História Lado Escuro da Lua - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Daniel Mologni, Igor Cavalari, Júlio Cocielo, Lukas Marques, Personagens Originais
Tags Aventura, Daniel Mologni, Julio Cocielo, Lukas Marques, Romance, Suspense
Visualizações 57
Palavras 660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Você se lembra disso?


Ela aproveitou que agora eu estava conseguindo falar e entender tudo que ela dizia e me contou os detalhes sobre o meu estado:
- Você chegou aqui no banco de trás de um Audi com dois rapazes. Eles ligaram para a Emergência do caminho e uma equipe já estava na porta esperando por você quando chegaram. Tivemos que te colocar às pressas no oxigênio e aplicar adrenalina para que não sofresse outra parada cardiorrespiratória. Sua primeira tomografia indicou uma possível fratura na costela VI. Te levamos para a cirurgia, mas não conseguimos prosseguir porque você não podia perder mais sangue do que já tinha perdido com a hemorragia que encontramos no seu abdome. Analua, você estava nua, no limite da desidratação, cheia de escoriações e com muitos hematomas pelo corpo e aparentemente foi vítima de estupro e espancamento... você se lembra disso?
Eu estava com os olhos marejados quando ela terminou de falar. Sim. Infelizmente eu me lembro de cada detalhe das quarenta e oito horas que passei nas mãos de psicopatas.
Ainda era possível sentir o cheiro daquele lugar frio e imundo, sem contar que ainda estava lidando com as dores que eles me causaram. Balancei a cabeça afirmativamente e ela sugeriu (praticamente exigiu) que eu chamasse a polícia, contasse tudo sobre o sequestro e o que fizeram comigo, mas eu não queria falar sobre isso com ninguém, principalmente com a polícia. Afinal, o que eles poderiam fazer? Prender um dos maiores magnatas do país? Aquilo provavelmente estava sendo aprovado e patrocinado pela polícia, porque até onde eu sabia, meu próprio pai tinha deixado que isso me acontecesse, e ele não era um homem que tivesse qualquer problema com a lei mesmo vivendo sempre à margem dela.
O celular dela despertou indicando que eu tinha conseguido passar uma hora inteira sem nenhum tipo de apneia, isso significava que eu poderia finalmente sair da UTI, aquele lugar era realmente deprimente.

Por algum motivo eu sentia que aquilo não era o fim. Sentia que os fantasmas do meu passado continuariam me seguindo de perto, aquelas vozes voltavam a ecoar na minha cabeça todas as vezes que o silêncio se fazia presente, sempre sussurrando palavras de morte e tentando me convencer de que este deveria ter sido meu destino. Seria possível que eu não merecesse estar viva?
Já nas primeiras horas fora da UTI Lukas veio me visitar. As olheiras profundas e o cabelo alvoroçado denunciavam as longas horas em que ele montava guarda no hospital, revezando entre a sala de espera e o corredor. Assim que recebeu autorização para me ver ele entrou no quarto como um furacão e me puxou direto para um abraço caloroso e pela primeira vez em mais de uma semana eu sorri.
Sem nenhuma palavra ele me disse tudo que eu precisava ouvir e passamos longos minutos ali, apenas observando as lágrimas marejarem os olhos do outro.
Ele se sentou ao meu lado e me abraçou junto ao seu peito, acariciando meu cabelo enquanto falava comigo sobre como as coisas estavam na casa dele.
Depois de alguns minutos minha mente divagou e eu deixei de escutar tudo que ele dizia. Tudo que eu conseguia pensar era no sequestro, mais precisamente em como o Lukas chegou até mim.
- Como você?... – Questionei, mas ele me silenciou com um aceno negativo da cabeça e disse que eu não devia pensar naquilo tudo, não ali, nem daquele jeito.
- Você precisa se concentrar em ir logo pra casa, porque eu não aguento mais dormir em corredor de hospital.
- Vou garantir que ela cumpra sua exigência. – Ana havia entrado no quarto para anunciar que o horário de visitas tinha encerrado.
Antes de sair o Lukas me deu um abraço longo. No momento de me soltar ele encostou sua testa na minha e colocou a mão em meu rosto, acariciando-o, e quando eu achei que ele ia me beijar ele se afastou bruscamente e foi embora me deixando uma piscadinha. 


Notas Finais


Espero que estejam gostando!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...