História Laços do Passado - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood
Tags Once Upon A Time, Outlaw Queen
Visualizações 56
Palavras 9.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - A bruxa má também teve um coração


Fanfic / Fanfiction Laços do Passado - Capítulo 19 - A bruxa má também teve um coração

A loira abraça a morena com euforia e a gira no ar!

Regina—Ahh meu Deus eu não acredito( sorri)

Emma— Regina meus parabéns, que notícia maravilhosa!

Regina— Ah Deus me põe no chão Swan!

Emma a coloca no chão e Regina se ampara em Emma.

Emma— Você está bem?( sorri)

Regina— Só uma tontura!

Emma— Senta um pouco.

Regina se senta e Emma puxa uma cadeira e senta perto.

Emma— Respira.

Regina respira forte.

Emma— Ta melhor?

Regina— Eu estou ótima (sorri)

Emma- Regina que noticia boa.

Regina— Eu ainda não consigo acreditar!

Emma— Como não percebemos isso antes?

Regina— Por que você sabia que eu era estéril e eu não lembrava que já havia quebrado esse feitiço! Os sintomas estavam na cara. Enjoos, tonturas, fome de coisas absurdas e eu choro por qualquer coisa.

Emma— Estou muito feliz por você Regina.

Regina— Obrigada. Meu Deus ,outro filho!

Emma— Posso te fazer uma pergunta?

Regina— Claro.

Emma— O bebê é...O seu bebê é do...

Regina— É claro que é do Robin!

Emma— Que ótimo.

Regina— Quem você pensa que eu sou?( com a testa franzida)

Emma— Desculpa Regina, não quis te aborrecer é que dadas as circunstâncias que eu te vi bebendo e...

Regina— Eu estava fora de mim naquele dia, mas foi só aquele dia. Isso é um absurdo!

Emma— Ah Regina, não é tão absurdo assim. O Graham é um gato e é louco por você.

Regina— Eu não quero falar sobre isso agora!

Emma— Tem razão, é hora de comemorar, não é sempre que se ganha dois filhos no mesmo dia.

Regina abre um sorrido.

Emma— Vamos descer pra contar a todo mundo.

Regina— Não! Agora não, deixa eu digerir essa notícia, eu acabei de saber! Eu não quero que ninguém saiba agora.

Emma— Nem o Robin?

Regina— Por hora não. Ele ainda precisa digerir a novidade sobre a Amy. Posso confiar que você não vai abrir a boca?

Emma— Pode confiar (sorri) Só não demore Regina! A barriga vai começar a aparecer e ele pode tirar conclusões erradas.

Regina— Eu sei, mas me dá um tempo pra respirar.

Emma— Tudo bem.

Regina— A minha magia está voltando!

Emma— É mesmo?

Regina— É, assim que eu abracei a Amy eu senti a magia.

Emma— A magia dela é forte!

Regina— É sim. Você lembra naquela noite em que o Robin apareceu pra visitar a Amy lá no hospital?

Emma— Lembro.

Regina— Quando ele entrou, houve um momento em que ele e eu pegamos nas mãos dela e quando nos conectamos surgiu uma luz azul, uma energia, no momento eu achei que era a minha magia voltando, mas agora eu sei que era ela.

Emma— Ela é muito forte, me jogou do outro lado da sua sala.

Regina ri.

Emma— Você tá achando engraçado?

Regina— Não o que ela fez com você, mas com a Marian.

As duas riem.

Emma—Bom, de qualquer forma, com ou sem poder você precisa se resguardar por causa do bebê.

Regina— Por que está acontecendo isso agora?

Emma— O que quer dizer?

Regina— Eu fiz tanta gente sofrer Emma.

Emma— Isso é passado Regina.

A loira pega na mão da morena.

Emma— Aproveite essa oportunidade de ser feliz(sorri)

Regina começa a chorar.

Emma— Ei...O que foi?

Emma senta na cama ao lado de Regina e a abraça.

Regina— Eu não estou chorando por que eu tô triste, por que eu não tô!

Emma— É sensibilidade, eu sei(sorri)

Snow— Olá!( bate na porta)

As duas olham pra porta.

Snow— Ta tudo bem?

Regina— Está sim (enxuga as lágrimas)

Snow— Por que está chorando?

Emma— Ela tá emocionada mãe. São lágrimas de alegria.

Snow— Regina, que bom! Olha, a noite foi incrível, mas nós precisamos ir, eu deixei o Neal com a Belle e eu estou morrendo de saudades do meu filho.

Emma— A Belle? O Gold a deixou ir? Achei que ele não queria que ela trabalhasse?

Snow— Você não soube? Eles se separaram.

Emma e Regina se olham.

Snow— Obrigada pelo jantar.

Snow abraça Regina e sai.

Emma— Tem certeza que está bem?

Regina— Absoluta!

Regina descendo as escadas conversando com Emma.

Regina— Já vai vovó?

Granny— Preciso ir, o Leroy bate na porta da lanchonete bem cedo.

Todos acham graça.

Regina— Muito obrigada por ter cuidado da Amy todo esse tempo.

Granny— Acredite, foi um prazer. Depois eu passe lá na lanchonete pra conversarmos com calma.

Regina— Com certeza.

Ruby— Obrigada pelo jantar Regina, estava tudo uma delícia.

Regina— Que bom que gostou!

Ruby e Granny vão saindo.

Regina— Cadê a Amy e o Henry?

Hook— Eles já foram majestade.

Regina— Mas...Eles nem se despediram de mim( sorri sem graça)

A morena fica triste ao deduzir que vai ficar sozinha mais uma vez.

Hook— Eles saíram com David e Snow.

Regina— Ah tudo bem!( um pouco desconcertada)

Emma— Qualquer coisa me liga( pisca o olho cumplice)

Regina— Pode deixar!

Emma abraça e sussurra no ouvido da rainha.

Emma— Parabéns!

Regina— Obrigada!

Eles se despedem e a rainha fecha a porta. A empregada também é dispensada!

A morena sobe as escadas, vai até seu quarto e entra debaixo do chuveiro.

Alguns minutos depois ela sai enrolada na toalha, se enxuga e passa hidratante pelo corpo e para a mão no ventre.

Regina— Ah meu amor (alisa e hidrata o ventre), eu sei que você ainda é muito pequeno e não sei se está me ouvindo, mas eu já te amo muito. Seu pai e eu tivemos muitos desentendimentos, ele é um tonto ciumento sabe?(se deita na cama e alisa a barriga) Mas eu o amo e sei também que assim que ele souber da sua existência vai te amar! Eu te amo meu amor. Ela veste um pijama, resolve pegar um livro pra ler, quando chega a metade das escadas, escuta um barulho estranho na cozinha e resolve descobrir o que é. Ela se aproxima devagar e vê uma das cenas lindas mais lindas que já viu. Amy e Henry de pé ao lado do balcão, cada um com uma colher se divertindo e atacando um pote de sorvete.

Amy— Oi (sorri)

Regina— Vocês estão aqui (sorrindo largamente)

Henry— Achou que tínhamos ido embora sem nos despedir não foi?

Regina— Aquele homem de mão de lata disse que vocês tinham ido embora.

Amy e Henry riem.

Henry— Nós fomos pegar roupas pra vir dormir aqui.

Amy— E voltamos bem rapidinho, mas você estava no quarto tomando banho.

Henry— E resolvemos atacar outra sobremesa!

Regina— Que bom que voltaram.

Amy— Acha mesmo que eu me separaria da minha mãe no dia que eu a conheci?(se aproxima e a morena a abraça)

Regina— Own meu amor( beija o topo da cabeça da filha) Que bom que pensa assim, por que pra mim tambémeria difícil mesmo me separar de vocês hoje, despois de um dia cheio de descobertas( olha pra o filho)

Henry— Então mãe? Topa um desafio de sorvete?( pega uma colher e estende pra Regina)

Regina— Um desafio?(ergue uma das sobrancelhas)

Amy senta perto de Henry.

Amy— Acho que ela não vai topar Henry!

Henry— Acho que ela não aguenta hein?

Regina— Ah minha querida, você precisa aprender uma lição (se senta perto deles) Nunca desafie uma rainha. Me dá essa colher( pega a colher)

Algum tempo depois Henry já havia ido deitar.

Regina está no quarto de hospedes pegando um travesseiro num armário.

Regina— Tá parecendo que vai chover, se sentir frio o controle do aquecedor está do lado do abajur. É só apertar o primeiro botão pra ligar!

Amy— Tá certo!(sorri enquanto observa Regina passear pelo quarto)

Regina— Levanta um pouco a cabeça!

Amy se levanta um pouco enquanto a mãe coloca outro travesseiro atrás da cabeça da garota!

Amy— Está tudo bem! Ta tudo ótimo( segura a mão da morena)

Regina sorri, se senta do lado da filha.

Regina— Ainda não acredito que estou colocando a minha filha pra dormir pela primeira vez.

Amy— Eu também não acredito que tenho uma mãe pra me colocar pra dormir.

Regina se senta, Amy deita a cabeça no colo da morena que alisa o cabelo da filha quase sem acreditar.

Regina— Eu sinto muito por tudo Amy.

Amy— Eu sei que sente, mas não é sua culpa.

Regina- Por uma parte é sim, se eu tivesse enfrentar a minha mãe eu...Mas eu te prometo que de agora em diante vai ser diferente.

Amy— Eu sei que sim. Posso te pedir uma coisa?

Regina— Qualquer coisa!

Amy— Conta pra mim uma historia (pede quase sussurrando)

Regina— É claro meu amor( responde com a voz embarga)

A morena respira forte.

Regina— Era uma vez uma jovem rainha que se sentia muito solitária, ela tinha toda a riqueza, era governante de todo um reino, todos a respeitavam, mas ela sentia que faltava algo que riqueza nenhuma podia comprar: O amor! Uma fada há muito tempo tinha dito a rainha que havia um homem especial com uma tatuagem que estava predestinado pra ela, mas ela não foi forte o bastante pra correr atrás do amo. Então a rainha se tornou rabugenta e não queria que ninguém se aproximasse dela, mas um homem( sorri ao lembrar de Robin), um homem em especial conseguiu fazer o que ninguém se atrevia, ele a desafiou. Esse homem se mostrou tão forte e tão desafiador que a rainha começou a enxergar um mundo totalmente novo, um mundo de possibilidade. Então eles se tornaram amigos e depois de algum tempo a rainha percebeu que estava apaixonada por ele.

Amy sorri.

Regina— Um dia a rainha viu que esse mesmo homem tinha a tatuagem que a fada havia falado e nesse dia ela descobriu que ele era o amor de sua vida. A rainha achava que não podia ser mais feliz, mas um dia algo maravilhoso aconteceu, ela descobriu que esse amor deles eram tão grande, que criou uma nova vida( se emociona e emociona Amy) a rainha teve uma princesa, era a princesa mais linda de todo o reino, ela passou poucos minutos com ela no braço, pois alguém sem amor a tirou de seus braços...

Regina enxuga as lágrimas.

Regina— E depois de muitos e muitos anos, a vida trouxe de volta a princesa pra os braços da rainha e ela soube na mesma hora que elas não se separariam nunca mais.

Amy— Nunca mais.

Regina— Nunca mais meu amor.

Amy— Regina( quase dormindo)

Regina— Oi

Amy— Eu te amo

Regina— Eu te amo querida.

E com a filha no seu colo a rainha nem consegue acreditar em toda aquela alegria que está sentindo.

No outro dia bem cedo Emma está na delegacia quando Hook chega com uma mão pra trás.

Emma— Pois não?

Hook— Eu trouxe uma encomenda pra uma certa salvadora.

Emma— Espero que não seja flores, por que eu não curto muito isso.

Hook apresenta uma caixa com quatro pães doces.

Emma— Ah você me conhece tão bem( bate palmas animada)

Hook se aproxima, entrega a caixa e dá um selinho na loira.

Emma— Bom dia( sorri)

Hook— Bom dia, fujona.

Emma— Eu não quis te acordar, você estava dormindo com um anj...Quer dizer, dormindo como um diabinho.

Hook— Não pode me culpar, fizemos umas posições tão diferentes que eu acabei apagando depois de tanto prazer.

Emma— Eu também adorei.

Hook senta de frente pra Emma que começa a comer o pão.

Hook— Onde aprendeu aquelas novidades love?

Emma— Depois eu te empresto um livro chamado Kama Sutra.

Hook— Tem um livro que ensina aquilo tudo?

Emma— E tem imagens!( pisca o olho pra o namorado que devolve o sorriso malicioso)

Hook— Eu preciso ver essas posições.

David— Que posições?( adentrando a sala)

Emma— De como colocar uma algema pai.

David olha pra Emma e pra Hook que riem e ele percebe a malicia da história.

David— Você...Saia daqui agora pirata( olha com raiva pra Hook)

Emma e Hook riem.

Hook— Que isso parceiro?( sorrindo)

David— Saia antes que eu te enfie uma espada!

Hook dá um beijo em Emma.

Hook— Até mais tarde?

Emma— Com certeza( sussurra e dá um selinho nele)

Hook— Até mais sogro.

David pega o cassetete e Hook apressa os passos.

David— O que você viu nesse pirata?

Emma— Pai, não vai começar essa conversa de novo né?

David— Ele é grosseiro e ladrão de navios.

Emma— Eu gosto dos foras da lei.

David— Ele usa delineador.

Emma— Ele disse que eu sou o homem da nossa relação, então algum de nós devia usar maquiagem já que eu não gosto muito.

David— Eu estou falando sério Emma, esse pirata...

Emma— Esse pirata salvou a sua vida David.

Emma fecha a expressão brincalhona e David se surpreende com a seriedade dela.

Emma—Esse pirata nos ajudou a trazer o Henry pra casa, mas tudo que você enxerga nele é o titulo de pirata. Pensa que eu não notava a sua preferência pelo Neal.

David— O Neal era um bom homem.

Emma— O Neal era ladrão de carros e me levou junto com ele, até o dia que eu fui presa e tive o meu filho na cadeia!

David se mantem calado.

Emma— Desde que o Hook mostrou interesse em mim, você tem se mostrado do contra.

David— Filha, me escuta, eu...

Emma— Não( se levanta),eu não quero ouvir. Eu cansei das suas criticas sobre o Hook. Desde a volta da terra do nunca ele tem se mostrado uma boa pessoa, tem se esforçado pra ser seu amigo.

David— Eu só estou pensando no seu bem.

Emma— Deixe que eu pense no meu bem, ok? Eu passei 28 anos da minha vida na sarjeta, pulando de orfanatos para abrigos e roubando pra sobreviver, eu não aproveitei a minha infância, tive que me tornar adulta logo cedo.

David— Emma, por favor!

Emma— Não, por favor, quem diz sou eu! Para de tentar me criar por que esse tempo já passou. O Hook tem tentado esse tempo todo conquistar a sua aprovação, mas ele não precisa disso, por que quem manda na minha vida sou eu.

A loira pega o seu celular e sai da delegacia fumaçando de raiva, deixando David completamente aturdido com a sua primeira discussão séria com sua filha.

Na mansão Mills.

Regina desperta devagar! Abre os olhos e sente um peso em seu corpo a impossibilitando de se mexer. Ela olha ao seu redor e percebe o motivo, de um lado Amy e do outro Henry, ambos agarrado a rainha e ela nota que jamais tinha dormido tão bem. Beija o topo da cabeça de cada filho que começam a se mexer.

Regina— Bom dia.

Amy— Bom dia( bocejando)

Henry— Bom dia mãe, bom dia Amy.

Amy— Bom dia( sorrindo) O que veio fazer aqui?( olhando pra o irmão)

Henry— Eu desci pra tomar agua e a porta estava entreaberta e vi vocês aqui, então resolvi me juntar.

Regina— Fez muito bem meu amor. Foi maravilhoso acorda assim agarradinha em vocês.

Amy— Eu também adorei.

Henry— Não se acostume, você deve dormir sozinha como uma mocinha crescida.

Amy— Olha só quem fala? Você é mais velho que eu, devia estar na sua cama.

Henry— Eu só vim pra proteger vocês.

Regina ri dos dois.

Regina— Ninguém aqui é mais velho, vocês tem praticamente a mesma idade.

Amy- Ele é mais velho.

Henry— Você é mais velha.

Regina— Vocês dois são os meus bebês.

Os dois se olham, olham pra mãe e se olham outra vez.

Amy— O que acha?

Henry— Acho que ela merece.

Regina— O que eu mer...

Antes que a rainha termine a frase os dois a atacam com uma sessão de cocegas.

Na floresta Zelena, está transformada mais uma vez em Marian.

Robin— Eu preciso sair.

Zelena(Marian)— Pra onde vai tão cedo?

Robin-Eu preciso arrumar um emprego.

Zelena(Marian)— Já estava na hora né? Agora com a sua mãe aqui. Precisamos de um teto.

Robin— Eu sei, eu tenho um dinheiro reservado e vou procurar uma casa pra gente.

Zelena se aproxima devagar de Robin e tenta beijá-lo, mas ele recusa.

Zelena(Marian)- Robin, por que está me evitando.

Robin— Marian eu já disse a você que não é fácil.

Zelena( Marian)— Não é fácil por que você ainda tá com a Regina na sua cabeça não é?

Robin— Para com isso.

Zelena(Marian)— Para você Robin. A Regina era noiva do Graham!

Robin— O quê?

Zelena(Marian)— Isso que você ouviu, ela era noiva do seu irmão. Eles já se conheciam na floresta encantada, quando caíram aqui em Storybrooke ficaram noivos e só não casaram por que a salvadora entrou no meio do caminho deles.

Robin— Isso é mentira.

Zelena(Marian)- Pergunte a qualquer um que vivia aqui...Pergunte a própria Regina.

Robin engole seco e sai com raiva.

Isabel— Filho?

Robin— Desculpe mãe, eu não posso conversar agora.

O ladrão sai apressado.

Isabel entra na cabana.

Isabel— Marian?

Zelena(Marian)- Oi sogrinha.

Isabel— O que aconteceu com o Robin?

Zelena (Marian)— Ele ficou nervoso por que descobriu uma coisinha sobre uma mulher que quis nos separar.

Isabel— Minha querida, eu sei que não é da minha conta, mas vou lhe dar um conselho, uma mulher sábia não semeia discórdia, ela traz tranquilidade pra seu lar.

Zelena (Marian)- A senhora tem razão! Não é da sua conta!

Zelena sai da cabana rumo a floresta.

Isabel— Tem algo errado com essa mulher.

Zelena se afasta das cabanas, se dá conta que ninguém está olhando e com um gesto de mão faz surgir um espelho.

Zelena— Odeio essa aparência estúpida dessa Marian, que cabelo é esse? Parece que nunca viu falar em estilo e...

Roland— Mamãe!

O pequeno Roland grita fazendo Zelena soltar o espelho.

Zelena— Que susto garoto( fala nervosa).

Roland ri.

Zelena— O que você quer?

Roland— Eu trouxe isso pra você.

O garoto entrega a bruxa má uma pequena rosa.

Zelena(Marian)— Pra quê isso?

Roland— Pra você cheirar.

Zelena(Marian)— Que besteira, pra quê eu ia cheirar uma rosa?

Roland— Ela tem o seu cheiro( sorrindo)

Zelena franze o cenho e se abaixa pra pegar o espelho, o garoto aproveita a oportunidade, beija a bochecha daquela que ele acredita ser sua mãe e sai correndo.

Zelena— Que pestinha! Como se eu tivesse cheiro de mato.

Pega o espelho se olha mais uma vez, olha ao seu redor e cheira a rosa.

FLASH BACK ON

Zelena— Eles não eram os meus pais( chora andando por uma floresta)

Zelena acaba de descobrir a verdade sobre seus pais e sai sem rumo. Começa um temporal e ela se abriga no primeiro lugar que encontra. Um pequeno casebre.

Zelena— Eu vou achar a minha família, eu vou descobrir a minha origem.

De repente a porta se abre e um jovem homem entra.

Zelena se assusta e pega uma panela que está perto dela.

Zelena— Quem é você?

Noah— Calma moça, meu nome é Noah.

Zelena— O que quer aqui?

Noah— Moça eu não quero ser desrespeitoso, mas essa pergunta deveria ser feita a você, eu moro aqui.

Zelena respira forte olhando pra Noah.

Zelena— Me desculpe, eu invadi a sua casa, eu vou embora!

Noah— Não, tá caindo um temporal lá fora. Fique aqui até passar!

A ruiva fica receosa.

Noah— Moça fique calma, eu prometo que não vou lhe fazer mal.

Ele pega uma toalha e lhe entrega.

Noah— Enxugue-se eu vou preparar uma bebida quente.

Zelena mesmo tímida com a situação aceita a ajuda do desconhecido.

Algum tempo depois, um pouco eles conversam.

Noah— Então você não sabe quem são os seus pais.

Zelena— Ainda não, mas vou descobrir.

Noah— Sabe ao menos por onde começar?

Zelena— Não, mas eu vou dar um jeito.

Noah— Sei que vai conseguir.

Zelena— Como pode saber?

Noah— Você parece ser determinada.

Zelena— Tem mais uma coisa, que fez o meu pai temer a mim. Eu nasci com magia!

Zelena fala achando que a revelação vai surpreender, mas o homem a sua frente não esboça qualquer reação.

Zelena— não vai dizer nada?

Noah— sobre o quê?

Zelena— Sobre eu ter poderes.

Noah— Estamos na floresta encantada, num reino de magia quase todos tem poder.

Zelena— É a primeira vez que alguém encara a magia com tanta naturalidade

Noah— Eu fui criado por uma feiticeira, ela tinha magia, ela não praticava, mas me contou tudo sobre o assunto e eu acabei me acostumando com esse mundo.

Zelena— Em Oz, todos temiam a magia.

Noah— As pessoas costumam temer o desconhecido

Zelena— Eu queria ter tido alguém em minha vida que me ensinasse a aceitar as coisas como elas são, eu nunca tive amigos pra conversar.

Noah— Bom, agora tem um!

Os dois sorriem e se olham.

FLASH BACK OFF.

Snow— Onde você estava com a cabeça David?

David— Eu só quero proteger a nossa filha.

Snow— David, a Emma cresceu sozinha e se tornou independente logo cedo.

David— Por que também está me criticando?

Snow— Você ainda não entendeu que ela não funciona com pressão? Se ficar pressionando ela nós vamos acabar perdendo-a.

David— Ela está envolvida com um ladrão.

Snow arregala os olhos pra David.

David— Me desculpe eu não quis...

Snow— Eu também era ladrona, David e não acho que isso me desqualifique.

David— Eu sinto muito. Pisei na bola!

Snow— Quando vai aprender que as pessoas merecem uma segunda chance? Rótulos são apenas rótulos.

David— Eu retiro o que eu disse.

Snow— Retirando ou não retirando, use essa noite pra ficar aqui refletindo.

Snow sai zangada com o marido.

Na mansão Mills a família toma café.

Henry— Tem certeza mãe? Passamos um susto lá da ultima vez!

Regina— Não me traumatizei. Amanha iremos ao haras.

Amy— Aquele lugar é muito lindo.

Henry— Eu preciso aprender a cavalgar direito.

Regina— Aproveitaremos pra dar aulas a Amy.

Amy— Ah eu vou adorar! Mas não é muito caro pra ficar o dia todo lá.

Regina toma um pouco de café com leite.

Henry— Mãe.

Amy— O que foi?( olha pra mãe e pra o filho)

Regina— O Haras é meu!

Amy abre a boca surpresa.

Henry— Ela comprou o haras há um bom tempo.

Amy— Eu não acredito que aquilo tudo é seu.

Regina— Na verdade é nosso. O que é meu é dos meus filhos também.

Henry— E nós podemos ir até lá sempre que quisermos.

Amy— Eu não acredito!( sorri largamente)

O celular de Henry toca.

Regina— Henry.

Henry— Desculpa mãe, achei que estava desligado.

Henry sai apressado pra atender.

Regina— Você poderá ir sempre que quiser!

Amy— Isso é um sonho!( olha pra o relógio)

Regina— O que foi?

Amy— É que daqui a pouco eu preciso ir.

Regina— Mas eu pensei que passaria o dia comigo e com o Henry.

Amy— Eu tenho que ir a lanchonete, mas eu volto rápido!( sorrindo)

Regina— Eu vou te deixar lá.

Amy— Tá bem. Eu queria te pedir uma coisa.

Regina— O que quiser.

Amy— Amanhã, a Ruby poderia ir com a gente?

Regina— É claro.

Amy— Obrigada Regina.

Regina— Você pode me chamar de mãe se quiser.

Amy— Eu sei, mas ainda é...

Regina— Eu sei, é cedo.

Amy— Eu vou me trocar.

A garota passa pela mãe e beija a testa e sai.

Henry volta.

Regina— Parece que a ligação era importante(notando o sorriso do filho)

Henry— Nada demais( corado)

Regina— É mesmo? Não é o que parece!

Henry— A Grace vai ao parque e perguntou se eu não queria acompanhar ela.

Regina— Grace? E você vai?

Henry— Disse que depois dava a resposta.

Regina— Henry, se não falar a ela sobre seus sentimentos ela não vai adivinhar.

Henry— Comigo, ela não quer nada além de amizade.

Regina— Só vai saber se perguntar, arrisque-se.

Henry fica pensativo.

Um tempo depois Regina deixa Amy na lanchonete e Henry no parque e por um momento ela observa o filho interagindo com Grace.

Regina dá salto dentro do carro quando sente a mão de alguém tocá-la.

Regina— Que susto!( respirando forte)

Graham— Me desculpe, eu não quis te assustar.

Regina— Então por que você chega assim de mansinho?

Graham— Me perdoe, você estava distraída. Você está bem?

Regina— Em relação a quê exatamente?

Graham— Regina, eu não sabia que ela era a sua filha.

Regina— Você devia ter me contado, devia ter sido honesto Graham.

Graham— Podíamos conversar?

Regina—Eu não quero conversar com você.

Graham— Por favor!

Regina cruza os braços.

Graham— Regina, por favor. Tenho algo importante pra te dizer!

Regina— Tudo bem. Onde?

Graham— Eu posso te levar a um lugar?

Regina— Pode.

Regina desce do carro, ativa o alarme, ele a guia até o carro dele e saem dali juntos.

Robin observa a cena e depois entra na lanchonete. Ao entrar ele vê a salvadora tomando café numa das mesas.

Robin— Bom dia Emma.

Emma— Bom dia Robin.

Robin— Posso me sentar?

Emma— Claro.

Robin se senta.

Ruby— Alguma coisa Robin?

Robin— Um café preto.

Ruby— Saindo.

Ruby vai até o depósito.

Ruby— Por que não quer encontrar com ele?

Amy— Ele é o meu pai e não sabe, como eu devo agir?

Ruby— Naturalmente ué.

Amy— Eu não sei agir naturalmente agora que sei o que ele não sabe. A Regina disse que conversaria com ele e quando eles conversarem eu me apresento, até lá eu não sei como olhar pra ele.

Ruby— Se ele perguntar por você?

Amy— Que eu fui comprar alguma coisa?

Ruby— Tá certo, mas vai ficar me devendo.

Amy— Ta certo.

Ruby volta pra o balcão enquanto Emma e Robin continuam conversando.

Emma— Você tá me dizendo que a sua mãe voltou?(com os olhos arregalados)

Robin— Você não sabe nem a metade do meu dilema.

Um bom tempo depois Graham estaciona numa casa perto do haras.

Regina— Onde estamos?

Graham— Você vai ver!

Eles entram na casa.

Regina entra devagar na casa humilde.

Regina— De quem é essa casa?

Graham— É minha.

Regina— Sua?

Graham— Sim, lembra que eu te falei sobre uma surpresa?

Regina— Sim, mas eu não imaginava que se tratava de uma casa.

Graham— Eu estava reformando ela. É bem humilde, mas pode se tornar um lar.

Regina— O que quer conversar?

Graham—Senta.

Regina se senta no sofá também humilde.

Graham—Regina, quando eu despertei no país das maravilhas, Amy já estava lá, eu não tinha ideia que ela seria a sua filha.

Regina— Por que não me contou quando voltou?

Graham— Não sei.

Regina— Isso não é resposta Graham.

Graham— Aquela menina sofreu o que nenhuma criança devia sofrer.

Regina engole seco.

Graham— A Cora a torturava, a amarrava e a deixava dias sem comer.

Regina— Por que não fez nada pra protegê-la?

Graham— Se eu demonstrasse algum tipo de proteção com a garota a Cora iria se vingar nela. Você conhecia a sua mãe, ela machucava as pessoas pelo simples prazer próprio.

Regina segura o choro.

Graham— Se ela sentisse que eu estava tentando protege-la, a Amy sofreria.

Regina— Ela é apenas uma menina (sussurra)

Graham— Eu sei, mas é uma menina forte! Ela enfrentava a Cora como podia e quando o espelho finalmente funcionou, eu a trouxe comigo.

Regina se levanta e chora.

Graham— Eu não sabia que ela era a sua filha Regina.

A morena continua calada.

Graham— Eu preferia morrer antes de te magoar.

Ele gira Regina devagar e a abraça.

Graham— Eu juro que eu não sabia.

Regina— Eu acredito.

Eles se afastam um pouco e Graham enxuga as lágrimas da morena com as costas dos dedos.

Graham— Regina, quando despertei lá eu lembrei imediatamente de tudo que eu já senti por você.

Regina franze a sobrancelha.

Graham— Eu preciso confessar uma coisa.

Regina— O que é?

Graham—Naquele dia, quando me chamou ao castelo pra matar a Snow eu já tinha sentimentos por você.

Regina— O quê?

Graham— Eu estava apaixonado por você Regina.

Regina fica surpresa com a revelação do caçador.

Graham— Isso mesmo que você ouviu. Eu te amo e já te amava na floresta encantada.

Regina— Não pode ser.

Graham— Eu me apaixonei por você bem antes do Daniel foi assassinado.

Regina— Você conhecia o Daniel?

Graham— O trabalho seria meu, mas naquele dia eu estava doente e disse ao Daniel que fosse em meu lugar.

Regina— Isso...

Graham— Quando ele morreu, eu pensei que você iria precisar de um tempo de luto, mas logo em seguida você se casou com o rei.

Regina começa andar pela pequena sala como se tivesse aturdida com tanta informação.

Regina— Por que nunca me contou isso?

Graham— Por que eu nunca me senti bom o bastante pra você.

Regina— Devia ter me contado, eu teria...Eu teria...

Graham— Teria o quê? Desistido da realeza por um simples caçador?

Regina— Eu não queria nada daquilo Graham.

Graham— Hoje eu sei disso Regina, eu sei que tem passado por muita coisa e que está muito confusa, mas eu preciso que saiba de uma coisa.

Ele segura as mãos da rainha.

Graham—Eu te amo Regina!

Regina olha pra o homem diante dela como se não acreditasse no que está acontecendo.

Graham— Não vai dizer nada?

Regina— O que quer que eu responda depois de tanta informação de uma só vez?

Graham— Me desculpe, eu sei que te surpreendi revelando que meus sentimentos já existiam há muito tempo, mas eu quero que pense em tudo que eu disse.

Regina olha pra o chão, mas o caçador segura o rosto dela e eles se encaram.

Graham—Eu não posso te oferecer a vida que está acostumada, mas eu posso te oferecer o meu amor livre e puro Regina. Ao meu lado você não precisará passar por humilhações ou por aborrecimentos e eu garanto que nenhuma mulher vai aparecer se dizendo ser minha dona. O meu coração é seu e somente seu.

Regina— Graham foi uma declaração linda, mas...

Graham— Regina, não arrume desculpas pra se afastar, é fácil, só basta você decidir.

Regina— Não é tão fácil quanto parece Graham. Quando eu era sozinha eu podia decidir por mim, mas agora eu tenho filhos.

Graham— O Henry gosta de mim.

Regina— Não estou dizendo que ele não gosta. Eu preciso pensar com calma. Há semanas você tem falado sobre compromisso e é claro que eu enxergo a sua intenção quando fala que é somente meu. Entendo que o homem que foi predestinado pra mim é casado e que você usa toda oportunidade pra deixar isso bem claro, mas eu preciso respirar...Preciso de um tempo. Há muita coisa em jogo. A felicidade dos meus filhos é a minha prioridade.

Graham— Eu também quero a felicidade deles.

Regina— O Robin é o pai da Amy. Não posso simplesmente ignorar esse fato.

Graham— Nosso relacionamento não iria interferir nessa questão.

Regina— Quando nós começamos a nos envolver, há alguns anos, além de ter alguém do meu lado eu queria um pai decente pra o meu filho. Ele não entendia por que ainda era uma criança. Eu tentei ser uma boa mãe pra o Henry, dando a ele uma família. Ser mãe solteira foi difícil, eu tinha controle sobre tudo, mas pra meu filho havia uma lacuna. Depois nosso relacionamento se tornou forte e ficamos noivos, depois a Emma chegou aqui e...

Graham— Eu estava enfeitiçado( se defende)

Regina— Eu sei. Mas eu fiquei com tanta raiva por você me tratar como se eu não fosse nada que eu senti a rainha má voltando e tentei matar você. Logo em seguida a maldição foi quebrada, aconteceu toda aquela loucura. Eu sofri pra reconquistar a confiança do meu filho. Minha mãe voltou aqui e destruiu tudo que eu tinha tentado construir. Henry foi sequestrado, depois eu tive que me separar dele e foi um dos sacrifícios mais difíceis que eu tenho que fazer. De volta a floresta encantada tudo mudou, a volta da minha irmã, a maldição e tudo isso acontecendo de uma vez.

Graham— Eu entendo Regina, você está confusa, mas você precisa decidir por você, não pode pensar só na felicidade de seus filhos.

Regina— As minhas decisões não podem interferir na felicidade dos meus filhos. Amy requer toda a minha atenção agora e ele é o pai dela e isso no torna ele e eu responsáveis por ela. Eu tenho outro passado que até ontem eu não lembrava. Eu vivi um intenso amor com o Robin e isso eu não posso apagar.

Graham— Ele escolheu a esposa Regina. Ele pertence a Marian!

Regina— Ele me pertencia antes disso!

Os dois se calam por um momento.

Graham— Regina, se o seu medo é que seus filhos não tenham um pai, não precisa se preocupar, eu garanto a você que posso assumir eles com todo amor e carinho.

Regina— Eu não duvido disso, mas ele tem o direito de saber da filha, do nosso passado em comum e de outra realidade que também estava nos meus planos.

Graham— Que realidade?(confuso)

Regina— É algo...É um outro assunto pendente com ele. Eu preciso respirar, preciso de um tempo.

Graham— Você terá o tempo que quiser.

Regina— Eu já vou indo. Preciso passar na prefeitura pra assinar uns documentos.

Graham— Claro.

Graham a leva até seu carro e ela se dirige a prefeitura.

Emma e Robin ainda conversam.

Emma— Ele é seu irmão?

Robin— Como pode ser isso?

Emma— Eu não duvido mais de nada Robin.

Robin— Agora, como se não bastasse estar preso a um maldito casamento, eu tenho que assistir a mulher que eu amo sendo feliz com o meu irmão. O Graham e ela eram noivos, como negar que eles têm uma história?

Emma— Robin, eu não posso interferir na vida de ninguém, mas fiz uma promessa a Regina e pretendo cumprir. Vocês precisam sentar pra conversar.

Robin- Como posso conversar com ela se ela não deixa que eu me aproximo dela?

Emma— Eu vou arrumar um encontro entre vocês, sem interferências. Eu te aviso

Robin— Obrigado Emma, muito obrigada.

Emma— Eu só quero a felicidade da Regina, não sei se ela encontrará com você, mas farei de tudo pra ajudar!

Robin— Eu te agradeço. Eu vou indo.

Emma—Sobre o emprego eu vou como posso te ajudar.

Robin— Muito obrigado.

Robin sai.

Um tempo depois Emma chega a prefeitura.

Emma— Regina?

Sem resposta.

Quando ela entra na sala, encontra Regina sentada em sua cadeira, parada, olhando pra um porta-retratos, com seu olhar de rainha má.

Emma— Regina?(fala baixo)

A loira se aproxima ainda mais.

Emma— Regina fala comigo!

Regina— Ela machucava a minha filha( fala entre os dentes)

A loira se aproxima e vê a imagem de Cora no porta-retratos.

Emma— O que...

Regina— Ela deixava a minha filha sem comer, a torturava...Ela fez com a minha filha o que fazia comigo.

Emma— O que aconteceu? Ontem você estava tão bem.

Regina— Eu conversei com o Graham hoje e ele me contou o que ela fazia com a Amy.

Emma— Não deve se prender a esse sentimento Regina.

Regina— Como eu posso não me prender isso Emma? Essa mulher quase matou a minha filha!

Emma— Você não tem culpa disso, além do mais, não pode ficar guardando dentro de você esse ódio todo, isso não vai fazer bem a seu bebê.

Regina— Tem razão. Eu só queria descarregar essa raiva que eu estou sentindo, queria poder olhar nos olhos dela e dizer tudo que está engasgado.

Emma pensa um pouco.

Emma— Eu posso ajudar nisso.

Regina— Como?

Emma— Vem comigo.

Regina— Pra onde?( a seguindo)

Emma— Você vai ver. Cadê o seu taco?

Regina— No carro, por quê?(confusa)

Emma— Vamos precisar dele.

As duas vão saindo.

A loira leva Regina pra perto da sua cripta.

Regina— O que estamos fazendo aqui?

Emma— Pega o seu taco.

A loira desce , Regina também desce e vai até seu porta-malas, pega seu taco e quando se vira dá de cara com algo inusitado.

Emma está do lado de uma estátua de gelo em tamanho real, com as exatas características de Cora. Regina se aproxima e fica impressionada com a semelhança entre a estátua e sua mãe.

Emma— Ficou bem parecida não é?

Regina— Só faltou o sangue nas veias, ficou perfeito!

Emma— Você tem a oportunidade de dizer tudo o que está guardado por anos.

Regina encara a estatua.

Emma— Eu vou deixar vocês aí e já volto!

A loira se afasta.

Regina se aproxima da estatua e respira forte.

Regina— Você foi responsável por todo o meu sofrimento mãe. Tirou toda a oportunidade que eu tinha pra ser feliz. Eu não devia tê-la mandado pra outro reino, eu devia ter te matado quando tive a oportunidade. Eu já senti muita raiva na minha vida, mas nunca odiei tanto alguém como estou te odiando agora! . Machucar a minha filha foi a gota d’agua.

Regina se afasta um pouco e gira o taco em sua mão e dá vários golpes fortes na estatua que aos poucos vai se estraçalhando.

Regina— Covarde( grita enquanto golpeia a estatua) Como foi capaz de arrancar a minha filha dos meus braços?( fala entre os dentes e dá os últimos golpes)

Regina— Nunca mais vai fazer qualquer pessoa sofrer.

Ela dá mais uma tacada e o resto da estatua se estilhaça. Ela se ajoelha e olha pra o que restou da estatua totalmente destruída.

Emma— Regina?( se aproxima) Está se sentindo melhor?( sorri)

Regina— Estou me sentindo liberta( respira forte e se senta) Obrigada Emma.

Emma— Foi um prazer.

As duas ficam um tempo sentadas ,admirando os estilhaços de gelo.

Quase uma hora depois, Regina vai se aproximando do parque pra pegar Henry. Ela desce do carro e procura o filho. Sem êxito ela resolve ligar pra ele, mas é interrompida ao sentir pequenos braços envolvendo as suas pernas.

Roland— Reginaa!

Regina— Roland? Meu querido( ela a pega nos braços e dá vários beijos em seu rosto)

Roland— Saudades.

Regina— Eu também estava morrendo de saudades de você, como você está?

Roland— Bem(sorrindo)

Regina— Tem se comportado?

Roland balança a cabeça dizendo que não e faz a morena gargalhar.

Roland— Nunca mais tomei sorvete, você sumiu!

Regina— Eu sei meu amor, me desculpe, mas é que eu estive muito ocupada, mas eu prometo qualquer dia desses te levar pra tomar um sorvete enorme tá?

Roland— Promete?

Regina— Prometo.

Marian(Zelena)— Solte ele agora Regina!

Regina— Fique calma Marian, eu só estava conversando com ele.

Marian(Zelena)— Já não basta correr atrás do meu marido agora quer afastar meu filho de mim( puxa o menino com força dos braços da rainha)

Regina— Por que está agindo dessa forma?

Marian(Zelena)- Eles são meus, não se aproxime do Robin e do menino nunca mais.

Ela se aproxima de Regina que não move um musculo.

Marian( Zelena)—Se afaste deles majestade!

Regina— Eu não tenho medo de você( fala encarando a morena)

Marian(Zelena)- Pois devia ter( usa o olha ameaçador)

Regina franze a sobrancelha.

Robin— O que está acontecendo aqui?( chega perto)

Robin e Regina se olham por um tempo até “Marian” quebrar o silencio.

Marian(Zelena)— Ela queria fazer mau ao menino.

Robin— Você está louca Marian. A Regina é incapaz de tocar no nosso filho( olhando pra Regina)

Marian(Zelena)— Ela arrancou o coração do próprio pai.

Regina engole seco.

Marian(Zelena)- Ela é aluna de Rumplestiltskin e sempre terá a alma negra. Lá na floresta encantada quando você estava a caminho do castelo, ela salvou o menino do macaco voador pra ganhar a sua confiança.

Robin— O Roland gosta de Regina e eles podem se ver quando quiserem

Henry— Mãe! O que está acontecendo?

Regina— Nada, vamos embora!

Regina e Henry saem, pegam Amy e vão pra casa.

Regina- Henry, passe uma mensagem pra Emma, diga que preciso falar com ela imediatamente.

Perto de anoitecer Regina está perto de sua cripta quando sente a presença de alguém.

Regina— Que bom que veio!

Marian(Zelena)- Eu recebi o seu recado, o que você quer?

A morena se vira e dá de cara com “Marian”

Regina— Eu quis encontrar você aqui pra deixar tudo esclarecido entre nós.

Marian(Zelena)- O que mais tem pra esclarecer? O Robin é meu!

Regina— O Robin não é um objeto, pra que você diga que ele é seu.

Marian(Zelena)- O Robin pode ser o seu amor verdadeiro, mas ele não será feliz ao seu lado, isso eu posso garantir.

Regina— Esquecendo toda essa emoção que você sente, eu queria te perguntar uma coisa, como sabia que a fera que atacou o Roland era um macaco voador( estreita os olhos)

Marian(Zelena)— O Robin me contou!

Regina— Ah, é claro!

Marian(Zelena) - Engraçado como o mundo dá voltas não é? Você encontra o seu amor verdadeiro e deixa escapar, ele se casa comigo, você mandou me matar, depois de muito tempo, vocês se reencontram, mas a salvadora me trás de volta e você volta a ser sozinha como sempre foi.

Regina— Eu não estou sozinha, eu tenho uma família e tenho amigos. São coisas que você jamais compreenderá.

Regina cria uma bola de fogo e atira em “Marian” que a segura no ar.

Regina— Bem vinda de volta Zelena (sorri)

Zelena sai de seu disfarce.

Zelena— Obrigada querida irmã!

Regina— O que está fazendo aqui? Como conseguiu voltar?( com uma sobrancelha erguida)

Zelena— O Rumplestiltskin não me matou, como todos pensaram, ele apenas tirou a minha essência do meu corpo. Ninguém é páreo para a bruxa má( sorri)

Regina— O que você quer Zelena?

Zelena— Eu quero sofrimento, muito sofrimento!

Regina se aproxima de Zelena.

Regina— Ouse se aproximar das pessoas que eu amo e se arrependerá o resto da sua vida.

Zelena— Você acha que pode me enfrentar irmãzinha?

Regina— Já tirei os seus poderes uma vez(ergue uma sobrancelha)

Zelena— Isso não acontecerá outra vez.

Regina— Experimente machucar alguém que amo e será a ultima coisa que fará.

Zelena— Então vamos batalhar mais uma vez?

Regina— Com certeza!

Regina dá um soco em Zelena que sai cambaleante alguns passos.

Ela revida jogando uma bola de fogo esverdeada, Regina revida e a bola acerta uma escultura perto da cripta.

A rainha joga outra bola de fogo e em seguida um raio de energia que joga Zelena longe. A ruiva se levanta, vem se aproximando e quando se preparar pra atingi-la com força total. Emma surge com as mãos cheias de magia.

Emma— Ela não está sozinha Zelena.

Amy também aparece com um arco e flecha, juntamente com Robin.

Zelena gargalha.

Zelena— O que são vocês? Os super-heróis protetores da rainha?( gargalhando)

Robin— A farsa acabou Zelena!

Zelena— Oi amorzinho!

Robin— Não me chame assim, eu tenho nojo de você!

Zelena— Não foi isso que ele me disse depois de fazer amor comigo.

A ruiva olha pra Regina que faz uma cara de decepção.

Robin— Eu nunca toquei em você.

Zelena— Sei, claro que não! É isso mesmo Regina, já tivemos noites juntos.

Emma— Chega Zelena!

Robin— Você não tem coração.

Zelena— Um dia eu tive, mas preferi não usar mais ele.

Zelena dá um passo em direção a Regina.

Amy— Se aproxime dela e será a ultima coisa que fará!(fala entre os dentes)

Zelena— Temos uma nova protetora. Quem é você?

Amy- Toque nela e vai descobrir!

Zelena— Eles não vão estar o tempo todo pra te proteger querida. Eu vou voltar.

Regina— Eu vou estar de esperando!

Zelena faz surgir a sua vassoura e some gargalhando.

Regina— Eu não acredito (solta a respiração e se ampara em Amy)

Robin se preocupa e a ampara.

Robin— Você está bem?

Regina— Vou ficar!

Emma— Regina, não devia ter se arriscado!

Regina— Eu sei, fui imprudente!

Amy— Vamos pra casa.

Amy ajuda Regina ir até seu carro. Robin está em estado de choque.

Robin— Como ela consegui voltar? Onde está a verdadeira Marian?

Emma— Não sei, mas vamos descobrir. Eu prometo!

Anoitece.

Regina está na sala tomando um suco! Quando ouve a campainha tocar e vai atender.

Robin— Boa noite(sorri)

Regina— Oi Robin(devolve o sorriso e sente se corpo reagir a presença daquele homem ao lembrar de tudo o que passou no passado em que ela não lembrava)

Robin— A Emma disse que você precisava falar comigo.

Regina— Preciso sim, por favor, entra.

Ela dá espaço e ele entra.

Robin— Onde está o Henry?

Regina— Ele foi jantar com a Emma. O que temos pra conversar é muito sério e não quero que nada nos interrompa. Por favor, senta!

Os dois se sentam de lados opostos do sofá.

Robin— Como descobriu que era a Zelena?

Regina— Eu tenho observado o comportamento dela há dias, a Marian sempre me chamou de rainha má e ultimamente me chamava de Regina, hoje pela manha ela puxou o Roland dos meus braços e ficou segurando forte o braços dele, em nenhum momento o chamava pelo nome, ela ficava repetindo “o menino” como se esquecesse do nome dele.

Robin— Agora que você falou, por várias vezes ela o chamou de Ronald.

Regina— Já era um indício, uma mãe jamais esquece o nome do filho.

Robin— Regina, eu juro pra você, eu nunca encostei nela.

Regina— Robin( revira os olhos)

Robin— Eu juro.

Regina— Eu sei, a minha irmã é uma mentirosa, eu não acredito em uma só palavra que saia daquela verdinha.

Os dois se calam por um breve momento.

Robin— Regina, eu preciso que me perdoe por ter dito aquilo lá na assembleia.

Regina— Esquece.

Robin— Não, eu fiquei cego só de imaginar você com outra pessoa. Regina eu não te esqueço um só momento, tudo que vivemos está gravado na minha mente.

Regina— Não foi pra isso que eu te chamei aqui.

Robin— Eu sei, mas eu preciso que saiba que eu me arrependi do que eu te falei no mesmo segundo que as palavras saíram da minha boca. Eu sentir meu corpo todo queimar quando vi você nos braços do Graham, mas quero que saiba que não suporto a ideia de ter sido um imbecil com você.

Regina— Você foi mesmo um imbecil Robin, aquelas palavras me magoaram profundamente.

Robin— Eu sei Regina, eu queria voltar no tempo e travar uma estaca no meu peito antes de abrir a boca e te agredir daquele jeito. Aquele beijo que eu dei na Marian, quer dizer na Zelena, não significou nada, o Roland pediu que eu a abraçasse e ela...Simplesmente aconteceu! Eu jamais faria aquilo pra te magoar e depois ainda quis ter razão e te questionar sobre seu comportamento e...

Regina—Robin, respira! Isso já passou.

Robin— Me perdoa por ter sido injusto, grosseiro e imbecil com você?

Regina— Eu te perdoou.

Robin— Obrigado.

Regina— Eu chamei você aqui Robin, por que aconteceu algo no nosso passado, que até ontem eu não lembrava.

Robin— Como pode não se lembrar? Nem faz tanto tempo assim.

Regina— Quando eu lancei a maldição, toda a floresta encantada foi amaldiçoada.

Robin— Não, varias pessoas, inclusive eu, fiquei imune a ela.

Regina— Ninguém ficou imune a ela.

Robin— Eu não estou entendendo.

Regina— Eu também não entendia, mas a Emma descobriu o porque. Todos vieram pra cá, apenas 3 pessoas eram imunes a maldição: Eu, o Gold e a Cora.

Robin— A sua mãe?

Regina— Sim, em determinado tempo, a Cora veio a Storybrooke, lançou uma maldição fazendo com que esquecêssemos tudo que havia acontecido depois da maldição. Ela levou alguns de volta a floresta encantada e tudo recomeçou, como se fosse o primeiro dia aqui.

Robin— Mas por quê?

Regina— Por crueldade e frieza.

Robin— Eu não consigo compreender o objetivo disso.

Regina— Quando ela veio aqui ela veio com o objetivo de mais uma vez tirar a minha felicidade, por que segundo ela, a pessoa pela qual eu estava apaixonada, não estava a minha altura.

Robin— Você estava apaixonada nesse passado paralelo?

Regina— Sim, eu estava apaixonada!

Robin— Por quem era?(engole seco)

Regina— Por você Robin!

Robin abre um sorriso enorme.

Robin— Nós estávamos juntos nesse passado?

Regina— Sim.

Robin— Espera, por que você lembra e eu não?

Regina— A Emma conseguiu uma poção magica que trouxe de volta as minhas memórias e eu vi tudo, até o momento em que eu me sacrifiquei mais uma vez por amor.

Robin— Amor a mim?

Regina— Sim, amor a você! Ela veio pra tirar a minha felicidade e levou com ela algo que só o amor é capaz de criar.

Robin— O que ela levou?

Regina— A nossa filha!(se emociona)

Robin arregala os olhos e fica pasmo com a ultima palavra dita.

Robin— Filha?( sussurra sorrindo)

Regina confirma com a cabeça.

Robin— Nós tivemos uma filha? Eu não posso acreditar!( se emociona)

Regina— Eu sei.

Robin— Quando descobriu?

Regina— Ontem.

Robin— E ela é criança? Ou adolescente e...Mas espera a sua mãe...

Ele se levanta e vai saindo afobado.

Regina— Pra onde você vai?

Robin— Temos que achar ela.

Regina— Quem?

Robin— A nossa filha!

Regina— Espera Robin eu...

Robin—Como pode estar tão tranquila?

Regina— Ela está aqui em Storybrooke e está bem.

Robin—Ela está aqui? Você a conhece?

Regina- Sim e ela é maravilhosa e você a conhece também.

Robin— Quem é Regina?

Regina— A Amy. Nossa filha é a Amy.

Robin sorri e coloca as mãos no rosto.

Robin— Eu sou pai da Amy?

Regina— Sim, somos os pais dela(sorri)

Ele abraça a rainha com força.

Robin— Nós temos uma filha!

Os dois ficam ali abraçados.

FLASH BACK ON.

Noah— Fica calma meu amor.

Zelena— Ela teve tudo! Ela é rainha Noah.

Noah— E o que isso importa? Vamos viver a nossa vida! Estamos felizes aqui.

Zelena— Não, eu vivi na pobreza a minha vida toda, eu vou encontrar um modo de ficar rica.

Noah— Há meses, quando descobriu que era adotada e nos encontramos pela primeira vez, eu vi em você uma pessoa frágil e capaz de amar e foi por essa mulher que eu me apaixonei.

Zelena— Noah, por favor, procura entender. Vivemos aqui nessa miséria quando na verdade podemos viver com conforto, mas você não aceita a minha magia e rejeita tudo que venha dela. Eu amo você, mas preciso mais do que amor.

Noah— Eu vi que havia um pouco de inveja dentro de você, mas achei que com o tempo eu poderia mudar você.

Zelena— Não pode me mudar. Por que você não enxerga? Passar por necessidades não é justo. A minha vida não é justa!

Noah— Nós estamos juntos há meses Zelena, tenho demonstrado todo o meu amor e carinho por você, mas você só consegue enxergar coisas materiais. Quer aquilo que não te pertence.

Zelena— É claro que me pertence. Eu sou filha da Cora também, eu tenho o mesmo sangue que ela e ela me abandonou numa cesta entregue a própria sorte. Eu tenho os mesmos direitos da Regina e vou atrás deles. Você vem comigo!

Noah— Não, eu não vou!

Zelena— Noah, estando ao meu lado nós poderemos ser felizes. Nós poderemos viver muito bem e tudo que me pertencer é seu também.

Noah— A única coisa que eu queria, era você, o nosso amor. Mas se é isso que você deseja, riqueza, eu não vou te impedir.

Zelena vai saindo.

Noah— Se sair por aquela porta Zelena, não precisa mais voltar.

Zelena— Eu sinto muito.

Noah— Não. Quem sente sou eu!

Zelena sai com seu coração em conflito. Ela se afasta do pequeno casebre e ao chegar perto de uma macieira repleta de maças verdes, ela faz surgir uma adaga e se ajoelha perto da arvore.

Zelena— Eu te amo meu amor, mas eu preciso fazer isso. Eu tenho um objetivo e se esse sentimento continuar comigo eu vou fraquejar( cavando)

A ruiva enfia a mão em seu próprio peito e tira seu coração brilhante, o enterra e joga um feitiço.

Zelena— Agora sim(sorri) vou encontrar o meu destino. Estou ansiosa pra te conhecer irmãzinha( fala irônica)

A ruiva segue pra o castelo de Regina.

FLASH BACK OFF.

Robin e Regina continuam emocionados.

Regina— Ela é incrível Robin.

Robin— Eu sabia que ela me lembrava alguém, agora eu sei! Ela tem os seus olhos!

Regina— Ela é um amor.

Robin— Ela já sabe a verdade?

Regina— Sabe, depois eu te conto com foi.

Robin— É tudo tão inacreditável.

Regina— Eu sei, quase não acreditei quando a Emma me contou. Quer um pouco de água?

Robin— Eu preciso de algo mais forte, eu acabei de descobrir que tenho uma adolescente com você.

Os dois se levantam e se aproximam do escritório de Regina. Ela se aproxima pra pegar uma bebida, mas se sente um pouco tonta.

Robin: O que foi? O que está sentindo?

Regina não responde e coloca a mão na testa.

Ele a impede de cair.

Robin- O que foi  Regina?(ajuda ela se sentar) Fala comigo.

Regina- Não foi nada.

Robin- Como nada? Você está pálida! Quer uma agua? Alguma coisa?

Regina— Não precisa! Foi só uma tontura

Robin— Você precisa ser consultada.

Regina— Eu não quero cometer erros do passado, me privando da minha felicidade Robin. Eu vou lutar por nós dois, não quero sacrificar a minha felicidade e abrir mão de um amor verdadeiro.

Ajoelhado diante de Regina, o ladrão a olha confuso.

Regina - Eu estou grávida Robin!

Robin— O que foi que...Eu não ouvi direito eu...Regina( sorri como um

bobo)

Regina— Foi o que você ouviu. Nós vamos ter outro filho( emocionada)

Robin- Meu amor...Você...Eu não acredito.

Ele a abraça como se fosse o seu primeiro abraço. Eles ficam por alguns minutos apenas abraçados, sentindo aquele momento.

Alguns segundos depois.

Robin—Meu amor, isso é mesmo verdade?

Regina- É verdade!

Ele pisca os olhos lutando contras as lágrimas que querem escorrer, aproxima a mão devagar do ventre de Regina, fica com a mãos alguns centímetros e ela segura a mão dele e guia a mão dele até o seu próprio ventre. Os dois ficam ali em um momento único, momento esse que já havia acontecido há anos.

Robin ergue os olhos e encontram os de Regina também brilhando em lágrimas.

Robin— Meu amor( a abraça forte), que notícia maravilhosa.

Regina— Você está feliz?

Robin- Feliz? Eu acabo de descobrir que tenho uma filha linda com você e agora serei pai mais uma vez...Eu...

Ele se afasta, segura o rosto dela com carinho, dá um selinho e olha dentro dos olhos de seu amor.

Robin— Nunca estive tão feliz, muito obrigado por essa alegria, você está carregando aí dentro de você mais um filho meu, como eu não poderia estar mais feliz?( coloca uma mecha do cabelo dela atrás da orelha)

Ela sorri feliz ao perceber a reação de Robin

Robin- Quando soube?

Regina- Alguns dias venho sentido alguns sintomas, mas não desconfiei. Não estava me alimentando muito bem, sentindo enjoos o tempo todo, na verdade ainda estou! Ontem eu fiz uma espécie de teste e confirmou as minhas suspeitas.

Robin- Espera, essa tontura que sentiu agora não é perigoso?

Ele se levanta, a ergue devagar e vai saindo com ela, a deixando confusa.

Robin— Vamos.

Regina— Pra onde?

Robin- Hospital

Regina— O quê? Por quê?

Robin-Você se sentiu mal, você precisa ser examinada.

Regina— Robin.

Robin—Regina, você se sentiu mal e isso pode prejudicar o bebê.

Regina—Robin.

Robin— Não quero que aconteça nada com o nosso bebê e...

Ela segura o rosto dele com amor.

Regina— Eu estou ótima meu amor.

Robin— Tem certeza? Nenhum incomodo?

Regina- Certeza absoluta, nenhum incomodo.

Ele respira fundo aliviado.

Regina— Você não pode ter esse tipo de ataque toda vez que eu me sentir mal. Enjoos, tonturas, desejos e irritabilidade são totalmente normais na gravidez, eu já passei por isso e me lembro muito bem! Eu não conseguia dormir, mas é normal. Haverão muitos momentos desses, precisa estar preparado.

Robin—Eu estarei( a beija)

Regina- Me promete que vai estar ao meu lado a cada momento desses?

Robin— Estarei com você a cada segundo.

Ela vai até a porta e a tranca, senta-se na mesa dela, fazendo com que o seu vestido soltinho levante um pouco, o que não passa despercebido por Robin, que se aproxima e se coloca entre as pernas dela e ela beija o pescoço dele.

Regina—Você não se lembra ainda, mas eu senti muitos desejos na primeira gestação( continua beijando)

Robin começa a se arrepiar com o toque dos lábios dela em seu pescoço.

Robin— Vou  satisfazer todos eles ( fecha os olhos)

Regina- Tem certeza?( morde a orelha de Robin)

Robin-Absoluta (engole seco)

Ela fala ao ouvido dele.

Regina—Por que estou sentindo um agora.

Robin— É mesmo?( fala com dificuldade)

Ela olha nos olhos dele e fala bem devagar.

Regina— Preciso que satisfaça esse desejo Robin.

Ele coloca a sua mão por dentro do vestido dela e alisa suas coxas e num fio de suspiro ele responde.

Robin- Peça-me o que quiser.

Ela se aproxima do ouvido dele e fala devagar e ofegante

Regina- Quero você dentro de mim, agora!

Ele a segura pelas coxas, a ergue e a puxa pra si, ficando entre as pernas dela. Eles se beijam com paixão e vão intensificando as carícias. Robin concentra as duas mãos por baixo do vestido dela e com maestria tira a sua calcinha já úmida, deixando-a cair no chão. Sem separar os lábios, ela geme ao sentir o toque dos dedos de seu amante apaixonado. Ele investe em suas carícias ao ouvir o gemido abafado de Regina em sua boca. Ele usa uma das mãos pra baixar seu zíper e abaixar as calças com o auxílios dos pés de Regina.

Regina—Agora Robin.

Ele a puxa mais pra si a penetrando com força e rapidez, ela cruza as pernas nas costas dele pra facilitar e intensificar a penetração de forma mais prazerosa. Depois de várias penetrações pesadas, Robin a aperta ainda mais em seu corpo.

Regina-Assim meu amor( ofegante)...Ahhhh!

Sem quebrar o contato físico nem por um segundo, ele a ergue deixando-a suspensa da mesa, anda alguns centímetros e a imprensa na parede mantendo-a suspensa, pegando ela de surpresa, provocando um gemido agudo de prazer. Ele força cada vez mais e investe na firmeza entre o seu ritmo e o ritmo de sua amada.

Robin—Ahhh que delícia minha rainha( fala baixo entre os beijos)

Regina-Continua meu amor.

Robin a beija com voracidade, as línguas dançam em sintonia voraz. Ele continua a invadir com força e firmeza, não demorando muito pra que Regina sentisse os espasmos do orgasmo lhe invadindo, sendo seguida por seu amado. Os dois e olham ofegante e suados depois de sentir tanto prazer .



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...