História Lágrimas de um sorriso - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Tags Byahime, Byakuya Kuchiki, Orihime Inoue
Exibições 54
Palavras 4.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shounen
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá a todos, essa fic não será longa porém a ideia dela tomou todo o espaço do meu juízo e contra meu bom julgamento tive que coloca-la no papel, por assim dizer. Vou demorar um pouco a atualiza-la, tenho toda a pretensão de voltar a escrever Duas vidas e pretendo postar o mais breve possível.

Capítulo 1 - Onde tudo começa


Fanfic / Fanfiction Lágrimas de um sorriso - Capítulo 1 - Onde tudo começa

 

Era sempre assim, mesmo depois de tanto tempo ainda sentia o coração doer sempre que pensava nele, a menor de todas as dores, apenas algo que poderia ter sido: Ichigo Kurosaki. Todo o colegial e os três primeiros anos de faculdade sofrendo por um amor não correspondido, ele gostava dela, claro, eles eram amigos em primeiro lugar, mas as coisas mudaram bruscamente tão logo um belo dia ele apareceu com uma namorada, Myako, ele estava tão feliz e sorridente que não houve outra opção a não ser trancar esse amor bem fundo no coração e pedir a deus todos os dias para que um dia ele deixasse de existir. Se não fosse pelo que aconteceu a seguir ela teria conseguido, só que agora uma memória estava atrelada a outra e isso era o que realmente doía.

‘Vamos Orihime, hoje você tem uma entrevista numa empresa muito importante, não pense mais nisso, um dia vai passar como tudo em sua vida isso também vai passar.’

Orihime levantou-se, tomou um banho frio para ficar alerta e pegou seus pertences já bem organizados para ir a Kuchiki’s Enterprise, uma das mais prestigiadas multinacionais que raras às vezes abriam vagas de trabalho e mais raro ainda era aqueles que conseguiam sequer uma entrevista. Ela ainda agradecia a sua sorte ter conseguido uma, riu com um pouco de amargura quando percebeu que se fosse antes estaria falando de homenzinhos verdes, mas até isso foi tirado dela quando seu coração foi partido e sua alma rasgada em pedaços. Tudo foi tirado dela, mesmo a sua sanidade.

‘Não é culpa dele, apenas doeu demais, mas foi bom só assim fiquei um pouco mais séria.’

Mais uma vez riu de si mesma, seus instrutores sempre falavam que ela era a melhor de suas alunas, mas seu jeito divertido e sonhador disfarçava sua competência, prejudicando a primeira impressão que dava sempre que si candidatava a algum emprego. Lembrou-se de quando Ukitake-sansei lhe ligara informando sobre a entrevista, ficou muito feliz mas muito assustada, aquele não era um lugar para falhas, tinha que dar o melhor de si. Depois de tudo ter em sua ficha um período de internação em uma clinica psiquiatra não ajudava nem um pouco, mesmo assim decidiu ir em agradecimento a seu sensei.

‘Hoje tem sido um dia pera memórias... queria poder construir novas... mas felizes... faz tanto tempo que não sinto meu coração em paz... eu acho que nem sinto mais meu coração.’

E era verdade, rosto corado, coração acelerado, mãos nervosas, olhos vagando, timidez todas essas coisas não existiam mais, haviam morrido e, ao que tudo indicava não voltariam mais. Sua alma ainda era a mesma, cálida e amorosa, era sua natureza no final de tudo, só que agora ela era uma alma vazia que simplesmente não faria mão a ninguém e sempre estaria disposta a ajudar.

Flashback

Ela havia mudado muito nos últimos dois anos, de uma única vez perdera a todos que amava. No dia que seu grande amor de uma vida inteira chegou acompanhado a reunião que todos faziam mensalmente ela não conseguiu ficar lá. Uryuu e Tatsuki perceberam e fizeram de tudo para amenizar a situação, mas foi em vão. Sado se ofereceu para leva-la para casa, mas ela não quis, Mizuiro e Keigo insistiram para que ela ficasse mais um pouco, mas nada adiantou. Ela precisava respirar e aquele lugar estava sufocando ela.

Depois de sair decidiu chorar em paz no parque perto de sua casa, não queria que seus pais ou seu irmão a vissem naquele estado e já era tarde quando resolveu voltar. Sempre se perguntou se isso foi bom ou ruim. Se tivesse ficado com seus amigos teria ido pra casa no horário de sempre, mas seu coração partido queria um pouco de espaço, o que a fez ficar até bem tarde no parque. O que fez com que ela ainda estivesse viva.

Mal deu dois passos em direção a sua casa ouviu vários disparos de arma de fogo e por um momento seu sangue gelou em suas veias. Seu pai sempre tinha dito para ir para o mais longe possível de qualquer barulho que indicasse tiroteio e mesmo contra seu melhor julgamento seu corpo seguiu em direção aos disparos. Algo estava errado, terrivelmente errado, ela sentia, seu pai e seu irmão eram policiais e um tiroteio ali não podia significar nada bom. Seus instintos não poderiam estar mais corretos.

Ela primeiro viu seu pai em frente a sua casa já sem vida com sangue vertendo por todo seu dorso, dali pra frente ela seguiu por inercia, passos lentos a fizeram ir para dentro da casa onde ouviu mais um disparo fazendo seu corpo pular. Olhando para cima viu quando um homem caía do andar de cima bem em sua frente num baque surdo. Olhou no corredor que dava pra cozinha e viu mais um homem lá que aparentava também estar morto. Subiu passo a passo para o andar de cima onde viu seu irmão abraçado ao corpo de sua mãe, seus lindos cabelos ruivos encharcados de sangue.

- Onii-chan... – Sua voz estava estranha até para ela mesma.

- Orihime – A voz de Sora estava fraca, muito baixa, sem vida – Você tem que ser forte “hime-hime”, nós não vamos estar aqui pra você...

- Onii-chan... por favor... fica comigo... – Sua garganta doía, arranhava, seu corpo ela já nem sentia mais.

- Viva por nós, por todos nós, encontre alguém que mereça seu amor... eu quero... eu... quero ver... você... sorrir... – A vida de Sora terminou ali.

- Onii-chan – Ela olhou para trás na direção onde estava o corpo de seu pai – Onii-chan – Ela olhou para sua mãe que tinha o rosto no peito de Sora – Onii-chan – Ela viu o sangue em seus pés e na barra seu vestido.

Tudo estava vermelho, ela caiu de joelhos com as mãos no chão só então vendo ‘tanto sangue tanto sangue tanto sangue tanto sangue’. Ela não teve coragem de tocar em ninguém e quando olhou suas próprias mãos elas estavam vermelhas de sangue. Levantou e desceu as escadas correndo em direção a rua parando mais uma vez ao ver seu pai.

- AGRHHHHHH!!!! - A ultima coisa que ela lembrava era do grito que rasgou sua garganta e da escuridão que era muito bem vinda.

Oito meses depois...

- Seus amigos ainda ligam pra você. – Saori, uma das enfermeiras da ‘casa de repouso’ falou com carinho.

- Oh! Eu vejo. – Orihime sorriu, o mesmo sorriso cálido de sempre embora seus olhos não tivessem mais o mesmo brilho. – Acho que quero apenas voltar pra faculdade.

- Você não deve evita-los. – Ela lhe deu um sorriso gentil.

- Eu sei, não quero que fiquem preocupados.

Depois de dois dias dormindo e acordar gritando, Orihime havia caído em uma depressão profunda e todos tinham medo de que ela tentasse se matar. Não comia, não falava e nem ao menos se mexia, a única coisa que fazia era gritar quando acordava então passava o resto do tempo com o olhar vidrado. A policia havia descoberto um terceiro bandido e junto com ele o que havia acontecido: Uma tentativa de assalto que terminou em latrocínio e ela só escapou por que não estava em casa. Nada disso serviu para tirá-la de seu estado catatônico. Havia herdado os bens da família, afinal era a única herdeira, mas não queria nada e também não era muita coisa: a casa, o carro e um pouco de dinheiro numa conta.

Por fim decidiram interna-la numa clinica de repouso para que ela recebesse o tratamento necessário, o Departamento de Policia onde seu pai e irmão trabalhavam insistiram em pagar por tudo, muitos deviam a vida ao Inspetor Inoue e muitos se sentiam em divida com ele e dentre eles dois se propuseram a responsabilidade de manter um cuidado sobre sua única filha. Urahara Kisuki, melhor amigo e Detetive no mesmo departamento assumiu a responsabilidade de cuidar dos bens dela enquanto Kanpachi Zaraki se encarregou de descobrir tudo e se assegurar que nada mais acontecesse com ela, por incrível que possa parecer ele olhava para Orihime e via sua própria filha Yachiru, nada parecidas, mas ele não conseguia deixar de imaginar sua pequenina na mesma situação, um ódio insano corroía seu ser.

Ele descobriu que ela simplesmente não queria ver ninguém, apenas ele e Urahara, então prontamente encarregou-se de afastar qualquer um, mesmo seus amigos, de perto dela. Tatsuki quis batê-lo, Uryuu xingou abertamente, Sado juntou-se a Tatsuki e Ichigo teve a reação mais explosiva de todos – Você não pode me impedir de vê-la!! Ela é minha amiga, saia da minha frente! – E depois de acertar um soco no rosto de Zaraki ganhou um dia na detenção para “esfriar a cabeça”.

Depois que recebeu alta da clinica passou a morar no pequeno apartamento que Urahara comprou pra ela após a venda da casa e do carro, ela não queria nada daquilo. Voltou para faculdade que pagava com o dinheiro que estava em sua conta, mesmo relutante em usar o que era de sues pais e irmão a faculdade era cara. Para se manter passou a trabalhar meio período na mesma clinica onde tinha ficado. Sentia-se bem ali, longe de mundo. Encontrava-se com Urahara e Zaraki só para garantir-lhes que estava bem e nas poucas ocasiões em que encontrara algum de seus amigos ela sempre se esquivava.

- Tatsuki-chan preciso ir, tenho que trabalhar, depois nos vemos.

- Oh! Kurosaki-kun fico muito feliz que você esteja feliz, depois nos vemos.

- Até mais Sado-kun, Uryuu-kun. Tenho que ir, estou atrasada.

Ela sorria e seguia em frente, nunca ouvindo os protestos de seus amigos ou a insistência deles em falar com ela, sempre recusando qualquer convite e ignorando completamente as reclamações de Tatsuki e Ichigo, este o mais revoltado de todos embora ela não entendesse por que. Era melhor assim.

...

‘Tenho que parar de pensar nisso, sempre me entristece. Ah! Cheguei!’

Ela nem tinha percebido que estava nas escadas do principal prédio da empresa, perdida em pensamentos como estava fez todo o caminho ate ali, não era longe de sua casa então achou melhor ir andando e com tantas memorias fez todo o caminho sem nem perceber.

- Bom dia! Vim para uma entrevista no 32º andar. – Falou ela a recepcionista calmamente.

- Andar da administração... Nome? – Ela nem olhou pra ver com quem falava.

- Inoue, Orihime. – Ela não si incomodou, há muito tempo coisas do tipo não incomodavam mais.

- Sim, aqui está pode subir sala 322 Abarai Rukia. - ‘Mais uma pobre coitada para servir de capacho para os Kuchiki’s.’

- Obrigada. – Ela recebeu o chacha e seguiu em direção a elevador e só quando apertou o botão do devido andar percebeu que era a cobertura.

‘Eu vou estar um pouquinho mais perto do céu... um pouquinho mais perto de vocês...’

Só nesses momentos, apenas nesses raros momentos é que ela si permitia sentir um pouco de alguma coisa, seus olhos brilharam com as lágrimas que nunca derramou, tudo trancado no mais profundo de seu ser. Seu corpo inteiro tremeu e ela ofegou sentindo a tão familiar punhalada no peito que sempre sentia quando se permitia pensar demais, lembrar demais.

Quando as portas do elevador se abriam ela ainda respirava de forma entrecortada e seu coração ainda doía e foi com passos pausados que ela chegou à sala 322. E quão não foi sua surpresa que logo na entrada tinha um enorme coelho de pelúcia branco com um laço vermelho. Ela sorriu “Ah! O laço!!” Estava desfeito, ela se aproximou sem nem pensar se podia refez o laço com perfeição e sorriu mais uma vez.

- Agora você está perfeito. - Quando observou seu redor encontrou outros três pessoas, dois homens e uma mulher. – Boa tarde. – Encontrou um lugar próximo a janela e sorriu olhando para o céu.

...

- Ela tem os olhos iguais aos de...

Rukia Abarai, herdeira da família Kuchiki observava de sua sala a chegada de cada candidato, faltava apenas mais um. Seu enorme coelho na verdade era mais que isso, era um espião, um teste. Sua famosa paixão por coelhos também era uma arma e o laço foi mais que isso: Quem não fosse capaz de ter atenção aos detalhes e capacidade de tomar iniciativa não serviria para trabalhar com ela.

- O que você disse Rukia?

Renji, seus braços, suas pernas e seu coração transformado em pessoa, casados a mais de dois anos e juntos a vida inteira, a conhecia melhor que ninguém e não era sempre que ela falava naquele tom: distante, melancólico e solidário. Eram poucos os amigos que ela e seu todo poderoso irmão tinham, mas quando ela encontrava alguém que lhe interessava não largava mais. Ele, seu adorado nii-sama, não tinha ninguém além deles.

- Essa moça... ela tem o mesmo olhar que nii-sama só que ela ainda sorri... mas seus olhos são tão vazios. – Ela observava Orihime enquanto a mesma olhava para o céu.

- Rukia não dá uma de maluca, Byakuya-sama ainda não te perdoou pela última. – Renji riu ao lembrar da tentativa de Rukia de fazer Byakuya conversar com uma tal de Myako, herdeira de uma outra empresa, simplesmente desastroso.

- Ela é diferente Renji, não sei como mas é.

Renji não podia discordar, além dela ser muito bonita tinha alguma coisa nela que automaticamente exigia que alguém a protegesse, parecia tão delicada e ao mesmo tempo parecia que ela tinha passado por um inferno e tinha sobrevivido “Ela deve ser mais forte do que parece.” Renji riu mais uma vez se perguntando se dessa vez sua esposa acertara em cheio. Nesses pensamentos ele viu quando a ultima candidata chegou, ignorando totalmente o coelho que, por controle remoto, já estava com o laço desfeito. Renji sorriu mais uma vez.

...

- Aqui estão os dossiês.

Rukia não era a única que observava os candidatos, Byakuya também tinha total interesse nessa contratação em especial, a pessoa escolhida trabalharia diretamente com sua irmã, iria ser praticamente sua sombra e consequentemente estaria em contato constante com ele, então ele tinha total intenção de saber tudo a respeito de cada um. Como a soma de dois mais dois ele sabia que a ruiva que refez o laço do coelho era a que tinha saído na frente na corrida pela vaga ele foi direto ao dossiê dela.

- Pode se retirar Yoruichi.

Na mesma medida que ele se irritava com sua chefe de segurança ele também confiava nela, a mesma havia sido indicada por um amigo da família e antigo Comandante da força policial da cidade e nos últimos sete anos, precisamente desde que seus pais e sua irmã mais velha haviam sido assassinados em um atentado, ela tinha total atenção em todos que trabalhavam na empresa, apenas sua vida particular ficava fora dos limites, coisa que não preocupava ninguém, afinal ninguém chegava perto dele.

‘Vinte e cinco anos, formada em administração e marketing com especialização em idiomas... ótima referencia, Ukitake não indica qualquer um... mas o que?... família assassinada em assalto e quadro de depressão... ela... ela... ela é sozinha...’

Ele não quis dizer mais ela era igual a ele, ou ela era ainda mais só do que ele e por mais absurdo que pudesse parecer isso o afetou mais do que qualquer coisa ou qualquer pessoa que já tivesse se aproximado dele. De uma maneira totalmente única parecia que ele conhecia ela de uma vida inteira e quando esse pensamento atingiu sua consciência ele sentiu algo que jurava nunca ter sentido antes em sua vida: Seu coração bateu forte dentro de seu peito.

Flashback

- Podem ir eu tomo conta dela. – Byakuya falou para Sojun.

- Filho, você tem certeza, é um evento importante e era para toda família estar presente, somos os últimos que atende como Clã. – Sojun sempre um represente fiel de sua linhagem.

- Há essa hora não conseguiremos ninguém para ficar com Rukia, não de confiança. – Na verdade tudo que ele menos queria era alguém tentando empurrar outra mulher para ele, o que o dinheiro não fazia.

- Byakuya você é o homem mais difícil de conquistar que conheço. – Falou sua mãe sorrindo.

- Não vejo razão para tal no momento.

E com isso ele se despediu de seus pais e sua irmã mais velha Hisana e fui cuidar de Rukia que do nada havia sido acometida de uma febre muito alta impossibilitando que ela pudesse comparecer a um dos muitos eventos aos quais eles sempre compareciam. Ele foi direto para o quarto de Rukia e de lá viu quando o carro saiu da garagem, fez o contorno no chafariz em frente à mansão e seguiu para o portão transformando-se em uma bola de fogo em seguida.

BUMMMMMMM!!!!

Byakuya não conseguia tirar os olhos da bola de fogo em que havia se transformado sua família, por um momento ele olhou para a cama e viu que Rukia ainda delirava devido à febre alta, voltou seu olhar e viu que os seguranças estavam tentando apagar o fogo e sirenes podiam ser ouvidas. De onde estava viu que um dos seguranças se afastava lentamente, pegou o celular e avisou ao chefe da segurança que conseguiu pegar o rapaz.

Era pra todos terem morrido, um dos sócios da empresa havia encomendado a morte de toda a família para assim herdar todo o patrimônio em uma jogada extremamente bem articulada exceto por uma falha: dois membros da família estavam vivos, por uma infecção idiota ele e Rukia haviam escapado. O segurança detido entregou tudo e os responsáveis foram presos e Byakuya trabalhou diligentemente para ser o único dono de tudo e agora com vinte e nove anos era o único dono de todo o Conglomerado Kuchiki e também a pessoa mais isolada, distante e impossível do mundo.

...

- Rukia na minha sala. – Ele não sabia o que havia se apoderado dele, mas ele a queria.

- Hai!

Ele não estava em seu juízo perfeito, essa era a única explicação, nunca em sua vida ele havia sentido a necessidade de estar perto de alguém, nem mesmo de sua família só que agora ele queria estar perto daquela ruiva, Orihime Inoue, o olhar dela o fez congelar a tela de segurança no exato momento em que sorriu após ter feito o laço do coelho e desde então só desviou o olhar para ler seu dossiê.

‘Parece que conheço ela a vida inteira, nunca senti esse tipo de ansiedade... devo estar louco mas preciso descobrir o que é isso.’

- Nii-sama? – Rukia já estava na porta e nada dele nota-la ‘O que deu nele?

- Inoue Orihime, ela será sua assistente e minha também. – Frio e impassível como sempre.

- Pra atender a nós dois ela praticamente vai viver com a gente. – Rukia teve uma ligeira dificuldade de raciocinar após o “pedido” tão “delicado” de seu irmão.

- Que seja, não vejo problemas com isso. – Na verdade seu coração mais uma vez o traiu e bateu forte em contentamento.

- Sim nii-sama.

‘Vou precisar de umas quinhentas velas, muitos muitos muitos muitos incensos, acho que só meus joelhos não vai ser suficiente Renji vai agradecer também e tenho que começar a cumprir minha lista de promessas... qual foi a primeira mesmo...?’

Ela voltava a sua sala enquanto divagava ainda sem acreditar no que ouvira. Desde a morte de sua família Byakuya nunca tinha demonstrado qualquer sinal de querer proximidade com ninguém. Ela acreditava que a continuação da linhagem da família estava destinada a ela que mesmo tendo adotado o nome Abarai, mas por segurança que qualquer outra coisa, ainda tinha o sangue Kuchiki e sabia que seu marido nunca se oporia a uma mudança de sobrenome.

- Rukia o que você tem? – Renji olhava para ela quase com medo.

- Renji metade do meu trabalho está resolvido – Ela sorriu finalmente percebendo toda a dimensão do pedido de Byakuya – Nii-sama quer ela.

- O QUE!!! – Renji quase cai da cadeira.

- Quais departamentos precisam de assessoria? – Ela já estava em movimento – Nii-sama disse que ela seria para nós dois mas vou deixa-la direto com ele, vou pegar outra pra mim e direcionar o restante.

Em via de regra eles só chamavam a quantidade exata para os cargos disponíveis mas diante do “pedido” de Byakuya uma vaga ficaria em aberto isso se os candidatos restantes fossem suficientemente bons. Então que comece o show.

- Boa tarde a todos. – Cumprimentou Rukia com Renji em seu encalço – Teremos um ligeiro bate papo na sala de reuniões onde perguntas serão feitas e deverão ser respondidas, além de nós dois outros membros da diretoria estarão presentes, especificamente aqueles para os quais sua habilidades serão destinadas. Venham.

Nemo Kurotesuchi chefe do setor de pesquisa e desenvolvimento, Unohana Retsu chefe do departamento pessoal, Toshiro Hitsugaya chefe do departamento de tecnologia, Gin Ichimaru chefe do setor de relacionamento exterior e Rankigo Ichimaru chefe do setor comunicação externa e imprensa. Como sempre em todo processo seletivo Shihoin Yoruichi estava presente analisando minuciosamente cada um. Surpresa mesmo era a presença de Byakuya Kuchuki que contrariamente sentou-se próximo a uma das muitas janelas panorâmicas em vez de sua cadeira na ponta da mesa.

Todos ficaram surpresos, mesmo Rukia e Renji embora disfarçassem muito bem. Como previsto por Byakuya Orihime sentou-se perto dele, ignorando totalmente quem era o homem ao seu lado. Ele observava todos os seus movimentos e viu quando ela olhou para o céu e sorriu, não perdendo o brilho das lágrimas que inundaram seus olhos e o esforço que ela faz para contê-las.

As perguntas começaram, desde as mais básicas como informações pessoais as mais capciosas como os objetivos e pretensões de cada um com as velhas e boas pegadinhas que cada questão incluía. Porem foi a reposta de Orihime a pergunta mais simples e intrigsnte de todas que desconcertou totalmente Byakuya.

- Eu sou uma pessoa honrada. – Respondeu um.

- Eu faria o que pudesse para evitar tal situação. – Falou outro.

- Eu seguiria os protocolos de segurança. – Falou outra.

- Eu ajudaria no que fosse possível. – Respondeu mais uma.

- E você Orihime Inoue, qual sua atitude diante de uma possível tentativa de atentado ou traição? – Perguntou Rukia, sempre com um ligeiro tom amargo ante a realidade que ela já tinha vivido e uma possível porem muito difícil outra tentativa.

- Eu daria minha vida para que ninguém sofresse algo assim, perder tudo, e nunca, nunca jamais trairia ninguém.

Era perceptível a dor um sua voz diante da possibilidade dela ser capaz de trair alguém, a mais ainda era a angustia que ela sentia só em pensar em alguém poder a vida diante dela. Ela conhecia essa dor. Para Byakuya aquilo foi suficiente, essa tortura psicológica acabaria ali para ela, no momento em que ele ficou de pé todos se calaram.

- Definam se alguém se encaixa nos seus requisitos e me passem tudo. – Nesse momento todos concordaram então ele olhou para Orihime – Eu quero você.

Rukia quase grita de emoção, Renji caiu da cadeira, com exceção dos demais candidatos que até o momento não sabiam quem era aquele homem todos na sala fizeram sons de espanto e expressões de choque completo. E Orihime cravou a mirada naquele homem tão peculiar, algo no olhar dele fez despertar nela um desejo que a alguns anos não sentia: vontade de viver. Desde a perda de sua família ela não prestava atenção a ninguém a sua volta, não queria voltar a correr o risco de sentir a mesma dor de perder a quem se ama. Mas aquele homem de pé diante dela fazia seu coração bater como a muito tempo não sentia e ela teve medo de onde as coisas iriam chegar.

- Sim nii-sama – Olhos de Rukia brilhavam
             - Venha comigo. – E outra vez a mesma sensação de pertencer a alguma coisa.
             - Sim senhor.

Era diferente de tudo que alguma vez sentiu em sua vida, a emoção, o calor, a presença... Era como se ela sempre tivesse atendido esse chamado, parecia que ele sempre  chamou por ela, a vida inteira, e ela sempre atendeu embora não fizesse a menor idéia de onde vinha essa sensação ou mesmo de quem era ele.

- Você sabe quem sou? – Perguntou Byakuya já em sua sala.
            - Não, sinto muito – Ela sorriu embora tivesse uma nota amarga – Passei os últimos anos de minha vida enterrada nos estudos.
            - Sou Byakuya Kuchiki. – Ele esperava pra ver qual seria sua reação, pareceu levar um tempo antes que ela fizesse a associação.
          - Byakuya... – Ele estremeceu ao som de seu nome na voz dela – É estranho mas você me parece tão familiar embora eu sei que nunca o vi antes.
             - Também tenho essa impressão – Ele não teve como não admitir e Orihime sorriu ao ouvir isso.
             - Você por acaso é o dono de tudo isso? – A expressão de Orihime mudou totalmente.
             - Sim – Ele quis rir diante da mudança de tema tão de repente.
       - Perdoe-me Senhor, não quis faltar com o respeito. – Ela acreditou que havia acabado com sua oportunidade bem ali.
          - Não precisa se preocupar, você agora faz parte de minha vida tanto quanto eu mesmo, você irá trabalhar diretamente comigo e saberá de todos os meus passos. – Dentro dele ele sentiu que queria mais, muito mais.
             - Kuchiki-dono eu posso não ser a melhor das companhias... – Ela lutou contra o estranho desejo de estar perro dele.
               - Isso não será problema.

  Ela simplesmente olhava nos olhos dele que incrivelmente não tirava os olhos dela.

 


Notas Finais


Perdoem-me erros de português e qualquer outra coisa, espero que gostem dessa fic, agora vou voltar a me dedicar a Duas Vidas, Um Destino.


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