História Lágrimas do Dragão - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Tags Bulma, Dbz, Dragon Ball, Fantasia, Medieval, Vegeta
Exibições 109
Palavras 4.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Josei, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui vai mais um capitulo!

Beeijos e boa leitura!

Capítulo 26 - Romanticide


Fanfic / Fanfiction Lágrimas do Dragão - Capítulo 26 - Romanticide

Romanticide - Romanticídio

 

Deixe-me ser

E pare de dizer como me sentir

Eu preciso de uma experiência próxima da morte

O coração uma vez sangrando

Agora transformado em pedra

 

Dor temporária, vergonha eterna

Para tomar parte neste jogo de xadrez demoníaco

Cuspa em mim, vá embora, livre-se de mim

E tente sobreviver à sua estupidez


Veja-me arruinado por minhas próprias criações

 

Cidade do Noroeste - Reino Saiyajin

 

Os braços ao seu redor a seguravam firme, mas mesmo assim ela tentava de maneira inútil se afastar, pois estava se sentindo realmente incomodada pela atitude de Yamcha.

Não demorou muito para ele perceber o incômodo da Álfar e parou, apenas para olhar em seus olhos, e ver que o olhar dela era pior do que se estivesse irritada ou com raiva pelo o que ele fez, seu olhar era de decepção sobre ele e se repreendeu mentalmente pelo o que fez.

Perdeu as forças que tinha em seus braços e Bulma aproveitou o momento para se manter longe dele e se afastou o máximo que pode dando vários passos para trás.

No final das contas, o guerreiro concluiu que foi uma péssima ideia achar que poderia ser bom. Por mais que fosse algo que ele queria muito, e por mais que tenha esperado tanto por aquele momento, Bulma não queria, e acabou sendo egoísta o suficiente para se sentir no direito de beijá-la porque ele queria.

- Você está maluco, Yamcha? - a voz de Bulma não parecia mais suave como de costume e ele não gostou de ouvir aquele tom de voz dela se direcionando a ele, era pior do que qualquer tipo de ofensa que poderiam dizer, ou pior do que ser golpeado por um guerreiro mais forte. Tudo o que ele menos queria era que Bulma se afastasse dele por causa disso.

- Desculpe, eu…

- Não, Yamcha! Eu… Eu tentei ser o mais racional possível e compreensiva com seus sentimentos, mas você está sendo egoísta!

Yamcha passou a mão pelo rosto e se virou de costas, se sentindo incapaz de encarar Bulma por muito tempo, completamente envergonhado.

- Eu acabei agindo por impulso. Eu sei que não devia… - Bulma inspirou fundo, fechando os olhos, tentando manter controle. - Eu não quero que isso estrague nossa amizade. - Yamcha concluiu. Àquela altura, tudo o que mais importava para ele era que Bulma pelo menos continuasse sua amiga.

- E eu não posso permitir que isso volte a se repetir! Você tem noção do quão idiota você foi fazendo isso? - ele se virou novamente e olhou para ela, tentando endireitar sua postura novamente e se manter firme.

- Qual é, Bulma? Não pode ter sido assim tão ruim. Você já tinha feito o mesmo comigo outra vez, e bem, nada mudou, não é mesmo?

- Acontece que são momentos muito diferentes. Muita coisa mudou, Yamcha! - ela se calou, e percebeu que o humano ainda esperava por uma explicação, mas como ela poderia simplesmente dizer que naquele momento estava ficando com outro, ou apenas que aquele outro era Vegeta? - Ah, quer saber? Eu não sei nem porque estou me explicando, simplesmente você não deveria ter feito o que fez. Não importa a situação. - e sem esperar por resposta ela deu as costas e saiu dali, voltando de novo para o castelo.

Não queria discutir com Yamcha, e sabia que o melhor naquele momento era se afastar e esfriar a cabeça.

Yamcha suspirou e permaneceu no mesmo lugar, parado. Se sentia o maior idiota que existia. No fim, além de não ficar com Bulma, acabou magoando ela e era tudo o que ele menos queria que acontecesse.

Passou a mão pelos longos cabelos, e ficou ali, parado no mesmo lugar, vendo Bulma sumir do alcance de seus olhos.

- Droga. - ele resmungou baixinho, com mil e um pensamentos de culpa assombrando sua cabeça.

- Ei, Yamcha! Já organizei tudo, agora é só esperar pra partir. - Kuririn se aproximou de repente e só então percebeu a tensão sobre o corpo do amigo. - O que foi, cara? Onde está Bulma?

- Cala a boca, Kuririn. Tudo o que eu menos preciso nesse momento é de alguém me enchendo o saco! - ele falou irritado e se sentou derrotado no banco ao lado.

- Calma, calma. Eu não quero incomodar. - Kuririn ergueu as mãos em sinal de rendição, não precisou muito para entender que as coisas não fluíram muito bem entre eles.

- Acontece que eu estraguei tudo! Bulma disse que não queria ficar comigo, mas ela não estava irritada comigo, parecia pelo menos querer manter nossa amizade. Mas… acabei beijando ela e… estraguei tudo! - concluiu as palavras afundando o rosto em suas mãos.

- Vish, isso é mesmo um problema.

- Ok, ok. Eu já sei que é um problema e não preciso de muito para perceber que fui um grande idiota.

- Olha. Relaxa. A Bulma pode ter ficado incomodada por ora. Mas ela vai acabar relevando e esquecendo tudo isso. Ela não é do tipo que iria simplesmente estragar uma amizade de tantos anos por algo tão bobo como isso.

- Eu só queria que essa guerra passasse de uma vez. - confessou.

- Eu também, cara. Eu também. - Kuririn deu dois tapinhas no ombro de Yamcha dando apoio para ele. - De qualquer forma, não é hora pra ficar lamentando, precisamos ir.

Yamcha concordou com a cabeça e, juntamente de Kuririn, seguiram em direção ao castelo, já que logo eles partiriam com o rei saiyajin novamente para o reino humano.

 

A sua respiração estava pesada, e ele inspirou fundo, segurando o ar nos pulmões por alguns segundos, tentando fazer o corpo relaxar e manter o pouco de calma que lhe restava - se é que lhe restava calma ainda dentro de seu corpo.

Mentalizou exatamente o que precisava fazer para descontar sua raiva, e no fundo estava ansioso para isso.

Caminhou pelos corredores sem desviar o olhar para os lados, ignorando qualquer distração que pudesse ter pelo caminho, apenas se focando em seu objetivo, o controlando através de sua presença para chegar até ele.

Até que chegou no hall de entrada no mesmo momento em que viu Yamcha atravessar a porta com Kuririn.

Ele parou no topo da escada que levava até a sala do trono, e cruzou os braços com um sorriso no canto dos lábios ao vê-los entrar, sem se importar com a presença de Kuririn que estava ao lado do guerreiro humano.

Kuririn o avistou e mesmo não conhecendo ele, o reconheceu. Sabia que ele era o tal príncipe Vegeta, afinal ele era quase igual ao rei Saiyajin, exceto pelo olhar, visto que o príncipe parecia quase como se fosse um psicopata prestes a matar alguém.

Yamcha franziu a testa quando viu Vegeta. Nunca gostou muito dele, desde o momento em que trocaram as primeiras palavras. Ele era arrogante, egoísta e um tanto idiota, no seu ponto de vista. Mas se sentiu desconfortável quando percebeu que ele olhava diretamente em seus olhos, sem desviar o olhar por um segundo sequer.

- Ora, ora. - Vegeta falou alto e num tom de voz mais grave que o normal, e começou a descer alguns degraus lentamente, mas tão lentamente que parecia que ele levaria longos minutos até chegar na base. - Nem bem nos reencontramos e já vamos ter que se despedir, humano. Que pena.

- Vegeta. - o tom na voz de Yamcha não era agradável e fez o saiyajin rir ao sentir o gosto de desprezo.

- Pelo menos você teve sorte de termos chegado antes de você voltar ao reino humano, assim pode matar um pouco da saudade de Bulma, não é mesmo?

Yamcha olhou sem entender muito bem, e por algum motivo Kuririn estava sentindo o clima começar a pesar, se afastando um pouco, conforme mais perto Vegeta chegava.

Vegeta parou apenas alguns passos de distância de Yamcha. Ele era um pouco menor que o humano, mas olhava para ele como se Yamcha fosse tão insignificante quanto uma formiga.

- De qualquer forma, é uma pena que não possa ficar mais tempo aqui. - a ironia escorria pelas palavras deixando Yamcha cada vez mais incomodado, sem entender o que Vegeta queria incomodando ele com isso. Seja o que fosse, ele não podia cair na lábia do saiyajin.

- Tudo bem. É só uma questão de tempo. Logo essa guerra vai acabar e Bulma vai ficar livre novamente para voltar para a cidade do Oeste.

Vegeta ergueu mais a cabeça, sem desviar o olhar de Yamcha e sorriu.

- Não conte tanto com isso, humano. Talvez você nem sobreviva a essa guerra, e mesmo se esse milagre acontecer, talvez Bulma não queira voltar para a cidade do Oeste.

Yamcha piscou algumas vezes, não exatamente ofendido pelo fato de Vegeta praticamente jogar na sua cara que era fraco, mas porque ele mencionou o fato de Bulma talvez não voltar, e ele não gostou muito, mesmo sem entender o motivo para isso não acontecer.

- Não seja idiota. Bulma sente muita falta da cidade do Oeste, ela jamais iria pensar em ficar aqui, sendo que não teria mais motivos para isso. A guerra já vai ter passado, e não vai mais precisar de você.

Vegeta fechou os olhos e riu baixinho.

- Acontece que… eu não tenho costume de deixar certas coisas que pertencem a mim ficar longe.

Yamcha franziu a testa e não conseguiu falar nada, quando finalmente as palavras de Vegeta começaram a fazer sentido na sua cabeça, e que ele abriu a boca na intenção e falar, eles foram interrompidos.

- Ah, que bom que vocês já estão aí! - rei Vegeta e Nappa desciam as escadas juntos, enquanto Nappa carregava para o rei todas as coisas que ele levaria em sua viagem em algumas bolsas. Yamcha e Kuririn voltaram toda atenção ao rei, enquanto Vegeta parecia ignorar seu pai. - Espero que já estejam com tudo pronto, não quero perder mais tempo.

- S-sim, majestade, não se preocupe. Kuririn já deixou tudo pronto. Estamos apenas aguardando.

- Ótimo! Peguem logo suas coisas então e vamos, a escuna já está pronta para a viagem.

Yamcha concordou com a cabeça.

- Certo, prometo não demorar, majestade. - ele falou tentando se mostrar o mais cordial possível, mesmo no fundo sentindo que algo lhe incomodava ao agir assim, e fez sinal para Kuririn segui-lo e irem pegar suas coisas, tentando desviar de Vegeta que ainda insistia em permanecer na sua frente.

- Espere, eu não vou estar aqui quando voltar, então, acho melhor já nos despedir. - Vegeta falou antes que Yamcha pudesse se mexer, e ergueu a mão na sua direção, esperando por um cumprimento.

Yamcha olhou para Vegeta, sem gostar muito da maneira como ele estava lhe olhando. Um sorriso fino e irônico, com um olhar que mais aprecia assustador.

Ele sentiu a mão tremer levemente quando ergueu para cumprimentar o príncipe. E de repente, antes que pudesse alcançá-lo, o saiyajin desfez o sorriso e olhou mortalmente para ele. Ali, Yamcha sabia que não viria boa coisa a seguir.

Tudo aconteceu tão rápido.

Quando Vegeta recuou, não deixando o humano tocá-lo e em seguida acertou no rosto dele com força, fazendo o humano cambalear para trás e trazer todas atenções para cima deles.

Ninguém entendeu o que estava acontecendo e o por que Vegeta havia feito aquilo, por alguns longos segundos, todos permaneceram imóveis, como se não soubessem o que fazer.

E sem permitir que Yamcha caísse com o impacto, Vegeta logo o segurou e puxou pelo colarinho.

- Você deu sorte que está indo embora nesse momento, porque eu não vou permitir que volte a se aproximar de Bulma. - as palavras soaram baixas o suficiente apenas para Yamcha ouvir - Ela é minha.

O Saiyajin o soltou de maneira agressiva que Yamcha teve que se esforçar para ainda se manter em pé, completamente atordoado e sem entender o que estava acontecendo. Levou a mão até seu nariz e pode sentir o sangue quente escorrer pelos seus dedos.

Somente então os três que estavam ao redor conseguiram finalmente voltar a si.

Kuririn correu até Yamcha, preocupado, a fim de ver se o amigo estava bem.

- Vegeta! Volte aqui! Você enlouqueceu? - o rei chamou antes que o príncipe se afastasse o suficiente e sumisse do alcance de seus olhos. E Vegeta apenas olhou por cima dos ombros com um sorriso vitorioso.

- Apenas tenham uma boa viagem. - foi tudo o que ele falou, antes de finalmente alcançar o corredor que levava até o acesso à torre mais alta do castelo, ignorando completamente seu pai.

O rei suspirou, franzindo a testa e passou a mão pelo rosto. Não sabia o que tinha acontecido para seu filho fazer o fez, e naquele momento ele não queria se estressar indo atrás dele para descobrir.

- Está tudo bem, Yamcha? - Kuririn perguntou, preocupado.

O humano respirou fundo, se sentindo completamente irritado pelas palavras de Vegeta e humilhado pela atitude dele.

A vontade que tinha era de ir atrás do príncipe e dar o troco, mas sabia que ele não teria chances contra o saiyajin, então precisaria engolir seu orgulho. Mas o maior problema era as coisas que Vegeta tinha lhe dito sobre Bulma.

E ele precisava saber a verdade, ignorando completamente Kuririn ou o rei, saiu praticamente correndo em direção ao quarto de Bulma.

- Yamcha! Onde você vai? - Kuririn chamou, mas foi completamente ignorado.

- Será que dá pra me explicar o que aconteceu aqui? - o rei perguntou diretamente para Kuririn, que engoliu em seco.

- E-eu não entendi exatamente, majestade. Vegeta apareceu falando algumas coisas estranhas e de repente ele bateu no Yamcha. Eu não imaginei--

- Falando sobre quais coisas? - rei Vegeta questionou erguendo a sobrancelha.

- É… algo sobre Bulma. - Kuririn falou com o tom de voz mais baixo e viu o rei fechar os olhos e passar a mão pelo rosto. - Mas eu não entendi muito bem qual era o problema entre eles sabe… - ele complementou, mas Rei Vegeta ignorou completamente o último comentário de Kuririn.

- Nappa?

- Eu não sei de nada, majestade.

O rei suspirou.

- Não quero me estressar com isso nesse momento. Sugiro que vá atrás do seu amigo, humano. Não esperarei mais que cinco minutos para vocês chegarem até a escuna, caso contrário, partiremos sem vocês.

Kuririn concordou com a cabeça e viu o Rei se virar e sair, sendo seguido por Nappa.

 

Três batidas na porta fizeram ela voltar a realidade e se afastar da janela onde estava observando a rua, perdida nos próprios pensamentos.

Abriu, e viu Yamcha parado do outro lado.

A expressão dele era mais dura do que de costume, e ela fez uma careta em resposta não se sentindo bem ao vê-lo ali depois do que tinha acontecido. Ainda estava irritada com a atitude dele de alguns minutos mais cedo ao ter beijado ela praticamente à força, mas se desfez quando percebeu um filete de sangue escorrendo de seu nariz.

- O que foi que aconteceu, Yamcha?

Yamcha respirou fundo e franziu a testa, caminhou para dentro do quarto da Alfar sem nem mesmo ser convidado. Não queria discutir no corredor.

- Eu só quero saber sobre você e Vegeta.

Bulma sentiu um batimento falhar e o ar escapar de seus pulmões.

Estava esperando que Yamcha fosse se ajoelhar na sua frente e pedir mil desculpas, pedir para esquecer o que aconteceu e pensar melhor sobre eles, ou apenas para se despedir, pois logo partiria de volta para a cidade do Oeste e não queria ir brigado com ela.

Poderia esperar tudo, menos que ele fosse lhe perguntar algo como aquilo.

- Do que é que você está falando?

- Eu não sou um completo idiota, Bulma! Foi por causa dele que você decidiu não ficar comigo, não é mesmo?

Yamcha ficou em silêncio por alguns longos segundos, esperando uma resposta de Bulma, mas ela se sentia incapaz de falar qualquer coisa, ou apenas porque simplesmente não sabia o que falar. E o humano não precisou de resposta para saber a verdade. O silêncio da Álfar já era o suficiente para fazê-lo entender.

- Tudo bem. Eu já entendi.

- Escuta, Yamcha. Não é bem assim que as coisas aconteceram. E não foi por causa de Vegeta que eu decidi que não queria ficar com você. As coisas aconteceram um pouco rápidas demais entre eu e ele, mas eu já tinha me decidido antes que não iria ficar com você…

Yamcha apenas fechou os olhos, como se aquele simples ato fosse impedir de ouvir o que Bulma estava dizendo. Por mais que tenha sido ele quem lhe perguntou sobre, tudo o que ele não esperava ouvir, era Bulma confirmar que tinha sim algo com Vegeta.

- Eu gosto de você, Yamcha, mas como amigo. Com Vegeta é diferente. - Yamcha não respondeu. - Eu não quero que entenda errado, você é muito importante pra mim.

Yamcha balançou a cabeça.

- Certo. Eu entendo. - Bulma não sentiu firmeza nas palavras dele, e aquilo só deixou ela ainda mais apreensiva. Não queria que sua amizade acabasse daquela forma, Yamcha sempre foi seu melhor amigo e desde pequenos viviam juntos. Tudo o que ela menos queria era que ele ficasse irritado com ela por causa disso, e no fundo ela se culpou profundamente por dar falsas esperanças para ele desde o começo.

Algumas batidas na porta chamou atenção dos dois.

- Yamcha? Você está aí? Precisamos ir. - a voz de Kuririn soou do outro lado.

- Olha só, eu preciso ir. - Yamcha falou sem olhar para Bulma e seguiu em direção a saída, mas ela o segurou pelo braço e ele a olhou.

Ele não sabia dizer ao certo o que estava sentindo naquele momento quando olhou para ela, mas já não era mais a mesma  coisa.

- Bom… Tenha uma boa viagem então… - Bulma mordeu os lábios, aflita. - Diz a todos que eu estou com saudades já.

Yamcha concordou com a cabeça e sem esperar, Bulma o abraçou.

- Eu espero que não esteja irritado comigo.

O guerreiro suspirou.

- Tudo bem, Bulma. Está tudo bem. Vamos apenas deixar essa guerra passar. - Bulma concordou e se afastou. - Até breve.

Bulma o acompanhou até a porta de saída e avistou Kuririn que apenas se despediram com algumas palavras e acenos, enquanto ela ficou ali, vendo os dois amigos se afastar pelo corredor.

Ela suspirou, se sentindo completamente exausta com toda aquela confusão. Ela não sabia ao certo o que tinha acontecido, nem como Yamcha descobrira sobre ela e Vegeta, mas tinha uma sensação ruim quanto à tudo aquilo.

 

Nordeste - Reino Icejin

 

Conforme ele caminhava, lentamente, com dois de seus servos, pela estrada branca coberta de neve, avistava ao redor uma grande movimentação de criaturas obscuras que outrora viviam isoladas e distantes de qualquer povo e civilização; criaturas da neve que viviam nas montanhas, e até mesmo criaturas que viviam sempre em cavernas escuras e profundas; todas, cujo objetivo era nunca se aproximar de pessoas, naquele momento estavam ali no reino Icejin, sob o comando de Freeza e Rei Cold, treinando a favor deles para lutar na guerra, recebendo ordens e acatando as barbaridades do rei e seu filho, com o objetivo de assassinar qualquer ser vivo que se atravessasse na sua frente.

E ao observar, ele concordou mentalmente que Freeza era um filho da mãe inteligente. Conseguiu controlar facilmente todas aquelas criaturas a seu favor, e com isso, conseguiria uma grande vantagem na guerra, visto que ali havia criaturas de apenas um metro de altura, onde poderiam distrair facilmente os guerreiros inimigos, até os de três metros de altura, robustas e resistentes que poderiam arrancar facilmente a cabeça de uma pessoa apenas com as mãos.

E conforme mais caminhava, podia ver ao longe, os cavaleiros negros Icejins treinando incansavelmente com suas espadas e poderes obscuros de ilusão e conjuração.

Não importava o quão frio poderia estar ali na rua, eles não sentiam e não se abalavam facilmente com aquilo.

Até que finalmente ele alcançou a base da torre de Rei Cold e entrou após se identificar, deixando seus dois servos esperando do lado de fora.

Ali dentro, era quase tão frio quanto na rua. As paredes não pareciam bloquear nem um pouco do frio que predominava naquele lugar.

Tudo parecia ser de gelo ali dentro ou tudo apenas estava congelado. Subiu incansavelmente degrau por degrau, até chegar no topo e entrou na sala onde se encontraria com Freeza.

Ali, ele encontrou uma lareira, mas duvidou que fosse para esquentar o ambiente, visto que as janelas eram grandes e estavam todas abertas, onde entrava bastante vento por ser o ponto mais alto da torre.

- Grande Freeza. - a voz aguda e esganiçada de Babidi ressoou pelo local trazendo a atenção do Icejin, que olhou por cima dos ombros para vê-lo. Ele estava parado de frente para a lareira enquanto observava o fogo consumindo um pedaço de madeira, e em sua mão direita, segurava firme uma taça de vinho, como de costume.

Freeza se virou, com um sorriso nos lábios ao ver o mago Babidi.

- Ora, ora. Cheguei a pensar que nunca viria até mim. Já que somos aliados agora, deveria vir me visitar mais seguido, não é mesmo?

Babidi caminhou pela sala, se aproximando um pouco mais do tirano.

- No final das contas, o importante é que eu vim, e vim com um plano infalível.

Freeza ergueu uma sobrancelha, curioso e ansioso.

- Parece interessante. Vamos, me diga qual seria esse “plano infalível”? - perguntou, duvidando que o mago pudesse mesmo ter algo em mente que pudesse ser realmente útil.

Babidi pigarreou.

- Primeiramente, precisamos conversar sobre algumas questões, Grande Freeza. - Freeza olhou sem entender. - Você já está consciente de que a herdeira Álfar está sob proteção dos saiyajins, não é mesmo?

Freeza estreitou os olhos e maneou a cabeça.

- E você tem consciência de que isso pode ser perigoso para nós?

Freeza riu.

- Perigoso? Deixe de bobagens! Isso pode no máximo ser um pouco mais complicado, mas não vejo motivo para ser perigoso. Os saiyajins podem ser realmente fortes e tentar lutar para protegê-la ou mesmo que por acaso os saiyajins obtenham a joia dela, nada vai me intimidar. Eu vou possuir aquela jóia nem que eu tenha que matar até o último saiyajin que estiver vivo e se colocar na minha frente.

Babidi balançou a cabeça de um lado para outro lentamente.

- Não, eu não me refiro a isso. Me refiro a antiga profecia. - explicou e uma dúvida surgiu no olhar de Freeza, olhando para ele sem entender aonde o mago queria chegar.

- Do que é que você está falando?

- Você não conhece? Aquela que fala sobre a união capaz de destruir o mal, a união entre a força dos saiyajins e a bondade dos álfars.

Freeza pestanejou, curioso.

- Bem, não me recordo de algo como isso.

Babidi começou a caminhar pela sala, com os braços para trás.

- Na verdade, poucos sabem sobre ela. Ouso dizer que apenas os seres mais antigos da Terra ainda se lembram. Afinal, foi há muito esquecida. - ele andou alguns passos até chegar em uma das janelas para observar a rua, antes de continuar a falar. - o que eu quero dizer, Freeza, é que com a Álfar aos cuidados dos saiyajins, isso está muito próximo de acontecer, mesmo que eles talvez não saibam sobre a profecia, isso é algo que pode acontecer tão naturalmente quanto o cair das folhas no outono.

Freeza pareceu pensar por alguns segundos.

- E qual a probabilidade de isso acontecer?

- Na verdade, isso não aconteceu no início os tempos, mas tem a chance de acontecer dessa vez, isso se a álfar continuar no reino saiyajin, próxima do príncipe Vegeta. - Babidi se virou novamente em direção a Freeza. Percebia que ele estava curioso e até mesmo um pouco incomodado com todas as coisas que ele estava falando.

- Bem, o que afinal isso significa?

- Uma união dos dois reinos, ou da bondade com a força, como é citado na profecia. Bulma inteiramente ao lado de Vegeta seria o mesmo que unir as forças da Jóia do Dragão com a Espada Lendária, ou seja, seria praticamente o reinado mais poderoso da Terra. Além disso, qualquer herdeiro a partir deles receberá não apenas a espada, mas também a joia como herança. Qualquer herdeiro desde então será tão invencível quanto Vegeta pode se tornar com Bulma. Nenhum mal será capaz de se formar na Terra após isso.

Freeza por algum motivo se sentiu extremamente desconfortável após as palavras de Babidi. O poder que Vegeta poderia obter com Bulma, era o poder que ele almejava e que ele estava tentando alcançar. Se Vegeta o conseguisse antes, seria o mesmo que decretar a vitória do saiyajin nessa guerra.

Suas expressões, endureceram.

- E qual é o seu plano?

Babidi sorriu e respirou fundo, antes de contar cada detalhe do seu plano para impedir que Vegeta e Bulma pudessem ficar juntos, apenas omitindo que com isso ele se aproveitaria para conseguir a jóia e a espada para si.

Nada poderia dar errado, e Freeza concordou.


Notas Finais


Parece que Babidi já tem tudo esquematizado. Qual será os planos dele?


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