História Laços de sangue, amor, prazer e pecado (remake) - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruno, Erast, Gay, História Gay, Hoffenhein, Laços, Leandro, Mfc, Olhares Na Escola, Romance Gay, Universolove
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Palavras 1.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Suspense, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal... vamos rumo ao ponto alto desta história.

Espero que gostem e não deixem de comentar.

Abraço forte.

Capítulo 9 - Capítulo 8: Despedidas


Fanfic / Fanfiction Laços de sangue, amor, prazer e pecado (remake) - Capítulo 9 - Capítulo 8: Despedidas

PARTE III – LAÇOS DE PRAZER

Capítulo 8: Despedidas

 

Na hora que a notícia foi dada minhas pernas ficaram bambas e minha mão não tiveram mais forças pra segurar o telefone.

Dudu percebeu que algo estava errado e veio em minha direção. Então me perguntou:

- Pepê, você ficou pálido. O que houve?

Naquela hora minhas forças se foram e tudo ficou preto na minha frente.

Desmaiei e caí nos braços de Eduardo.

No mesmo instante minha mãe e Lindomar vieram me socorrer e ver o que estava acontecendo.

Mamãe, preocupada, mandou me levarem pro quarto enquanto conversava com tia Andressa para saber o que realmente tinha acontecido pra eu ter ficado naquele estado.

Quando dei por mim estava em meu quarto deitado em minha cama. Levantei meio assustado e vi que todos estavam comigo sentados, e que quase meia hora havia se passado.

Então eu disse:

- Nossa, o que foi que aconteceu?

- Calma filho! Você só desmaiou. Não se lembra? – Perguntou minha mãe.

- Não, mas tive um sonho estranho. Sonhei que a Tia Andressa tinha me ligado e dizia que o Fausto tinha morrido. Nossa! Só de lembrar fico todo arrepiado – Respondi

Logo reparei que todos começam a se entreolhar e minha mãe com um olhar lacrimejante, segurava o choro. Imediatamente senti um clima pesado no ar e perguntei meio temeroso:

- Foi só um sonho né gente? Pelo amor de Deus, foi só um sonho, heim? Por favor, me digam que foi só um sonho! - Começei a ficar desesperado.

-Não, Pedro, não foi um sonho. O Fausto foi realmente assassinado. - Disse-me Dudu.

Gritei do fundo da alma, pois, por mais que eu e Fausto não estivéssemos tão próximos ultimamente, ele era um ser humano e eu ficava imaginando a dor da família. Eu me lembrava das vezes em que brincamos juntos, das vezes em que conversamos e trocamos segredos bobos.

Comecei a chorar e Dudu logo me abraçou com tentando me fazer sentir mais seguro e mais calmo ao mesmo tempo em que Lindomar abraçava minha mãe.

Eu me sentia morto por dentro.

Mesmo Fausto tendo cometido os erros que cometeu, eu gostava dele. Ele era como um irmão pra mim.

Seria duro aceitar a realidade, mas precisava encará-la de cabeça erguida, mesmo que continuasse a doer por dentro de forma quase insuportável.

 

 

***

 

 

O enterro era no fim da tarde e o corpo já estava sendo velado, então nos arrumamos e fomos para o velório.

 

Assim que chegamos lá, todos olharam pra mim.

Tia Andressa foi a primeira a me abraçar e a chorar junto comigo a morte de Fausto. Ele tinha sido brutalmente assassinado com um tiro nos ouvidos e seu corpo tinha sido jogado num terreno baldio e descoberto por um homem que morava nos arredores.

.A imagem era chocante demais, por isso o caixão ficou fechado o velório inteiro e não pude me despedir de Fausto como gostaria.

Às cinco e meia da tarde veio a hora da despedida final.

Era a hora do adeus.

Eu levava a coroa de flores junto com Janaína, uma prima dele com quem eu tinha sido muito ligado, mas que agora estávamos distantes também.

Janaína sempre torceu para que Fausto e eu ficássemos juntos.

 

Aquele velório serviu também como um grande reencontro entre amigos e pessoas que eu não via desde a morte dos meus avós.

 

Levando o caixão estavam Lindomar, Paulo (pai de Fausto), Josué, irmão mais velho e Flávio, o melhor amigo do Fausto.

Flávio e Fausto eram unha e carne, como grandes irmãos mesmos.

Flávio também sabia do amor do Fausto por mim e eu nem precisava perguntar para saber, era pura dedução mesmo, afinal de contas, não tinha nada que um não soubesse a respeito do outro.

Flávio estava tão mudado, tão bonito, mesmo assim parecia ser o mesmo tímido de antes, ou talvez fosse receio de vir falar comigo, mas mal sabia eu que ele me entregaria a verdadeira despedida de Fausto, e que mudaria o rumo de minha vida depois disso.

 

 

***

 

 

Assim que chegamos ao cemitério, Dudu apertou minha mão com força, sem se importar com os olhares cortantes de Lindomar para nós.

Flávio foi quem fez o discurso fúnebre, com belas palavras para o amigo.

 

- Nas poucas vezes em que falamos sobre quem morreria primeiro, eu fazia questão de dizer que eu iria primeiro. Ter o Fausto como amigo e irmão foi uma das melhores coisas que poderia acontecer comigo, mas isso não é o fim. Quem sabe a gente se encontre qualquer dia desses. De qualquer forma, foi injusto, foi cruel o que aconteceu. Com tantas pessoas ruins, você está nos deixando, mas acredito que nada acontece por acaso. Eu não digo adeus, eu digo até logo, meu amigo! Vá com Deus na certeza de que você será lembrado todos os dias, pois você se eternizou em nossos corações! Um grande abraço do seu irmão de coração, Flávio.

 

Nos despedimos de Fausto com uma salva de palmas e aos poucos os familiares e amigos iam deixando o cemitério. Dudu foi a frente, me esperar no carro, já minha mãe precisou ir embora sozinha de táxi já que Lindomar iria deixar algumas sobrinhas em suas casas.

 

Quando caminhei em direção à porta do cemitério, vi que alguém me esperava na porta do cemitério.

 

Fiquei com um pouco de receio na hora mas meu coração dizia que era para eu ir conversar com aquela pessoa, então eu fui.

 

- Oi Pedro. – disse Flávio com um olhar tímido e vermelho.

Sem dizer nada, eu me aproximei e o abracei com força, ele retribuiu sem dizer nada.

 

 

E eu voltei a chorar e pedi desculpas por molhar sua camisa, mas ele pareceu não se importar.

Enquanto isso, no carro, Dudu se contorcia de todas as formas possíveis ao me ver abraçado a Flávio. Ainda bem que ele sabia controlar os ciúmes, pelo menos, naquele momento ele estava compreendendo a gravidade da situação.

- Você tá tão crescido… mas continua com essa carinha de menino doce e inocente. – disse Flávio meio sem jeito.

- E você está tão forte. Nem parece a mesma pessoa.

Ele apenas sorriu com meu comentário.

- Eu estava com saudades de você.

- Eu também. – falei olhando em seus olhos – pena que nos reencontramos em um momento tão triste.

 - Infelizmente isso faz parte do ciclo da vida, embora não tenha sido na hora certa a partida dele. Mas eu estava te esperando aqui porque tenho algo pra te entregar.

- Algo para mim? O quê?

- Bom, ham… é isso daqui. – disse revelando um envelope marrom que estava em um de seus bolsos.

- Não vai me dizer o que é?

- Bom, o Fausto tinha pedido pra eu não ver, mas eu não resisti. É um vídeo que ele gravou pouco antes de ser assassinado. É um tipo de despedida. Ele estava tão aflito. Acho que ele sabia que isso iria acontecer com ele.

- Minha nossa!

- Pois é, essa aqui é só uma cópia que fiz escondido. O vídeo original a polícia acabou descobrindo e eles levaram. A polícia não pode saber que eu estava com isso e muito menos que eu passei pra você, por favor.

- Tudo bem. Obrigado, Flávio! Muito obrigado mesmo! - Disse o abraçando e já me despedindo.

-Bem, agora preciso ir, mas a gente se fala pelo MSN, assim podemos manter mais contato.

- Claro. Se precisar de qualquer coisa, é só me chamar!

Depois disso dei um último abraço nele e fomos cada um para um lado.

 


Notas Finais


Leia também:

MFC: Diferente Como Sou - Parte I (remake): https://spiritfanfics.com/historia/mfc-diferente-como-sou--parte-i-remake-6607253


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