História Laços eternos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Cascão, Cebola, Magali, Mônica
Tags Cascao, Cebola, Laços, Monica
Exibições 19
Palavras 1.954
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, pessoas!

Segue aqui o primeiro capítulo dessa fic. Eu pensei em fazer uma one, mas achei que a leitura ficaria cansativa.

Essa fanfic foi pensada depois de ler, pela milésima vez, a graphic novel Laços de Lu e Vitor Cafaggi.

Fanfic não revisada, caso encontre um erro, me avisa!

PS: O primeiro flashback é uma adaptação do primeiro encontro deles na HQ.

Fanfic postada no nyah!.

Plágio é crime e eu vou saber da sua escapada. Hehehe

Boa leitura!

Capítulo 1 - Laços, Amigos e Memórias


Nossos laços são o que temos de mais precioso, o que rege a vida. É incrível pensar na quantidade de pessoas que passam e não ficam, mas o que é realmente assustador é pensar em como encontramos as que chegam e ficam.

Eu os conheci na pré-escola.

 

                                                ~~~~~~ Flashback On ~~~~~~

 

Era mais um dia normal, o que consistia em brincar e esperar meu pai chegar com o floquinho, meu melhor amigo e cachorro.

Eu estava encostado na parede olhando para o nada quando, de repente, um menino de cabelos cacheados chega perto de mim e fala:

— Olha o que eu fiz.

Ao olhar para baixo me deparei com um carrinho feito de garrafa pet, tinha a estrutura principal feita pelo plástico, às rodinhas eram tampinhas e a parte da frente de algum tipo de metal.

— He, he, he! “Balato” — Ele ria, mas eu percebi que não era com maldade.

—É, eu tloco as letlas, não falo bem.

Continuamos a conversar quando o menino gesticula para frente e anuncia:

— Olha! Um cachorrinho.

Vejo o meu pai e o floquinho.

Pouco tempo depois outras duas meninas chegam e começam a brincar com o Floquinho. Conversamos e brincamos, mas em nenhum momento perguntei o nome deles.

Chego em casa animado. Eu finalmente tinha feito amigos.

Poucos dias depois eu descobri o nome dos meus novos amiguinhos:

Mônica a menina brava do coelhinho.

Cascudo era o menino dos cachos escuros e com medo de água.

Magali era a menina que comia tudo que via pela frente, em especial melancias.

Foi o começo da amizade mais sincera de todos os tempos. Eu não tinha ideia que ali estariam às pessoas que me acompanhariam sempre. Eles viveriam grandes aventuras comigo, e me ergueriam cada vez que eu tropeçasse.

 

~~~~~~ Flashback Off ~~~~~~

 

Eu fiz outros amigos, é claro, mas nada comparado ao laço que tenho com eles. Esse laço é tão visceral que às vezes fico assustado, meus amigos são tudo pra mim.

Aos 15 anos comecei a namorar com a Mônica, depois terminamos, mas jamais deixei de estar ao seu lado. Magali estava firme com o namorado e Cascudo também estava firme com a sua. A nossa vida começou a tomar outros rumos e chegou uma época que percebemos que teríamos que no separar. Vai ser difícil, muito difícil, mas vamos arrumar um jeito.

O vestibular está chegando e com ele aproxima-se o dia de nossa separação. Cada um vai para um lado e talvez isso esteja me deixando mais reflexivo que de costume.

Será que nossa amizade vai continuar tão solida como agora? Até hoje ainda somos adolescentes e tenho medo do que virá. Pode até ser besteira, mas o nosso laço será mesmo assim tão inquebrável? Percebi que a vida às vezes toma caminhos inesperados.

Eu sempre fui apaixonado pela Monica e tive a certeza que terminaríamos juntos, mas até agora isso não é bem verdade. Certo que ainda temos 18 anos e talvez não seja o momento certo. Só que nós quatro vivemos tantas aventuras, tantos momentos. Eu quase não consigo lembrar-me de memorias na qual eles não estejam presentes.

Como saber que encontramos os laços definitivos? Os tais fios vermelhos que nos ligam até o último suspiro? Eu compreendi que cada um encontra no seu tempo, mas eu sou tão sortudo assim, aponto de ter os encontrado em tão terna idade?

Acho que um dia eu vou ter as resposta, mas agora vou pegar minha mochila e o Floquinho para encontrar os meninos no parque. A nossa ultima fogueira antes da faculdade.  

Avisto Floquinho deitado no tapete da sala e é com um aperto no peito que percebo que ele já não é mais tão jovem. Aos 14 anos ele não aparenta estar tão velho, mas apenas a possibilidade de perdê-lo me deixa nauseado. O laço que compartilho com Floquinho é diferente do que compartilho com minha família e amigos, é um laço tão forte quanto, mas é diferente. O Floquinho é meu irmão, meu amigo, meu filho e meu pai, tudo ao mesmo tempo.

Eu farei qualquer coisa para deixa-lo feliz e saudável e é por isso que estou deixando o bairro do limoeiro e indo para o interior de São Paulo. A cidade que vou fazer universidade é perfeita para ele, pois é cheia de parques e lagos, onde meu fiel amigo vai desfrutar os próximos anos.

Chamo Floquinho e juntos caminhamos até o parque.

Ao chegar ao parque logo vejo meus amigos ao redor da fogueira.

Cascão está largado no saco de dormir, Magali está preparando a comida e Monica terminando de montar a barraca.

— Alguém tá atraso, hein? — Cascão debocha de mim.

— É verdade, Cebolinha. Nós achamos que você teria que ser carregado pela Monica até aqui. — Magali completa sorrindo divertidamente.

— Há, Há Há — Eu simulo uma risada para eles e sento, montando o futton de Floquinho.

— É verdade. Eu até peguei o Sansão para me ajudar. — Monica mostra Sansão para mim.

— Uow. Olá, Sansão! Quanto tempo, hien amigão! — falo um pouco surpreso, afinal, Mônica não mostrava o coelho de pelúcia há algum tempo.

— É um encontro para relembrar os velhos tempos, hum? — Ela termina de montar a barraca e senta perto de cascão. — Achei que Sansão é um item obrigatório e por falar nisso: Olá, Floquinho.

Ao escutar seu nome, meu cachorro levanta a cabeça e, quando avista Monica, balança o rabo e vai até ela.

— Mingau vai gostar de te ver, floquinho. Vai ter alguém para brincar — Ao dizer isso Magali levanta, vai até sua barraca e pega Mingau.

— He, he, he! Todo mundo vai se divertir hoje à noite. E para começar que tal começarmos a relembrar algumas histórias de infância?

— Eu começo! — Mônica levanta a mão para o alto olha para mim e começa a falar —  Lembra quando você e o cascudo se fantasiavam e tentavam passar trote na Magi e em mim? Toda vez vocês apanhavam do sansão. 

— Ahh, eu lembro muito bem. Acho que até hoje eu sinto as dores de sua mão.

— Eu não, Mônica! Eu sempre ficava na barraca de sorvete do bairro — Magali expressa indignação ao voltar e sentar com Mingau.

— Mas na hora de ajudar a Monica você terminava o sorvete rapidinho, né?

— Não enche, Cascão! Eu só tentar fazer com que ela não matasse vocês dois

— Sei... — Casção faz uma cara meio irônica e come alguma fruta. Cereja?

— Vocês lembram-se do dia que o Floquinho fugiu? — Mônica pergunta, alisando o meu cachorro.

— Sim. Eu ainda tenho pesadelos com isso, mas teve um lado bom. Todos aqueles cães que a gente salvou do canil, daquele homem terrível. — comento, tentando não lembrar do medo que senti ao saber que Floquinho fugiu.

— SIM! Aquilo foi maravilhoso. Eu vejo a maioria deles todos os dias. — Mônica termina de falar e franze a testa. — Mas a bronca depois...

— Ish! Nem me lembre. Minha mãe me forçou a tomar um banho gelado. — Cascão faz uma careta.

— HAHAHAHAHAHAHA! Você saiu correndo pela casa cheio de espuma.

— Pode rir, Cebolinha. Afinal, pimenta nos olhos dos outros é refresco. — Cascão começa a gesticular loucamente — Eu peguei uma gripe danada por causa daquilo! E se eu me lembro bem, você precisou fazer aula de boxing por cauda desse episódio.

— Eu até hoje não entendo por qual motivo o castigo do Cebolinha foi fazer boxing. — Magali comentou.

— Ele é mais de atividades que precisam de raciocínio que de exercícios. Na verdade, eu não consigo lembrar do Cebolinha fazendo qualquer exercício na aula de educação física, ao contrário de mim... — Mônica pegou Sansão e flexionol o braço para mostrar sua força.

— Você não é forte, Mônica, é um monstro!  Mas não quero brigar hoje, então... Vou lembrar vocês de um episódio muito feliz: O dia em que a Mônica menstruou. Hehehehehehehe!  

— Não! Eu não acredito que você lembrou isso! — Mônica ficou roxa, um fato muito raro, que geralmente apenas eu conseguia.

— Ahhh, eu vou recordar sim! Aquele dia foi épico.

                            

                                           ~~~~~~ Flashback On ~~~~~~ 

                                              

Todo mundo estava no pátio conversando numa boa quando, do nada, a Mônica diz:

— Pessoal, acho que vou pra enfermaria.  Não estou me sentindo bem!

— Você está doente? — Magali pergunta surpresa.

Mônica nunca fica doente, nunca.  Isso é quase um fato histórico.

—  Não deve ser nada grave. Mas tô com uma dor chata na barriga desde ontem.

— Ihhh, alguém está com dor de barriga. Não acha melhor ir pra o banheiro? No trono, sacou? Hehehe

— Cala a Boca, Cebola!  — Ela me olha com raiva e... mágoa?

Certooooo. Isso é inesperado. Mônica fica com raiva e vontade de bater e não com  raiva e magoada.  Agora eu estou preocupado.

— Desculpa Mônica.  Foi uma brincadeira fora de hora. Então, vamos para enfermaria!

— Como assim "Vamos"? 

— Eu vou com você, ora bolas!  Talvez a enfermeira precise de algum medicamento.  Você tá sabendo que o homem que cuida dos medicamentos tá de férias, né?

— Não tava, não.  Mas não tem necessi...

— Deixa o Cebolinha ir com você.  A próxima aula é de Ed. Física e ele vai pra lá de qualquer jeito.

— Obrigado pelo apoio, Cascão.  — Falo em um tom seco.

— Bem, se é assim, vamos Cebolinha. — Mônica fala e levanta.  Vou acompanha-la quando olho pra baixo e vejo:

Sangue.

Muito, muito sangue. A parte da perna, coberta pela calça, está cheia de sangue.

Entro em desespero. A Mônica vai morrer? NÃO, NÃO, NÃO!

— NÃO!  PALA, MÔNICA! NÃO SE MEXE, PELAMOR!

— O que foi? Você está louco, Cebolinha?

— Você...calma, muita calma. — Tento me acalmar e recomeço a falar — Mônica, não se mexe.

Aproximo-me dela e a pego no colo. Sinceramente? Eu não tenho ideia de como consegui fazer isso, talvez seja a adrenalina causada pelo medo. 

— O qu... O que você pensa que está fazendo!? Me larga!

— Vou te leva pala o hospital.

Mônica começou a se debater em meus braços e o que já estava difícil ficou quase insustentável, afinal, ela é muito curvilínea gorda.

— Cebolinha, o que você tá fazendo com a Mônica? — Cascão questiona.

— Ela tá, tá sanglando. Magali, você não tá vendo a pelna dela?

— A perna del...

Magali arregala o olho depois de mirar na perna da Mônica, depois olha para Denise, as duas trocam algum tipo de olhar e Magali fica vermelha.

— Cebola, ela não tá doente. Solta a Mônica. — falou Magali, aparentando vergonha.

Enquanto isso a Monica ainda está se debatendo em meus braços.

— Eu não tô doente. Tô apenas um pouco enjoada e você está piorando a situação.

— Mas...

— AHH, Pela santa do glitter! Ela não tá doente, honey. Ela MENSTRUOU, entendeu? MENSTRUOU. E você tá tornando a situação inesquecível. Sério, você é muito retardado Hahahahahahaha... — Denise terminou de falar gargalhando escandalosamente.

Eu paralisei. O sangue começou a esquentar e se concentrou no meu rosto, minha mente virou uma bagunça.

Menstruação? Sério mesmo?

...

...

...

Tá todo mundo em silêncio, menos a Denise, e percebo que ainda estou segurando a Mônica, que está muito quieta e corada. De repente, ela olha para mim, arregala os olhos e abre a boca.

— Me solta, já!

A solto rapidamente e encaro o chão, com muita vergonha para encara-la.

Alguém me mata, por favor? Talvez o chão possa abrir e me engolir, hum?

— Que vacilo, Hein! — Cascão mal termina de falar e toda galera começa a rir.

— Vamos pra o banheiro Mônica. Vou te ensinar a colocar o absorven...

— Denise, para! Lá dentro a gente conversa com ela. — Magali exclama.

— Okay, okay. Chata!

Olho para cima e vejo Mônica de cabeça baixa saindo da minha vista através do corredor.

— Puta vacilão,hein Cebola.

— Mico do ano.

— Mico não. King Kong.

— Hahahhahahahha

— Essa vai ficar pra história.

Passo o resto do dia escutando piadinhas e o pior, sem conseguir olhar na cara da Mônica.

 

                                               ~~~~~~ Flashback Off ~~~~~~

 


Notas Finais


Leu até aqui? Comente, e faça uma autora feliz!
Não menospreze sua opinião, ela é muito importante para mim

Pra quem não percebeu: O Cebolinha troca as letras toda vez que fica nervoso. Hehehe

Até o próximo Cap.

PS: Obrigada por ler! :)

Capa: http://fabiokun.deviantart.com/


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