História Lado a lado - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Regina Mills (Rainha Malvada), Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Jeniffer Morrison, Lana Parrilla, Ouat, Swan Queen, Swanmillsfamily, Swanqueen, Swen
Visualizações 576
Palavras 3.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Converso com vocês nas notas finais.

Boa leitura!

Capitulo sem revisão.

Capítulo 28 - Deixe a magoa ir


Fanfic / Fanfiction Lado a lado - Capítulo 28 - Deixe a magoa ir

Depois de quase um mês longe de casa e dos filhos, Killian sentia que era a hora de recomeçar. Precisava começar a se adaptar a como as coisas eram, isso inclua ter Emma em sua vida, mas de outra forma. De certa forma ele ainda a amava, mas talvez uma das lições mais valiosas que tinha aprendido ao longo de sua vida é que quando amamos alguém de verdade queremos vê-la feliz, independente de estar ou não conosco. E era isso que faria, ele ficaria feliz por Emma, por seus filhos e por Regina. De algum modo a loira agora fazia parte de sua família também, e família se apoia e ele apoiaria cada um daquela família. E talvez sua maior motivação fosse por Regina e sua saúde frágil, da primeira vez ele não esteve ao lado dela da forma correta. E agora ele estaria só como seu ex-marido ou apenas o pai de seus filhos, mas como o melhor amigo que fora na vida da morena. E decido a dar o primeiro passo, Killian resolveu procurar Emma. Jones caminhou a passos largos até a produtora onde a loira trabalhava e assim que entrou encontrou o assistente da fotografa. 

— Chris, que bom te encontrar. — Killian disse assim que viu o rapaz.

— Sr. Jones. — Chris respondeu surpreso com a presença do moreno ali.

 — Não me olhe como se fosse um fantasma Christopher. Eu já vim aqui antes, as circunstâncias eram outras, mas não sou nenhum estranho.

— Oh, me desculpe! Estou apenas surpreso em vê-lo aqui já que...

 — Já que Emma e eu não estamos mais, juntos. — Killian terminou a frase do rapaz. — Não precisa fazer essa cara, Chris não é novidade para ninguém mais. Swan agora está com minha ex-mulher e estou tentando lidar com esse fato como adulto. Por isso preciso da sua ajuda.

Christopher olhou para Jones e viu sinceridade em seus olhos, ele parecia mesmo estar dizendo a verdade. E o rapaz que além de um bom funcionário, era um grande amigo Emma, resolveu ajudar. 

— Tudo bem Sr. Jones me como posso lhe ajudar.

— Primeiro esqueça essa historia de Sr. Jones, me chame apenas de Killian.

O moreno se aproximou do rapaz e colocou a mão sobre seu ombro, e começaram a caminhar pelo corredor em direção à sala de Emma. No caminho Killian explicou a Christopher o que queria fazer, e ele percebeu que não era nada complicado. Chris só precisaria deixar que Killian aguardasse por Emma em sua sala, até que fotografa chegasse e eles pudessem conversar. O rapaz abriu a sala de Emma, e permitiu que Killian entrasse. Jones se sentou na cadeira mais próxima e aguardou pela loira.  Não demorou muito, e a fotografa apareceu e ficou completamente intrigada por encontrar seu ex em sua sala.

— Killian o que faz aqui? — Emma perguntou confusa, assim que encontrou em sua sala. — Achei que estava na Califórnia.

— Calma Swan, não precisa ficar com esse olhar de pânico.  Eu juro que vim em missão de paz. — Killian respondeu levando a mão como se fizesse um juramento. — Eu cheguei ontem, como achei que deveria estar com as crianças e Regina no nosso antigo apartamento, eu fui para um hotel.

 Emma andou até sua mesa ajeitando algumas coisas, ainda meio sem jeito. A fotógrafa não sabia como se comportar, afinal a ultima conversa que tivera com Jones tinha sido péssima. E definitivamente ela ainda não tinha ideia de como seria a relação entre eles agora.

 — Sim, eu estava com Regina e as crianças. Ela voltou a fazer a quimioterapia e teve o acidente com ela e Anna.  — Emma começou a falar sem parar e quando percebeu viu que tinha falado demais.

— Acidente? Que acidente Swan? Anna e Regina estão bem? — Jones começou a fazer inúmeras perguntas parecendo realmente preocupado.

— Killian elas estão bem, foi só um susto. Anna só teve um corte no lábio e Regina apenas desmaiou nada grave. — Swan foi explicou.

— Deveria ter me ligado e me avisado Emma.

— Eu não tive tempo Killian, foi tudo muito rápido. E no momento eu só queria cuidar da minha mulher e da minha filha. — Ela justificou.

O moreno ficou surpresa com as palavras “minha mulher e minha filha.”

— Parece que as coisas avançaram bastante na minha ausência.

 Emma ficou vermelha quando percebeu o que tinha dito, não pela referir a Regina, mas por Anna.

— Killian eu... — Antes que Emma pudesse dizer algo Jones a interrompeu.

— Eu fico feliz Emma, de verdade. Se você está chamando Anna de filha, é porque a relação de vocês evoluiu para algo bom. Não pense que vou condenar isso ou si quer interferir. Eu tive tempo para pensar e refletir sobre tudo Swan, e em meio a tudo percebi que ainda somos uma família, diferente talvez meio torta, mas ainda sim queremos a felicidade uns dos outros.

Emma ficou extremamente surpresa com as palavras do ex-namorado, não que ela não esperasse que Killian uma hora aceitasse as coisas como eram agora. Ela só não esperava que fosse tão rápido e forma tão branda.

— Eu não sei o que dizer. — Emma disse se sentando na cadeira atrás de sua mesa.

 — Não precisa dizer nada Emma, eu só queria que soubesse. E bem foi por isso que vim aqui para conversarmos de forma amigável. Eu quero fazer parte da vida dos meus filhos, quero ser um pai mais presente e ajuda-los no que for preciso.  Quero estar lá para Regina, como amigo que fui e ainda sou. Eu a amei como mulher um dia e ainda a amo, apenas de uma forma diferente. Ela é minha melhor amiga e mãe dos meus filhos. E eu espero que possa ser assim conosco Swan, afinal amor de verdade não morre ele só se transforma. Quero poder te chamar de amiga um dia, e não precisamos ter pressa. Sei que o que você e Regina têm é amor de verdade, e eu jamais faria algo para atrapalhar isso. — Killian finalmente conseguiu dizer tudo que estava sentindo, e sentiu um alivio enorme em seu peito.

— Eu agradeço por compreender Kill e claro que eu espero que possamos ser amigos.

Eles trocaram um sorriso meio sem graça, mas era um começo.

— E bem eu prometo procurar um lugar para ficar, assim você pode voltar para seu apartamento. — Emma continuou falando para acabar com clima meio estranho que tinha se formado em sua sala.

 — Não precisa Emma, eu comprei um apartamento novo. 

— Mas você ama aquele apartamento Kill e não acho justo.

— Emma eu estou recomeçando minha vida, então um novo lar faz parte também. E quanto ao apartamento ele fica com você, é mais perto do seu trabalho e do hospital que Regina se trata. Todos saem ganhando Swan.

— Eu vou comprar a sua parte então, compramos aquele lugar juntos e...

 — Emma a minha parte agora é dos meus filhos, está tudo em família. Eu ainda estarei por perto Swan.

Emma não entendeu bem o que ele quis dizer.

— Comprei o apartamento que estava à venda dois andares acima do seu Swan. Pense nas vantagens, eu posso cuidar das crianças se precisa ou ajudar com a Regina, e como eu disse estarei por perto.

A fotógrafa deu outro sorriso, mas dessa vez menos contido. Sua felicidade diante da atitude de Killian era enorme.

— Kill você é incrível, depois de tudo eu confesso que estou surpresa. Quer dizer surpresa, mas feliz e não vejo a hora de contar para crianças e para Regina. Eles vão vibrar quando souberem que você voltou e que agora vai morar no nosso prédio.

O moreno devolveu o sorriso, e eles continuaram a conversa, Emma lhe contou sobre os acontecimentos do ultimo mês. E Killian lhe contou sobre as férias e de sua experiência com Zelena e Jessie. Aquele definitivamente era um recomeço entre Emma Swan e Killian Jones. Era apenas o primeiro passo, mas ambos estavam dispostos a fazer dar certo.

 

***

 

Durante a tarde Emma encerrou seu expediente e foi buscar as crianças na escola, como de costume. As novidades eram muitas e a loira esperava contar a Anna e Ben tudo com calma, afinal Killian estava de volta e com intenções boas dessa vez. 

— Oi, Ma. — Ben cumprimentou Emma assim que entrou no carro.

— Oi, meu amor. — Ela respondeu amorosamente, dando um beijo na bochecha do menino. — Onde está sua irmã?

O garoto foi para banco de trás e se ajeitou por lá. Ben revirou os olhos em um gesto que arrancou gargalhadas de Emma.

 — Ela está lá na saída da escola, brigando com o namorado dela. — Ben afirmou fazendo cara de nojo.

 Emma olhou na direção em que o garotinho apontou e viu Anna conversando com um garoto. A conversa entre o garoto e ela não parecia nada amigável, e o instinto de mãe da loira parecia ter sido ativado, pois ela já ameaçava sair do carro para saber o que estava acontecendo. Mais antes que o fizesse Anna já caminhava na direção de seu carro, entrara batendo a porta e resmungando algo.

— Homens são todos iguais e uns babacas. E eu os odeio. — A garota bufou colocando o cinto de segurança.

— Ei, eu sou homem. E não sou um babaca. — Ben reclamou logo atrás.

— Cala boca pirralho, e não se meta. — Anna gritou com irmão.

— Cala boca você, eu não tenho culpa se eu namorado é um mané.

— Ei, vocês dois já chega. — A loira se intrometeu na discussão. — Namorado? Que historia é essa Anna?

— A mamãe vai te matar. — Ben comentou rindo.

—  Pestinha pega leva ai atrás. — A fotografa pediu ao garoto e depois se virou para Anna que estava no banco da frente. — E você mocinha, isso é jeito de falar com seu irmão.

 A garota abaixou a cabeça e não respondeu nada. Ela parecia ter ficar envergonhada pela forma que agiu.

— Me desculpe.

 — Você precisa pedir desculpa para seu irmão, e não para mim Anna.

 — Mas ele também adora implicar, mãe. — Anna justificou.

— Ok, os dois estão errados e devem se desculpar um com outro. Quanto ao assunto namorado, nós temos que conversar sobre isso. Sua mãe vai pirar quando descobrir.

— Lá vem bronca. — A garota resmungou.

 Aquele era um dos típicos momentos em que Regina tirava de letra, e Emma ainda tinha certa dificuldade em como agir.  Mas a morena tinha lhe dado carta branca para agir com as crianças e Emma não queria decepciona-la.

— Não vou lhe dar uma bronca Anna, eu disse que vamos conversar a respeito. Agora peça desculpa ao seu irmão. E Ben você faça o mesmo.

— Me desculpa Anna. — Garotinho disse primeiro.

— Está desculpado pirralho. E me desculpe também.

Emma exigiu que eles desse um aperto de mão amigável para selar a paz finalmente.

— A mamãe ainda vai matar você. — Ben zombou baixinho.

— Olha ele mãe.

— Vocês dois vão me deixar maluca. — Emma disse dando a partida em seu carro e finalmente indo para casa.

No caminho diversos assuntos foram conversados, até Emma finalmente chegar ao ponto que ela queria a volta de Killian.

— Meu pai voltou para casa finalmente. — Ben comemorou. — Eu estava com saudades dele.

— Ele também está com saudades de você, pequeno e por isso estou contando a vocês. Nós conversamos hoje pela manhã e não tivemos nenhuma briga, ele disse que está disposto a aceitar meu namoro com sua mãe. E quer estar mais perto de vocês dois.

Anna ouvia tudo em silencio, e até o momento não tinha dito uma palavra si quer sobre a volta do pai.

— Por isso ele vai lá janta hoje com a gente Ma? — O garotinho perguntou animado.

— Isso mesmo filho, e eu quero que tudo seja calmo.

Vendo que Anna até o momento não tinha se pronunciado, Emma resolveu arriscar.

— Anna não vai dizer nada?

 — Eu não tenho nada a dizer, eu não confiou nele. Ele já quebrou promessas antes. — A garota disse secamente.

Assim que Emma estacionou o carro na garagem do prédio em que morava, a Anna saiu do veiculo sem dizer mais nada.

— Ela está com medo do papai magoar o coração dela de novo Ma. — Ben se pronunciou do banco de trás.

— Você está parecendo a sua mãe falando assim.

— Eu sou filho dela né. — O pequeno justificou, e acabou tirando um sorriso da loira.

A loira sabia que Anna tinha seus motivos para ainda estar chateada com o pai, mas esperava que ambos pudessem se entender de alguma forma.

— Então vamos subir e contar as novidades a sua mãe. — A fotografa disse.

 Ambos desceram do carro e foram em direção ao elevador.

 

***

 

Regina estava preparando o jantar, quando viu a filha entrar em casa e passar direto sem ao menos cumprimenta-la. Seu sexto sentido começou a gritar, algo tinha acontecido e Anna não reagira bem a isso. Antes que ela pudesse deixar os que afazeres de lado e fosse falar com a filha, Emma e Ben chegaram. E o barulho da porta do quarto de Anna batendo, foi ouvido pelos três.

— Dia difícil Swan? — Regina perguntou à namorada.

 Emma se aproximou dela e lhe deu um selinho antes de responder algo. 

— Não diria difícil Mills, mas sim de surpresas inesperadas.

— Eca. — Ben reclamou quando viu as o selinho que duas trocaram. 

Ambas riram da atitude do garoto, pois era sempre a mesma coisa quando ele presenciava qualquer casal se beijando.

— Macaquinho beijar não é nojento. — Regina disse pegando o filho no colo.

 — É sim mãe, e eu nunca vou beijar ninguém na boca.

— Me diz isso daqui uns dez anos garoto. — Emma brincou. — Agora chega de reclamar e já para banho.

— Está bem Ma. — Ben concordou e pediu que Regina lhe colocasse no chão.

 — Mas antes ataque de beijos.  — Regina completou.

— Não. — Ben gritou fingindo pânico.

Mais seus protestos não foram ouvidos, pois enquanto Regina beijava de lado de seu rosto, Emma beijava o outro. Alguns sorrisos e gritinhos de alegrias ecoaram pela cozinha, até que o pequeno conseguiu se livrar das mães, correndo pelo corredor a fora.

— Não corra Ben. — Emma e Regina disseram juntas.

 Mais o garoto já não ouvia mais, pois tinha se refugiado no banheiro. A sós com namorada, Regina resolveu perguntar a ela o porquê de Anna ter chegado, em casa de péssimo humor.

— Então Swan, vai me contar ou terei que ir perguntar a ela?

— Killian voltou e me procurou hoje. — A loira respondeu num fôlego só. A volta de Killian era algo que Regina sabia que aconteceria mais cedo ou mais tarde. Só não esperava que a filha fosse reagir daquela forma.

— E como ele se comportou Emma?

 — Ele foi cordial e educado Regina. Disse que não vai interferir em nosso namoro, e vai nos respeitar. Disse também quer tentar ser um pai mais presente para crianças, e vai lutar para isso. Quando eu contei para as crianças Ben pareceu animado, mas Anna não disse nada. E quando a questionei ela só disse que não confia nele.

Regina não sabia o que pensar, por mais que acreditasse na palavra do ex-marido não podia julgar a filha por agir daquela forma. O histórico de Jones o condenava, e fora as muitas vezes que ele magoara a filha, mesmo que sem querer.

— Eu não sei se devo dar uma bronca nela ou só conversar. — Regina lamentou se sentando no sofá mais próximo.

 Emma se aproximou e sentou do seu lado a abraçando.

— Amor, eu acho que conversar seria a melhor opção. — A loira sugeriu.

Regina se deixou ser envolvida pelo abraço da namorada, sentindo que ali sempre seria seu conforto.

— Talvez não seja uma boa ideia o Kill vir jantar aqui hoje então.

— Ele viria? — A morena perguntou, levantando a cabeça e olhando diretamente para a namorada.

— Bom, ele pediu. E eu disse que ia conversar com você e as crianças antes, mas dadas as circunstâncias não acho que seja possível.

— Eu também acho que não. Tudo que eu não quero é ver Anna se sentindo mal ou desconfortável com qualquer coisa, mas também quero preservar a relação dela com o pai.

— Então eu ligo para Kill e explico a situação, enquanto você conversa com nossa pestinha. — Emma disse dando uns daqueles sorrisos que Regina amava.

— O que seria mim sem você Swan? 

— Me deixe pensar... Huuum...Você estaria numa fria Mills. — Swan brincou e em seguida deu um longo e apaixonado beijo em Regina.

A morena sentiu suas forças se renovarem, Emma tinha esse poder sobre ela, o poder de lhe dar coragem para enfrentar qualquer problema fosse ele qual fosse. Quando respirar se tornou algo necessário elas se largaram, Regina se levantou do sofá e foi em direção ao quarto da filha. Enquanto Emma buscava o telefone para ligar para Killian.

 

***

 

Zelena se acomodava em seu novo apartamento, ainda com alguma dificuldade. Era difícil organizar as coisas e cuidar de Jessie ao mesmo tempo.

 — Eu acho que vamos precisar de uma babá. — A ruiva concluiu.

Ela se jogou no sofá e se virou para lado brincando com filha que estava no bebê conforto. A pequena apenas deu alguns gritinhos como se concordasse com mãe.

— Você concorda então filha? Porque a mamãe está bem enrolada, e amanhã cedo eu preciso ir à entrevista de trabalho. Seria uma boa esbarrar com o Jones de novo, assim ele poderia ficar com você enquanto a mamãe resolve as coisas.

 O destino tem suas artimanhas, e Zelena mal sabia o que ele iria lhe aprontar novamente. Querendo adiantar logo as coisas, ela voltou arrumar suas coisas no apartamento. No final da noite e exausta Zelena e sem condições de cozinhar, ela apenas preparou uma mamadeira para a filha e pediu comida por telefone. A ruiva estava animada, afinal no dia seguinte ela encontraria Lily Paige sua futura chefe, e começaria seu trabalho na fundação Once Upon A Time.

 

***

 

Killian recebeu a ligação de Emma, animado, mas as noticias que loira lhe dera foram banho de água fria. Embora ele entendesse que caminho, para conseguir a confiança da filha novamente não seria fácil. Só que moreno tinha se proposto uma mudança desde que voltará de viagem, e parte dessa mudança era aceitar as consequências de atos passados.

— Tudo bem Emma. Eu a entendo. Ela ainda está chateada e não confiança na minha palavra. — Killian respondia a Emma no telefone.

Não desanima Kill, você está tentando. Anna só precisa de um tempo. — A loira tentava animar Jones do outro lado da linha.

— Eu não estou desanimando Emma, Anna terá todo tempo do mundo. Não quero forçar ela a nada.

Eu fico feliz de te ouvir falar assim Jones, e ao menos Ben está animando com sua volta.

— Ben é um amor garoto, tudo é sempre simples com ele. — O moreno afirmou. — Swan?

Sim, Kill. Eu ainda estou lhe ouvindo.

— Diga a Regina para ter paciência com Anna. — Ele pediu e deu um longo suspiro.

Eu tenho certeza que Regina terá, mas fique tranquilo que direi a ela.

— Então, vá ajuda-la Swan e cumpra seu papel de segunda mãe da minha filha. — Emma sorriu do outro lado da linha.

O avanço entre eles acontecia rápido, mas ao mesmo tempo naturalmente.

Já estou indo Kill, boa noite então.

 — Boa noite, Swan. — O moreno disse pela ultima vez antes de finalizar a ligação.

 Aquela noite Killian resolveu mergulhar no trabalho e começou a analisar processo que estavam pendentes enquanto esteve fora. Enquanto olhava uma papelada, uma das pastas lhe chamou atenção. Fundação Once Upon A Time trabalho *pro bono.  Curioso ele abriu a pasta e quando começou a ler o conteúdo lhe interessou. Uma fundação que ajudava pessoas com câncer era algo altruísta. E talvez ajudar seria algo bom, tanto para pessoas que utilizavam aquele lugar quanto para ele mesmo.

 — Trabalho voluntário? Porque não Killian Jones. — O moreno murmurou consigo mesmo e continuou a ler o conteúdo da pasta.

 

***

 

Regina esperou cerca de uma hora, para finalmente bater na porta do quarto da filha. Anna por sua vez, temia uma bronca vinda da morena. E verdade era que a menina não queria falar sobre seu pai, não ainda. A mágoa e a decepção ainda estavam guardados, em seu coração e a garota precisava de tempo para superar.

— Anna. — Regina chamou pela filha dando leves batidinhas na porta. — Filha, nós precisamos conversar.

 Mesmo sem obter resposta, a morena entrou assim mesmo. Ela encontrou a filha encolhida no canto da cama, seu coração se partiu, pois tinha certeza que garota tinha chorado.

— Eu não quero falar sobre meu pai, mãe. — A garota disse baixinho, quando percebeu a presença da mãe em seu quarto.

 Regina foi até a cama, se deitou ao lado da filha e envolvendo em abraço carinhoso.

— Não precisamos falar agora se não quiser, mas eu só quero que saiba filha. Que eu estou aqui, e a Emma também e estaremos sempre e você tem todo tempo do mundo.

Anna sentiu o conforto nos braços da mãe, e se permitiu chorar e liberar toda magoa que tinha guardado por tanto tempo.


Notas Finais


Capitulo meio morno, mas eu precisava dele para, acertar as coisas entre a família e Killian. E tem o bônus de algumas cenas da família Swan Mills. Fiquem tranquilos que a Anna não vai voltar a ser mala, só vai querer ver realmente se o pai mudou mesmo. Não esqueçam de me deixar uma opinião ou sugestão, nos comentários. Até!

Qualquer duvida me encontrem no twitter: @VulgoSkye


* Pro bono é um tipo de trabalho voluntario feito por advogados em qualquer área jurídica, que consiste em defender algum caso ou processo sem cobrar nada.


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