História Laços do destino - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 4.409
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oi , eu tive essa ideia lendo uma outra fic no wattpad, portanto todos os créditos a autora dessa história

Capítulo 1 - Capítulo único


AVISO: contém palavrões e palavras de baixo calão, já que é narrado em primeira pessoa e se passa na mente de Nico, e eu pessoalmente o vejo assim.

 

Todos tinham um laço no pulso, porque isso? Por que quando completavam 18 anos o nome do seu “ par perfeito” aparecia, não é como se você não pudesse namorar, nem que você já tivesse conhecido a pessoa e já talvez até namorasse com ela, era só a questão da certeza, de saber quem vai ser seu parceiro pro resto da vida.

Eu, Nico di Angelo, tenho exatos 17 anos, onze meses e 29 dias, um dia para estar fadado pelo resto da sua vida, provavelmente você deve estar pensando, mas Nico, isso não é uma coisa boa, quer dizer, não sofrer por corações partidos, ou saber quem é pra ser, poder curtir muito sem precisar de compromisso ou mais. Bem, olhando por esse lado, sim é. Mas eu não gosto de realmente ficar preso a nada, eu gosto de encontros de uma noite ou mais um pouquinho, nunca mais que isso, eu gosto de ser livre e não seguir regras.

Eu sou o tipo de pessoa que não se encaixa nessa sociedade perfeitinha, eu sou o tipo de adolescente que você pode chamar de PROBLEMA.

Moro com meu pai, vou a escola, tenho meus dois trabalhos, bem, mais ou menos, eu trabalho meio período na livraria do bairro, e o outro, é mais um hobbie que eu gosto de chamar de trabalho eu não ganho com isso, quer dizer eu ganho, mas não dinheiro. Eu diria que ganho experiência, história e prazer. Com o que eu trabalho você quer saber? Algumas pessoas me chamam de puta, outras de ninfomaníaco, a verdade. Eu realmente gosto de sexo, pura e simplesmente isso.

Não sou uma puta, porque não aceito qualquer um, não faço o que você quiser não fico todo dia com uma pessoa, eu só realmente gosto do ato, da selvageria e da calmaria depois da tempestade.

- NICO!

-oi- olhou para meus primos que me encaravam da cama.

- você ficou maior tempão olhando pro nada cara.- Falou Jason.

- é foi bizarro- concordou Percy.

Os dois são mais velhos que eu, 20 anos, Percy está noivo da melhor amiga de infância, Annabeth e exibe o nome dela escrito no pulso sem que nada o cubra, Jason tem uma fita azul escuro de cetim com um fecho dourado, ele não conta pra ninguém o que tem ali, só dois anos atrás ele chegou chorando no meu portão mas não me explicou nada apenas me abraçou e depois de algum tempo dormiu.

- a gente vai pro shopping hoje de noite, quer vir?- fala o loiro.

- não tenho nada melhor pra fazer.

- mentira, você só quer ver se acha aquele atendente do cinema de novo.- disse Percy.

- talvez eu queira e daí. Eu não quero, to precisando de uma jaqueta nova.

- ata, ele faz o seu tipinho Nico. Loiro, alto, mais pra garoto do que pra homem e principalmente, gay.

Ah essa foi uma parte que eu não mencionei, eu sou gay, !00% gay, o mais gay que você possa acreditar, uma garota tentou me beijar uma vez, foi ruim.

- ah Percy, nem vem, não tem nada a ver.

- Jason, me ajuda lembrar. Qual a frase preferida do Nico, de qualquer filme.

-“ anda como o Tarzan e fala como a Jane”- citou o loiro perfeitamente.

- as vezes odeio vocês por me conhecerem tanto, vamos logo antes que eu desista.

O shopping estava meio vazio, a cidade é meio vazia, fomos direto ao cinema comprar nossos ingressos, um menina nos atendeu, compramos o s ingressos para ver o lar das crianças peculiares um filme que eu estava querendo ver a muito tempo. Mas agora vinha a parte interessante,  comprar a pipoca.

- vai lá, Nico seja essa coisa tímida que você é e o leve para cama, depois mostra o seu lado tigrão- falou Percy me empurrando pra comprar pipoca.

Talvez outra parte que eu não tenha mencionado, eu não gosto de pessoas, em geral eu sou bem quieto, as vezes as pessoas acham que eu sou doente, mas eu sou como a calmaria antes da tempestade, e também a tempestade.

Esperei pacientemente na fila da bomboniere, ele era o único atendente, portanto estava um pouco enrolado, no entanto era um cidade pequena, aquela a última sessão do shopping, e eu o último da fila, ou seja teríamos tempo para conversar um pouco.

Estava distraído esperando minha vez quando escuto uma voz grossa.

- boa noite, qual o seu pedido?- fala o loiro maravilhoso sorrindo pra mim.

Olho pra ele como se conferisse seu crachá, não que eu não soubesse o nome dele, só pra não entregar minhas habilidades de stalker.

- ah foi mal... Will... um combo 23, coca grande.

- claro..

- Nico- digo sorrindo.

Ele vai pegar a pipoca e o refrigerante, quando volta eu pago e depois coloco um papel em cima da bancada com meu número e uma caveirinha. Pisco pra ele vendo ele sorrir, saio e entro na minha sessão.

Quando sento no meu lugar, entre os meninos, eles me olham com cara de quem fez merda.

- o que foi?- pergunto Cínico.

- como foi senhor tímido, porém tigrão.- perguntou Jason.

- ele tem meu número, só resta saber se ele quer.

O resto do filme se passou sem que ninguém fizesse mais nenhum comentário, foi até bom, já era tarde quando estávamos indo embora, então o bomboniere já estava fechado, não que eu fosse falar com ele, claro que não.

Já eram 21:00 mais 3 horas e ele saberia que viraria sua vida de cabeça pra baixo, ele só não sabia que isso ser tanto assim.

Eu estava em casa, os meninos estavam aqui, eram 23: 27, não conseguia dormir, então estávamos jogando vídeo-game, Jason estava falando alguma coisa que eu não prestava atenção, e Percy mexia em seu telefone.

- meio hora cara- falou o moreno focando seus olhos verdes em mim.

- não me deixe mais nervoso cabeça de algas- rebati seu comentário.

- isso vai mudar alguma coisa?- perguntou o loiro- quer dizer, se vc já tiver conhecido essa pessoa, você vai correr atrás dela e se não, você vai continuar sendo o gótico ninfomaníaco. Né?

- Eu não sei Jason.- respondi sincero.- eu não gosto de pertencer a ninguém, acho que já deixei isso bem claro pra muita gente, inclusive acho que já feri outras por esse motivo, mas eu não sei se vale a pena isso tudo.

- as vezes você é burro como uma porta Di Angelo.- falou o loiro um pouco irritado

- o que foi dessa  vez?

- se você tem o nome do amor da sua vida no seu pulso, pra que perder seu tempo com outros?

- Por quê então, Jason, você continua aqui, solteiro?- alfinetei- eu sei que você conhece a pessoa por debaixo dessa fitinha no pulso aí ,por que se você não conhecesse não teria ficado tão mal.

-tch, jogou baixo, Nico- falou Percy assistido nossa briga.

-  POR QUE SÃO RAROS AS PORRAS DOS CASOS QUE SEU CORPO, SUA CONSCIÊNCIA QUER TANTO ALGUÉM QUE MUDA O QUE APARECE NO SEU PULSO, ENTÃO EU VOU ESPERAR ATÉ ESSA PESSOA SE DECIDIR SOBRE A VIDA DELA, SE NÃO.- uma lágrima escorreu pela bochecha pálida do mais velho, me fazendo me sentir um lixo.- alguém dia vai aparecer o nome que realmente era pra ser.

- você sabe que a gente ta sempre aqui pra tudo não é Jay, e que não precisa sofrer tanto assim, cada um tem sua dor, temos que respeitá-la então se você quiser chorar, chore rios, mares, oceanos ,a gente vai estar aqui com nosso barquinho pra você.- falou o moreno me surpreendendo.

- eu sei -Jason levantou e se jogou em cima de mim, puxando Percy junto.

- 15 minutos agora cara.

Percy eu vou te socar se você não calar a boca- disse enquanto me ajeitava no meio dos dois.

- bruto- respondeu enquanto passava a mão pela minha cintura se encaixando na curva de meu pescoço.

- para Perseu, se não eu vou achar que você está me dando uma chance.

É eu tenho bastante de fuder o Percy, além de já ter tido uma paixonite nele. Se ele e a Annie quiserem um threesome, estamos aí.

- ah não- reclamou Jason fazendo a mesma coisa do outro lado- eu quero um pedaço pra mim também.

-ah, a gente pode desenrolar isso aqui e agora- falei mordendo o queixo de Jason, não numa maneira sexy, só gosto de morder mesmo.

- Vai ser uma boa ideia a gente ficar tudo junto assim, quer dizer, a gente sabe que o Nico que já é Ninfomaníaco vai querer fazer quando ficar com a marca.- disse o dono dos olhos azuis me ignorando completamente.

Um pequeno detalhe que nem todo mundo sabe, você  fica igual cachorro no cio quando ganha a marca.

- acho que não- falou o de olhos verde mar.

- ah seus chatos- disse brincando- achei que finalmente ia levar os dois pra cama- talvez não tanto- e melhor, JUNTOS.

- você só pensa nisso, Nico?  Puta que pariu, ninfo.

Quando ia responder o loiro senti algo quente na minha barriga e fechei os olhos, era como se eu estivesse derretendo, era uma sensação boa pra caralho, meus braços e pernas estavam todos arrepiados, era como se eu estivesse prestes a gozar, então sentir uma dor dilacerante, como se estivessem escrevendo no meu pulso com uma faca. Quis chorar, gritar minha mãe, não sei. Eram sensações muito distintas acontecendo ao mesmo tempo.

Então tudo parou de uma vez. E eu senti uma vontade forte, explícita de fuder a primeira pessoa que estivesse na minha frente, comer ela com respeito.

- Nico?- ouvi Jason me chamar.

- hm?- respondi ainda meio grogue.

- você ta se sentindo bem?

- não.

- quer alguma coisa? Água?

- não.

Ainda não tinha olhado pro meu pulso, estava nervoso demais pra isso. Fui baixando o olhar, até chegar no meu pulso e lá estava.

William J, Solace.

- Parece letra de menina- foi a primeira coisa que veio na minha cabeça.

 A segunda foi: Caralho, o nome do crush do cinema é Will, Nico seu puto, você tem que descobrir o nome dele.

A terceira: desde quando eu tenho crush? E desde quando ajo como um saco de hormônio vulgo adolescente?

- Niiiiiiico, deixa eu ver- falou Percy com cara de cachorro que caiu da mudança.

- só se você achar alguém pra eu passar a noite, falei calmamente amarrando a fita de cetim negro no pulso. O que foi muito complicado na minha opinião.

- e se eu te disser que a Annie é prima do cara do cinema, e eu posso pedir o telefone dele.

- Percy, são 0;00- disse virando de costas novamente.

“ alô, oi amor, então, tem alguma chance do seu primo estar acordado agora? Ah ele tá aí do seu lado, nossa que bom. ah aham, pergunta pra ele se ele não quer sair com um amigo meu. Eu sei que ta tarde Annie, a mas por favor é o Nico! Vou te mandar por mensagem, um beijo, te amo, ah só mais uma coisa, qual o nome inteiro do seu primo? Ata obrigado. Beijo.”

Meu queixo está literalmente no chão. Jason só olhou de mim pra Percy e de Percy pra mim com uma sobrancelha levantada.

- espero que você não se importe nico, eu mandei seu telefone pra Annie e ela vai me passar o do primo dela.

-sortudo filho da puta- foi o único comentário de Jason.

- qual o nome dele?- perguntei ainda meio chocado.

- isso você vai ter que descobrir bobinho. Por que pra você estar falando isso tem uma chance de ser ele- falou o moreno.

- eu te odeio Percy.

* BIP*

Olhei meu telefone que estava em cima da cabeceira.

“ oi Nico ;) acho q vc lembra d mim do cinema ne, vamos sair?”

- eu realmente sou um sortudo filho da puta- falei alto sem pensar.

“ oi Will claro q lembro, não tem muitas coisas abertas agr, mas a gente pode caminhar se vc quiser”

“ claro cr, pode passar aqui na casa da annie, a gente pode ir no parque aqui perto J”

“ passo ai em 15 min J”

“ te espero ;*”

Jason olhou com os olhos cerrados pra mim, e depois se levantou pra depois se ajeitar na cama como quem vai dormir.

- Ei , Percy, me deixa na casa da Annie- falei.

- claro, aproveito e fico lá.- disse se levantando- não quer ir Jason, a Piper vai estar lá também.

- ta bom- falou o loiro levantando de novo e saindo sem mais insistência.

Me arrumei e encontrei os meninos na sala.

- vamos?

- vamos.

_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*-

Já na frente da casa de Annie eu estava nervoso, quase como suando, por que eu estou tão nervoso?

Percy foi na frente e bateu na porta, Piper atendeu e deu oi pra todos, e mandou estrarmos, lá dentro , lá tinham muitas meninas, as quais eu não fiz questão de olhar direito pra ver se conhecia alguém,  vamos lá né, você tem um loiro gostoso na sua frente, vai ficar olhando menina? Acho que não.

- oi – disse com um sorriso de lado.

- olá- respondeu chegando mais perto e sorrindo abertamente.

- vamos?- perguntei fazendo sinal para que fosse na frente.

- claro.

Avisei pra Jason que estávamos indo e saímos em direção ao parque, a caminhada silenciosa me fez pensar muito o que nunca dá certo e só me deixou mais nervoso.

- então- decidir tentar quebrar o silêncio- o que você gosta de fazer? Estuda?- que foi eu sou meio ninfo, mas não mal educado.

- eu faço cinema, engraçado pra quem trabalha no cinema, mas eu quero aprender tudo,- respondeu sorrindo- e você?

- eu faço medicina, vou ser legista.

-  coragem- disse franzindo as sobrancelhas.

- não é tão ruim, cadáver não reclama de dor, não morre se eu errar alguma coisa...

- é por esse lado é bom.

Chegamos ao parque e sentamos num banco embaixo de uma árvore, o vento balançava os cabelos cor de ouro do menino ao meu lado, seu olhos azuis focavam em mim e me deixaram um pouco envergonhado, é como se ele visse minha alma.

- então, Will- comecei- vou ser bem direto, eu fiz dezoito hoje...

- parabéns então- disse ele me interrompendo com um beijo na bochecha.

Sorri e continuei- e como você deve saber, parece que você não quiser, tudo bem, a gente pode só conversar e eu te deixo na casa da Annie de novo.

- bem direto mesmo- disse sorrindo de lado.

- pois é, olha, qual seu nome todo? Assim já me intrometendo logo de uma vez.

- William James Solace, espero que você não vá me assaltar.

Meu coração pulou uma batida e me senti meio tonto, quase caí do banco, e Will percebeu isso.

- Você está bem?

Sem nem mais uma palavra desamarrei a fita do meu pulso devagar e chequei o nome de novo, William J. Solace. Foquei em seus olhos, e lhe estendi o pulso.

- tem certeza que quer que eu olhe, não é invadir demais?- meu deus quero morder esse homem.

- só olha logo Will.

Então ele baixou o olhar para meu braço estendido, e quando leu arregalou os olhos, desviando o olhar de mim para o meu pulso uma, duas, três vezes, depois abrindo a boca sem emitir nenhum som.

- você não precisa falar nada, Will, só fazer sua escolha de ficar comigo ou não hoje, depois você pode decidir a sua vida. Só achei justo te mostrar já que é sobre você.

- e-eu não sei o que dizer, eu acabei de fazer dezessete, mês retrasado, quero dizer, muita coisa pode acontecer em um ano, e Annabeth me contou que você não é bem de uma pessoa só, eu sou alguém de uma pessoa só, e...

- ninguém nunca chamou minha atenção o suficiente, quer dizer, pra que perder tempo com besteiras se  o destino vai escolher por mim de qualquer jeito.

- mas há a possibilidade de o nome mudar.

- Will, você mesmo disse, eu não sou de namorar ou sentir se extremamente atraído por alguém, se o seu nome tá aqui, é por que é pra ser você, mas se você não quiser temos 10 meses pra você perceber que me quer de volta- deu um sorriso sarcástico pra ele- e menos de 10 minutos pra você responder uma simples pergunta: você quer transar comigo hoje ou não?

Will sorriu negando com a cabeça.

- você é um demônio, já te falaram isso? De onde vem tanta certeza? À cinco minutos atrás você era quieto e tímido.

- isso é uma coisa que só descobre quem tem um nível de intimidade maior que amizade comigo, loiro.

- hm, okay você me convenceu.

Sorri safado

- mas antes, eu tenho uma pergunta, você vai ficar comigo, e só comigo e me namorar?

- quebrou o clima, Will, quebrou o clima.

- me responde, dependendo da resposta eu vou embora.

- sim, se quiser eu namoro você, tenho uma ano pra te mostrar como eu vou ter você só pra mim- percebi que Will estava com as bochechas coradas, quero beijar esse  homem- e que você não vai se arrepender.

- espero mesmo, Di Angelo- disse baixinho.

Pus a mão na curva do pescoço de Will, me aproximando devagar, olhando pra sua boca, ele parecia nervoso, e umedeceu os lábios, não sei se por nervosismo ou não, mas esse garoto mexe comigo, e ele não sabe o quanto. Nossas respirações se misturaram, fechei os olhos e colei meus lábios com os dele, iniciando um beijo devagar, como uma dança sensual, Will passou os braços por minha cintura me puxando mais pra perto, pedi passagem com a língua, conseguindo sem muito esforço, o beijo começou a esquentar um pouco, o que levaria ao que eu queria.

Separei o beijo com uma mordida no lábio inferior de Will e colando nossas testas, quando abri os olhos e vi as orbes azuis me encarando me senti como se finalmente tivesse percebido o que queria da vida, e eu queria aquele cinegrafista.

- vamos pra minha casa?- perguntei.

- não.- respondeu sem pensar duas vezes- vamos pro meu apartamento, é no final da rua.

- tudo bem então.

Andamos no silêncio novamente, o que foi um pouco constrangedor, Will parou em frente a um prédio verde, depois vasculhou os bolsos a procura das chaves, enquanto fazia isso percebi o quão consciente de suas atitudes eu estava.

Ele abriu a porta e me puxou pela mão para subirmos logo, paramos numa porta cinza, o prédio todo parecia simples, não que eu estivesse ligando pra isso, eu queria logo o que viria depois.

Will tirou os sapatos na porta e indicou para que eu fizesse o mesmo, me puxou para um corredor e parou em frente a um porta azul, tinham mais outras três portas no corredor.

- você mora sozinho?- perguntei curioso.

- não, com meu irmão mais velho, mas não se preocupe, ele não está em casa, e se chegar, bem eu já ouvi coisas demais por essas paredes.

Sorri e cheguei pra frente o imprensando na porta o beijando com luxúria, minha mãos foram automaticamente pra sua cintura descendo em seguida para sua bunda, deixando um aperto e descendo mais um pouco, chegando na coxa, dando impulso para que Will cruzasse as pernas, em minhas costas, quando o ar começou a faltar, desci os beijos por sua mandíbula, depois para seu pescoço, fui mordendo, chupando marcando, quando cheguei a um ponto entre o pescoço e os ombros  ouvi Will gemer.

Will desceu suas mãos para dentro de minha camisa, arranhando minha barriga e minhas costas, depois puxando a camisa pra cima, pus o no chão e tirei o resto sozinho, assim como o mesmo. Will finalmente abriu a porta do quarto, e sentou numa cama de solteiro que tinha ali no meio.

Parei em sua frente, sentando em seu  colo, rebolando um pouco em cima de sua ereção aparente, ele apertou minha cintura arranhando-me.

- não acha que essa cama, é muito pequena pra nós dois?- perguntei mordendo seu pescoço de novo.

- hm, não é como se fossemos ficar muito longe um do outro.- respondeu devagar.

- garoto esperto – falei me levantando e tirando minha calça, liberando minha ereção já dolorida. Olhei pra ele que mordia os lábios.- gosta do que vê?- acenou concordando com a cabeça.- como sabe que não vai desistir de mim, daqui a um ano.

- você não perde uma chance, né?- sorriu.

- nenhuma- falei enquanto acenava para que se deitasse direito na cama.

Subi em seu colo de novo, fui descendo os beijos para sua clavícula, depois para seu peitoral, e então pra barriga, parando no elástico da boxer vermelha que vestia.

- me diz o que você quer.

-sem tortura, Nico, por favor.

- nada disso, a pressa é a inimiga da perfeição.- disse enquanto massageava seu membro por cima da calça.

- me chupa, Nico.

- agora sim- desci sua boxe lentamente, passei a língua apenas na pontinha e vi Will enrijecer com o ato, depois pus até a metade na boca, chupando devagar, as mãos do loiro foram pra meu cabelo, puxando fortemente.

- ahn... Will...

Fui acelerando os movimentos pondo tudo o que eu conseguia na boca, e massageando o resto com as mãos acompanhando o movimento.

- Nico... e-eu ... hmmm porra.

- ainda não loiro- falei beijando-o novamente, rebolei em seu colo, esfregando nossas ereções dando prazer a nós dois.

- hmm Nico, vai l-logo com isso.- disse passando a beijar meu maxilar, e deixar pequenas mordidas, sua mãos desceram pra minha cintura e depois pra minha bunda, me encaixando em  sua ereção

- você hm... é muito apressado hmm... senhor solace.

- você não tem ideia.

Me levantei um pouco e puxei sua mão colocando-a na boca, sem tirar os olhos de si, depois de deixar ela toda molhada, ele pôs um dedo, me fazendo rebolar um pouco mais, agora quem estava ficando agoniado era eu, e Will estava percebendo isso.

- calma, a pressa é inimiga da perfeição- disse sorrindo e colocando o segundo dedo, fazendo movimentos de tesoura.

- Will, por favor.

- você aguenta?- perguntou sussurrando e retirando

- não se ache tanto Solace.

Aparentemente Will tinha levado isso como um desafio pessoal,  foi me penetrando devagar quase parando, empurrei meu corpo pra baixo com força colocando tudo de uma vez, fazendo com que nós dois gemêssemos alto juntos.

- caralho ,Will- falei começando a me movimentar rápido.

Will foi se juntando a mim, até que acertou minha próstata, me fazendo gritar e sentir minha pernas bambas sem forças. Will inverteu nossas posições ficando por cima e acertando o mesmo ponto várias e várias vezes.

- w-will eu v-vou...

- vamos juntos.

Depois de mais algumas estocadas eu vim sujando nossos abdomens, e ele dentro de mim, se retirando devagar, e deitando em cima de mim, já que não tinha espaço pra nós dois na cama.

- não esperava por isso não é mesmo?- perguntou Will pra mim.

- me surpreendeu senhor Solace.- respondi passando a mão por seus cabelos loiros e suados.- agora, assim eu não levanto daqui nem tão cedo, como vamos dormir?

- se você não se importar de ficar agarradinho comigo sujo e suado e grudado, aqui mesmo, de conchinha. Ou isso é muito casalzinho pra você?

- não perde uma chance né?

- nenhuma- respondeu me imitando.

_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_

Acordei com Will beijando meu pescoço, vamos senhor preguiça, temos que te limpar, já foi uma sujeira muito grande por muito tempo.

Quando abri os olhos Will estava de banho tomado e com outra roupa, os cabelos ainda molhados.- Bom dia- falei ainda rouco.

- você dorme bastante né?

- muito, acho melhor se acostumar, ainda mais quando acabar comigo.- disse virando de bruços tentando dormir de novo.

- não me provoque com essa bunda pra cima Di Angelo.

Sorri Empinando mais a bunda e virando o rosto pra ele que estava apoiado num armário que eu só que tinha agora.

- Assim.

- exatamente assim- respondeu chegando perto e dando um tapa- vamos, levanta logo, seu celular fica tocando com um tal de Jason te ligando e eu quero trocar os lençóis.

Levantei devagar para não cair, minha cintura doía um pouco, me espreguicei e fui catando minhas roupas no chão. Will me abraçou por trás.

- ficar sem roupa assim andando por meu quarto não adianta muito não. Devo me preocupar com esse “ jay”.

Lembrei que era assim que estava salvo o no me de Jason no celular.

- você atendeu?

- sim, o cara não parava de ligar, e eu queria dormir.

- hm, onde fica o banheiro?

- ali.

 

*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_

- 5 min.

- e se não aparecer seu nome?

- você está me traindo?

- lógico que não.

- então fica quieto e espera.- falei o abraçando por trás.

- acho que não era bom a gente ter feito isso agora.

- por que, não aguenta o segundo round?

- não me provoque Di Anngelo.

- eu nunca faço isso Solace.- dei um tapa a sua bunda e deitei de barriga pra cima naquela mesma cama, 10 meses depois, esperando o MEU namorado se acalmar com os 18 anos dele.

- 1 minuto- falou .

- deita aqui logo.

- você nunca mais reclamou do tamanho da cama. – comentou

- sabe não é tão ruim dormir agarrado em você.

- tão ruim?

- não é nem um pouco ruim.

Will se desequilibrou e eu soube que estava começando, ele ficou um tempo segurando o pulso com força, e lágrimas vieram aos seus olhos, ele estava todo encolhido sentado no chão, e eu me senti uma merda deitado ali na cama, mas não havia nada que eu pudesse fazer.

Quando tudo passou, Will sorriu e se levantou mostrando o pulso pra mim.

Nico Di Angelo

- segundo round?- perguntei sorrindo.

- segundo round. – respondeu me beijando.


Notas Finais


tchau gente


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