História Lady Death - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Abo, Alfa, Astrologia, Baekyeol, Beta, Chanbaek, Colegial, Drama, Exo, Incesto, Morte, Ômega, Sekai, Shotacon, Signos, Yaoi, Zodíaco
Exibições 313
Palavras 2.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sinto muito pela enrolação.

Capítulo 3 - Kiss


     Dohmy era o seu nome. A ômega beirava os 26 anos. Ela era a irmã mais velha de Luhan, tão amada pelo seu dongsaeng. Apesar da diferença de idade, eram verdadeiros amigos e cúmplices, carne e unha. Separá-los não era uma tarefa fácil, ninguém ousava sequer tentar. Defendiam um ao outro até em situações impossíveis, lealdade representava, era exatamente o que eles exalavam; mas da parte dela era só com Luhan. Dohmy em si não era muito fiel, mas ninguém sabia disso. Tinha apenas o rosto angelical, os cabelos tingidos de loiro, tão delicada. Mas seu coração não dominava, ela era racional e muito esperta. Não era rude, muito menos malvada, muito pelo contrário. Mas tudo e todos têm defeitos, e esse era o dela, mas pra si era uma tremenda qualidade.

     Coincidentemente a ômega era a melhor amiga de ChanYeol. Foi assim que começou a obsessão de Luhan pelo alfa, eles tinham muito contato, tanto pela sua irmã, quanto por Baekhyun que era considerado um grande amigo. Luhan sempre viu ChanYeol com outros olhos, fazia questão de estar em casa quando sua irmã convidava o amigo. E outra, ele participava das atividades, estando cada vez mais próximo do seu amado. E isso novamente aconteceu, Dohmy convidou os dois amigos para sua casa, Suho e ChanYeol.

     Eles eram um trio inseparável, principalmente pelo namoro de Dohmy e Suho, que os unia cada vez mais. ChanYeol não se sentia desencaixado, não se considerava vela, ainda assim era divertido estar com eles, um casal extremamente engraçado, que lhe fazia sorrir nas horas mais vagas da sua vida. No fundo ele sentia dó de Suho, mas entendia todos os lados da sua amiga, por mais errados que fossem. Mas, o que será que ela realmente fazia pra ChanYeol lamentar tanto pelo outro alfa?

                                                            ***

     — Luhan, pode abrir a porta para Suho e ChanYeol? Escutei batidas, estou a arrumar o quarto. — A ômega gritou de dentro do cômodo, impossível que o irmão não lhe escutasse.

     — Com todo prazer, noona! — Ele berrou de volta, eram uma família realmente exagerada e barulhenta, não podiam nem negar os fatos. Eis a junção de uma geminiana e um aquariano, barulho.

     O baixo correu do seu quarto para porta de casa, quase tropeçando nas escadas. Por pouco não derrubou o abajur de sua mãe, sorte a sua. Suspirou em alívio e riu baixo de si mesmo. A canhota ergueu-se direto na maçaneta, ele abriu a porta sem hesitar, dando de cara com o alfa extremamente alto. Nesse momento o seu ar se tornou escasso, tão lindo. Os fios tingidos de vermelho formando um topete arrumado e bonito. Ele usava uma jaqueta de couro, era tão sensual, enlouquecia o ômega internamente. A calça tinha rasgos, o menor reparou em tudo, e logo percebeu que encarava descaradamente.

     — Por qual motivo tanto me olha, Luhan? — a voz rouca e arrastada do alfa se fez presente, e isso fez com que o ômega tomasse uma coloração avermelhada imediatamente. No entanto ele abaixou a cabeça, não queria se expor daquela forma.

     — Tuas roupas estão estranhas, Hyung. — Ele disse e sorriu logo em seguida, queria disfarçar, mas era tão inútil.

                                                            ***

      Era só mais um dia comum no campus da faculdade. Frio como de costume, os alunos se encontravam cheios de casacos e cachecóis. O frio na capital era intenso, como nos filmes americanos. Os três amigos cursavam medicina e dividiam a mesma sala, era bem mais divertido estudar em conjunto. O dia passou depressa, e sem que percebessem a última aula chegou ao fim. Eles podiam relaxar e deixar de copiar matéria agora, finalmente respirar. Kris era o professor presente, tinha uma pose séria, demonstrava ser impecável, sem brincadeiras, ele não dava espaço para os alunos na sua vida. No entanto tinha uma única exceção, e essa exceção era loira, tinha um lindo rosto, e um corpo esculpido pelos deuses.

     Os alunos já se encaminhavam para fora da sala quando a voz do professor soou no ambiente, já com poucos alunos ali.

     — Dohmy, pode por favor permanecer? Preciso falar contigo. — Um sorriso discreto se formou nos lábios da ômega ao escutar o pedido do seu tão querido professor. Assim, avisou ao namorado e ao melhor amigo que os veria em breve.

     A garota de estatura baixa permaneceu quieta, ela esperou que a sala estivesse completamente vazia. Não demorou muito para que sua vontade fosse realizada, permanecendo apenas com o professor.

     — O que quer? — Perguntou-lhe de forma divertida, recebendo um sorriso maldoso do alfa.

     — Eu realmente preciso responder? — indagou fingindo curiosidade, encarando a ômega de cima à baixo, perfeita.

     Os lábios carnudos tomaram os da garota, beijando-os ferozmente. Ela ficou na ponta dos pés, ambos os braços enlaçados no pescoço pálido deste. O ósculo tomou ainda mais intensidade quando Kris lhe ergueu, ondulando as pernas bonitas pela sua cintura, pressionando-a com luxúria. Ele lhe mordeu os lábios com força, fazendo Dohmy arfar em prazer. A respiração descompassada dos dois tomava toda a sala, os grunhidos. Eles trocavam toques mais íntimos, o beijo era pausado vez ou outra para recuperar o fôlego perdido, iniciando-o novamente pouco depois da renovação.

     Se separaram de uma só vez quando escutaram um barulho estrondoso, nem tinha reparado que a porta estava minimamente aberta, e agora fora fechada brutalmente por alguém. O alfa soltou sua aluna e correu até a porta amadeirada, abrindo-a sem cuidado algum, colocou o rosto para fora e com os pequenos olhos vasculhava o corredor. Mas ele não achou o culpado, eles estavam realmente ferrados. Perderia o emprego? A ômega suava frio, e se espalharem boatos? Eles chegariam aos ouvidos de Suho. Pensar nessa hipótese lhe dava tontura.

                                     Passaram-se 15 minutos.

     A ômega caminhava pensativa pelo corredor, encarava o vácuo. Ela estava nervosa, mas queria afastar os pensamentos ruins. Os amigos estavam lhe esperando do lado de fora, portanto ela não enrolou. Colocou-se para fora do campus em passos lentos, mas longos. ChanYeol lhe gritou, e ela forçou o melhor sorriso que tinha naquele momento. Correu até os dois alfas, envolvendo-se no meio dos dois em um abraço lateral triplo. Suho ia dizer alguma coisa, mas um som se fez presente, era o celular de ChanYeol tocando.

     Ele encarou o aparelho e disse ser Sehun, o que era estranho. Seus olhos tornaram-se arregalados, e ele murmurou um “estou indo agora mesmo”. Ambos os amigos estavam curiosos sobre o que seria, o telefonema tinha deixado o alfa instável e sério.

     — O que foi, Channie? Alguma previsão astrológica? - O outro alfa indagou, encarando-o com atenção.

     — Baekhyun se machucou feio na escola e está no hospital. Eu… Realmente preciso ir. — ele respondeu extremamente rápido, estava preocupado, era o seu precioso sobrinho. Doía imaginá-lo machucado, até mesmo chorando de dor.

     — Nós vamos com você! Certo, Dohmy? Vamos dar uma força. — Suho exclamou ainda sério, encarando a namorada por alguns segundos.

     — Claro que sim! Mas bem, antes eu preciso fazer algo… Não vai demorar, logo em seguida encontro vocês lá. — Ela disse nervosa, queria disfarçar. Seu amigo e o sobrinho dele eram importantes para si, mas ela tinha um compromisso. E esse compromisso era com Kris, eles decidiram terminar o que tinham começado, agora em um lugar seguro. Ela até se sentia suja por isso, mas quem nunca pecou mesmo sabendo que era errado?

     Eles se despediram brevemente, os dois alfas desapareceram da sua visão, isso a fez suspirar e caminhar até um carro próximo. Seu professor lhe esperava dentro do automóvel luxuoso. Ela sorriu ao receber um selinho demorado do loiro, vendo-o dar partida no carro. Seu professor estacionou em um lugar deserto, deixando a ômega desconfortável, fariam aquilo ali mesmo? Era até interessante, mas ela não estava completamente bem. Sentiu uma mão grande acariciando a sua coxa e erguendo o seu vestido vagarosamente. Aquela seria mais uma transa selvagem dos dois, e como ela precisava daquilo pra relaxar.

                                                          ***

     Baekhyun estava na educação física, mas ele era tão desajeitado que caiu e machucou o braço, quebrando-o. Ele gritou e chorou, doía tanto, nem conseguia se mover corretamente. Seu professor rapidamente lhe levou ao hospital mais próximo e telefonou seus pais. Ele passou por vários exames, não sabia onde mais tinha se machucado. O braço foi enfaixado quase que imediatamente, fazendo-o grunhir ainda mais de dor em meio o ato.

    O dia estava agradável, isso sem contar com a sua queda. Estava com uma puta dor muscular, ficaria sem correr ou jogar por um bom tempo. Baekhyun adorava jogar vôlei e fazia isso muito bem, tanto que tornou-se um vício, mas agora ele tinha limitações.

     Um alfa alto surgiu na porta do seu quarto, ele estava pálido, era o seu tio. Aproximou-se rapidamente do ômega e o abraçou com cuidado, deixando alguns beijos no topo na cabeça deste. ChanYeol queria chorar, estava tão preocupado.

     — Hyung? Você está gelado… Tua pressão parece ter caído, acalme-se! Eu estou bem! Nem sei por qual motivo me separaram um quarto. Olha… Eu estou bem! Hyung? - Ele dizia, atrapalhando-se em meio às falas falhas. Não obtinha resposta alguma do maior, encarando-o de imediato.

     Os dois trocaram um olhar carinhoso, Baekhyun estava completamente hipnotizado pelo seu tio. O pequeno envolveu-se nos braços, deixando o rosto na curvatura do pescoço alheio, aspirando todo o cheiro agradável do alfa, alucinante.

     ChanYeol passou um bom tempo com o sobrinho, aproveitou para lhe deixar carícias discretas e inocentes. Suho apareceu pouco depois, contou algumas piadas bobas e fez o ômega rir, ele era um ótimo piadista, isso quem dizia era Baekhyun.

     Sehun estava lá desde o início, quieto. Depois dos visitantes ele se ergueu e disse que levaria Baekhyun pra casa, todos concordaram e se despediram. ChanYeol ia pra casa também, mas primeiro encontraria sua amiga, e deixaria Suho em casa. Ele mandou o amigo ir para o carro e que lhe esperasse lá. Sehun esperava Baekhyun do lado de fora. ChanYeol e o sobrinho trocaram dois selinhos, mas estes ainda não tinha significado pro ômega. Será?

     Pouco depois o alfa dirigiu-se para o estacionamento. Ele avistou um carro conhecido chegando, e de dentro dele Dohmy saía, se despedindo de Kris. Vacilona, nem disfarçava. Ele imaginou o que Suho pensaria se visse, ele era esperto, não seria feito de bobo, não aceitaria desculpas bobas. Mas felizmente isso não aconteceu, sorte a dela.

     A ômega tinha um sorriso nos lábios fartos e rosados, de longe ela acenou para o amigo e se aproximou, trocando um toque com as mãos.

     — Viada, toma mais cuidado, estava tão na cara. — ele bufou fingindo irritação.

     — Eu imaginei, me desculpe. Channie, você pode ir até a minha casa? Eu quero conversar… - Ela pediu em um tom manhoso, olhando-o cabisbaixa.

     E obviamente o alfa não negou, ele até afirmou de bom gosto. Eles caminharam até o automóvel e adentraram, e lá estava Suho.

     — Veio a pé, Dohmy? É longe. — Suho resmungou baixinho, analisando a namorada.

     — De ônibus, meu amor. — Ela respondeu com um sorriso doce nos lábios, roubando-lhe um selinho rápido.

     Mentira, era tudo mentira. Suho sabia disso, ele tinha visto a ômega sair de um carro familiar. Mas por qual motivo ela estava mentindo para si? Isso martelava na sua cabeça.

     Assim o alfa mais alto ligou o veículo e saíram do hospital. O caminho se passou com poucas trocas de palavras, ja que Suho mantinha-se sério. Não demorou para que deixassem-no em casa e se dirigissem para a de Dohmy, eles moravam próximos.

     Depois de chegarem na casa da mais baixa, foram diretamente até o quarto dela, onde trocaram algumas palavras sobre outros assuntos antes de Dohmy desabafar com o amigo.

     — Você entende que eu o amo? E que me dói mentir assim. Mas, eu na verdade os amo, ambos, não só Suho. É errado? Sim, eu sei. — Ela desabou a chorar, dizia tudo entre as lágrimas, mas ChanYeol entendia perfeitamente. Na verdade ele lia os lábios da garota, era difícil decifrar as palavras que saiam. E ela voltou a falar. — Suho foi meu primeiro amor, logo em seguida Kris me tomou o coração. O que eu faço? Eu não consigo escolher, Chan…

     O alfa deixou escapar um longo suspiro, era uma situação muito complicada. Ele nunca passou por isso, no entanto não entendia perfeitamente, mas se esforçava. “Dê um tempo para o seu coração, deixe os dois e depois tome uma decisão.” essa foi a sua dica final.

     ChanYeol avisou que ia lhe buscar um copo com água. Ele desceu as escadas com calma e adentrou a cozinha sem medir passos. Luhan estava sentado em cima da mesa, o alfa sorriu amigavelmente e aproximou-se do filtro, buscando um copo limpo para logo enchê-lo. Escutou a voz doce do mais novo lhe chamar, direcionando o seu olhar para o rosto delicado. E o alfa fora puxado pelo ômega, estavam muito próximos para o seu gosto.

     — Está realmente bonito hoje, não deixei de reparar. Eu posso provar também? — o tom do ômega era arrastado, as palavras deixaram ChanYeol incrédulo, não podia estar escutando aquilo. Luhan o puxou para um beijo, que foi apenas um selar pelo alfa ter se afastado de imediato.

     O olhar do mais velho estava fixo na entrada da cozinha, e ele estava estático. Luhan seguiu o olhar do seu hyung, percebendo a presença de Baekhyun. Este tinha sido convidado para ir até lá, queria se animar, estava machucado. Mas agora a única coisa que doía era o seu coração. Dessa vez ele sentia raiva, ciúmes. Seu amigo agindo daquela forma com o seu tio, ele era seu, apenas.



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