História Laços Inquebráveis (Akai Ito) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Charles "Charlie" Beckendorf, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Percy Jackson, Piper McLean, Silena Beauregard, Thalia Grace
Tags Akai Ito, Amor A Segunda Vista, Drama, Percy Jacson, Romance
Exibições 78
Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Luiza


Luiza

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Eu sentia uma leve pressão no cós da minha barriga, era uma dor sustentável, mas incomodava, comecei a ter febre desde que cheguei, provavelmente por que fiquei o dia todo no sol. Meu pai tinha acabado de me entregar o celular, e eu já havia mandado uma mensagem para o Lucas. Minha mãe estava no quarto fazendo algumas compressas, pois eu tinha dito que era cólica, mas a dor não era apenas de cólica.

- Tem certeza que está tudo bem? – Ela perguntou mais uma vez.

- Sim, mãe... Não se preocupe – Eu sorri.

- Seu pai fica preocupado com você – Ela sussurrou – Com seu namoro. Essas coisas de cólica, atraso menstrual... Isso o assusta.

Eu sabia onde ela queria chegar.

- Mãe, eu não... Faço essas coisas – Comentei um pouco sem jeito.

Minha mãe sorriu achando engraçado o quanto aquela conversa me incomodava.

- Só estou sendo responsável – Ela disse calmamente

- Eu já disse, você será a primeira, a saber – Resmunguei

- Tenho orgulho de você, já tem dezoito anos, é uma garota bonita, tem um namorado bonito, tem mais de um ano de namoro... É muito difícil hoje em dia alguém com essas características, ainda ser virgem. – Ela deu de ombros

- Isso deveria ser bom, não acha? – Resmunguei

- E é... Nossa, eu tenho tanto orgulho de você – Ela acariciou meu rosto.

- Eu tenho um sonho, mãe... Eu quero me casar virgem – Admiti – Isso é muito raro hoje em dia, quero ter esse diferencial.

- Eu apoio essa decisão – Minha mãe sorriu emocionada – Não me arrependo de nada do que fiz em minha adolescência, não acho errado se entregar a quem você realmente ama, mas se existe algo honroso hoje em dia, é essa sua decisão – Ela continuou sorrindo.

- Não estou dizendo que irei conseguir, só estou dizendo que é um sonho que pretendo realizar – Resmunguei.

- Eu realizei todos os meus sonhos – Minha mãe suspirou – Me formei cedo, me tornei importante, sustentei minha família, dei a elas tudo que nunca tive, me casei com o homem que amo, tive uma linda filha que é a copia perfeita do pai, tive um lindo filho que é a mistura de nós dois... Tenho uma vida saudável, um sucesso merecido, amigos e família incríveis. – Ela pareceu ter lembrado de cada momento bom que passou durante esse percurso.

- Por isso que você é meu objetivo de exemplo – Sorri – Eu posso ser a copia perfeita do papai, mas eu quero muito parecer com você nesse aspecto, de conseguir realizar sonhos.

Minha mãe me deu um beijo na testa.

- E eu sei que vai... - Ela se levantou para sair – Qualquer coisa me avise.

Ela se despediu e saiu do meu quarto.

Suspirei.

Esse sonho de casar virgem se tornava cada vez mais impossível, tenho quase dois anos de namoro, e não é fácil ter que fugir da investidas do meu namorado. Lucas era um pedaço de mal caminho bem grande, ele tinha uma pele morena, como do tio Charles, mas tinha os olhos azuis como os da tia Selena, ele era alto, e másculo... Cursava o quarto ano de medicina e estagiava no hospital da cidade, ele era sempre rodeado de vacas fantasiadas de “amigas”, e todas elas lindas. Eu não era muito atrativa como elas, tudo bem que eu era bonita de rosto, belos pares de olhos verdes, e cabelos loiros cacheados, mas meu corpo não era atlético, eu era magra, tinha umas curvas legais, como cintura e um volume redondo no quadril, mas não tão espetacular quanto minha mãe de quarenta e cinco anos de idade era. Até mesmo algumas das amigas do meu irmão, tinham um corpo atlético perfeito... Tentei malhar, mas eu não nasci pra esse potencial, então me contento com a carne pouca mesmo.

Lucas não parece se incomodar, ele na verdade diz que prefere mulheres com curvas naturais, sem exageros de músculos, sem neurose de treinos insanos, mas eu não consigo ver dessa forma, quando se existe vacas amigas paniquetes atrás do meu namorado.

Meu celular tocou, era mensagem dele.

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#Whatsapp#

 

LUCAS

 

Lucas: Acabei de sair de um plantão aqui

...

Luiza: Pegou estagio a noite?

...

Lucas: Só hoje

...

Luiza: Eu já estou em casa.

...

Lucas: Estou indo ai

Lucas: Eu vou em casa pegar algumas coisas e durmo ai

...

Luiza: Ótimo!

Luiza: Vou avisar a minha mãe

...

Lucas: Avisa a seu pai :x

...

Luiza: kkkkk

Luiza: Ok!

...

Lucas: Chego já.

Lucas: Matar saudades *-*

...

Luiza: *-*

...

Lucas: Te amo, Lu.

...

Luiza: Te amo, bê.

 

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Meu namoro com o Lucas começou de um jeito divertido, sempre fomos amigos, e ele é um pouco mais velho que eu, quatro anos pra ser exata. Quando eu tinha quinze anos e comecei a frequentar a escola que meus pais estudaram, foi quando tudo começou. Lucas já estava terminando seu primeiro anos de faculdade, mas fazia um curso de inglês que a escola fornecia, então umas duas vezes na semana ele me dava carona pra ir, e para vir pra casa, sem contar que na escola o tempo que tínhamos juntos, ficávamos horas conversando. Como eu era bem nova, as pessoas achavam que era um interesse platônico apenas da minha parte, mas na verdade a iniciativa foi dele. Primeiro começou com uma crise de ciúmes por conta de um garoto na minha sala que estava sempre me rodeando, depois ele arranjou uma namorada e eu fiquei meses sem falar com ele, depois eu comecei a ficar com um garoto do terceiro ano, pois sempre gostei de caras mais velhos, e esses encontros e desencontro sempre rolavam entre nós dois, voltamos a nos falar, paramos de nos falar e voltamos a nos falar de novo. Era nítido pra mim, que ele tinha um interesse especial, e era nítido pra ele que eu tinha um interesse especial, mas nenhum de nós dois dava o braço a torcer, até que ano retrasado, ele terminou com a namorada, e se declarou pra mim. Eu estava solteira, não estava ficando com ninguém, então começamos um namoro escondido, pois meu pai sempre pegou no meu pé pra essas coisas. Tia Julia, era minha válvula de escape para encontros marcados as escondidas, ela me dava cobertura, minha mãe começou a desconfiar e me pressionou até que eu confessasse, tudo estava tranquilo, até a noticia chegar ao meu pai.

Foi divertido a reação dele, porque meu pai tem o Lucas como um sobrinho e ele achava que nossos sentimentos eram de primos. Convencer meu pai de que estávamos realmente apaixonados foi difícil, tio Charles teve que ter uma conversa bem modesta com ele, sobre a questão “Você não pode tratar meu filho como qualquer um, só porque se trata da sua filha”. Foi tenso, mas hoje já estamos todos em família. O ruim é que, depois que Lucas e eu abrimos os olhos dos nossos pais, sobre a possibilidade de envolvimento entre a questão, filho e filhas, meu irmão e o Felipe acabaram sendo cobrados quanto a isso. É divertido, mas é tenso.

Corri até a sala, meu pai estava assistindo jornal, minha mãe estava lendo um livro na poltrona de leitura perto a porta de entrada da sala.

- Pai! – Eu o chamei com meu habitual doce tom e me sentei ao seu lado.

Eu tinha uma tática infalível de conseguir as coisas do meu pai. Eu o abracei bem aconchegadamente, ele se derretia com isso.

- Já passou a dor? – Ele perguntou

- Sim... – Menti. Eu ainda sentia um pouco de incomodo.

- O que foi então? – Ele estreitou as sobrancelhas

- O Lucas pode dormir aqui, hoje? – Perguntei com um olhar de cachorro pidão.

- Você está pedindo? Ou ele já está vindo? – Meu pai era esperto

- Pedindo... Porque ele já está... Vindo – Eu disse pausadamente

Meu pai revirou os olhos. Minha mãe deu alguns risinhos, mas não tirou os olhos do livro.

- Não se pode mais receber um abraço da filha, sem ter que receber uma paulada nas costas – Ele resmungou.

- Ow, meu pai! – Eu o abracei mais forte ainda. Eu adorava seus ciúmes – Você sabe que é o único homem que será pra sempre na minha vida.

- Hmm! – Ele me abraçou de volta, mas eu sabia que já tinha ganhado ele. – Ok...

- Te amo! – Eu agarrei seu pescoço e o beijei na bochecha bem apertado.

Ficamos juntos em um abraço confortável, como eu sempre fazia mais nova para assistir TV com ele. Meu pai sempre me mimou demais, eu fui seu primeiro fruto de amor. A história de meu pai e minha mãe foi um pouco enrolada demais, e ele me contava essa história em forma de conto de fadas, tia Julia disse que era a mesma história que ele contava a ela, mas na minha história ele detalhava a sensação inexplicável de poder ter sido pai pela primeira vez, com mulher que ele sempre amou. Com Miguel não foi tão diferente, a sensação foi a mesma, principalmente porque foi o primeiro garoto da família. Eu tinha que admitir, éramos uma família sem muitos defeitos, tanto meu pai quanto minha mãe, sofreram com a ausência de um pai na vida deles. Meu pai nem tanto, já que o vovô Eidon aparecia de vez enquanto, e o vovô Paul supriu isso durante sua adolescência, mas eles sempre quiseram dar ao Miguel e a mim, tudo que não receberam durante a falta que sofreram. Sim, éramos mimados, mas de uma forma boa...

A campainha tocou, minha mãe que estava passando próximo a porta, abriu.

- Oi Lucas – Ela disse.

Me ajeitei em um segundo sobre o sofá.

- Boa noite tia Annie... Tio Percy! – Ele se aproximou do sofá.

- Oi Lucas... – Meu pai sorriu. Sim, eles já eram bem amigos novamente. – Já sabe as regras, não é? – Meu pai perguntou.

- Quarto de hospedes, namoro na varanda, não passar das 2h e não sair do quarto durante o resto da madrugada, você corre mais que eu. E tia Annie ainda consegue dar uma chave de braço perfeita. – Lucas recitou.

- Bom garoto – Meu pai riu.

Eu revirei os olhos, e pulei do sofá, para abraçar o Lucas.

Eu o ajudei a ajeitar suas coisas no quarto de hospedes, e fomos até a pequena varanda do apartamento que nos dava uma visão privilegiada de boa parte da cidade. Nos sentamos no pequeno estofado.

- Ainda está se sentindo mal? – Ele perguntou preocupado.

- Hoje tive febre, dores no pé da barriga – Resmunguei

- Precisa comentar sobre isso aos seus pais, desde antes das férias você reclama disso, e já tem três meses – Ele reclamou – Quando fui a Dubai te ver durante suas férias, você estava um pouco mais gordinha que agora.

- Lucas! – Eu o repreendi – Já não basta meu complexo de inferioridade em comparação as suas “amiguinhas” da faculdade, agora tenho que ouvir de você, o quanto eu sou desprovida de carne?

- Não é isso – Ele riu – Só estou preocupado.

- Por que não consegue uma formula pra me dar carnes extras, então? – Resmunguei

- Fora de cogitação – Ele disse um pouco serio – Nada de formulas para engordar - Eu gosto assim – Ele apertou minhas coxas com um volume normal e sem músculos expostos.

- Então não reclame que pareço mais magra – Fiz um bico.

- Se você disser que emagreceu por estar fazendo alguma dieta, eu não reclamo – Ele deu de ombros.

- Estou fazendo dieta pra engordar – Reclamei

- Conheço uma dieta pra engordar, mas você não quer... – Ele deu um sorriso malandro

- Você é um idiota – Eu resmunguei – Depois do casamento.

Ele suspirou e recostou as costas no estofado, me trazendo junto com ele e me envolvendo em um abraço.

- Essa ideia é torturante, são quase dois anos – Ele sussurrou – Mas confesso que acabo cada fez mais dependendo de você, por conta disso.

- Hm... – Me fiz de difícil

- É serio... – Ele puxou meu queixo para que eu pudesse olha-lo – Enquanto você reclama das garotas da faculdade serem dotadas de carnes, e que fazem questão de mostrar isso... O único corpo que eu morro de desejo de poder ver, é o seu.

- Vai ter que esperar um pouco – Eu dei de ombros

- Faz parte, não é? – Ele sorriu – Esse é o preço que se paga por ter uma namorada incrível como você – Lucas me beijou. – Eu espero o tempo que for preciso... – Ele me beijou novamente.

Foi um doce e longo beijo, fez meu corpo queimar. Suas mãos passearam pela minha cintura, apertando meu quadril. Sim, eu deixava, não era porque eu decidir casar virgem que eu não podia ter uma amostra grátis do que seria a pegada do meu namorado, desde que eu estivesse vestida, ele podia passar a mão por ele quisesse.


Notas Finais


Explicando a arvore genealógica:

Percy e Annie = Luiza (18 anos) e Miguel (15 anos)
Jason e Piper = Felipe (15 anos) meses mais velho que Miguel.
Frank e Hazel = Clarice e Eduarda (14 anos) Faz 15 anos no meio do ano, e a história começa com o inicio do ano.
Charles e Selena = Igor (26 anos), Lucas (22 anos) e Bianca (15 anos)

Julia - (27 anos) Irmã do Percy

- PROXIMO CAPITULO: Eduarda


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