História Lado Escuro da Lua - Capítulo 27


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Categorias Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Daniel Mologni, Igor Cavalari, Júlio Cocielo, Lukas Marques, Personagens Originais
Tags Aventura, Daniel Mologni, Julio Cocielo, Lukas Marques, Romance, Suspense
Visualizações 48
Palavras 691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Lembranças


Ana parecia muito interessada na nossa relação, pois ambos insistíamos em dizer que ele não era meu namorado, mas de acordo com ela a forma como ele me olhava, tal como meu sorriso bobo incontrolável na presença dele não nos deixava esconder o que sentíamos um pelo outro.
Pedi a ela que mudássemos de assunto e assim ela o fez:
- Analua, você precisa avisar alguém da sua família que está aqui. – Insistia com desespero por trás de suas palavras.
- Esse papo de novo, não. – Revirei os olhos, farta de tanta insistência.
De acordo com ela o hospital não permitiria que eu saísse desacompanhada de um responsável por eu ainda ser menor de idade, então ela precisava comunicar alguém para que fossem me buscar quando eu tivesse alta.
Ela sabia que eu tinha sofrido algum tipo grave de violência, mas não imaginava que a ideia de um sequestro partiria da mente doentia de meu próprio pai.
Pedi que me deixasse sozinha, pois queria pensar no que fazer em relação a isso, mas assim que ela saiu eu aproveitei apenas para chorar. Eu não conseguia me imaginar voltando para aquela casa depois de tudo que tinha acontecido. Será que meu pai estava preocupado comigo? Será que minha mãe sabia de tudo que estava acontecendo? Será que minha família tinha sentido minha falta?
Eu não tinha certeza de quantos dias fiquei “desaparecida”, mas que desculpa meu pai daria para minha mãe? Seria possível que ela soubesse de tudo e concordasse com isso?
Meu estômago embrulhou com a remota possibilidade de que minha família não desse importância ao fato de que eu estava nas mãos de psicopatas.
Estava tão alheia a tudo que não notei que o quarto em que eu estava favorecia a visão para a Lua, e que estava chovendo. Chamei Ana e pedi a ela que mudasse meu leito para perto da janela, ela saiu do quarto e voltou alguns instantes depois com dois enfermeiros, que empurraram a maca cuidadosamente para o lado.

Eu me sentia muito melhor quando olhava para a lua, era uma espécie de terapia para mim, pois me ajudava a esclarecer muitos pensamentos. Naquela noite não foi diferente.
Fiquei senta observando as lágrimas de chuva que molhavam o vidro da janela, levavam as folhas do chão, espantavam os pássaros, que davam lugar aos relâmpagos no céu e corriam pela face dos desavisados, que se protegiam com suas bolsas e casacos, sempre evitando essa dádiva da natureza.
Meu coração gritava pela vontade incessante de sair daquele hospital e ir ao menos até o jardim para sentir na pele as gotas frias inundarem pouco a pouco a minha alma, mas já que não seria possível me contentei em apenas abrir uma fresta da janela e sentir o vento úmido tocar meu rosto. Fechei os olhos e me concentrei no cheiro da chuva que se misturava ao de esterilização, inspirei forte e senti o ar preencher meus pulmões como se fossem balões de festa.
Não sei exatamente em que momento notei o silêncio absoluto no quarto, mas ele foi interrompido pelas malditas vozes que voltaram a me atormentar. Elas não eram mais claras e próximas como antes, agora vinham como sussurros distantes e maliciosos e eu conseguia ouvir até mesmo suas risadas sarcásticas. Elas me assustavam, me causavam arrepios, mas em geral eu conseguia afastá-las com outro barulho qualquer.
Comecei a pensar em outras coisas para fazê-las dispersarem, e entre um pensamento e outro acabei chegando no dia do meu aniversário de dezessete anos. Lembro-me como se fosse hoje do momento em que desci as escadas da minha casa e me deparei com uma festa surpresa organizada pela Nina.
Alguns “amigos” do colégio batiam palmas e gritavam meu nome enquanto meus pais se recolheram por conta do barulho, eu estava radiante, pois eu nunca tinha recebido tantas pessoas em minha casa. Comemos, bebemos, dançamos, conversamos e a noite acabou com muitos bêbados e algumas pessoas na piscina. Achei que aquele seria o início de uma nova fase, e de certa forma eu não estava errada, pois alguns dias depois eu conheci o Lukas e tudo se desenrolou até aqui. 


Notas Finais


Espero que estejam gostando!


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