História Laços com Alpha - Capítulo 26


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aceitacao, Alfa, Alpha, Amor, Ciumes, Companheiros De Alma, Desaparecimento, Lobisomem, Lobisomens, Lobo, Lobos, Macho Alpha, Rejeição, Rival
Visualizações 430
Palavras 1.983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Canibalismo, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 26 - 26


Alice Narrando:

— Agora está lindo. — Falo ao termina de escovar os pelos do Frank. — Vou tomar banho e fazer o almoço.

Digo enquanto beijo a cabeça de meus meninos. Vou em direção ao guarda-roupas e pego algumas roupas, pois aprendi que quando o Alan está em casa, nunca saia do banheiro apenas de toalha.

Saio do quarto e vou em direção ao banheiro. Tranco a porta e retiro minha roupa. Ligo o chuveiro enquanto penso na vida.

Não retirei as coisas dos meus amores da mochila porque não sei o que o Alan vai fazer. Depois de contar aquilo a ele, se ele não tirar ela da minha casa, eu saio daqui.

A casa é minha mas não irei aturar a Mônica em baixo do mesmo teto que eu. Vou em bora se ela não sair ainda hoje!

Só em pensar que ele não ira fazer nada, me da uma angústia que eu não sei decifrar. Talvez seja pelo fato de eu ter que sair do meu lar. Só espero que ele tire ela daqui, porque eu não tenho forças para isso.

Por essa razão, deixei a mala dos meus amores do jeito que chegou — Só retirei alguns brinquedos para eles passarem o tempo — Pois me poupa o trabalho de arrumar tudo novamente. E se eu for sair, é só arrumar minhas coisas e pronto.

Faço minha higiene pessoal e depois alguns minutos, saio do chuveiro, coloco um short curto, junto a uma blusa e uma sapatilha. Penteio meu cabelo, os deixando solto.

Em seguida, saio do banheiro. Caminho até o quarto e encontro meus amores na cama. Assim que eles me vê eles olham para mim.

Não faço nada, apenas deixo a porta aberta caso eles queiram sair. Ando pelo corredor em direção as escadas, por onde desço.

Vou em direção a cozinha e abro a geladeira. Não tem muita coisa, pois desde que aqueles dois chegaram, eu compro muita pouca coisa.

Pego alguns legumes e coloco na mesa. Pego uma faca e começo a pica-los.

— E esse short curto? — Ouço a voz do Alan. Olho em direção a porta do jardim e o vejo sério.

— Ta calor e eu quis usar — Respondo calma — É melhor nem começar com essas intrigas porque eu não vou dar ouvido.

— Tudo bem. Desde que não saia desse jeito... — Fala em um suspiro — Ando reparando a algum tempo.

— O que? - Pergunto não entendendo.

— Você está mais magra. — Diz ele olhando meu corpo — Continua gostosa, mas está mais magra.

— Consequência de ter a Mônica aqui. — Digo calma.

— Você é tão moderada na comida para não dividir com ela, que nem come o suficiente? — Alan perguntas cruzando os braços — Não acha exagero?

— Não.

Realmente fiquei com raiva por ele me pergunta isso. Significa que ele não sabe que metade da minha comida é roubada pela Mônica. Pois eu faço o necessário apenas para mim.

— Não gosto disso. — Diz ele avaliativo.

— Problema seu.

— É sério, Alice. — Fala o Alan sério — Precisa ter uma boa alimentação. Cuidar de sua saúde.

— Você não é minha mãe. — Digo me irritando, pois isso só está acontecendo por culpa dele — E não se preocupe comigo.

— É claro que me preocupo — Fala ele descruzando os braços enquanto me olha — Não quero que fique doente.

— Se importa? — Pergunto enquanto começo a cortar a cebola.

Lá vem a tortura dos olhos...

— Claro que sim Alice. — Diz ele se aproximando — Porr...

— Olha a boca! — O interrompo e o repreendo séria — Nada de palavrões na minha cozinha. Não sabe que comida é sagrada?

— E não sabe que sua saúde também é sagrada? — Alan rebate sério. — Alice eu me preocupo com você. Você é minha companheira e eu te amo. Não sei o que faria se ficasse doente.

— Se eu ficar doente, a culpa é sua. — Digo sentindo o incomodo nos meus olhos por causa da cebola.

Cebola chata...

— Por que a culpa seria minha? — Pergunta o Alan.

— Eu fui bem clara quando disse que não queria aquela... — Suspiro profundamente.

Cozinha é sagrada. Cozinha é sagrada. Cozinha é sagrada.

— Aquela cachorrinha na minha casa. — Falo séria — Eu não queria ela aqui e você a trouxe.

— Eu não a trouxe. — Alan se defende — Ela veio porque quis.

— E você não fez nada! — Falo com os olhos lagrimejando por causa da cebola.

— Alice, o dia foi tão bom e eu não quero estraga-lo com outra discussão. — Fala o Alan se aproximando.

Não digo nada e volto a atenção para a cebola.

— Meu lobo está faminto. — Diz ele enquanto pega em meu queixo e me faz olha-lo — Irei caçar alguma coisa na floresta.

— E eu com isso? — Pergunto seca.

— Provavelmente, voltarei a noite. — Diz não ligando para o minha pergunta — Te vejo depois — Diz ele enquanto beija minha testa.

Uma eletricidade desconhecida passa por meu corpo e em seguida sinto um arrepio na barriga.

Alan olha para meu rosto e em seguida me puxa para um abraço. Fico surpresa com sua atitude, mas​ sinto uma sensação estranha com esse abraço.

Sinto o cheiro de um perfume masculino amadeirado próximo ao seu pescoço. Os músculos de seu corpo me rodeando, parece me proteger de tudo ao meu redor, o que me faz relaxar.

Em minha mente, parece estar presente o meu raciocínio de que ele não é um homem como Pedro e nem uma mulher como a Hannah. Ele é é um homem e eu uma mulher. Mas tem algo mais. Uma sensação de como se fossemos um do outro.

— Não gosto de brigar com você — Ouço a voz rouca do Alan próximo ao meu ouvido — Mas me preocupo com você. — Diz ele e afrouxa seu abraço, me fazendo se queixar internamente. Alan me abraça pela cintura e olha em meus olhos — Eu te amo Alice.

Sinto uma coisa estranha ao ouvir essa palavra sair de seus lábios, sendo que ele está bem perto. Meu corpo se arrepia, minha mão soa e meu coração dispara.

Alan me olha como se esperasse que eu falasse algo. Mas eu não falo nada.

— Eu volto logo — Diz ele em um suspiro de frustração.

Alan me da um beijo na testa e se retira. E eu? Bom. Estou abobada não sabendo o que fazer. Olho para cebola e depois solto a respiração.

Eu prendi a respiração?

Olho para a porta por onde o Alan passou. Por não o ver, me sinto sozinha, abandonada. Me sinto até indefesa. Um certa vontade de ir atrás dele me consome. Mas me contento.

Não sou a Mônica pra ir atrás de homem!

Sinto uma lágrima quase decer pelo meus olhos e não consigo olhar mais a cebola. Então decido ir ao banheiro lavar o rosto.

Saio da cozinha e passo pela sala, subo as escadas em direção ao corredor e entro no banheiro. Ligo a torneira e lavo, primeiro, as mão. Em seguida lavo os olhos e aproveito para lavar o rosto.

Depois de proto, enxugo o rosto e olho no espelho. Sinto um alívio nos meus olhos, por isso decido sair. Passo pelo corredor, mas antes decido olhar no meu quarto. Vejo meus amores brincando de cabo-de-guerra com o pano deles. O pano é especialmente para os cães brincarem de cabo-de-guerra, por tanto não tem problema.

Vou em direção as escadas por onde desço tranquilamente.

— Querendo que eu saia dessa casa, não é, vadia? — Ouço a voz da Mônica e olho na direção. Vejo ela saindo da cozinha.

— Percebeu agora? — Pergunto irônica. — Essa casa não é casa beneficente pra gente que precisa de ajuda.

Falo séria e ela rosna.

— Mede a lingua para falar comigo! — Ela avisa séria.

Sorrio e mostro a lingua.

— Minha língua disse "oi" e "vai se fude" — Falo com um sorrisinho de deboche — E quem tem que medir a língua é você que não a segura quando vê homem e lambe os beiços — Digo e ela rosna — Mas isso é típico de cobra, não é? E que consciência. A cobra, muitas vezes, não segura a língua.

Não tenho tempo de dizer mais nada e a Mônica me pega pelo pescoço.

— Sua biscate! Eu não vou sair dessa casa! — Diz entre os dentes enquanto tira meu pé do chão — Você nunca vai ficar com o Alan só pra você!

— L-Leva i-i-inteiro... — Digo com dificuldades.

Ela rosna e me lança contra a parece, me fazendo bater a lateral da cabeça. Me sinto tonta, tudo gira. Mas não tenho tempo de me recuperar pois ela pega novamente em meu pescoço.

— Não dirigia palavra a mim, sua humana inútil! — Diz com nojo — Nem que eu tenha que te matar, Alan nunca será seu. Ele é meu!

Fala ela e começa a apertar meu pescoço. Sinto a falta de ar e minha vista ainda está turva por causa da pancada contra a parede.

— Eu não vou sair da porra dessa casa sem ele. E você não vai fazer nada! — Ela diz com raiva — Agora, sou eu quem manda aqui!

A-Alan...

Mesmo não entendendo o motivo, penso nele.

Escuto alguns latidos na sala, o que faz a Mônica afrouxar o meu pescoço e me permiti respirar.

— E esses vira-latas?! — Pergunta a Mônica séria — São seus?

Não respondo sua pergunta. De raiva, Mônica da um soco extremamente forte em minha barriga, que me faz perde o ar.

— Responda sua puta! — Ordena ela.

Porém, ouço um latido seguido de um rosnado. Em seguida sinto a Mônica se afastar. Eu caio no chão totalmente sem forças, mas consigo ver o que ouve.

Marley e Frank entre a Mônica e eu. Eles balançam o rabo enquanto rosna ou late para ela.

— Pela forma como eles a protegem, realmente são seus. — Diz a Mônica em deboche — Tem uma ligação forte. Mas eles não podem fazer... — Diz a Mônica e chuta a barriga do Frank que praticamente voa até mim — Nada.

— F-Frank... — Digo com dificuldades enquanto o pego.

Já que ele foi lançado contra mim, ele está praticamente no meu colo.

Mas não tenho tempo de socorre-lo, pois o isso foi uma iniciativa para o Marley pular na Mônica. Minha preocupação é tanta que minha visão até volta ao normal.

Marley não tem chanse de fazer nada contra a Mônica, pois ela o pega pelo pescoço.

— Vira-lata imundo! — Diz ela com nojo enquanto pega o corpo do Marley e bate contra seu joelho.

Da mesma forma como alguém bate uma vassoura no joelho.

Frank solta um grunhido forte de dor e tenho certeza que escutei o barulho de algo de quebrando. Mônica o joga no chão e depois olha para mim.

— Isso é um vislumbre do que irei fazer se não for uma boa cadela e me obedecer — Diz ela séria e chuta as costas do Marley — Quero esse vira-latas fôra dessa casa, hoje!

Diz ela e da meia volta e vai em direção a porta, por onde sai.

A dor em meu abdômen e cabeça é muito forte. Mas minha preocupação é maior. E mesmo que seja rastejando, eu vou até o Marley. Ao chegar até ele, o vejo inconveniente, mas ainda respira.

Olho para os lugares a procura de algo, mas só encontro o meu celular em cima de uma mesinha, em frente a janela, ao lado da porta. Vou rastejando com dor até lá e com dificuldade pego o celular.

Disco um número e coloco no ouvido.

Alô? — Ouço a voz do outro lado da linha.

— P-Pedro... — Falo com dificuldades — Preciso de ajuda.



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