História LADO B - Capítulo 17


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Categorias Cameron Dallas, Justin Bieber, Selena Gomez, Shawn Mendes
Personagens Cameron Dallas, Justin Bieber, Selena Gomez, Shawn Mendes
Tags Justin Bieber, Shawn Mendes
Exibições 7
Palavras 1.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - VERDANA


 

Eu não tinha ideia para onde eu estava indo.

 

Dirigi cerca de quarenta minutos por ruas em que eu nunca estive. Bom,

não que eu conheça Londres como a palma da minha mão mas, nas vezes

que estive aqui conheci muito da cidade e definitivamente não me lembro

de que essa parte dela existe.

 

Contornei ruas, pontes e vielas da capital inglesa, ficando cada vez mais distante

do centro.

 

Eu não estava entendendo nada. Porque a polícia me ligou dizendo que eu era

o único contato de Shawn? Isso não podia ser verdade porque, aquele cara não

deveria estar lá por um acaso. Ele parecia saber que Shawn estava naquele

prédio. Ele entrou naquele carro.

 

E, porque isso está me incomodando tanto?  Porque eu deveria me importar?

 

Eu deveria fazer o retorno e esquecer isso tudo mas, eu não consigo mais, eu não

consigo deixar de me preocupar com ele, ou, isso é mais sobre mim?

 

Eu já nem sei mais.

 

 

O carro que eu seguia entrou em uma rua nos fundos de vários edifícios industriais, ou,

eu acho que esse é um bairro industrial.

 

Eu estacionei o mais longe que pude, claro, o suficiente para ver tudo.

 

Os dois ficaram dentro do carro por alguns minutos até as portas se abrirem e eles saltarem

para a calçada, olhando em volta como se tivessem esperando que alguém os surpreendessem.

 

Em seguida entraram por uma abertura de uma cerca que separava a calçada de um terreno

baldio ali perto. Os dois desaparecendo do meu campo de visão assim que atravessaram a 

grade.

 

Meus dedos estavam brancos de tanto eu apertar o volante. Percebi isso só quando peguei um boné

do porta luvas do carro, jogando o capuz do moletom por cima dele antes de sair do carro, observando

tudo a volta.

 

Atravessei a rua depois de ativar o alarme, passando pelo carro que segui até aqui. A rua estava mal 

iluminada mas percebi que do outro lado da grade não existia um terreno baldio.

 

Além da cerca existia um terreno com vários vagões de trem estacionados sobre os trilhos. 

 

Eu tinha que saber o que eles estavam fazendo aqui e, o que eu estava fazendo aqui já que os segui,

atravessei a cerca na mesma abertura. Pisando na grama alta do terreno pedregoso do outro lado,

já caminhando em direção aos vagões, sem saber exatamente para onde ir.

 

-Hey!

 

Me virei para o dono da voz desconhecida que gritou para mim mas, haviam não só

um cara mas três pessoas. Dois caras e uma garota vindo na minha direção, sorrindo

e brincando uns com os outros.

 

-Você tá perdido cara? A Verdana fica para o outro lado, depois da passarela.

 

-Hã...claro, eu acho que me confundi - Eu não fazia ideia do que ele estava falando e,

nem do que eu mesmo estava mas, entrei na onda acompanhando o trio de amigos

até que percebi que a garota não parava de me encarar.

 

Será que ela percebeu que sou eu?

 

-Hey, você não é daqui não é?

 

Puta merda.

 

-Hã...não, eu sou dos, Estados Unidos. É...tô aqui pra conhecer a cidade. 

 

-Legal, eu percebi por causa do seu sotaque, é diferente mesmo. Seu jeito

também, você até me lembra alguém sabia? kkk

 

 

-Tá legal, chegamos!

 

Um dos caras cortou nossa conversa e eu dei graças a Deus por isso.

Eu só não entendi o que ele queria dizer com "Chegamos" já que estávamos parados

em uma plataforma de trem sozinhos. Apenas os trilhos a nossa frente.

 

-Lá vem ele!

 

-Ele? Quem tá vindo, quem é?

 

 

-Não é quem é o quê kkk O trem tá vindo. O lugar onde a festa nunca para. 

 

 

Aquilo estava ficando cada vez mais estranho. Olhei para ambos os lados até ouvir o som

ao longe. Então as luzes de um trem surgiram ao longe.

 

-Corre cusão!

 

Um dos caras gritou. Me dei conta que eles já estavam longe correndo a beira da plataforma,

o trem passando por mim, o vento do veículo sacudindo minhas roupas, alcançando os três

amigos, as portas dos vagões se abrindo, então, eles saltaram, para dentro do vagão.

 

-Pula pra dentro logo caralho! Anda!

 

Comecei a correr, tentando parear minha velocidade com uma das porta abertas. Então,

dei um impulso com os pés, tropeçando e caindo de costas entre várias pessoas

dentro do vagão.

 

Me levantei, limpando o pó da roupa sob olhares divertidos e gargalhadas dos outros ocupantes

que se divertiram com a minha performance.

 

Várias pessoas dançavam ao som de música eletrônica, luzes neon sobressaltavam as roupas de

alguns baladeiros dentro do trêm.  Caixas de cerveja e outras bebidas espalhadas pelos cantos do vagão.

 

Eu havia quase esquecido por qual motivo eu estava ali, até vê-lo à alguns metros a frente, encostado na

parede do trem, um copo na mão, aquele...cara, perto dele de uma forma estranha.

 

Próximo demais. De uma forma que fez alguma coisa dentro do meu peito queimar.

 

Me aproximei mais, parando a poucos metros, pegando uma cerveja de uma das caixas térmicas no chão.

 

Sem tirar os olhos dos dois.

 

Eu não conseguia entender nada que os dois diziam. Arrisquei mais alguns passos mas mesmo assim

não pude ouvir nada por causa da música alta e de outras pessoas ao redor.

 

Shawn parecia outra pessoa. Ele sorria com seja lá o que o  cara estava dizendo e, nossa, o sorriso

dele. Era a primeira vez que o via sorrir assim.

 

Eu não consegui parar de olhar pra ele. Aliás, para os dois juntos. 

 

Eu não conseguia deixar de me sentir...traído. Será que seria essa palavra?

 

Eu não o conheço. Praticamente não sei nada a respeito dele, pelo menos não

dos lábios dele. O máximo que conversamos foi em meio ao choro e lágrimas

e isso não nos tornou exatamente amigos ou coisa do tipo.

 

Eu não deveria me sentir assim. Simplesmente não fazia sentido eu me sentir parte

da vida dele de alguma forma.

 

Eu deveria ir embora e...

 

O cara pôs a mão na cintura dele, falando alguma coisa em seu ouvido que o fez 

gargalhar.

 

Já chega disso.

 

-Engraçado como o mundo é pequeno e como Londres é ainda mais não é Shawn?

Engraçado nos encontrarmos aqui.

 

Os olhos bonitos de Shawn se estreitaram quando ele olhou pra mim. Uma expressão 

que misturava surpresa e talvez interesse, será?

 

Mas a surpresa mesmo não foi a dele, e sim a minha quando o cara que estava com ele

se virou pra mim e assim, frente a frente não havia mais dúvidas.

 

Eu o conhecia sim. 

 

Era o cara que me agrediu quando cheguei na boate aquela noite ao pedir uma bebida 

pra Aria.

 

Era o tal de Cameron.



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