História Lado a Lado - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Kanon de Gêmeos, Miro de Escorpião, Saga de Gêmeos
Visualizações 108
Palavras 2.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu já disse que eu sou muito abafada ? Pois é, a questão É que eu não aguento esperar as outras fics acabarem... Esse é o meu ponto fraco...

Capítulo 1 - A Decisão


A última coisa que Saga pretendia para sua vida era ter de cuidar de uma criança.  Até a morte da irmã Saori,  Saga Geminni havia tratado o sobrinho como qualquer outro tio solteiro faria,  visto ele aos finais de semana e não se esquecendo de comprar presentes no seu aniversário e Natal. E havia sido,  por si só,  suficiente.

    Porém tudo mudou em uma noite chuvosa,  uma curva errada e a pouca vida de sua irmã,  fora reduzida cruelmente.  Como ela nunca havia tratado de um testamento ou traçado futuros para Milo,  Saga não fazia ideia do que aconteceria com seu filho de seis anos.  Não havia pai na história.  Saori nunca revelou quem era o pai da criança,  nem para os amigos mais próximos.  Saga tinha quase certeza de que ele nem sabia da existência do garoto.

    Quando Saori se mudou para a Itália,  Ela se juntou a uma turma de músicos e artistas.  Assim, teve vários relacionamentos,  curtos,  que lhe proporcionaram uma curta alegria e toda loucura artística que Saori desejava.  As vezes, no entanto,  era preciso admitir que necessitava de um bom salário e realização pessoal.  Tentou um emprego em direitos humanos,  mas acabou conseguindo vaga em uma empresa de computação,  com um bom salário.  Mas os juros vieram mais tarde,  quando Saori descobriu estar grávida. 

    - É melhor para todos se ele não estiver envolvido - disse certa vez quando Saga lhe questionou sobre o marido.

    - Você precisa de ajuda, - protestou Saga - criar um filho não é fácil,  esse homem deve ajudar pelo menos com as obrigações financeiras.

     - Posso lidar com isso sozinha.

    - Saori...  Cuidar de um filho sozinha não é algo que eu deseje para ninguém.

   - Você nunca pensou em ser pai,  Saga.  O que é completamente compreensível,  tendo em vista um passado como o nosso. - ponderou Saori - Mas eu quero ter essa criança.  E vou fazer um bom trabalho.

    E fez.  Saori se revelou uma mãe responsável,  paciente e gentil com seu único filho;  protetora sem ser supercontroladora.  Só Deus sabe de onde esses talentos maternos tinham surgido,  afinal não os tinha aprendido com seus próprios pais. 


    Saga não tinha dúvidas de que ele não possuía esses instintos.  E foi por isso que recebeu o choque após o outro ao descobrir que não só havia perdido uma irmã, como acabarade ganhar uma filha. 

    Ser nomeado tutor de Milo não era algo que ele havia imaginado.  Conhecia suas próprias capacidades e sabia que ser pai não era uma delas. Os riscos eram altos demais.  Não havia jeito de ele poder dar um bom exemplo ou guiar um filho pelas duras estradas da vida.  Ele não tinha essas qualificações. 

    Saga e seus irmãos haviam sido criados por pais cuja versão materna fora uma guerra de atritos e os filhos eram usados como peões. Como resultado,  os três irmãos Geminni - Saga,  Kanon e Julian - seguiram caminhos diferentes ao chegarem a idade adulta.  Saori por outro lado,  ansiava pelo tipo de ligação que sua família nunca teve.  Finalmente encontrara-a em Milo e,  com isso,  sentiu que tinha sorte. 

    No entanto,  uma meia volta errada do volante,  um trecho de pista molhado,  um movimento fora de controle,  e tudo acabou.  Ela havia deixado uma carta para Saga,  junto ao testamento. 

     Não há outra escolha além de você. Milo não conhece nem um pouco o Kanon nem o Julian. Escrevo isso esperando que você nunca tenha que ler, mas, se estiver lendo...  Cuide do meu filho,  Saga.  Ajude-o.  Ele vai precisar de você.  Eu sei que isso pode parecer enlouquecedor. Desculpe-me. Sei que não quer isso. Mas eu preciso de você, o Milo precisa de você. Comece amando-o. O resto se resolverá.

    - Você vai mesmo ficar com ele ? - perguntou Kanon a Saga no dia funeral, depois de estarem à sós.

    Tinha sido duro ver a casa da mesma maneira que Saori havia deixado. Sinistro.

    - É claro que vou ficar com ele - respondeu Saga - O que mais posso fazer ?

    - Tem o Julian. Ele é casado. Por que a Saori não deixou o Milo para ele e a Mino ?
 
    Saga lhe deu um olhar expressivo. O casamento do irmão mais novo era conturbado. Ele fazia coisas simples que pareciam inofensivas mas na verdade eram mal-internacionais.

    - Você deixaria seu filho para eles ? - perguntou Saga

    Devagar, Kanon fez que não com a cabeça.

    - Acho que não.

    - Então, você e eu somos tudo que o Milo tem.

    Kanon virou-se para ele com um olhar cuidadoso.

    - Você é que está aceitando isso Saga,  não eu. Há um motivo para a Saori não ter me nomeado tutor. Não sou bom com crianças.

    - Você ainda é tio do Milo.

    - Sim, tio. Minhas responsabilidades estão limitadas a fazer piadas com funções do corpo e beber muita cerveja nos almoços de família. Não faço o tipo paterno.

    - Nem eu. - disse Saga, sério - Mas temos de tentar. A menos que você queira entregar o garoto para a adoção.

    Com uma careta, Kanon esfregou o rosto com as mãos.

    - Qual a opinião de Shaina sobre isso ?  

Saga moveu negativamente a cabeça à menção de sua namorada, uma pintora que havia conhecido à pouco tempo.

    - Só estou com ela há alguns meses. Ou ela vai lidar com isso ou vai embora... Fica por conta dela. Não vou pedir que ajude. A responsabilidade é minha. E sua.

    - Talvez eu possa ficar de babá um dia. Mas não conte muito com a minha ajuda; dediquei tudo o que tenho no vinhedo.

    - Exatamente o que eu falei para você não fazer, gênio.

    Os olhos de Kanon, do mesmo azul escuro de Saga, se estreitaram.

    - Se eu ouvisse os seus conselhos, estaria cometendo seus erros, não os meus.

    Ele fez uma pausa.

    - Onde a Saori guarda a bebida ? 


    - Na despensa. 


    Saga foi até um armário, encontrou dois copos e os encheu de gelo.

    Kanon procurou na despesa. Foi atéa mesa com uma garrafa de uísque. Saga empurrou um copo para ele.

    Kanon não parou de colocar bebida nos dois copos até eles estarem com uma quantidade generosa.

    Voltaram aos seus lugares um em frente ao outro, ergueram o uísque em um brinde silencioso e beberam. Era uma boa bebida. Saga a sentia escorregar pela garganta, rasgando.

    Ele encontrou um consolo inesperado na presença do irmão. Parecia que a história triste de sua infância tinha sido esquecida. Eram adultos agora, com um potencial para amizade que nunca existiu antes.

    Com Julian, no entanto, nunca era possível se aproximar o bastante para gostar ou não dele. Ele e a esposa, Mino, tinham ido ao funeral mas não ficaram mais do que quinze minutos e depois foram embora sem falar com ninguém.

    - O que a Saori acharia de eu levar o Milo para a Grécia ? - perguntou Saga duvidoso, ao irmão.

    - Com o se ela fosse fuçar surpresa. A Saori sabia muito bem que você nunca deixaria a Grécia, ainda mais para morar na Itália.

    Saga assentiu, sentindo-se vazio, infeliz.  

    - Ele disse alguma coisa hoje ? - perguntou Kanon virando o resto do copo de uísque - Não ouvi o Milo dizer nada.

    Era verdade. Desde que haviam lhe falado da morte da mãe, Milo se manteve quieto, respondendo as perguntas com um gesto de cabeça. Tinha uma expressão distante, triste parecendo ter se recolhido em um um mundo interno que não ninguém poderia entrar.

    - Nada - respondeu Saga - Se ela não começar a falar até amanhã, vou levá-la ao psicólogo - ele soltou um suspiro trêmulo antes de continuar - Tem uma coisa que eu preciso falar com você. Morar no meu apartamento em Atenas não vai dar certo para Milo e eu. Só tem um quarto e não tem quintal para ele brincar.

    - Você vai vender ?

    - Alugar, talvez.

    - E depois, para onde você iria ?

   Saga pensou por um longo e cuidadoso momento.

    - Você tem bastante espaço. 


     Os olhos de Kanon se arregalaram.

    - Não tenho, não.

    Dois anos antes, Kanon havia comprado uma grande propriedade em Atenas em busca do antigo sonho de abrir sua própria vinícola. O terreno com sua areia bem drenada, solo de cascalho e clima fresco, era perfeito para um vinhedo. Junto com a terra, viera uma casa de fazenda aos pedaços e cavernosa com uma varanda em toda a volta, imensas janelas uma grande torre no canto e telhas de barro rústico.

    'Precisando de reparos' era uma  expressão gentil demais para aquela situação, com seus rangidos, afundamentos e gotejamento estranhos. Porém a casa tinha três favores a seu favor : havia espaço mais que suficiente para dois solteiros e uma criança de seis anos, havia um grande quintal e pomar, e sua localização em Atenas era a parte favorita de Saga.

    - Não vai rolar - disse Kanon sem rodeios - Gosto de morar sozinho.

    - O que você tem a perder se nos deixar ficar com você ? Não tem um único aspecto na sua vida no qual fôssemos interferir.

    - Você está brincando, né ? Sabe como é a vida para caras solteiros com filhos ? Você perde todas as mulheres gostosas porque nenhuma quer cuidar de crianças. Nada de fins de semana espontâneos, nada de balada, nada de dormir tarde. Nunca.

    - Você não faz essas coisas agora - observou Saga - Passa todo o tempo no vinhedo. Vamos lá Kanon, não é para sempre.

    Kanon baixou a cabeça para a mesa como se fosse bater nela e, depois, contentou-se em apoiar-se nela.

    - Eu tinha planos para os meus vinte e quatro anos - disse ele, com a voz abafada - E nenhum deles incluía crianças.

    - Nem eu.

    - Não estou pronto para isso.

    Saga deixou seu tom discretamente persuasivo.

    - Pensei nisso desta forma... Vamos começar devagar. Vamos ser os guias da vida do Milo. Guias tranquilos, que nunca inventam besteiras como "punições razoáveis" ou "porque eu disse que sim". Já aceitei o fato de que não vou fazer o melhor trabalho de criação... Mas diferentemente dos nossos pais, meus erros vão ser benignos. Não vou dar um tapa nele quando não limpar o quarto. Nada de manipulação psicológica. É melhor para ele do que ser criado por estranhos.

    Alguns palavrões emergiram dos braços cruzados de Kanon. Como Saga esperava, o senso de justiça do irmão falou mais alto.

    - Certo - suspirou antes de continuar - Mas vou precisar da sua ajuda para concertar a casa - Saga assentiu - Vamos tentar por alguns meses, mas se não der certo para mim, vai ter que levar o Milo para outro lugar.

    - Seis meses.

    - Quatro.

    - Seis.

    - Tudo bem, droga ! Seis meses.

    Kanon serviu mais uísque.

   - Céus ! - resmungou ele - Três Geminni sob o mesmo teto. Um desastre prestes a acontecer.

    - O desastre já aconteceu - disse Saga, brevemente. Os gêmeos foram interrompidos pelo barulho de pés suaves se arrastando no corredor.

    Milo chegou à entrada da cozinha. Ele havia saído da cama e estava ali com uma expressão confusa pelo sono. Um pequeno refugiado usando pijama azul, os pés pálidos no chão de madeira polida.

    - O que foi, pequeno ? - perguntou Saga com delicadeza, indo até ele é o pegando no colo.

    - Não consegue dormir ?

   A pressão leve sobre seu ombro, a massa macia de cabelos loiros e o cheiro de xampu de morango, o encheram de ternura.

Comece amando-o. 

    - Vou colocar você para dormir, gatinho - disse Saga - Você precisa dormir. Temos vários dias cheios pela frente.

    Kanon os seguiu enquanto Saga carregava Milo de volta para o quarto.    Acomodando Milo na cama, Saga olhou em seus olhos azuis melancólicos. É sorriu para o menino.

    - Quer que eu conte uma história ?

    Milo fez que sim com a cabeça, seu olhar passando depressa para Kanon que se escorava no batente da porta.

  - Era uma vez três ursinhos... - começou Saga

    - Dois tios ursos - Kanon completou - e um ursinho bebê.

    Saga deu um sorriso fraco enquanto acariciava os fios loiros do sobrinho.

    - Eles moravam em uma casa perto do mar... 



Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem, por favor...

Kissus ^^


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