História Lágrimas de Sangue - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Álcool, Amizade, Amor, Ayato, Colegial, Diabolik Lovers, Drama, Drogas, Fanfic, Hentai, Incesto, Lemon, Mistério, Originais, Raito, Revelaçoes, Romance, Sakamaki, Sexo, Sobrenatural, Tortura, Tragedia, Traição, Vampiros, Vingança, Violencia, Yaoi, Yui
Visualizações 85
Palavras 3.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oiii meus anjinhos
percebi que eu ganhei novos leitores hoje e estou MUITO FELIZ! sejam muitissimo bem-vindos a esse mundo confuso e dramatico que é Lágrimas de sangue
quero pedir minhas sinceras desculpas desde já pois nao revisarei o caitulo hoje, assim como nao escolherei uma foto para enfeita-lo, ou responderei os comentarios hoje
amanha tentarei fazer essas coisas que sao extremamente importantes, mas hoje estou caindo de sono
espero que nao esteja tao ruim quanto eu achei que esta
boa leitura

Capítulo 43 - Shakespeare


POV Ayato 

O barulho estridente de batidas fortes na porta do quarto tiram-me de meu sonho perfeito. Abro os olhos com dificuldade e percebo que não era um sonho. Yui estava realmente aconchegada em meus braços, com um anel de noivado no dedo anelar da mão pequena e delicada. Sorrio. Queria poder ficar mais tempo aqui. 

Mais batidas na porta estragam meu momento. 

—Já vai. —Digo, bufando. —Saco!

Tiro seus braços do meu corpo tentando não acordá-la, deixo um selar em sua testa e me visto.

Saio do quarto, fechando a porta lentamente atrás de mim.

—Se você queria quebrar minha porta, parabéns, estava quase conseguindo.— Disse ao meu “despertador”, vulgo Raito.

Ele sorriu despretenciosamente. 

—O grande dia está quase chegando. Reiji “pediu” para que eu te levasse para comprar uma roupa com você. Você é gato, maninho, mas tem que estar estonteante no seu casamento.

Saímos da mansão, indo em direção à uma cafeteria.

—Mas por que me acordou tão cedo, filho da p— Fui interrompido por sua risada maliciosa.

—Não seja rude, maninho. Não tem motivos para estar bravo. Eu sei que sua noite foi incrível. 

—Como pode ter certeza disso? —Perguntei.

—Você cheira a sexo. —Disse, cheirando meu pescoço, com uma expressão maravilhada. —Além disso, eu fui até o terraço respirar ar puro e acabei flagrando vocês numa cena muito quente. 

—Não me diga que ficou espionando. 

—Por mim, eu teria entrado na brincadeira. Mas achei que ser voyeur era o suficiente.

—Que merda, Raito. —Disse, dando-lhe um empurão. Ele cambaleou para o lado, rindo satisfeito. 

—Por que o caçador virou a caça? — Provocou-me.

—O que quer dizer com isso? —Indaguei, confuso.

—Você deixou Yui morder seu pescoço. —Gelei. Não esperava que ele estivesse falando sério sobre nos espioar. —Por que fez isso?

—Ela precisava sentir o gosto do sangue direto da corrente sanguínea para perceber que é muito melhor que amostras de sangue. 

—Mas por quê? — Insistiu na pergunta.

—Quero ensiná-la a caçar, mas ela se opôs quando eu tentei fazer isso da primeira vez. 

—Então você lhe deu um gostinho de como é bom beber o sangue direto da jugular para que ela se sinta tentada e disposta a caçar sem dó. —Raito concluiu.

—Achei que nunca iria entender, lerdo. —Zombei da demora que ele levou para entender meus motivos. 

—Você parecia estar gostando. —Provocou-me, de propósito. 

—Claro que não, doía como o inferno. —Respondi uma meia-verdade.

—Sinto lhe informar, mas eu reconheço uma expressão de prazer quando vejo uma. —Seu sorriso ácido corroí meu orgulho. 

—Esqueci que é tão rodado que se tornou uma espécie de prostituta não-remunerada. —Ofendi-o, na esperança de que o assunto mudasse de foco. Não admitiria nem morto que não foi totalmente ruim, apesar da dor extrema. 

—Não preciso de dinheiro, apenas de alguns orgasmos. —Disse com um sorriso sujo. —Mas me diga, maninho, como é a sensação de sentir prazer e dor ao mesmo tempo? —Merda! Ele não desiste.

—Maravilhosa. Você deveria tentar. —Eu disse com ironia, entrando em seu joguinho sujo. 

—Jura? —Perguntou retoricamente com animação. —Vou pedir para Mi—Ele interrompeu a si mesmo subitamente, provavelmente percebendo o que estava prestes a dizer. 

Ri de seu desespero momentâneo. Acabei sendo mais vitorioso que ele nessa conversa provocativa. 

Entramos na cafeteria, sentando nos assentos de estofado vermelho de frente para o outro, de forma que o contato visual tornava-se quase obrigatório. 

O garçom anotou nossos pedidos, deixando-nos sozinhos logo em seguida. 

O silêncio havia se concretizado entre nós de uma maneira relaxante. Apoiei minha cabeça na mão e permiti a mim mesmo perder-me em meus pensamentos. Eu jamais imaginaria que estaria realmente amando alguém, que fosse me casar, que pudesse ficar preocupado com os sentimentos de alguém além de mim mesmo, mas não pude evitar. 

A Yui é... especial.

Sua pele macia e branquinha é convidativa aos meus lábios, os atraindo como um imã desesperado por contato. Seus olhos brilham mais que as mais lindas constelações, refletindo todos os sentimentos silenciosos pelas orbes cor de rosa. Sua voz é suave como a neve que cai ao chão no fim do inverno. Tudo nela faz-me sentir completamente idiota. Idiota por tê-la tratado tão mal durante tanto tempo. Idiota por ter negado esse sentimento mais vezes do que posso contar nos dedos. Idiota por tê-la tratado como apenas um pedaço de carne. Mas também me faz sentir completamente sortudo. Sortudo por ela ter aturado todo o sofrimento, mesmo quando parecia que o mundo cairia direto em sua cabeça, e esperado por mim. Sortudo por ter finalmente aceitado que minha vida viraria de cabeça para baixo se me deixasse perceber que a amava profundamente, afinal ela sempre esteve lá para segurar meu mundo junto comigo. Sou sortudo por amá-la e também por ser amado por ela.

—Está feliz, Ayato? —O gêmeo à minha frente tirou-me de meus devaneios, observando-me minunciosamente com uma expressão curiosa em seu rosto. 

Eu não havia percebido quando um sorriso invadira meus lábios. Sequer me lembrava que não estava sozinho. 

—O silêncio é o mais perfeito arauto da felicidade. Eu estaria pouco feliz se pudesse dizer o quanto. —Recitei o verso que Yui um dia me dissera.

—Shakespeare? Não sabia que havia se tornado um romântico. —Sua expressão iluminou-se, de certa forma, surpresa.

—Se você reconheceu a citação, significa que também se tornou um, estou certo? — Provoquei-o. 

Seu rosto nublou, como se a confusão tomasse conta de seus pensamentos e sentimentos de uma vez só. Embora eu estivesse apenas provocando-o com a brincadeira que ele mesmo fez comigo, as palavras foram o suficiente para fazê-lo refletir. Logo ele, que sempre tinha uma resposta para tudo na ponta da língua. Talvez Yui tenha razão sobre ele estar apaixonado por aquela menina. Ele só não sabe disso ainda. Ou talvez não queira admitir para si mesmo.

Sorri ao lembrar da época em que eu estava em seu lugar, negando meus sentimentos por Yui com todas as forças que tinha. E olhe para mim agora, prestes a ir para a cidade à procura de uma boa roupa para me casar com ela. 

—O que há com esse sorriso estampado na sua cara? —Ele disse, visivelmente incomodado.

—Você se parece comigo. —Respondi, simplesmente. 

Ele apenas acenou com a cabeça, ainda que não tivesse entendido o motivo de eu ter dito aquilo. Eu não falaria o que sei sobre ele e sua paixão secreta por Mirai. Raito contava esse tipo de coisas somente para Yui, eles tratavam um ao outro como melhores amigos, e eu não estragaria isso só pela minha vontade de interferir no caso. Se ele confiava apenas na Yui para ajudá-lo com seus sentimentos, eu também o faria. 

Acabamos de tomar os cafés e de comer os takoyakis, minha comida favorita. Pagamos a conta, deixando uma gorjeta para o garçom porque Raito o achou bonito e jogou seu charme em cima do rapaz, quem corou fortemente, aceitando os elogios e o dinheiro, com a voz gaguejada e as mãos trêmulas. Se meu irmão achava que iria continuar sendo o Don Juan, ele estava completamente enganado. Era evidente que ele apenas tentava enganar a si mesmo. Percebi que é óbvio que suas cantadas se dirigiriam a várias pessoas, enquanto seus pensamentos estavam presos a somente uma; a menina morena de olhos vermelhos, para ser mais específico. 

Voltamos à rua, em nossa missão de encontrar um traje adequado —e estonteante, de acordo com Raito—, para meu casamento, que aconteceria em breve.

 

POV Yui

O som harmonioso de um violino me desperta. 

O vazio ao meu lado deixa-me triste, mas sei que se ele levantou-se mais cedo, deve haver um bom motivo para tal. Gosto de pensar dessa forma. Eleva as expectativas, de fato, mas diferente de antigamente, a queda não é mais tão alta. Não tenho mais motivos para preocupar-me. 

Levanto e vou ao banheiro fazer minhas higienes matinais. Ao olhar no espelho, percebo que minha pele está mais firme, meus cabelos mais sedosos e brilhantes e meus olhos aparentam mais intensidade e cor mais viva do que nunca. Um flash de memória passou pela minha mente, no momento em que eu havia mordido Ayato e chupado seu sangue. O precioso líquido vital que ingeri é responsável por essas mudanças agradáveis —para não dizer maravilhosas— na minha aparência? 

Vesti-me e abri minha gaveta, pegando um pedaço de papel com algo escrito. Reconheci minha própria letra desenhada sobre ele, num bilhete antigo visando a aceitação de meu próprio destino nessa mansão.

“Enquanto o aroma de rosas bonitas crescente espalha-se por toda parte, eu sei o meu destino. Eu conheci-os como se tivesse sido conduzida pelo segmento de destino. Eles são vampiros, sangue, fome e desejo. Algo dentro de mim era selvagem e começou a despertar.

Eu não tenho nenhuma fuga.

-Yui Komori”

—Você tem razão, antiga Yui, não tinha e ainda não tem nenhuma fuga. Aliás, você nunca quis uma no fim de tudo. O que me responderia se eu te dissesse que está prestes a se casar com Ayato? Você provavelmente diria que sou louca, não é? Diria que seu sonho jamais se tornaria real... —Acho que estou ficando louca, falando comigo mesmo no quarto vazio, mas não me importo. —Mas agora tudo está bem. Cordelia morreu, assim como Richter e Karl. Os irmãos mais velhos e mais responsáveis assumiram o poder com sabedoria. Os irmãos cessaram a guerra fraternal, pelo menos, por ora. Raito está descobrindo as novidades dos sentimentos verdadeiros e confusos por uma menina muito boa, que provavelmente o tirará do caminho de vadiagem em que ele esteve a vida inteira. E o melhor de tudo... Você e Ayato estão noivos, se casarão muito em breve. Você poderia imaginar que esse era seu destino? Acho que não, né? Provavelmente pensava que deveria se contentar em ser uma bolsa de sangue. Mas tudo está indo bem. Seu destino não é tão horrível. Muito pelo contrário, ele é lindo, e você poderá viver nessa luz do fim do túnel pela eternidade, experimentando dos prazeres carnais sem pudor. 

Liguei o Spotify, na minha lista de k-pop. O ritmo único pertencia ao boygroup “BTS”, na música “Tomorrow". 

“Haega tteugi jeon saebyeogi gajang eoduunikka meon hutnare neon jigeumi neol jeoldaero itji ma   (Porque o amanhecer logo antes do sol nascer é o mais escuro. Mesmo num futuro distante, nunca se esqueça do “você” de agora.)”

Realmente o amanhecer antes do sol nascer é o mais escuro. Minhas vida até agora esteve nesse amanhecer que nunca chegava, apenas mantinha-se escuro com uma esperança de que a luz finalmente surgisse. E ela enfim surgiu, o sol nasceu. 

—Jamais me esquecerei de quem eu fui até chegar aqui. Yui, você foi forte, você aguentou tudo sozinha desde o seu nascimento. Eu jamais me esquecerei de tudo isso, jamais me esquecerei de quem você é. Mas você não precisa mais estar sozinha, não precisa mais segurar mundos em seus ombros. O sol finalmente surgiu.

Um sorriso sincero preenche meu rosto, enquanto os batimentos cardíacos aceleram. O sentimento que me arrepia e me faz querer derramar lágrimas de felicidade tem um nome: alívio. E esse é uma das melhores sensações que eu já tive na minha vida. 

 

[...]

O som do violino ainda preenchia meus ouvidos numa melodia fascinante, arrepiando minha espinha. Segui o som, como se fosse atraída por ele. 

Entrei no quarto de Shuu, de onde vinha o som, sem bater na porta. 

—O que faz aqui? —Ele olhou-me por cima dos ombros, pelo canto dos olhos, mantendo-se de costas para mim. 

—Ouvi você tocando. —Respondi com simplicidade. —É linda essa música.

—Estou treinando para melhorar. —Fala sério? É possível melhorar algo que já está perfeito? —Você deveria estar resolvendo assunto com Reiji agora.

—Assuntos com Reiji-kun? Quê? 

—Ele deve estar te esperando levantar e ir até a mesa do café. 

Assenti e sai do quarto, voltando a ouvir a doce melodia assim que fechei a porta. Fui até o Grande Salão, onde as reuniões e refeições aconteciam. Assim como Shuu havia falado, Reiji encontrava-se sentado na cadeira do canto, com uma xícara de chá à sua frente e uma pilha de envelopes brancos e dourados em suas mãos. 

—A Bela Adormecida por fim despertara do sono eterno? —Disse, com ironia.

—Bom dia, Reiji-kun.

—O que há de bom? 

Cruzes. Por que eu ainda me surpreendo com o mau humor desse ser?

—Sente-se. —Ordenou. Assim o fiz, pegando uma maçã, e a levando a boca. — Toda e qualquer festa necessita de convidados. Os convites para os vampiros relacionados à família Sakamaki já foram enviados. Deseja ter convidados pessoais seus? 

—Sim. Tenho apenas 7 convidados. —Eu disse. 

Ele contou os convites, me entregando a quantidade que eu pedi. Observei os envelopes brancos, presos com um selo dourado da Casa Sakamaki. Senti-me uma princesa da Dinastia de Tudor por um momento, mas Henrique VIII sequer desejava filhas mulheres. Não está na aula de hitória, Yui, concentre-se. Abri, retirando o convite igualmente branco, com letras desenhadas à mão em dourado.

 

“Amor quando é amor não definha

E até o final das eras há de aumentar.

Mas se o que eu digo for erro

E o meu engano for provado

Então eu nunca terei escrito

Ou nunca ninguém terá amado”

~William Shakespeare

Sakamaki Reiji e Sakamaki Shuu, os anfitriões da Casa Sakamaki, convidam para a cerimônia de casamento de

Komori Yui & Sakamaki Ayato

—Shakeseare! Meu favorito! —Exclamei mais para mim mesma. 

—Imaginei que viesse a gostar. —Reiji comentou, não tirando os olhos dos outros papéis, sobre os quais ele passava a tinta dourada, confeccionando o restante dos convites artesanalmente. 

—Reiji-kun? —Chameio-o. Ele dirigiu sua atenção à mim.—Obrigada. 

Não disse nada, mas seu olhar disse mais que mil palavras. Poderia ser um insensível mal humorado, severo e manipulador. A lista de defeitos parecia não ter fim, mas no fundo, nas profundezas de seu ser, Reiji não era de todo ruim. E eu estou agradecida por saber disso. 

Coloquei o convite de volta dentro de seu respectivo envelope, fechando-o com o selo novamente. 

Escrevi os nomes dos meus convidados no verso dos envelopes: Park Lotus, Park Jimin, Mukami Azusa, Mukami Ruki, Mukami Kou, Mukami Yuma e Jung Hoseok.

Eu possuía poucos convidados, mas alimentei uma dúvida sobre se era ou não certo convidá-los. Sobre Mirai, ou melhor, Lotus, eu não questionava. Ela é minha amiga, além de ser a “lover” do Raito. Park Jimin, seu irmão, é humano, então sinto-me temerosa quanto a isso. Os irmãos Mukami, apesar de não se darem muito bem com os Sakamaki, possuem certa afinidade com Mirai, e eles não me parecem nenhuma ameaça. Jung Hoseok, meu antigo amigo coreano da época em que eu ainda não estava nessa mansão ainda possui certo contato comigo e até mesmo com os membros da família Sakamaki. 

—Terminei. —Anunciei. 

—Engano seu. Tu apenas começaste. Tens de entregá-los. —Reiji retrucou.

 

[...]

 

POV Mirai 

O barulho quase silencioso da campainha me desperta de meu sono. Olho para o lado, vendo Jimin ainda adormecido, e levanto sem acordá-lo. 

Atendo a porta do jeito que estou.

—Yui-chan, que surpresa! —Digo, abrindo espaço para que a loira entre e, assim ela faz.

—Lotus-chan, bom dia. 

—Por favor, me chame de Mirai. Apesar de Lotus ser meu verdadeiro nome, eu pensei que Mirai é a melhor opção por motivos pessoais. 

Eu não poderia ter dito verdade maior que essa. Lotus é o nome que me vincula a minha verdadeira família, aquela cujo único sobrevivente está aqui. A família que foi morta por vampiros e teve sua vida desgraçada por eles. Esse é o nome de quando eu fui sequestrada, tirada a força de tudo que me protegia. Ainda me chamava Lotus quando roubava na rua para conseguir comida, embora eu estivesse em ruínas tão profundas que não conseguia sequer lembrar desse nome. Esse maldito nome. Embora Mirai tenha sido o nome dado por Karl, um dos seres que eu mais odiei em toda a minha vida, foi com esse nome que conheci Jimin, meu irmão de verdade. Foi com esse nome que me tornei quem sou, que conheci Raito, assim como todos os Mukami e Sakamaki. Eu manterei meu nome assim. Mirai. O futuro. Soa bem para mim. 

—Como desejar, Mirai. —Disse, com simpatia.

—Não quero ser rude, mas o que faz aqui? —Perguntei. 

Ela entregou-me 6 envelopes. 

—São convites do meu casamento com Ayato. Um para você, um para Jimin e quatro para os irmãos Mukami. —Ela disse, sentando-se no sofá.

Sentei-me ao seu lado, guardando os belos convites em cima da mesa de centro.

—Algo me diz que você não veio só por isso. —Conclui, olhando nos olhos alarmados da loira.

—Adivinhação? —Ela indagou.

—Intuição se encaixa melhor. —Respondi, com um sorriso.

—Eu tenho um pedido a fazer. —Começou. —É para proteção do seu irmão.

—Eu farei qualquer coisa para protegê-lo. —Ela sorriu, com os olhos brilhando.

—Ele será o único humano cercado por vampiros. Eu preciso que você disfarce seu cheiro, além de tentar ensiná-los alguns aspectos do comportamento vampírico. Além disso, evite  deixá-lo sozinho. 

Assenti, anotando mentalmente os tópicos da minha “lista de afazeres”. 

—Mirai-chan, como você está? —Perguntou-me, de súbito, mudando completamente o assunto. 

—Como assim? Estou bem. —Ri nasalmente.

—Me refiro à Raito. O que há entre vocês? 

Tive a sensação de que minha expressão facial murchou, entregando meus sentimentos de bandeja para a loira. 

—Para ser sincera, eu não sei. Ele não me mandou mensagens ou tentou falar comigo desde que fizemos... aquilo. Eu sei da fama dele, o Don Juan, pegador da escola inteira. Mas eu pensei que era mais que aquelas pessoas eram para ele. Mas como ele não me procurou, talvez eu seja apenas “mais uma” da sua lista de conquistas. —Comecei a desabafar, com sinceridade. —Ele é meu primeiro amor, não farei rodeios quanto aos meus sentimentos, pois eles estão muito claros na minha mente. Mas eu sei que Ayato possui barreiras contra os próprios sentimentos. Eu apenas tenho medo que ele não me procure mais e aja como se tudo isso que vivemos juntos jamais tivesse acontecido.

—Mirai-chan, deixe-me te dar um conselho. Não desista do Raito-kun. Ele ainda não se acostumou com o romance e com seus próprios sentimentos, mas eu te garanto que você foi a primeira e única pessoa a mudar as concepções dele sobre o amor. Ninguém jamais imaginou que isso um dia viria a acontecer, então não se martirize com pensamentos ruins. Apenas dê a ele uma chance de ter a “primeira vez” em algo que não seja 100% carnal. Confie em mim. —Ela disse, confortando-me com suas palavras doces. 

Palavras doces têm o poder de apagar mentiras amargas? O que eu estou dizendo? Ela não seria capaz de fazer isso. Mirai, deixe sua insegurança de lado uma vez na vida, por favor.

—Eu só estou insegura. —Comentei, cabisbaixa.

—Eu entendo muito bem esse sentimento. Mas eu conheço Raito muito bem, e você é muito importante para ele, ao contrário dos “casos” que ele tem por aí. Você não é apenas mais uma. Você é especial, Mirai-chan.

É tão difícil assim aprender a confiar nas pessoas? Ela está dizendo a verdade, eu sei disso. Mas por que minha insegurança é tão grande ao ponto de eu não conseguir acreditar totalmente na mensagem explícita em seus lábios? Eu tentarei ao máximo vencer esse sentimento ruim e deixar que as sensações boas possam prevalecer. 

—Obrigada, Yui-chan. Eu tentarei relaxar quanto a isso por ora. 

—Fico feliz em saber. —A loira levantou-se do sofá, e eu fiz o mesmo. Seguimos até a porta. —Eu tenho apenas mais um pedido. 

—Pode pedir o que quiser.

—Poderia escolher um vestido de casamento comigo? Você é minha única amiga e eu achei que—Cortei-a, sem intenções de o fazer, com minha empolgação.

—CLARO. 

Amiga... Sorri com o ressoar da palavra em minha mente. 

—Então eu vou te esperar. —Ela disse, com o sorriso mais sincero que já a vi dar.

Arrumei-me e deixei um bilhete ao lado da cama, informando ao Jimin que saí, mas voltaria em breve. 

Yui e eu saímos, olhando as vitrines das lojas na rua. Por um momento em minha vida, senti-me...normal. Do jeito que uma garota adolescente comum deveria ser. Indo às compras de braços dados com uma amiga. 

Esqueci-me da minha insegurança sobre Raito, do medo de algo ruim acontecer com Jimin. Eu estava sorrindo, conversando e escolhendo vestidos para Yui no vestiário de lojas. 

Muito obrigada por tornar o início desse dia tão especial, Yui-chan.

 

“O amigo comprovado, prende-o firme no coração com vínculos de ferro, mas a mão calejes com saudares a todo instante amigos novos.”

~William Shakespeare


Notas Finais


amores, muito obrigado por tudo
esse cap ficou meio chatinho mas achei necessario fazer os preparativos para o casamento...
comentem à vontade, eu amo ler.... na vdd uma das melhores partes é me comunicar com vcs (por isso estou um pouco triste comigo mesma por nao ter respondido os ultimos comments, mas juro juradinho que o farei assim que eu puder)
vou mimir
boa noite para todos vcs <3
kissus de baunilha


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...