mas acho que isso não adiantaria já que era possível ele arrombar a porta caso quisesse. Caminhei pelo longo corredor do primeiro andar e desci a escada, chegando ao térreo. Dei meia volta ao lado afim de chegar a porta que dava acesso a cozinha, onde provavelmente estaria minha mãe e meu pai. Assim que entrei estavam lá como esperado, em total silêncio, nem pareciam que eram casados.

Apenas limitei a dar um bom dia e sentar-me para comer, peguei algumas torradas e passei manteiga, além de pegar a jarra de suco e coloca um pouco no copo.

“Dormiu bem, filho?” – Disse minha mãe após algum tempo.

“Sim.” – Limitei-me a dizer somente isso.

“Já que estão aqui, irei aproveitar para contar sobre uma visita, possivelmente um hóspede.” – Disse meu pai, já esperava que seria algo semelhante. Ele somente sabe falar sobre trabalho ou amigos distantes. – “Um amigo meu morreu, e deixou um filho. Eu havia prometido que cuidaria dele como se fosse meu filho caso algo acontecesse à meu amigo. Então ele passará a morar aqui, e quero que você fique de olho nele, Sasuke.”

Parei de comer e suspirei, olhando-o indignado, mas também não é como ele si importasse. – “Virei babá agora? Quantos anos ele tem?”

“Não seja mau educado, não lhe eduquei assim.” – Claro que não, me educou pior. – “Ele tem a sua idade e passará a estudar no mesmo colégio que você, então ajude-o caso precisar. E sem discussões.” – Levantou-se e saiu sem dizer mais nada.

Bufei, era sempre assim. Ele dizia e eu falava, não tinha voz para nada, era ele quem me bancava. Apenas comi o que tinha que comer e me levantei, sem nem dar um tchau a minha mãe, não é como ela se importasse com isso, de qualquer forma. Ela é tão pior quanto eu, era uma cachorrinha que abanava o rabo toda vez que meu pai lhe dissesse algo para sua pessoa. Ele a traia e ela fingia que não via, mesmo quando ele estava fazendo sexo na cozinha com uma empregada, ela presenciou e fingiu não ver, apenas deixou o prato sujo que tinha comido algo nele enquanto assistia TV na sala e saiu do cômodo, como se nada tivesse acontecido. Isso era nojento de se ver!

Passei pela sala e logo estava fora da casa, entrei no carro e liguei-o, o segurança abriu a porta da garagem para mim e sai com o veículo, já colocando no GPS o endereço do Shop Center.

Meus pensamentos estavam longe, desde a pessoa que acho que gosto para as aulas que começariam na semana que vem e provavelmente passaria ter mais dificuldade em me esquivar desse sentimento. Muitas vezes não entendo o que se passa na cabeça dele, mas o que poderia fazer? Quase todos os finais de semana ele me chamava para saciar seus desejos sexuais e suas frustrações, e acho que passei a confundi-las com sentimentos e emoções que me invadiam a cada vez que o vejo.

Sai de meus devaneios quando parei abruptamente ao ver um garoto passar na frente do carro, já tenho problemas de mais e carregar e uma morte na lista era somente o que faltava. Olho feio para o garoto loiro que ainda está parado em frente o carro, o mesmo levantou a cabeça e olhou para mim. Não sei porque meu coração freio uma batida ao ver seus rosto banhado por lágrimas e seus olhos inchados. O rapaz se curvou e novamente saiu correndo para o lado oposto do que vinha. Encarei-o até sair das minhas vistas e me dei conta de onde estava quando carros buzinou atrás de mim. Buzinei mais forte e pararam, logo sai derrapando com uma velocidade tremenda, afim de chegar aquele maldito Shop Center.

•••

Não tardei a chegar naquele pátio grande onde existiam vários tipos de lojas e departamentos. O local estava cheio de pessoas, das pobres as mais mesquinhas e de nariz empinado. Só de olhar para pessoas assim me dá nojo, como se dinheiro o deixasse em um nível totalmente diferente, sendo que quando morrermos iremos todos para o mesmo lugar.

Entrei em um estabelecimento, já com hora marcada e pedi ao rapaz que aparasse pouco meus cabelos, não mudando sua forma. Gosto de meus cabelos negros e espetados.

Minutos mais tarde, sai dali e fui rumo ao pátio de alimentação, onde possui derivados tipos de lanchonetes famosas, algumas com frituras e gorduras, outras com comida caseira japonesa até as comidas internacionais. Optei por um no MCDONALD’S e comprar um hambúrguer com batatas fritas e refrigerante. Sentei-me em uma mesa um pouco afastada, perto das janelas das paredes de vidros onde podia-se ver boa parte das ruas e casas próximas.

“Sasuke?” – Alguém chamou-me, virei para quem quer que fosse que tirou-me do meu sossego, vendo uma cabeleira rosa e loira. Suspirei. Nem aqui me deixam em paz.

“Hum?” – Limitei-me a falar meus tons monossilábicos, pessoas como essas duas não mereciam minha saliva à ser gasta.

“O que faz aqui?” – Disse Sakura, sorridente de mais.

Revirei os olhos. O que você acha que estou fazendo garota em um Shop Center? – “Passeando.” – Dei de ombros.

As duas se encaram e voltaram a olhar para mim, estendendo um envelope cheio de enfeites. – “Terá uma festa na casa de Ino na sexta, já que no sábado teremos que ir para a escola e deixar nossas coisas no dormitório. Não se esqueça!” – Piscou um de seus olhos em minha direção.

Aceitei o convite por educação e pensaria bem antes de ir, quero me poupar de futuras dores de cabeça que sei que terei ao ir lá. – “Está bem.”

Logo se despediram e sumiram de minhas vistas, o que nem deveria ter acontecido. Sakura é a líder das líderes de torcida, meio confuso? Talvez, ou não. Enfim... Ino é uma de suas sombras, o que me deixa admirado nenhuma das outras garotas estarem perto delas.

Terminei meu lanche e logo sai daquele pátio, passei por algumas lojas de roupas e decidi comprar algumas para mim. Agora estava no meu carro, indo novamente para casa, estou me sentindo cheio, o que não é pra menos: tomei café e ainda comi no Shop Center. Dei um suspiro longo e decidi estacionar meu carro perto de um parquinho, onde adorava passar meus momentos sem nenhum incômodo. Desci do carro e liguei o alarme, logo pondo minhas mãos no bolso e sai andando, talvez assim aquela sensação de que minha barriga irá explodir passe.

Cheguei mais perto do centro daquele parquinho e vi um rapaz sentado em um banco com as mãos no rosto e os braços apoiado na perna, curvado para frente. Dei de ombros e sentei ao lado dele, porém mais afastado, já que a maioria dos outros bancos tinha casais ou mukheres mais velhas.

O rapaz então tirou as mãos de seus olhos e olhou para mim com o cenho franzido, como se perguntasse o que diabos eu estava fazendo ali olhando para ele. Soltei um riso pelo nariz e desviei o olhar do seu, por algum motivo aquele olhos azuis me deixavam desconcertados.

“Me desculpe por mais cedo.” – Disse o rapaz depois de alguns segundos em silêncio.

“Como?” – Questionei confuso. Percebi que mesmo perto das onze e meia da manhã, estava nublado, provavelmente logo choveria.

“Sabe, quando passei correndo em frente ao seu carro mais cedo.” – Disse o rapaz. – “Desculpe.”

“Ah!” – Foi tudo que consegui dizer no momento. – “Não tem problema, também não estava prestando atenção. Mas você deveria ser mais atento, poderia ter morrido.” – Surpreendi-me com o tanto de palavras que já disse à um desconhecido ou qualquer outra pessoa que não tenho nem um pouco de afeição.

Ele balançou a cabeça várias vezes enquanto murmurava algumas coisas desconexas que nem dei atenção em procurar saber o que falava.

“Me chamo Naruto, Naruto Uzumaki.” – Disse o rapaz, depois de um longo silêncio.

“Sasuke Uchiha.” – Acho que já ouvi o sobrenome Uzumaki em algum lugar, mas não me recordo agora. Logo percebi que começou a chover, levantei-me na intenção de ir para o carro, mas o rapaz continuou lá, acho que ficou maluco. – “Vai ficar aí na chuva, garoto?”

“Hum? Bem, talvez. Minha única opção é ir morar em uma casa de desconhecidos e sinceramente, não estou muito afim da pena deles.” – Disse Naruto.

“Melhor do que ficar na rua, venha, eu ti levo.” – Disse e provavelmente me arrependeria mais tarde. Mesmo que tivesse ficado curioso sobre esse tipo de pena que ele falava, não perguntei. Não tinha o porquê de perguntar, de qualquer forma.

O garoto não discordou, levantou-se e me seguiu, percebi que era mais baixo que eu, tinha um corpo trabalhado. Mas porquê estou reparando nisso mesmo?

Dei de ombros e seguiu para meu carro, desativando o alarme e entrando no banco do motorista. O rapaz deu a volta e sentou no banco da carona, colocamos o cinto e ele começou a encarar o lado de fora da janela. – “Onde mora? Ou irá morar?”  Perguntei.

Ele deu o endereço e franzi o cenho, moraria na minha casa? Fechei a cara lembrando da conversa de mais cedo do meu pai sobre o filho do amigo que faleceu, era ele? Naruto? Encarei-o brevemente e logo voltei meu rosto para frente.

Apenas dei partida no carro e ignorei a presença alheia. Naruto tentou puxar conversa comigo mas o ignorei. Logo cheguei em casa e deixei para o segurança guardar o carro. Naruto saiu junto a mim, mas não esperei por ele, apenas entrei na casa e corri as escadas, ignorando os chamados de minha mãe. Tranquei-me no meu quarto e percebi que tinha uma cama extra ali. Sai em poucas horas e meu queridissimo pai já entra meu quarto e coloca outra cama? Ele não tem esse direito, mas não podia reclamar ou seria pior.

Escutei batidas na porta atrás de mim e me afastei da madeira, abrindo-a. Encontrando meu pai e Naruto. 

"Você mora aqui?” – Disse o loiro logo após ficarmos em um silêncio irritante.


Notas Finais


Mais uma história, espero que gostem do enredo. Até breve! 😉


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