História Laços do Passado - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Once Upon A Time, Outlaw Queen
Visualizações 70
Palavras 8.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - A primeira noite de amor


Fanfic / Fanfiction Laços do Passado - Capítulo 18 - A primeira noite de amor

Regina chora e respira forte.

Regina– Por foi a minha filha que a Cora arrancou dos meus braços.

Amy– O quê?(sussurra)

Regina– Eu sou a sua mãe Amy( chora)

Amy e Regina se olham extremamente emocionadas.

Regina– Por favor, me deixa te abraçar.

Em câmera lenta mãe e filha se abraçam e choram com a emoção do reencontro mais emocionante de suas vidas.

—___________________________________________________

Regina– Minha filha!

Amy– Mãe( chora)

Uma grande luz de energia de cores azul e roxa se funde no ar e Ruby se emociona observando a cena.

Regina– Minha filha(soluça)

As duas ficam abraçadas como se aquele momento precisasse se eternizar.

Regina se afasta um pouco e segura o rosto da sua filha.

Regina– Você é tão linda meu amor (chora e sorri ao mesmo tempo)

Amy sorri e parece não acreditar no que está vivendo.

Ruby– Que cena mais linda( emocionada dentro do carro)

As duas se afastam do abraço, mas ainda de mãos dadas.

Amy sorri olhando pra mãe.

Amy– É verdade? Eu sou mesmo a sua filha?

Regina– Você é sim minha filha, minha filha amada!

Amy– E o meu pai? Quem é o meu pai? Ele está aqui?

Regina– Sim, ele está aqui. Eu sei que está confusa, mas eu prometo te contar tudo.

Regina beija a testa da filha e a abraça outra vez.

Amy– Eu sonhei com esse momento a minha vida toda.

Regina– Ah meu amor(aperta a filha em seus braços) Eu sinto muito por tudo que você passou.

Amy– Não sinta, valeu a pena esperar.

As lágrimas correm soltas no rosto das duas.

Regina– Ah meu Deus é tão bom sentir você assim pertinho de mim.

Amy nem consegue mais fala com tanta emoção.

Rubi vem chegando de mansinho e não se surpreende com a cena, pois sabe que as duas se gostam.

Ruby– Está tudo bem?

Regina– Está Ruby, vamos pra casa!

Ruby– O que você estava pensando?

Ruby e Amy se abraçam.

Ruby– Quase nos mata do coração.

Mãe e filha vão seguindo pra o carro e a loba bem atrás.

Ruby– Eu dirijo, você não estava se sentindo bem.

Amy– Foi por minha causa não é?

Regina– Não foi por sua causa e acho que desvendei esse mistério.

As três entram no carro. Regina liga pra Emma e avisa que está indo pra casa.

Algum tempo depois.

Robin– Isso é uma loucura.

Isabel– Eu sei filho, mas é a verdade, ele é seu irmão. Quando aquela bruxa me transformou eu fiquei perto dele o tempo todo, eu quis voltar, mas eu sabia que você estava em boas mãos com meus amigos da aldeia e o seu irmão era muito novinho. Depois, entre as maldições que aconteceram eu fui levada pra floresta, foi quando eu vi você, eu sabia que você era o meu filho por que você sempre pareceu com seu pai, desde novinho você brincava com ele de arco e flecha.

Robin– Naquela noite em que a senhora sumiu, eu e outras pessoas da aldeia te procuramos por dias, até o dia em que um senhor disse que uma mulher e uma criança haviam sido mortos, ele deu as suas características e constatamos que eram vocês. Então paramos de procurar.

Isabel– Eu sinto muito meu filho.

Robin– Não sinta. Eu estou muito feliz que esteja viva e bem.

Isabel– Eu quero saber de tudo sobre a sua vida.

Robin– Eu vou contar tudo.

Isabel e Robin saem abraçados, rumo à cabana de Robin.

Regina desce do carro em frente a lanchonete junto com Ruby e Amy.

Ruby– Eu vou entrando. Obrigada por não deixar ela atravessar aquela maldita linha.

Regina– Acredite Ruby, o prazer foi todo meu.

Ruby abraça a amiga e entra na lanchonete.

Regina– Me dá outro abra..

Amy nem espera Regina terminar a frase e a abraça com força.

Regina– Se você não tivesse me apertando tão forte eu acreditaria que estava sonhando.

Amy– Eu nem acredito que você é mesmo a minha mãe.

Regina– É bom ir se acostumando com essa ideia.

Amy– Eu passei a vida toda esperando por esse momento.

Regina se afasta e alisa o rosto da filha.

Regina– Eu tenho uma filha linda.

Ruby– Ela é sua...Você é filh...Espera o quê?

Regina e Amy acham graça da confusão de Ruby.

Amy sorri.

Regina– Pode me fazer uma promessa?

Amy– O que quiser!

Regina– Nunca mais tente atravessar aquela fronteira.

Amy– Eu prometo.

Ela a abraça mais uma vez e se separam.

Regina fica olhando pra garota.

Regina– Eu venho te buscar a noite pra jantarmos juntas. Tá?

Amy– Tá certo.

Ruby– Filha, mas...O que tá acontecendo?

Amy e Regina riem.

Amy– Vamos entrar e a gente conversa!

Ruby– Mas...Regina é sua...

Amy leva Ruby pra dentro da lanchonete ainda chocada com a revelação e Regina entra em seu carro.

A rainha liga pra o filho. Que está no haras quando seu celular toca.

Henry– Oi mãe, acharam a Amy?

Regina– Sim filho, nós a achamos!

Henry– Que bom! Eu estava preocupado, eu queria ajudar, mas meu avô não me deixou sair daqui.

Regina– Ele fez muito bem. Nós precisamos conversar Henry.

Henry– Está tudo bem?

Regina– Na verdade está tudo ótimo. Onde você está? Eu vou te buscar!

Henry– Estou aqui no haras!

Regina– Fazendo o quê?

Henry olha pra o avô e olha pra espada ainda em sua mão.

Regina– Henry?

Henry– Estou treinando com o meu avô.

Regina– Espadas Henry?

Henry– Sim( sussurra)

Regina respira forte e se contem em reclamar.

Regina– Chego aí daqui a pouco.

Henry– Nós já terminamos, ele me leva!

Regina– Tudo bem querido! Nos veremos em casa então.

A rainha dá partida, mas sabe que tem um lugar pra ir.

Ela para, vai até seu porta mala e pega um taco de beisebol.

Regina– Eu sabia que deixar o Henry praticar esportes era uma boa ideia!( bate o objeto devagar em sua mão)

Emma vem chegando pra tirar satisfação com Gold e vê Regina entrando com o taco.

Emma– Ah isso vai ser legal de assistir.

Regina entra.

Gold– Majestade que surpresa. A que devo essa visita tão inesperada?

Regina– Eu estava aqui perto e resolvi parar pra te fazer uma visita (balança o taco)

Gold– Eu estava mesmo esperando que você viesse me ver...Estava praticando suas tacadas?( olhando pra o taco)

Regina– É do Henry. Eu vim te ver antes, mas você nunca estava aqui. A sua bela esposa disse que você esteve ocupado nesses últimos tempos (anda pela loja)

Gold– Eu estou trabalhando em algumas coisas.

Regina– Coisas né?

Gold– O que pretende com isso?(aponta pra o taco na mão de Regina)

Emma entra na loja.

Gold– Ah deve ser meu dia de sorte, a salvadora e a rainha má na minha loja, que prazer.

Emma– Eu vim conversar com você Gold, mas é claro que eu deixarei a rainha falar primeiro.

Gold não fala mais nada.

Regina– Sabe Rumplestiltskin, quando eu arranquei o coração do meu pai( anda pela loja) eu achei que essa seria a maior dor que eu poderia sentir. Depois quando tive de me despedir do Henry eu achei que não poderia sentir dor maior, até por que quando ele voltou ele não podia se lembrar de mim. E essa era o pior tipo de maldição que pudesse existir.Sabe o que eu notei?

Gold– Que a sua vida teve muita dor?

Regina– Sim, mas eu notei principalmente que grande parte da minha dor está relacionada a você.

Gold– O quê?

Regina– Eu sei que aquela maldição foi criada por você e por minha mãe. Por isso vocês dois eram imunes a ela.

Gold– Não sei do que está falando.

Regina– Ah não sabe? Vou refrescar a sua memória(fala calmamente)

Regina gira o taco na mão e acerta uma prateleira cheia de cristais, que se entilhaça por toda a loja.

Gold– Você enlouqueceu Regina?

Regina– A Cora conseguiu invadir a maldição duas vezes por acaso?

Gold– Cora sempre foi muito ardilosa, deve ter descoberto um...

Regina– Chega de mentiras (pela primeira vez alteia a voz desde que entrou na loja)

Gold– Que verdade você quer?

Regina– Você sabia o tempo todo de tudo. Sobre a magia da minha família, a minha avó já não era a senhora das trevas quando você despertou a minha mãe pra magia, qual era o seu objetivo? Você e ela criaram a maldição, por que sabiam que eu sucumbiria às trevas e a lançaria.

Gold– Você quem quis lançar a maldição. Eu só dei um empurrãozinho.

Regina– Você me fez arrancar o coração do meu pai sem necessidade, por que sabia que eu me sentiria culpada...Mas o tiro saiu pela culatra não é? A minha mãe não cumpriu com a palavra e a ganancia dela por poder foi tão grande que ela pretendia te matar.

Gold– Você está fora de si.

Regina quebra outros objetos caros da loja enquanto Emma se diverte assistindo a cena.

Regina– Pelo contrario nunca estive tão lucida. Você deu a Emma a poção da lembrança por que achou que ela me contaria logo sobre a minha filha, você queria que eu sofresse e pra quê?

Gold– A bondade não combina com você querida.

Regina gira o taco uma vez na mão.

Emma sorri satisfeita.

Regina quebra várias peças e várias prateleiras dentro da loja e quando Gold tenta atingir a morena com magia, Emma a proteger.

Emma– Nem pense nisso Gold!( fala entre os dentes)

Belle chega.

Belle– O que está acontecendo aqui?

Gold- A Regina enlouqueceu de vez.

Regina– Ainda não enlouqueci. Você sabia esse tempo todo da existência da minha filha Gold. Você contou pra minha mãe sobre a minha gravidez. Disse a ela o que fazer com o bebê, por que mais tarde ela poderia usar esse segredo contra mim. Depois quando vi aqui falar com você sobre precisar de uma criança, você sabia que eu estava sentindo o vazio pela falta da minha filha...Por sua culpa ela arrancou a minha filha dos meus braços!

Belle– Filha? Que filha?

Gold– Eu...

Regina– E agora, quando descobriu que a Amy é a minha filha, você encheu a cabeça dela de mentiras e a deixou cega de raiva e desgosto, pensando que eu e o Robin tínhamos a abandonado.

Belle– O quê?

Emma– É verdade Belle, a Amy é a filha da Regina e o Gold não perdeu tempo em envenenar a garota com mentiras, dizendo que a Regina tinha abandonado ela. A garota surtou e quase atravessa a fronteira.

Belle– Rumple( assustada)

Regina– Eu sei o de tudo o que você fez Rumplestiltskin, mas uma coisa eu te garanto!

Ela se aproxima de Gold com o taco. Emma e Belle observam a cena.

Regina– Chega perto dos meus filhos outra vez que eu juro que esqueço a promessa que fiz ao Henry e arranco o seu coração com as minhas próprias mãos. Eu sei das suas fraquezas Rumple, então não me faça recorrer a elas.

Regina sai com o taco.

A loira vai saindo olha as prateleiras e debocha.

Emma– Quem diria que uma rainha faria Home Run? (É a jogada mais difícil do beisebol. Normalmente acontece quando a rebatida é tão forte que faz com que a bola saia do campo)

Gold– Você é a xerife senhorita Swan, não vai fazer nada? Ela quebrou a minha loja.

Emma– Eu não vi nada! Ela foi benevolente, por que se tivesse feito com o Henry o que fez com a Amy eu teria arrancado a sua cara com aquele taco. O aviso dela é válido viu Gold? Não chegue mais perto da Amy ou do Henry.

Emma sai da loja.

Gold– Belle...

Belle– Como teve coragem de fazer isso? Mentir descaradamente pra uma menina?

Gold– Meu amor me escuta!

Belle– Não, me chama de meu amor.

Gold– Me escuta!

Belle– Escuta você. Eu tentei ser a esposa que você precisava, tentei te restaurar por amor, mas você é de fato um homem vazio, sem coração e mais egoísta que eu tive o desprazer de conhecer. Eu desisto!

Gold– Belle, por favor, não desista de mim.

Belle– Eu não aguento mais as suas mentiras Rumple. Tudo pra você tem haver com poder. Você abriu mão do seu próprio filho pelo poder da adaga, eu fui cega esse tempo todo. Tudo que você faz tem um interesse por traz. Você se “sacrificou” diante de todos nós pra nos salvar do Pan, mas na verdade você queria derrota-lo por que ele também estava de controlando. Queria parecer o herói pra que não pudéssemos perceber as suas intenções.

Gold engole seco.

Belle– Foi isso não é? Você...Havia outra forma de impedir a maldição do Pan não é? A Regina se sacrificou por todos nós. Ela abriu mão do filho que ela tanto amava Rumple, Na floresta encantada ela fez o que pôde pra nos proteger da irmã. Você não se matou diante de nós, era tudo uma encenação. Você só não contava com o truque da Zelena e perdeu a sua adaga!

Belle começa a enxergar tudo o que Gold aprontou.

Gold– Isso não é verdade!

Belle– Você sabia o tempo todo que Zelena estava lá. Você nos jogou pra um precipício. Você diz me amar, mas ela poderia ter me matado.

Gold– Ela não podia te matar, você tem uma proteção desde que eu saí pra recuperar o Henry.

Belle– Recuperar? Você só fez aquilo pra se mostra um bom avô diante do Neal. Se tivesse tido a chance você teria sacrificado o próprio neto.

Gold– Não, eu amo o Henry!

Belle– Basta, eu não quero escutar mentiras. Eu sei que você está provocando a Regina pra que ela volte a ser a Rainha má. Sei também que você busca algo...Um objeto ou outro tipo de poder, mas fique sabendo Rumplestiltskin que a partir de hoje eu não estarei aqui pra presenciar isso.

Gold– O que quer dizer com isso?

Belle tira seu anel e entrega a Gold.

Gold– Não Belle, não faça isso!

Belle– Eu pensei que você poderia se tornar uma pessoa melhor, mas continua a mesma fera de antes.

Gold– Não Belle, não faz isso com a gente.

Belle– Você quem fez isso com a gente Rumple. A Regina tem sofrido na sua mão e na mão da própria mãe desde que nasceu. Vocês tentaram criar um monstro! Ela não é santa, mas sofreu horrores e se transformou na rainha má principalmente por sua causa.

Gold– A mãe dela quem arrancou o coração do Daniel.

Belle– E você achou pouco e conseguiu multiplicar a raiva e desgosto que ela estava sentindo, você se aproveitou da dor que a Regina estava sentindo e a transformou na pessoa cruel e impiedosa que ela nunca quis ser.

Gold– É claro que ela quis se transformar na rainha má.

Belle– Ela sente amor de verdade dentro dela e é tão verdadeiro que mesmo sem o coração naquele momento, ela derrotou a própria irmã com magia de luz. Ela tem luz nela Rumple.

Gold– A Regina é cruel, apenas se engana.

Belle– Quem se engana é você, quando diz que está fazendo tudo isso por uma boa causa. O Neal se sacrificou por você.

Toca na ferida de Gold.

Belle– Ele morreu acreditando que estava se sacrificando por um herói, mas você não passa de um monstro! Um dia você me disse que não tinha um coração, me sinto uma estúpida por não ter acreditado.

Gold– Belle eu amo você.

Belle– Você ama o poder da adaga. Ela sempre estará em primeiro lugar, então é justo que ela seja a sua companhia agora Senhor das trevas.

Belle sai da loja decidida, deixando pra trás uma loja cheia de destroços e um homem vazio de amor!

Regina está na sala tomando um copo de suco quando Emma bate a sua porta.

Emma– Recebi a sua mensagem( sorrindo)

Regina não diz nenhuma palavra, só abraça Emma com força.

Regina– Nunca poderei te agradecer o suficiente por ter trazido a minha filha pra mim Emma.

Emma– Acredite Regina, foi um grande prazer.

Regina– Entra Swan (enxuga as lágrimas)

As duas entram e conversam na sala.

Emma– Prefeita, não sabia que jogava beisebol( sorrindo)

Regina– Já sabemos que você não sabe muito sobre mim.

Emma– Você me surpreende. Sempre pensei em você como uma jogadora de xadrez, mas beisebol me chocou.

As duas riem e sentam.

Emma– Cadê a princesa?

Regina– Eu a deixei na lanchonete da vovó com a Ruby.

Emma– E você? Como está se sentindo?

Regina– Nas nuvens. Ainda não dá pra processar que eu tenho uma filha na mesma idade do Henry. Era esse o vazio que eu sentia, era a falta da minha filha, aquela desgraçada arrancou a Amy dos meus braços.

Emma– Eu vi Regina, eu vi o momento em que ela a tirou dos seus braços.

Regina– Então era esse o sofrimento que você não queria que eu soubesse?

Emma– Exatamente, se você recuperasse a memória antes de saber o paradeiro da sua filha, seria uma dor muito grande. Eu quis primeiro investigar pra descobrir o paradeiro dela.

Regina– Eu teria enlouquecido. Muito obrigada!

Emma– Não precisa agradecer, eu fiz uma promessa e era a minha obrigação reestabelecer esse laço.

Regina– Laço?

Emma– É, entre você, a sua filha e o pai da sua filha.

Regina– Ah...Claro!
Emma– Quando pretende contar pra ele?

Regina fica calada.

Emma– Regina?

Regina– Eu queria correr e contar pra ele, mas preciso respirar um pouco e organizar meus pensamentos. A volta da Marian altera a situação toda.

Emma– Tem razão. Mas é importante que ele saiba por você, ele não tem nem ideia de que tem esse passado com você.

Regina– Eu sei, mas por enquanto eu só quero aproveitar esse momento( sorrindo)

Emma– Posso te perguntar uma coisa?

Regina– Eu tenho uma dívida enorme com você, uma resposta é o mínimo.

Emma– Olha, em primeiro lugar, você não me deve nada, depois de arruinar tantas vezes a sua vida, o que eu fiz...

Regina– Emma, você trouxe a minha filha e a colocou nos meus braços, nada se compara a isso. Qual é a resposta que você quer?

Emma– Quando eu vim pra cá, depois que nós começamos a nos entender, você me disse que não podia ter filhos, que era estéril, como você explica a Amy?( sorri)

Regina– No aniversário de morte do Daniel, a minha mãe saiu do reino dela e numa tentativa de se aproximar de mim, arrumou um homem e fez com que eu acreditasse que era o mesmo em que a Tinker me apresentou( solta uma sorriso de deboche) Até uma tatuagem nele ela colocou pra que eu acreditasse que era o Robin. Então eu descobri a farsa. E pior, descobri que o objetivo dela era que eu tivesse um filho e garantisse a dinastia Mills.

Emma balança a cabeça de forma negativa.

Regina– Então eu tomei uma poção que tornava o meu útero estéril.

Emma– Regina, como foi capaz de fazer isso?

Regina– Eu não suportaria ver um filho meu passar pelo sofrimento que eu passei nas mãos da minha mãe Emma.

Emma– Mas se você tivesse um filho ele seria protegido por você e...

Regina– Eu não podia arriscar. Eu sei que ela planejava dar um sumiço em mim e dar um jeito de ficar com o neto e governar.

Emma arregala os olhos.

Regina– Eu não duvido de mais nada dela( toma um gole de suco). Eu não podia deixar ela ficar com um filho meu. Por isso tomei essa atitude drástica.

Emma– Eu entendo perfeitamente!

Regina– Enfim, depois de muito tempo eu conheci o Robin e...

Emma– E o quê?

Regina– Nos envolvemos e na primeira noite eu senti uma energia diferente!

FLASH BACK ON

Alguém bate a porta da prefeitura.

Regina– Pode entrar!

Robin entra.

Robin– Posso mesmo?

Regina– Robin? Que surpresa!

Os dois se abraçam e se beijam.

Robin– Te surpreender era a minha intenção, não te vi esses dias, eu estava com saudades.

Regina– Então não devia ser um bom jardineiro. As minhas plantas estão perfeitas, principalmente a macieira.

Robin– Eu teria estirado mais o meu serviço se eu soubesse que deixaria de te ver.

Regina– Não veio me visitar por que não quis( sorrindo)

Robin– Eu não sabia se podia.

Regina sorri e Robin segura as mãos da morena.

Robin– Eu vim te fazer um convite.

Regina– Convite?

Robin– Eu gostaria de te convidar pra jantar.

Regina se surpreende.

Robin– Eu sei que não estou aos pés de uma prefeita, mas eu...

Regina– É claro que eu aceito (animada)

Robin– Não brinca comigo.

Regina sorri mais uma vez.

Robin– Quando pode ser?

Regina– A minha agenda hoje está disponível.

Robin– É sério?

Regina consente com a cabeça.

Regina– E onde iremos?

Robin– Não é na lanchonete da vovó.

Eles se despedem, as horas se passam e a noite chega.

A morena está andando de um lado pra o outro em sua sala se olhando no espelho a cada 5 minutos.

Regina– É claro que ele não vem, eu sou uma estúpida, o que ele ia querer comigo?

A campainha toca.

Regina respira forte, sorri e vai atender a porta.

Ela abre a porta e tem a visão do homem que despertou a mulher que dormia há muito tempo.

Robin está do outro lado da porta, de barba feita, vestido de forma social, ajudado por Tinker e totalmente pasmo com a visão da bela prefeita.

Regina está com um vestido tomara que caia um pouco acima dos joelhos, com uma bela maquiagem.

Regina– Robin?( com a testa franzida)Algum problema?

Robin– Você está perfeita Regina( fala finalmente)

Regina– Obrigada. Você está muito elegante!

Robin– Obrigado. Você cortou o cabelo!

Regina– Eu quis mudar um pouco!

Robin– Você ficou divina! Você já é linda, mas está mais linda!

Regina sorri e coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha.

Robin– Vamos?

Regina– Vamos.

Robin guia Regina até o carro que ele pegou emprestado.

Ele a leva num belo restaurante, a conversa é muito boa entre eles e Regina se sente livre e a vontade com Robin.

Tarde da noite ambos voltam pra mansão.

Ele a deixa na porta.

Regina– Robin, foi uma noite incrível, eu me diverti muito.

Robin– Eu também gostei Regina.

Os dois ficam um pouco sem graça sem saber como agir.

Robin– Então boa noite.

Regina– Boa noite.

Ele dá um selinho nela e vai saindo. Na mesma hora os dois se arrependem de não estender um pouco mais a noite.

Regina– Robin

Robin se vira.

Regina– Quer entrar pra tomar um drink?( olhando pra os dedos entrelaçados)

Robin– Eu adoraria.

Os dois entram.

Regina– Senta.

Ele se senta e ela prepara uma dose de uísque pra os dois. Brindam e bebem um pouco.

Robin– Posso te perguntar uma coisa?

Regina– Claro.

Robin– Porque uma mulher tão linda e elegante como você ainda está solteira?

Regina o olha e fica um pouco desconcertada.

Robin– Me desculpe, eu fui muito invasivo.

Regina– Não. Tudo bem! Na verdade eu sou viúva.

Robin– Viúva? Mas você é tão jovem!

Regina– Eu me casei muito nova e perdi meu marido pouco tempo depois que nos casamos.

Robin– Eu sinto muito.

Regina– Obrigada.

Robin– Você o...Você o amava?

Regina– Não. Casei sobre pressão da minha mãe! E eu não quero falar sobre isso.

Robin– Me desculpe. Você tem razão!

Os dois bebem mais um pouco.

Robin se levanta e Regina o observa de forma curiosa. Ele se aproxima do seu aparelho de som.

Robin– Posso?( aponta pra o aparelho)

Regina– Claro.

Ele meche no aparelho e consegue colocar uma musica. Se aproxima da morena e estende a mão.

Robin– Me daria a honra?

Regina– Quer dançar? Agora?

Robin apenas sorrir e Regina aceita a mão. Ele a puxa pra perto de seu corpo com precisão.

Os dois começam uma dança lenta, num tom suave como se um sonho estivesse prestes a começar!

Regina– Você dança muito bem.

Robin– Eu treinei muito hoje, pretendia te tirar pra dançar lá no restaurante.

Regina– E por que não chamou?

Robin– Fiquei com medo de pisar no seu pé na frente de todas aquelas pessoas.

Regina ri.

Regina– Não acredito!

Robin– É verdade.

Os dois bailam bem juntinhos.

Robin– Posso te contar um segredo?

Regina– Claro.

Robin–Quando eu te conheci, depois de você ter se machucado por minha causa, eu fiquei intimidado com a sua beleza.

Regina– Para com isso!

Robin– É verdade Regina, você é bela, sofisticada, tem uma postura de...

Regina– De quê?

Robin– De uma rainha (olha nos olhos da morena)

Regina sorri ao ouvir a ironia.

Robin– O seu olhar é intenso, teu sorriso é perfeito, seu perfume é inebriante. Seu olhar intenso.

Regina olha pra Robin.

Regina– Você já falou do meu olhar.

Robin– E repito.

Regina sorri mais uma vez e os dois se olham por longos segundos.

Robin– Você tem o olhar mais lindo que eu já vi em toda a minha vida.

Regina– Por que está me dizendo tudo isso?

Robin– Por que eu me apaixonei por você!

Regina se surpreende com as palavras daquele que desperta seus desejos.

Ele a beija devagar ao mesmo tempo que segura firme o corpo da morena. Ele alisa as costas da morena.Os lábios se tocam suavemente e aos poucos as línguas se encontram e duas almas predestinadas se encontram, seus corpos falam por si e segundos depois, aquele que acabou de se declarar a toca com carinho e sempre pressa.

Por um momento Robin se afasta da rainha.

Regina– O que foi?( ofegante)

Robin– Eu preciso ir.

Regina fica confusa.

Robin– Nos vemos depois.

Regina– O que houve? Eu fiz algo que...

Robin– Se eu não parar agora Regina, talvez eu não consiga parar depois.

Regina– Eu ...Eu não quero que você pare( também ofegante)

Robin respira forte, se aproxima a beija com carinho e pega a morena em seus braços. Eles seguem pra o primeiro andar e guiado por Regina eles entram no quarto da morena. Ele a coloca na cama devagar, ele se deita por cima da morena, a beija com suavidade e passeia a mão no corpo da morena. Ele a gira deixando-a por cima dele, aproveitando cada segundo ele abaixa o zíper dela sem ao menos desgrudar seus lábios. Ela o ajuda e em segundos a morena está apenas de calcinha e sutiã. Ela desabotoa os botões da camisa de Robin, ele a gira mais uma vez e fica por cima dela. Ele se afasta um pouco, ele para e fica deslumbrado com o corpo da morena. Ele tira a sua camisa expondo os músculos definidos, desabotoa a calça, tira os sapatos e se livra deles e da calça, restando apenas à cueca e sua evidente ereção. Ele começa a beijar as pernas da morena que começa a sentir arrepios por todo o corpo, distribui beijos lentos pelo corpo escultural da amada. Beija as suas coxas, sobe devagar beijando o seu ventre, desbotoa o sutiã dela expondo os belos seios. Ele abocanha um seio de Regina enquanto massageia o outro com o toque suave e contínuo. Regina geme a cada toque do amado. Ele desce mais uma vez e vai distribuindo beijos até chegar a sua calcinha, que vai saindo do corpo da morena devagar com a ajuda dos dentes de Robin. Regina está completamente nua e entregue. Robin afasta devagar as pernas e Regina e a toca lentamente. Ela suspira...Ele beija a parte interna da coxa dela e alguns segundos depois toca a intimidade de Regina com carinho que geme, ele massageia o sexo dela e a observa ficar cada vez mais molhada. Ele sobe lentamente, beija e morde bem devagar o pescoço da morena. Regina ofega a cada mordida em seu pescoço, ela usa seu pé e empurra pra baixo a cueca. Ambos estão nus! Ele aperta a coxa de Regina firmemente. Ele posiciona seu pênis na entrada do sexo de Regina, sem pressa e sem forçar ele desliza devagar, penetrando-a.

Regina– Ahh.

Robin– Regina que delícia. Tá gostoso minha rainha?

Regina– Muito gostoso!

Regina morde os lábios e se contorce ao sentir o membro rígido de Robin, que ao perceber que a morena se acostumou com sua ereção começa a se movimentar de forma deliciosa e lenta. A partir daqueles primeiros segundos de paixão o mundo lá fora é uma ilusão, não existem maldições, poções ou flechas, agora existem apenas dois corpos se tornando um só. Ela, pela primeira vez se sente a mulher mais amada e mais desejada no mundo. Ele agora tem a certeza que em seus braços está a mulher e o amor da sua vida. Os dois se amam intensamente. Ele avança e recua, num vai e vem de forma profunda. Idas e vindas de prazer, suaves mordidas, toques envolventes e gemidos descontrolados. Entre os beijos e sussurros, palavras de amor e de paixão são ditas baixinho, perto do ouvido, palavras intensas que só eles podem compreender naquele momento. Palavras eróticas que aumentam ainda mais o desejo entre os dois. Robin muda de posição, deixando a rainha por cima. E sem quebrar o contato visual, ela se senta devagar sobre o pênis dele, arrancando dele um gemido forte. Ele começa a puxá-la pra si. Os movimentos e rebolados de Regina enlouquecem Robin cada vez mais, deixando as suas mãos livres para passear pelo corpo delicado da rainha.

Robin– Você é tão gostosa Regina.

Regina impulsiona os movimentos e sem resistir mais, Robin se senta, alterna os movimentos segurando na bunda dela, ora puxando e ora empurrando. Ele a gira mais uma vez, segurando-a firme em seu corpo.

Por cima dela agora ele a penetra com muita paixão.

Robin– Que tesão Regina, você é tão quente.

Regina– Mais forte Robin.

Ele começa a entrar e sair com mais intensidade. Recua até que a glande do seu pênis esteja quase fora do sexo de Regina e depois a penetra com intensidade.

Regina– Ahh assim...Ahhh!

Robin– Estar dentro de você é maravilhoso minha rainha.

Regina– Não para Robin( sussurra)

Ela arranha as costas dele, em segundos ela cruza as pernas atrás das costas dele tornando ainda mais profunda a penetração do amado que se aprofunda cada vez mais ao corpo da morena que geme descontroladamente o nome dele. A morena se contorcendo cada vez mais de prazer e Robin percebendo que a amada está se desfazendo de tesão aumenta a velocidade de suas estocadas.

Regina– Ahhh Eu goz....

Robin– Goza minha rainha...Goza gostoso!

Regina– Ahhh que delíc...

Robin abocanha a boca da morena enquanto, uma mão pressiona o corpo dela, a outra segurando a nuca de Regina.

Regina trava as unhas nas costas de Robin enquanto goza com toda intensidade enquanto se amado se satisfaz com o prazer de sua amada e se desmancha enlouquecidamente dentro dela.

Em meio as gozadas e gemidos Regina sente uma energia invadir o seu corpo.

Os dois estão ofegantes e suados na cama, se beijam e se acariciam, ambos sem querer se desconectar. Regina trava as pernas ao redor daquele homem que ainda está em cima dela e que há poucos segundos lhe proporcionou o melhor orgasmo de sua vida.

FLASH BACK OFF 

Emma– Regina? Reginaaa.

Regina desperta.

Regina– O que foi?

Emma– Eu que pergunto o que foi? Você estava me contando como quebrou o feitiço.

Regina– É que eu estava me lembrando... Bom, seu pai quebrou a maldição do sono com o beijo de amor verdadeiro na sua mãe . O Robin e eu quebramos esse feitiço...

Emma– Para. Eu já entendi!

Regina acha graça do desconcerto da loira.

Regina– Na nossa primeira noite eu senti algo mudar. Acredito que foi naquele momento que tudo aconteceu. Depois de alguns meses eu me senti mal e fiz um exame de sangue e descobri que estava grávida, me parecia tão irreal, foi então que me dei conta de que o amor verdadeiro quebra qualquer feitiço.

Henry chega com o avô.

Henry– Oi mãe!

Regina– Oi filho.

Os dois se abraçam.

Henry– Oi mãe.

Emma– Oi garoto.

Os dois se abraçam.

Emma– Vocês tem muito o que conversar. Vamos pai?

David– Vamos filha.

Regina– Emma espera! Henry, vai indo pra o seu quarto que eu já vou indo.

Henry– Tudo bem.

Henry abraça o avô e Emma e sobe as escadas.

Regina– Eu queria convidar você, seus pais e o homem da mão de lata pra jantarem aqui hoje.

Emma– É mesmo?

Regina– Sim, antes que a verdade sobre a Amy se espalhe eu quero apresentar ela adequadamente.

Emma– Nossa, eu...É claro que eu aceito.

Regina abraça Emma mais uma vez.

Regina– Mais uma vez muito obrigada!

Emma apenas sorri a abraçando.

Longe dali, mais precisamente na cabana de Robin a conversa ainda é tensa.

Marian– Então quer dizer que o Graham é seu meio irmão?

Robin– É sim( bebe um pouco de rum)

Marian– Filho de Rumplestiltskin?

Robin– Exatamente.

Marian– Mas que coisa interessante!( pensa maliciosamente)

Isabel chega.

Isabel– Que banho gostoso!

Robin– Me desculpe pela improvisação mãe, logo teremos uma casa decente!

Isabel– Depois de todos esses anos como um cervo, acredite esse foi o melhor banho de todos.

Robin– Mãe, eu quero que conheça a Marian, é a minha...Esposa!

Marian– Muito prazer Isabel.

Isabel– O prazer é meu, querida nora!

As duas dão as mãos.

Isabel– E cadê o meu neto? O Roland?

Robin– Ele está andando com o João pequeno pela floresta, mais tarde a senhora o conhece e...

Marian– Então quem quebrou esse feitiço foi a madre superiora?

Isabel– Exatamente! As fadas são mesmo muito poderosas.

Robin estranha o interesse da esposa sobre as fadas, já que Marian nunca teve interesse em magia.

Marian– A senhora por favor me dê licença, eu preciso resolver umas coisas.

Ela sai apressada da cabana.

Isabel– Eu a ofendi?

Robin– Não, é que desde que ela voltou tudo tem sido muito complicado.

Isabel– Voltou de onde?

Robin– Se eu lhe contar a senhora não vai acreditar.

Isabel– Meu filho, eu passei muitos anos transformada em um cervo. Hoje eu acredito em qualquer coisa que me disser.

Robin– Então senta que a história é longa.

Algum tempo depois “Marian” bate na casa do feiticeiro.

Uma das freiras a atende.

Marian– Por favor, eu posso falar com a madre superiora?(fala chorando)

Freira– Calma senhora, entre, eu vou chama-la.

Marian– Muito obrigada.

A freira sai rapidamente e poucos instantes depois a madre aparece.

Marian– Madre por favor, me ajude!


Madre– O que aconteceu Marian?

Marian– Eu estava na floresta e de repente o senhor das trevas surgiu e começou a me fazer ameaças( finge desespero)

Madre– O quê? Por quê?

Marian– Eu não sei, ele estava falando de uma forma esquisita e colocou essa pulseira em mim.

A madre olha e a reconhece na mesma hora.

Madre– Mas isso...É uma pulseira contentora de poderes.

Marian– E o que isso significa?( finge espanto)

Madre– Ela bloqueia qualquer tipo de poder.

Marian– Desde que ele colocou essa pulseira eu me sinto cada vez mais fraca.

Madre–Eu não entendo por que ele fez isso.

Marian– Eu também não. Aquele monstro disse que eu vou ser uma espécie de transportadora de almas( mente descaradamente)

Madre– Que tipo de feitiço aquele desgraçado está fazendo agora?

Marian– Madre, por favor, me ajude a me livrar disso. Tenho medo de machucar alguém. Me afastei do meu esposo e do meu filho por medo do que essa coisa é capaz de fazer.

Madre– Fique calma, eu vou tirar isso de você.

A madre faz aparecer a sua varinha, passa por cima do braço de “Marian” e faz sumir a pulseira.

Marian (Zelena) sorri.

Madre– Pronto.

Marian– Muito obrigada Madre (abraça a freira que fica satisfeita)

Madre– O prazer foi meu.

Marian– E muito obrigada por libertar a minha sogra. O meu marido não podia estar mais feliz.

Madre– Foi um prazer, agora vá em paz.

Marian (Zelena) vai embora e a madre fecha a porta.

Zelena anda um pouco, ao notar que ninguém está olhando, se teletransportar pra floresta.

Respira forte e faz surgir um espelho flutuante a sua frente. E dessa vez o seu reflexo lhe mostra com a sua própria aparência.

Zelena– A Bruxa má está de volta, vadias! ( alisa os cachos ruivos enquanto sorri maleficamente)

Na mansão Regina está sentada em sua cama enquanto Henry está de pé, andando de um lado pra o outro.

Regina– Henry, por favor, fala alguma coisa! Ficar andando de um lado pra o outro assim está me deixando aflita.

Henry– Então quer dizer...A Amy é a sua filha de verdade!

Regina– Não! Ela TAMBÉM é minha filha.

Henry– O que eu quis dizer é que ela tem seu sangue e...

Regina– Sangue, não quer dizer nada Henry, você é meu filho! É meu desde o primeiro segundo em que eu te coloquei em meus braços.

Henry– Me desculpa mãe! É que é tudo muito chocante!

Regina– Eu sei meu filho, mas essa nova realidade não vai afetar o amor incondicional que eu sinto por você meu amor.

Henry cruza os braços.

Regina– Filho, eu entendo que é muita coisa pra digerir, mas procura entender e...

Henry– Eu estou feliz por você mãe( sorri de forma sincera)

Regina– Está?( sorri)

Henry– É tudo muito complicado, mas eu já gosto da Amy e fico feliz que essa felicidade tenha chegado pra senhora.

Regina– Tem certeza?

Henry– Bom, eu sempre quis ter uma irmã pra proteger( sorri) E a minha mãe rainha resolveu trazer uma princesa.

Regina se levanta feliz e abraça o filho.

Regina– Muito obrigada filho, obrigada por entender!

Henry– Não precisa agradecer.

Regina– É importante saber que você está feliz com essa chegada repentina dela.

Henry– Bom, não foi tão repentina não é? A Amy em nossas vidas já não é novidade. Agora se tornou oficial.

Regina– Você é um filho maravilhoso.

Henry– A senhora me criou assim.

Os dois se abraçam com força.

Regina– Agora vamos discutir o segundo assunto: Espadas!

Henry– Pô mãe!

Os dois continuam conversando.

Anoitece e na mansão estão Regina, Henry, Emma, Hook, Snow e Charming.

Snow– Ainda não acredito que Amy é sua filha!( espantada)

Regina– Eu sei. Nem eu acredito.

David– Que loucura!

Emma– E bota loucura nisso!

A campainha toca.

Regina se levanta e vai apressada abrir a porta.

Estão na porta Ruby, Amy e vovó.

Regina– Olá. Entrem!

Regina abre e espaço e é abraçada logo por Amy.

Regina– Oi meu amor!

As duas se abraçam e emocionam os que estão presentes. Elas desfazem o abraço.

Amy– Eu já estava com saudades.

Regina– Eu também minha querida. Você está linda!

Amy– Obrigada Regina, eu adorei o vestido que você mandou!

Regina– Que bom que gostou( sente falta da palavra MÃE, mas disfarça). Vai entrando os convidados estão na sala.

Ruby abraça Regina e passa por ela.

Ruby e Amy vão se afastando.

Ruby– Por que a chamou de Regina?

Amy– Ainda é estranho chama-la de mãe!

Granny abraça Regina com força.

Regina– Oi vovó!

Granny– Você não tem ideia de quanto eu estou feliz!

Regina– Agora imagina como está o meu coração?(sorri sem parar)

Elas se juntam aos outros que estão na sala, que agora abraçam a mais nova Mills.

Amy– Me desculpa por aquilo que eu te fiz Emma.

Emma– Relaxa, não foi nada demais.

Henry– Olha ela aí!( desce as escadas)

Todos ficam apreensivos.

Henry simplesmente a abraça com força.

Amy– Não acredito que tenho um irmão pra poder abraçar!( sorri emocionada)

Henry– Não acredito que finalmente tenho uma irmã pra poder brigar.

Todos acham graça do comentário de Henry.

Algum tempo depois, Regina olha pra um lado e vê do seu lado direito a sua filha e do seu lado esquerdo o seu filho. Ela se levanta pede que sua empregada sirva champanhe pra todos e com uma taça de suco na mão resolve chamar a atenção de todos que param as suas conversas e risadas aleatórias.

Regina– Bom, todos aqui já sabem o motivo desse jantar repentino. É um jantar pra comemorar a chegada da minha filha.

Todos sorriem e olham pra Amy que responde o sorriso com as bochechas coradas.

Regina– Eu sei que geralmente quando apresentados nossos filhos a sociedade, eles ainda usam fraldas...

Todos acham graça.

Regina– Mas dadas as circunstancias...Enfim, todos os presentes conhecem a minha história, fui uma pessoa cruel no passado, depois de alguns golpes que sofri, me tornei uma pessoa totalmente fria. Fiz pessoas inocentes sofrerem( olha pra Snow), quis afastá-las da felicidade e do amor semeando discórdias. Mas hoje eu enxergo que eu fazia as pessoas sofrerem por que eu não era feliz, logo eu não queria que os outros fossem. Quando chegamos aqui em Storybrooke eu achei que começaria do zero, mas me enganei, me tornei a mesma pessoa solitária de antes. Mas um dia um homem cruzou o meu caminho e aos poucos foi me fazendo enxergar o quanto eu estava perdendo por afastar a felicidade de mim. Eu percebi que a única pessoa que estava afastando a minha felicidade era eu mesma. O tempo foi passando e eu fui começando a sentir pela primeira vez que era possível reviver um sentimento tão bom: O amor.

Todos se olham satisfeitos.

Regina– Todos aqui sabem que eu sempre tentei passar uma postura de mulher séria, mas se existe algo que me transformou completamente foi a maternidade. O Robin e eu vivemos um amor intenso. E desse amor surgiu a Amy e...

Regina se emociona.

Regina– E...me desculpe( tenta enxugar as lágrimas)

Emma se surpreende com a emoção de Regina.

Regina– Eu nunca havia sentido tanta felicidade até o momento em que eu descobri que estava grávida...Eu simplesmente não conseguia acreditar.Achei que a vida estava me presenteando com um milagre. Eu não podia ter filho, mas como aqui todos sabem, o amor verdadeiro é realmente a magia mais poderosa do mundo.

Emma olha pra Hook e pra Henry. Snow e David se olham e todos compreende pois já presenciaram o amor vencer as barreiras.

Regina– Primeiro eu quero agradecer do fundo do meu coração a Emma.

Todos olham pra salvadora.

Regina– Emma, se não fosse por você, eu passaria a vida toda sem saber a verdade sobre o meu passado e sobre a existência da minha filha.

Todos erguem a taça.

Regina– A Emma.

Todos respondem– A Emma.

Regina– Em segundo lugar eu quero te pedir perdão Amy, me perdoa pela maneira que você conheceu o mundo através da minha mãe impiedosa, eu posso imaginar tudo que você passou. Mas hoje, eu quero te fazer a mesma promessa que eu fiz ao meu pequeno príncipe, quando eu olhei em seus olhos pela primeira vez( olha pra Henry que também está emocionado com a declaração da mãe)Minha filha querida( emocionadíssima) Eu te prometo que te protegerei o resto da meu viver.

Os dois filhos emocionados abraçam a rainha que chora e beija a cabeça dos dois filhos.

Regina– Eu perdi os seus primeiros passos, as suas primeiras palavras, perdi toda a sua infância e você não sabe o quanto isso dói. Eu queria ter estado presente cada minuto da sua vida. Mas fui impedida por alguém que não tinha coração e se tinha ele era carregado de ódio, revolta e crueldade. Essa mesma pessoa me disse há muitos anos, que eu jamais poderia amar ou ser feliz por que eu não conhecia esses sentimentos. Eu acreditei nisso até o momento (chora) Até o momento( respira forte)...Até o momento em que eu tive você e o Henry em meus braços( soluça)E nesse momento, eu posso garantir que sei o que é o amor, por que amo incondicionalmente vocês dois e esse amor está explodindo dentro de mim. Hoje eu vejo o quanto ela estava errada, por que eu não poderia estar mais feliz com vocês dois em meus braços.

Todos na sala estão emocionadíssimos com a cena aplaudem. Emma discretamente tira uma foto daquele momento tão emocionante.

David– Vida longa a princesa Amy( sorri ainda emocionada)

Todos respondem– Vida longa a princesa Amy!

Todos festejam.

Depois de muita emoção eles seguem pra mesa. O jantar transcorre de forma tranquila e descontraída.

Na loja Gold está sentado ainda em meios os cacos das prateleiras sofrendo e bebendo.

Quando uma fumaça verde aparece em meio a sua loja.

Zelena– Já me disseram que um homem deve expressar seus sentimentos, mas assistir você chorando por uma camponesa é patético!

Gold se levanta sem acreditar naquela visão diante de seus olhos.

Gold– Zelena?(sussurra)

Zelena– Olá querido Rumplestiltskin.

Gold– Como...Como você conseguiu?

Zelena– Me livrar daquela pulseira ridícula? Isso não lhe interessa querido.

Gold– Não pode ser! Você não poderia usar seu poder usando aquela pulseira.

Zelena– Você me subestima Rumple!

Gold– O que quer Zelena?

Zelena– Só quis vir aqui te fazer uma visitinha.

A bruxa anda pela loja com seu vestido longo e chapéu pontudo.

Gold– Zelena não faça nada que vá se arrepender?

Zelena– Nunca me arrependo do que eu faço! Vou destruir a minha querida irmã Regina, tirando dela a felicidade, se antes eu já tinha ódio dela, esse ódio se multiplicou quando ela tomou o meu colar.

Ele olha pra o colar de Zelena.

Zelena– Eu dei uma passadinha no cofre dela hoje e o peguei de volta. Ela ainda irá sofrer por isso, mas o seu castigo vai ser o mais cruel de todos Rumple, mil vezes pior, principalmente por ter me enganado, acredite dessa vez você vai sofrer as consequências por ter me trancafiado no corpo daquela estúpida da Marian, ainda mais por ter colocado aquela pulseira pra me privar dos meus poderes. Guarde as minhas palavras! Não cometerei os erros do passado. Eu te prometo que seu sofrimento será contínuo e duradouro. A começar pela sua amada Belle.

Gold tenta jogar um feitiço, mas Zelena some e aparece do outro lado da loja.

Zelena– Querido ainda você ainda não aprendeu? Ninguém é palio pra Bruxa má do Oeste.

Zelena cria um redemoinho verde e sai dando gargalhadas, deixando Gold possesso.

Na mansão, algum tempo depois, todos estão na sala tomando suas doses e conversando.

Emma procura Regina e a encontra em seu quarto, saindo do banheiro.

Emma– Regina?

Regina– Oi, eu já ia descer!

Emma– Está tudo bem?

Regina– Está! Por quê?

Emma– Eu notei que você subiu rapidamente quando experimentou a sobremesa que a moça lá embaixo começou a servir.

Regina– Eu não gostei muito e subi pra...

Emma– Pra vomitar! Regina isso não pode continuar assim.Você tá enjoando direto, sente-se mal o tempo todo.O que está acontecendo?

Regina– Não é o tempo todo.

Emma– Eu vi você se emocionar assistindo

Regina– Era um filme muito triste. A garota morre no final!

Emma– Se chama Um amor pra recordar! É sim emocionante, mas é difícil você se emocionar atoa. Você me disse que iria ao médico, estou realmente preocupada Regina. Se sua magia não voltar...

Regina sorri.

Emma– Por que está sorrindo? Devia estar preocupada!

Regina vai até o seu banheiro e volta com um pequeno frasco.

Emma– É sério que você vai me fazer tomar outra poção? Eu não posso ficar mudando de cor outra vez e...

Regina se aproxima e mostra a Emma.

Regina– Eu não vou fazer você beber.

Emma– E o que é?

Regina– É uma espécie de poção.

Emma– Que tipo de poção?

Regina– Me dará as respostas que eu preciso.

Emma– É preciso tomar?

Regina– Não, só precisa de uma gota do meu sangue. Eu fiz hoje pela manhã, mas ainda não tive coragem de terminar.

Emma– Vai dar tudo certo.

Segura firmemente a mão da rainha. Regina balança a cabeça positivamente.

Emma– Quer ficar sozinha?

Regina– Não! Por favor, fica!

Regina espeta o dedo em um alfinete e deixa a gota escorre no frasco.

Emma– E agora?

Regina balança lentamente o frasco e aos poucos a poção vai ficando azul claro.

Emma– O que isso significa?( olha pra o franco)

Regina– Ah meu Deus!( sorri emocionada)

Emma– Regina o que essa cor quer dizer?( olha pra morena)

Regina– Quer dizer que eu estou grávida!

Emma– Reginaa( dá um pequeno grito abafado pelas mãos)

A loira abraça a morena com euforia e a gira no ar!

Regina– Emma, eu vou ter outro bebê!( fala chorando de emoção)



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