História Lados Opostos - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Flavia Pavanelli, Lionel Messi, Neymar, Oscar Emboaba
Personagens Neymar, Oscar Emboaba, Personagens Originais
Tags Bruna Marquezine, Drama, Flavia Pavanelli, Futebol!, Neymar, Olimpíadas, Romance
Exibições 126
Palavras 3.972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteeeei, ó U_U Trouxe uma novidade pra vcs! FINALMENTE postei WHEN WE COLLIDE!!!!! EBAAAAA!!!! Podem comemorar, surtar, pular, gritar, lamber a tela do seu PC ou do seu phone ashuashua! Publiquei a fanfic e a repercussão foi muito boa, sério, estou muito feliz por terem aceitado tão bem WWC! Caso vc não saiba o que eu estou falando e tá boiando completamente, vou deixar o link nas notas finais! Deem um pulo lá, confiram a sinopse, comentem, favoritem e divulguem pra todas as suas coleguinhas kkkkk! Um aviso rápido: Esse é o ÚNICO capitulo que eu tenho pronto, por isso exagerei nas + de 3000 palavras!

Ps: Os capitulos de WHEN WE COLIDE serão postados SEMANALMENTE, ou seja, uma vez na semana! #ÑChorem

Ps2: To surtando com a amizade do Ney com o Justin! Sério, os meus crushs estão reunidos, postando muitas fotchenhas pra nos alegrar!

Trilha sonora de hoje: Pra Sempre com Você - Jorge e Mateus.

É muito importante que vcs escutem!

Capítulo 14 - Violeta - Eu sou ViMar, seus haters desgraçados!


Fanfic / Fanfiction Lados Opostos - Capítulo 14 - Violeta - Eu sou ViMar, seus haters desgraçados!

 

— E... Neymar do Barcelona — Micale falou por fim, me fazendo suspirar aliviada como uma boba. 
    
    Ele foi convocado, isso era concreto a partir de hoje. Eu estava imaginando como ele deveria estar feliz, comemorando com a família e com aquele sorriso largo e brincalhão no rosto. Pensar nele me deu um aperto no peito ao visualizar mentalmente que ele deveria estar comemorando ao lado da namorada. Namorada essa que era linda, rica e queridinha pela mídia. Neymar Júnior e Bruna Marquezine tinham tudo em comum, tinham fã-clubes e eram conhecidos pelo mundo todo. E apesar da imprensa não saber sobre o namoro escondido deles, eu podia abrir uma página da internet e ver uma matéria sobre as possíveis chances de ambos voltarem. Eu não sabia como era esse 'negócio' de estar apaixonada — até porque a última vez que eu namorei faz alguns meses atrás e eu nem sei se aquilo poderia ser denominado de paixão — mas sabia que as emoções que eu andava sentindo nos últimos tempos me fizeram repensar em muitos aspectos. Por exemplo, eu estava com ciúmes só de pensar que Neymar poderia estar comemorando com a Bruna e a família; estava ficando irritada ao pensar na hipótese deles... Deles estarem....
 

  Eu arregalei os olhos, me engasgando com a própria saliva ao começar a delirar desse jeito. Fala sério, eu não passava de uma mulher iludida que acha que vai conseguir chamar a atenção de um homem como aquele. 
   

O que ele veria em mim se tem Bruna Marquezine como namorada? 
 

  — O quê? Querida, você tem mais carne na bunda que a Marquezine tem no corpo todo — Max exclamou ficando na minha frente. Demorou uns segundos para eu perceber que tinha falado em voz alta. — Agora, levanta! Tira esse seu traseiro grande do sofá e vai se trocar. Sua mãe, a Vivian, você e eu iremos sair pra se divertir. 
    
    — Qual é! — Bufei alto, vendo a Dona Veronica entrar na sala. — Mãe, como a senhora se deixou ser comprada por esse daí? 
    
    — Filha, mas é um boteco brasileiro! Você sabe como eu tô com saudades da comida do Brasil, menina? Tudo bem que eu sou uma ótima cozinheira e tal, mas eu tô há mais de um mês aqui e ainda não saí pra muitos lugares — Ela argumentou como se fosse a melhor resposta de todas. — Vai me dizer que não quer comer uma feijoada? 

    — Se ela não querer, eu quero — Minha irmã apareceu usando um vestido branco enquanto acariciava a sua barriga de melancia de quase sete meses. — Imagina só o gosto, o tempero, o cheiro...
    
    — Tá, tá bom! — Me dei por vencida de novo, jogando as minhas mãos para o ar. — Nunca se esqueçam que isso foi uma tortura contra a minha pessoa! 
    
    — Isso, vai lá! Fica bem bonita! — Max bateu palmas animadamente. Eu lancei um olhar mais cortante que navalha na direção dele. 
   

Quando eu havia acabado de tomar um banho demorado — obviamente sem molhar o cabelo —, eu tinha decidido que iria pela primeira vez desde que a minha mãe chegou aqui, que iria me divertir com a minha família. Apesar de não ter o meu pai por perto para completar a nossa diversão, eu iria me alegrar do mesmo jeito caso ele estivesse em Barcelona. Em meio a tudo isso, parei para pensar que caso eu não seja demitida — o que é bem provável — ir para o Rio de Janeiro faria com que eu matasse a saudade do seu Ademir. Os pensamentos positivos fizeram com que eu ficasse animada ao ponto de cantarolar. As vezes o meu humor era tão inconstante que até eu me surpreendia. 
    
    — Qual vai ser dessa vez? — Enruguei o nariz, olhando para o meu guarda-roupa com as portas escancaradas. Eu puxei uma regata de malha com alças finas e uma bermuda jeans de cintura alta, vestindo-o com cuidado e puxando o zíper lateral. Por fim, deixei meu cabelo solto e calçei o meu par de tênis brancos preferidos. Um rímel e batom salmão foi o suficiente para me achar apresentável para sair por aí. 
    
     — Nossa! Você tá arrasando, maninha! — Vivian me elogiou enquanto comia uma maçã. O alimento mais normal que eu já vi ela comendo desde que soube que estava grávida. 
    
    — Obrigado, obrigado — Me fiz de esnobe, o que resultou em um tropeço no tapete enrolado no chão. Sorte que eu cai sentada no sofá, mas isso não fez que nenhuma das pessoas presentes na sala segurassem a risada. 
    
    — Vamos logo antes que a Violeta acabe se matando — Mamãe falou, pegando as chaves do apartamento. 
    
    — Mãe, a senhora é tão engraçada! 
    
    
                *******
    
    Por incrível que pareça, a noite em Barcelona estava estranhamente bonita — o que não é raro tendo em vista que sempre fica assim —, o vento tão suave quanto uma pluma era refrescante e puro. As ruas por onde passamos estavam iluminadas e bastante movimentadas, com porções de jovens e adultos de diferentes faixa etárias indo e vindo, como se o seu divertimento estava apenas começando. A Espanha não se comparava nem de longe com o Brasil — até porque aqui as pessoas não jogam lixo na rua e não poluem tanto quanto lá — mas mesmo com todos os defeitos que o meu país de origem pode ter, senhor saudades é quase inevitável. Estou com saudades do calor infernal do Rio, do trânsito caótico de São Paulo, das buzinas irritantes dos motoristas e até de caminhar pela calçadão de Copacabana. 
   

— É aqui? — Vivian questionou ofegante depois que paramos em frente ao boteco do 'seu Dimas'.
   

— Sim! Legal, não é? — Max jogou a franja lateral para o lado, sorridente. — O que achou, dona Veronica? 
    
    — Parece ser aconchegante — Ela respondeu parecendo animada. — Não é, Violeta? 
    
    — Sim, mãe — Concordei sem humor, cruzando os braços na altura dos seios. 
   

— Credo, menina! Melhora essa cara — Vivian falou em forma de repreensão. 
    
    — Tá, desculpa.  Vamos entrar logo que eu tô com fome — Eu protestei, sentindo o meu estômago roncar. 
    
    — Tudo bem, sua apressada. 
    
    Uma vez que entramos, a primeira coisa que eu notei foi que estava tocando uma música cover de Jorge e Mateus — minha dupla preferida — ao vivo. Eu instantaneamente sorri com isso, começando a me alegrar. A segunda foi que estava tendo uma movimentação bastante grande de garçons e clientes. 
    
    — Parece ser legal...— Comentei por cima da canção alta. — Max, você... — Eu travei quando vi quem estava sentado há poucos metros de onde eu estava parada. 
    
    — Violeta! Olha só, o seu chefe tá ali... Vamos falar com ele — Max sorriu parecendo alegre com a presença do meu patrão ali. Eu apertei sem dó o seu braço, como se fosse um aviso para ele não fazer aquilo. — Para de graça menina! — O 'homem' que eu considerava como amigo me arrastou até onde Neymar estava. 
    — Violeta...? — Ele falou surpreso, mas com um sorrisinho estranhamente contente. 
    
    — Oi, — Eu acendi tímida por ser o centro das atenções. — Parabéns pela convocação! Eu estava assistindo e aí ele falou o seu nome... Imagino que esteja muito feliz — O parabenizei, vendo-o assentir cheio de orgulho. 
    
    — Eu tô sim — Ele sorriu cheio de orgulho. — Mas agora eu acho que o meu dia tá completo. 
   

Eu suprimi um suspiro por dois motivos: Neymar Júnior sugeriu que a minha presença estava o deixando mais feliz, e porque ele estava terrivelmente lindo vestido daquela forma. Nós ficamos nos encarando por tempo o suficiente, isso até alguém pigarrear ao meu lado. Era a minha mãe sendo estraga prazeres. 
    
    — Ah, sim! — Me toquei de que eu estava parecendo uma idiota olhando para ele daquele jeito. — Ahn... Essa é a minha mãe, Veronica, minha irmã, Vivian, e o meu amigo, Max. 
    
    — Prazer em conhecer vocês — Mamãe acenou. 
    
    — O prazer é nosso conhecer a mãe da Violeta. Ela é uma menina tão boa — Dona Nadine se levantou, caminhando até nós e cumprimentando do melhor jeito brasileiro: com dois beijinhos de cada lado do rosto. 
    
    — Aí meu Deus! De quantos meses você tá? — Rafaella perguntou para Vivian, com os olhos esbugalhados. 
    
    — Quase sete. Não vejo a hora dessa criança nascer. 
    
    — Ei, garçom! Coloca mais uma mesa aqui com a nossa e cadeiras também — Seu Neymar pediu. 
    
    Em menos de cinco minutos, a minha família se juntou com a família do meu chefe. Pareciam que ambas tinhas décadas de familiaridade, conversavam tão animados que eu fiquei com vergonha de interromper. Minha mãe falava com a dona Nadine sobre as belezas de Barcelona, Vivian conversava empolgada com Rafaella sobre como descobriu sua gravidez, e até Max estava sério e com pose de macho alfa conversando sobre futebol com o seu Neymar. Ótimo, eu era a excluída dali. 
   

— Não vai sentar? — Neymar questionou. O único lugar que sobrou era ao lado dele. — Se ficar em pé vai cansar as pernas. 
  

Eu mordi o lábio inferior, olhando para ele e depois para o chão. — Tá, tá bom! — Escorreguei o meu traseiro na cadeira ao lado dele. — Então... Olimpíadas, né?  
   

— Sim, eu tô muito feliz pela convocação. Deixei de disputar a Copa América porque sabia que poderia ter chances boas de conquistar o ouro. 
 

  — Seria um motivo de festa pros brasileiros caso vocês conquistem a medalha inédita — Eu o apoiei, batucando os meus dedos na mesa de madeira. 
   

— Sim, e o único beneficiado não vai ser só eu. 
    
    — Não? — Questionei confusa. 
    
    — Não, porque você também vai pro Rio — Ele sorriu brevemente para mim antes de desviar a atenção para um garçom que passava perto. — Vai querer alguma coisa pra comer? 
    
    — Só um suco de laranja, por favor — Pedi suavemente, arrancando uns pedacinhos de fiapos do meu jeans para concentrar a minha atenção em outro lugar. 
    
    — Sabe... — Neymar apoiou o braço na mesa, chegando mais perto de mim. Eu, estranhamente incomum, estava tímida de estar próximo dele. Vai ver era por tudo o que eu tinha aprontado. — Você não pareceu contente com a notícia. 

    Eu o olhei, bufando suavemente. — Pensei que você iria me demitir. 
    
    — Porque eu iria demitir você? 
    
    — Eu não ando sendo uma boa empregada ultimamente — Dei de ombros. 
    
    — E eu não ando sendo um bom chefe — Ele esticou sua mão, tocando carinhosamente nos meus dedos que estavam postos em cima da minha coxa. 
    
    — Mesmo assim, — Falei, mordendo o meu lábio inferior. — A coisa mais certa que você poderia fazer seria me demitir. 
    
    — Você quer que eu te demita? 
    
    — Bem... Não, ninguém quer entrar pra fila do desemprego. 
    
    Ele riu. Aquela risada verdadeira que fazia o coração de qualquer mulher derreter. 
       

 — Sabe porque eu não vou fazer isso? 
   

Ergui o meu meu olhar para ele de novo, arqueando uma sobrancelha. — Porque? 
    
    — Porque você é importante demais pra mim pra que eu faça isso — Neymar falou com sinceridade, subindo a sua mão e acariciando a minha bochecha com o seu polegar. 
    
    — Isso é errado — Murmurei baixo, mas como ele estava perto demais de mim, conseguiu ouvir. 
    
    — Eu não acho que seja — Teimou, aproximando o rosto mais perto do meu. 
    
    Eu gelei dos pés a cabeça, sentindo o meu coração bater tão rápido que eu comecei a imaginar que ele sentiria como eu estava ficando nervosa. Por um instante, prendi a respiração quando notei a minha garganta ficar seca. Eu odiava o poder que ele possuía sobre mim. Apenas um toque fazia a minha pele ficar quente e completamente arrepiada. Nós ficamos nos encarando por longos minutos, como se cada um quisesse memorizar cada minúscula perfeição e imperfeição um do outro. Eu estava em dúvida entre o impulso de beijá-lo na frente de todos ou resistir a tentação. E do modo como ele me encarava, sabia que esse era o nosso principal pensamento. 
    
    — Você quer que eu faça isso? — Ele cochicho no meu ouvido como se lesse a minha mente. Um arrepio percorreu a minha espinha, fazendo que eu suspirasse fundo. 
   

— E-eu...
    
    — Aí que lindos! — Eu levei um susto quando senti um flashe ser disparado. Em um solavanco, me afastei de Neymar e fiquei ereta na cadeira, olhando para frente. — Você gostou dessa foto, Violeta? 
    
    Rafaella murmurou sorridente, virando o seu celular na minha direção e mostrando uma foto minha com o seu irmão do jeito que estávamos há milésimos de segundos atrás. Eu ainda estava atordoada para assimilar algo, mas vi com certo aliviado que a imagem não dava para aparecer o meu rosto já que o meu cabelo estava caído na minha bochecha. Eu e Neymar estávamos de perfil, dava para identificar que era ele, mas não dava para ver a minha cara. Eu sorri nervosa, olhando ao redor e vendo que ninguém estava prestando atenção na gente já que eles estavam entretidos conversando. 
    
    — Eu tava pensando numa legenda do tipo: "Eles só querem ser feliz!" — Max sorriu animado na nossa direção. — O que você acha, Rafa? 
 

  — Perfeito — Ela começou a escrever algo no celular. Eu fiquei completamente gelada ao pensar na hipótese do que ela poderia estar fazendo. — Postei! 
    
    — Apaga! — Ordenei nervosa. — Apaga isso, pelo amor de Deus, Rafaella! — Supliquei querendo chorar. 
    
    — Ei, calma! É só uma foto — Neymar sorriu de lado, tentando me acalmar. 
    
    — O seu namoro vai se prejudicar com essa foto! — Argumentei amarga. 
    
    — Que namoro? — Ele riu. 
    
    — O seu namoro com a...
    
    — Não existe mais namoro, pelo menos não da minha parte. 
    
    — V-você não tá mais namorando? — Perguntei confusa. 
   

— Não, não tô — Ele falou, levando o copo de cerveja recém-chegada até os lábios. 
    
    Eu mexi o canudinho dentro do suco de laranja, aérea e tentando assimilar a notícia. Como ele terminou com ela? Será que realmente é verdade? Ele havia falado que era apenas da parte dele o término. Dúvidas rondavam a minha cabeça, me deixando perdida e confusa. Mas a faísca que incendiou dentro de mim fez com que eu relaxasse. 
   

Pelo menos naquele momento. 
   

— Vixi... — Max exclamou atônito. — Muitos likes na foto, mas tem muitos comentários meio zangados. Uns estão perguntando quem é a menina desconhecida, outros querem saber se é a possível volta de Brumar, outros tão desejando sorte ao casal mesmo não sabendo quem é a garota bonita misteriosa. 
    
    Eu ergui a sobrancelha, chocada com tanta coisa. 
    
    — Tão xingando muito você, Lê — Rafaella comentou, me fazendo engolir em seco. 
    
    — Eu sou #ViMar, seus haters desgraçados! — Max resmungou revoltado, apontando para o celular como se o aparelho tivesse culpa de algo. 
 

  — Max! — O repreendi, sentindo o meu rosto arder com o olhar de Neymar em mim. 
    
    — O quê? Eu shippo vocês dois, tá? 
    
    Ele ainda vai me matar de constrangimento. 
    
    — Tá vendo? — Eu senti ele sussurrar acalorado no meu ouvido. — Tem gente torcendo pra nós ficarmos juntos. 
    
    Aí meu Deus! 
    
    
                  *******
    
    
    Quando eu comecei a sentir o sono engolindo as minhas células, bati o pé impaciente e me levantei, terminando de tomar o suco de laranja e comer o bolinho de chuva. Limpei a garganta, atraindo atenção da minha mãe que conversava animadamente com a Dona Nadine e o seu Neymar. 
    
    — Já vou ir embora — Anunciei por cima da música alta. 
    
    — Mas já, filha? — Dona Veronica perguntou parecendo triste. — Tá cedo ainda. 
    
    — Eu tô com sono, quero dormir — Falei, dando de ombros. — Alguém vai comigo? 
    
    — Não, vou ficar aqui com a mamãe — Vivian disse, acariciando sua barriga. 
    
    — Max? — O chamei, procurando apoio. 
    
    — Vou ficar por aqui mesmo, florzinha — Ele deu um sorrisinho de lado. 
    
    — Bom... Já vou então, sabe? Sozinha nessas ruas desertas porque a minha família não quer vir comigo — Fiz um drama básico, colocando a mão no peito me fazendo de vítima. 
   

— Nossa! Que melodrama — Vivian fez pouco caso. Eu mandei língua para ela. 
    
    — O Júnior pode te levar — Dona Nadine sugeriu, sorrindo. 
   

— Ah, não, não! Eu tava brincando, eu posso voltar sozinha sim — Retruquei afoita. 
         

— Não, eu insisto. Tá tudo deserto por aí, Violeta. Deixa o Júnior te levar. 
       

— Ah, mas...
       

— Nem mais uma palavra, mocinha! Você vai e ponto! 
     

  Bufei suavemente. Eu e a minha boca grande. 
         

— Vamos? — Neymar perguntou com um sorrisinho de lado, balançando as chaves. 
   

— Tá, vamos — Resmunguei impaciente, saindo de dentro do boteco. 
   

— Sua casa? — Questionou, abrindo a porta do carona para mim. 
    
    — Claro — Falei, deslizando a minha bunda para o banco. 
 

  — Não pode ser a minha?
    
   

— Não! 
    
               
                   *******
    
    Passamos tempo o suficiente calados para eu começar achar estranho. Era a primeira vez que ficávamos em um lugar sem nos tocar, nos provocar, ou até mesmo nos beijar. Era estranho como eu estava ao lado dele. Neymar estava concentrado na estrada, batucava os dedos no volante conforme a batida da música que saía pelo rádio. Ao contrário de mim, que estava mais avoada que o normal. Era fácil, quem não iria ficar igual uma lerda ao lado do craque da seleção? Tudo bem que eu não me importava com status, mas eu ainda estava com uma pulga atrás da orelha em relação ao seu "término" de namoro com a Bruna. Seria quase que impossível que ele tenha terminado com ela e a própria não ter feito nenhum escândalo. Bruna Marquezine era a pessoa mais fora do controle que eu tive o desprazer de conhecer. 
   

— Chegamos! — Neymar anunciou alto. 
    
    — Ah, sim — Pigarriei atordoada, tirando o cinto de segurança e ficando parada no mesmo lugar. Odiava não saber o que fazer. — Bem, obrigada pela...
    
    — Eu posso subir e tomar uma água? — Ele perguntou de repente. — A minha garganta tá seca. 
    
    — Hã...— Fiquei em dúvida. Eu me lembrava dele ter tomado três copos de cerveja antes de irmos embora, não era possível que ele esteja realmente com sede. — Tudo bem. 
   

Neymar sorriu parecendo contente. Nós dois saímos do carro e caminhamos até a entrada do prédio simples de oito andares, chamamos o elevador e não demorou muito para as portas de metal se abrirem. Fizemos o caminho todo até o quinto andar em silêncio — de novo —, mas mesmo assim eu podia sentir que a tensão estava quase palpável. Uma vez que paramos no principal  corredor largo, eu saquei as chaves do bolso traseiro da minha bermuda e abri a porta com as mãos trêmulas. 
    
    — Sua casa é legal — Ele elogiou sorrindo. 
    
    — Obrigado — Eu falei. — A cozinha é aqui, vem — O chamei e ele me seguiu. Peguei uma garrafa de água e deixei em cima da pia, ficando de costas para Neymar, e mesmo assim eu podia sentir que os seus olhos estavam cravados em mim. Engoli em seco, derramando o líquido transparente no copo de vidro. 
    
    — Sabe, Violeta...— Ele começou suavemente. — Hoje a minha irmã me deu um conselho muito importante, que me fez refletir seriamente e no final descobri que ela estava certa. 
    
    — Certa do que? — Sussurrei alto. 
    
    — Eu tô apaixonado — Neymar riu naturalmente. — E eu não sei muito bem o que fazer com tanto sentimento. 
    
    — Faça o que achar certo — Dei de ombros, querendo me fazer de indiferente, mas por dentro eu estava tão despedaçada quanto um vidro quebrado. Porque ele terminou com a Bruna se ainda gostava dela? 
    
    — Esse é o problema! — Exclamou amargo. Fechei os olhos, escutando os seus passos pesados se aproximarem de mim. — Eu não sei se o certo vale pra nós dois. E se...— Ele tocou na minha cintura levemente, o meu coração acelerando cada vez mais. — Ela não gostar de mim como eu gosto dela? 
    
    — Diga o que sente, talvez ela entenda você — Apertei o copo ao redor da minha mão com força, descontando o meu nervosismo. 
    
    — Tudo bem, — Neymar me virou para ele, colando os nossos corpos. — A gente se conheceu há pouco tempo, mas a gente já está falando em casamento. Tô correndo um risco sério de viver pra sempre com você. Entre um em um milhão nasce um Adão e Eva, um Romeu e Julieta em meio a tantas guerras. Mas quando se vale a pena o amor supera...
    
    — O que você tá fazendo? — Perguntei baixa e falha, confusa com o que ele estava falando. 
    
    — Não sou anjo da guarda, mas eu vou te proteger...— Ele continuou a cantarolar em um sussurro no meu ouvido. — E esse seu sorriso é o combustível pra eu viver...
    
    — Para...! Para, por favor! — Implorei, sentindo a minha garganta travar e as minhas pernas parecerem uma gelatina de tão bambas. 
    
    —  ... Se você me pedir pra ficar pra sempre com você, nem vou pensar duas vezes pra te responder: Cê sabe que eu vou...
    
    — Porque você tá fazendo isso? — Questionei atônita, o timbre de voz embargado. 
    
    — O quê? Cantar Jorge e Mateus pra você? — Ele falou risonho. — Eu gosto deles tanto quanto eu gosto de você. 
    
    Eu franzi o cenho, abrindo os olhos e me deparando com o seu semblante calmo e confiante. — Gosta de mim? O-o que tá dizendo...? 
    
    — Presta atenção, gatinha — Neymar tocou carinhosamente o meu rosto. — Demorou muita pra eu perceber que tava me apaixonando por você, é por isso que eu quero fazer tudo certo. 
    
    — Como assim? Você só pode tá brincando — Eu ergui o meu olhar. O meu coração parecia que iria saltar pela minha boca, um arrepio longo subia e descia pela minha espinha, a minha mente estava tão perdida quanto eu naquele momento. 
    
    — Na verdade não, gatinha. 
    
    — V-você tá falando que tá apaixonado por mim? — Eu questionei incrédula. — Tem certeza? Olha, você pode tá confuso, e eu não quero que se precipite...
    
    Ele me beijou de repente, me deixando surpresa com o seu ato. Uma explosão de sabores explodiu na minha boca á medida que Neymar explorava com a sua língua cada canto daquela área. Eu suspirei fundo, me rendendo totalmente aos seus encantos. Estiquei a minha mão até o seu cabelo, tocando com os dedos as suas madeixas macias e as embaralhando por ali. Ele encostou na minha cintura, dedilhando-a até criar impulso e me deixar entrelaçar as minhas pernas ao redor de seu quadril. Ele, sem esforço algum, jogou tudo o que tinha na mesa da cozinha para o chão e me deitou ali. Eu poderia ter reclamado da bagunça que sobraria para mim arrumar depois se ele não tivesse descido os seus lábios para o meu pescoço. Os seus beijos molhados foram distribuídos por trás da minha orelha até a clavícula. Eu sentia a adrenalina correndo pelas minhas veias, a tensão pairando no ar e o cheiro forte de desejo confundido os meus pensamentos racionais. Eu sabia que estava sendo levada pela emoção, pela cobiça de sentí-lo em mim, mas pela primeira vez eu tive certeza que não iria me arrepender da forma que me arrependi quando o beijei na noite da confraternização. Apesar de tudo, eu sentia que devia resistir e empurrá-lo, brigar com ele e ordenar que fosse embora da minha casa. Mas grande parte de mim avisava que eu deveria continuar e aproveitar o máximo possível. 
   

— Só não pense muito — Neymar sussurrou rouco, como se sentisse as minhas dúvidas. 
    
    Eu voltei a beijá-lo com volúpia, o planeta poderia acabar amanhã e ainda assim eu não estaria totalmente satisfeita. A língua quente dele flutuava pela parte interna da minha boca, explorando ela como se fosse a última coisa que ele iria fazer na vida. Quando eu decidi que queria mais do que aquilo, segurei com força na barra de sua camisa e a puxei para cima, tirando-a, tocando os seus ombros largos e passando pelas suas tatuagens. Ele sorriu com o meu gesto, tirando a minha regata fina e rindo surpreso quando notou que eu estava sem sutiã. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro como se não acreditasse. Ele ficou por cima de mim, as minhas costas estavam grudadas na mesa de madeira e eu não pretendia me mover dali tão cedo. Eu contrai o meu abdômen quando senti ele distribuir beijos nos meus seios, descendo para a barriga e me fazendo gemer baixo ao dar uma mordida leve embaixo do meu umbigo. Eu estava começando a ficar quente, como se estivesse prestes a explodir em chamas. As regiões da minha pele por onde ele passou estava com a temperatura elevada o suficiente para entrar em combustão. Eu fechei os olhos quando o vi desabotoar a minha bermuda e tirá-la com uma agilidade impressionante. 
    
    Ótimo, eu estava semi-nua. 
 


Notas Finais


Link de WHEN WE COLLIDE:
https://spiritfanfics.com/historia/when-we-collide-7059523

Mudei o user do meu insta, que agora é: @ariadnefranca

Estou loucaaaaaaaa pra saber a opinião de vcs sobre esse capitulo! Eu achei uns dos mais fofos! Essa declaração foi digna de um livro de romance do Nicholas Sparks hehehe! Não posso demorar muito porque meu wi-fi tá só com um pontinho e eu tô desesperada U_0

Beijinhos!

Ps: capitulo dedicado a @kendallxxjnnr porque vc é muito MARAVILHOSA!


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