História Laços - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Gaanaru, Laços, Romance, Sasunaru, Sasusuig, Yaoi
Visualizações 175
Palavras 2.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo dois


Dias mais tarde, acordei com o celular vibrando no criado-mudo de minha cama. O vibratório do celular era ouvido pelo quarto inteiro, estava cansado. Abri meus olhos e deparei-me com a pouca claridade que tinha no quarto, que passava pelas brechas da persiana que tinha na janela.

Virei-me meu rosto e peguei o celular, mas também percebi que Naruto não estava no quarto, mas não dei importância no momento. Desbloqueei a tela do smartphone, verificando as horas que mostrava ser quatro da tarde, logo em seguida atendi a chamada.

“Porque não atende a droga do celular? Onde estava?” – Disse uma voz bastante enjoada, e sabia muito bem quem era.

“Acabei de acordar e escutar essa sua voz chata, dar-me vontade de voltar a dormir, simplesmente.” – Revirei os olhos. – “O que quer Karin?”

“Você me respeita garoto! Você pensa que eu sou alguma vadia para ficar me tratando desse jeito? Eu quero saber se você vai à festa na casa da Ino, pois Suigetsu e Juugo também vão, junto à mim claro, e queria saber se você também iria. E então?” – Disse Karin no outro lado da linha.

“Você fala muito! Eu vou sim, encontro vocês lá.” – Disse ao sentar-me na cama, bocejei em seguida.

“Acho que não vai durar muito, já que está com sono ainda.” – Disse Karin, soltando um risadinha em seguida.

Suspirei. – “Claro que estou com sono, estava dormindo e você me acorda somente para isso.”

“Não seja chato Sasuke.” – Disse com aquela voz mais chata e manhosa que ela sabe fazer. Revirei novamente os olhos. – “Bem vou desligar e continuar a pintar minhas unhas, beijos.” – E desligou.

Sério que ela me ligou somente para isso? Que saco! Podia ter mandando somente mensagem. Levanto-me e arrasto meus pés até o banheiro. Começo a despir-me e antes que entrasse dentro do box, a porta do banheiro é aberta novamente e Naruto passa por ela.

O loiro me olha e seu olhar desce por todo meu corpo, parando nas minhas partes íntimas. – “Que foi? Gostou do que viu?”

Ele cora e vira o rosto. – “Yaah! Vista-se Sasuke, ficou doido?”

Solto um riso debochado. – “Oras! Estou no meu banheiro, no meu quarto e na minha casa. E o que eu tenho, você tem. Pare de ser uma mulherzinha!”

Naruto corou mais um pouco e saiu bufando porta afora. Continuo a rir e escuto o me chamar de idiota, dou de ombros e entro no box, já começando a tomar banho.

Ainda não me acostumei com Naruto vivendo na mesma casa que a mim, mesmo que em menos de um semana sinto que não nos daremos muito bem. Ele é bagunceiro e gosta de barulho, sou organizado e gosto de silêncio. Já brigamos mais que conversamos e não nos aguentamos muito tempo no mesmo ambiente. Meu pai já mandou-me conviver melhor com o loiro, mas não consigo ter uma convivência com aquilo.

Após banho tomado, saio do banheiro com apenas a toalha na cintura. Percebo que olhos me encaram, então levanto a cabeça e dou de cara com Naruto deitado na cama mexendo no celular, mas seus olhos estavam em mim. – “Rumm... Rummm... Perdeu alguma coisa, Naruto?” – O mesmo cora e vira o rosto.

Esses dias o loiro tem corado muito, quer dizer, desde o dia que soube que viveríamos na mesma casa, Naruto tem se comportado meio estranho, mas não deixa de ser uma reação fofa. Apesar de que não costumo me aproxima das pessoas por ser interesseira ou se acham o dono do mundo por ser rico, Naruto não tem mostrado ser assim mesmo vir de uma família rica. Será que ele estava chorando naquele dia por causa do pai? Dei de ombros.

Caminho até meu closet e procuro pela roupa que deixei separada para ir a festa, apesar de ainda ser cedo, prefiro já está pronto. Mesmo que eu tenha dito a Karin que iria sozinho no meu carro, Suigetsu deve chegar aí atrás de mim de qualquer forma e Juugo deve ir com a ruiva.

Percebo que ao vestir a roupa e olhar-me no espelho, a camisa deixou meus músculos bem delineados, e a calça apertou meu bumbum. Saio do closet e Naruto continua a me encarar. Dou um longo suspiro e caminho até sua cama, o puxo pelo braço sem delicadeza alguma e colo nossos corpos. Ele fica espantado com minha atitude.

“Sabe, até que eu gosto de você ficar em encarando, prova que sou lindo e você me deseja.” – Soltei um risinho debochado. – “Mas vamos confirmar uma coisa, eu não sou para qualquer um.

Naruto fecha cara e tenta me empurrar, contudo sou mais forte e o aperto mais contra meu corpo. Nossas ereções, semivivas, se colam sob a roupa e o loiro soltou um gemido. Dessa vez ri mais alto e levantei uma de minhas sobrancelhas querendo alguma resposta sobre isso.

“Não... Não seja convencido, idiota! Quem você pensa que é?” – Disse Naruto. – “E onde você vai assim?”

Me aproximo de sua orelha e sussurro. – “Você fica fofo corado.” – O loiro arregala os olhos e me empurra, estava com o rosto todo vermelho. Ele pega uma almofada e joga em mim.

Idiota! Você é um babaca, Sasuke Uchiha! Arhg...” – Reclama enquanto deixo a almofada no chão e saio rindo do quarto. Caminho pelo corredor e logo desço as escadas, parando no meio delas ao ver uma cena que sempre me deu nojo. Papai estava sentado na poltrona enquanto uma vadia o estava ajoelhada entre suas pernas, o chupando.

Percebo que Naruto também saiu do quarto e vinha para cá, dou meia volta e agarro seu braço com bastante força. – “Sasuke me solta, está machucando!” – Reclama mas não dou muita atenção, abro a porta do quarto novamente e o jogo dentro do quarto, o loiro cambaleia um pouco para trás sem entender.

Mostro a expressão mais fria que tenho. – “Fique aqui e não saia! Não até pelo menos uns minutos.” – Disse também com a voz mais fria e grossa que consegui.

Naruto estava assustado pelas sua feição. – “Mas...” – Sussurrou desconcertado.

Não saia, não é um pedido.” – Disse por fim, fechando a porta novamente. Desço as escadas com os punhos fechados e caminho até a poltrona, pegando os cabelos da mulher e os puxando para trás. – “Some!” – A mulher tentou falar mais alguma coisa, mas a cortei. – “Vá embora, vadia!” – Grito. Ela se assusta e pega sua blusa, indo embora.

“O que pensa que está fazendo?” – Disse o homem que me dá nojo só de olha-lo.

Reviro os olhos. – “Essa é a educação que mostra aos hóspedes da casa? Lembre-se que não estamos sozinhos aqui e Naruto não conhece essas nojeiras que você faz aqui nessa casa.” – Respondi-o friamente.

“Tanto faz. E onde pensa que vai assim?” – Disse ele.

Não lhe respondi e dei-lhe as costas, saindo da sala e passando pela porta, entro no meu carro e o segurança abre a porta da garagem, passo por ela e vejo Suigetsu na esquina da rua, buzino para si e ele vem correndo, sentando-se do meu lado no banco da carona. E antes que ele falasse alguma coisa, impulsiono meu corpo em sua direção e tomo seus lábios em um beijo necessitado e sem carinho algum. Após alguns segundos nos separamos por falta de ar e uma liga de saliva fica entre nossas bocas, desaparecendo quando me afasto mais e me encosto de volta na cadeira, dando partida no carro em direção a casa de Ino.

“Nossa! O que foi isso?” – Disse Suigetsu e rir em seguida. – “Sentiu tantas saudades assim?”

“Apenas cala a boca.” – Retruco, mas sinto meu rosto arder.


••• Laços – Naruto •••

Há uma semana meu pai morreu, não sei se deixou alguma coisa para mim pois simplesmente não tenho onde morar nem com o que me sustentar.

Meu pai era famoso, um modelo e ator internacionalmente conhecido, e tinha feito uma viagem em seu jato particular quando o mesmo sofreu um acidente e caiu no mar.

Passeis dois dias recebendo repórteres no apartamento em que vivia e policiais batendo em minha porta para pedir informações sobre meu pai. E passado quatro dias após o acidente e não aguentava mais tanta pressão e a morte de meu pai, comecei a chorar e sai correndo do apartamento, não suportava ficar mais ali, era sufocante. Não tinha dormido nada a noite passada e sai feito louco chorando pela rua na parte da manhã do dia seguinte. Foi quando conheci ele, Sasuke, como se fosse destino ter o encontrado no meu quase morte. Ele teria me atropelado por pouco, mas sai correndo em seguida.

Então minutos depois, quando entrei em uma loja de conveniências, meu celular tocou e era Fugaku Uchiha, o amigo do meu pai que mantinha contato com ele até dois dias antes de sua morte. Lembro que na quinta, meu pai estava falando com Fugaku ao telefone e no sábado ocorreu o acidente. Dei um longo suspiro com o rumo da conversa que estava no telefone, apenas concordei com tudo.

Logo poucas horas mais tarde encontro Sasuke novamente. Estava chorando no parquinho onde tinha várias crianças brincando e gritando, casais se beijando e mulheres – as fofoqueiras do bairro – conversando.

Percebi que alguém tinha sentado do meu lado e esse alguém era o moreno. Ele me deixava desconcertado e sentia que simplesmente podia liberar tudo que sentia para ele, como se não existisse nada que o impedisse de ver minha alma. Seus olhos negros me encaram brevemente mas logo mudou o foco.

“Me desculpe por mais cedo.” – Falei após algum tempo em silêncio.

“Como?” – O moreno perguntou com seu cenho franzido, como se não tivesse entendido o porquê de ter dito. Acho que não se lembra de mais cedo, do rapaz que foi quase atropelado por ele, mas acho que a maior culpa é minha desse pequeno incidente.

“Sabe, quando passei correndo em frente ao seu carro mais cedo.” – Disse, tentando fazê-lo lembrar. – “Desculpe.”

“Ah! Não tem problema, também não estava prestando atenção. Mas você deveria ser mais atento, poderia ter morrido.” – Dei de ombros para o que disse, e ele permaneceu confuso com alguma coisa, pois ficou divagando em algo. Murmurei algo como insensível e senhor gelo, mas parece que não entendeu. Ufa!

“Me chamo Naruto, Naruto Uzumaki.” – Falei para quebrar o silêncio chato que ficou.

“Sasuke Uchiha.” – Uchiha? Ele seria parente de Fugaku? Acho que não. Não existe só a família do Fugaku de Uchiha, eu acho. Logo começou a chover, Sasuke se levantou e deu alguns passos mas voltou-se para mim. – “Vai ficar aí na chuva, garoto?”

“Hum? Bem, talvez. Minha única opção é ir morar em uma casa de desconhecidos e sinceramente, não estou muito afim da pena deles.” – Disse sem muito ânimo.

“Melhor do que ficar na rua, venha, eu ti levo.” – Disse Sasuke e entranhei. Porque ele daria uma carona à um estranho? Talvez ele seja um estuprador? Não, acho que não. Caminhamos até o carro e ele entrou junto à mim.

Comecei a encarar a janela, mas Sasuke quebrou o silêncio. – “Onde mora? Ou irá morar?” – Disse.

Falei onde era e após isso ele ficou calado e nem fez questão de tentar falar comigo. Tentei várias vezes puxar assunto consigo, mas ele me ignorava, então desisti. Garoto estranho!

Chegamos em uma casa, ou mansão? Não sei. Ele entrou com o carro pois nem precisou chamar o segurança, parece que ele já é de casa. Ele mora aqui também? Sasuke saiu do carro e deixou para o segurança o guardar. O moreno saiu correndo na minha frente, enquanto eu caminhava mais devagar e entrava na casa olhando tudo ao meu redor, realmente é linda.

“Naruto Uzumaki, presumo?” – Disse uma voz, virei-me para encarar a pessoa que me chamou.

Me curvei. – “Prazer senhor Uchiha, sou eu mesmo.”

“Não precisa de tantas formalidades garoto, esta do meu lado é minha esposa, o garoto insolente que correu escada acima é meu filho mas acho que já o conhece, pois chegou no carro dele.” – Assinto brevemente com a cabeça. – “Vamos subir, mostrarei onde irá dormir. Sinta-se a vontade, a casa também é sua agora. Suas coisas já chegaram e coloquei no quarto do meu filho, o outro quarto está uma bagunça e precisa de reforma, enquanto não ajeitarem temo que irá dividir com Sasuke, se importa?”

“Não senhor.” – Respondi. Ele pareceu aceitar a resposta e caminhamos mais um pouco, logo paramos em uma porta. Fugaku deu algumas batidas e segundos depois ela foi aberta.

“Você mora aqui?” – Perguntei a Sasuke após uma tensão que senti entre seu pai e ele. Não era uma das maravilhosas perguntas, mas apenas fiz para quebrar aquele clima, o que deu certo.

“Acho que sim, já que estou aqui, não?” – Disse Sasuke. Sinto que não irei me dá muito bem com ele.

Logo os alguns poucos dias se passaram e a convivência com Sasuke tem sido irritante. O moreno me provocava sempre que podia e eu não iria ficar na minha deixando se achar como o rei do pedaço, o que tá para mais de rei dos imbecis.


Notas Finais


Espero que tenham gosto e até logo. Boa noite! 😉


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