História Lágrimas Salgadas - Eldarya - Capítulo 3


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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Valkyon
Tags Eldarya, Erika X Nevra, Ezarel, Fantasia, Ficção Cientifica, Luta, Magia, Nevra, Novela, Romance, Sereia, Sobrenatural, Suspense, Valkyon, Violencia
Visualizações 70
Palavras 830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tem uma referência bem sutil à A Pequena Sereia
Na parte da música
Não tinha outra melhor

Capítulo 3 - A voz


Era doce, melodiosa e ecoante. Uma linda voz tão bela como de uma ninfa poderia fazer qualquer ser existente ali se apaixonar pelo suave som que surgia dos pensamentos de Nevra, mas era tão real que parecia estar mesmo sendo ouvida pelo vampiro. Sentia-se hipnotizado e preso ao som daquela doce voz.

Nevra abriu os olhos lentamente, tocando a mão que segurava seu rosto. O Sol era forte e fazia aquele rosto ser um pouco difícil de ser identificado. Ainda assim, sua visão estava embaçada.

- Nevra! - Gritou Ezarel, correndo na direção do vampiro.

Quando sua visão ficou nítida novamente, Nevra se sentou na areia, podendo ver somente algo semelhante a um grande rabo de peixe desaparecer dentro da água.

- Nevra! Nevra,você tá bem? - Perguntou Valkyon, acompanhado de Miiko, Alajéa e Ezarel.

Ezarel estendeu a mão para Nevra, que aceitou a ajuda.

- Vocês viram... algo na minha frente  antes de chegarem...? - Perguntou Nevra, tentando manter o equilíbrio, porém suas pernas perderam o controle e ele quase caiu no chão, por pouco segurado por Ezarel.

- Não vimos nada. - Disse Valkyon.

- Seu idiota! O que deu em você para vir aqui?! Você sabe que estamos há dias da Cidade de Eel e...

- E por que não me deixou morrer?! - Disse Nevra, se afastando de Ezarel. - Já que a Líder da Guarda Reluzente - Ele fez o sinal de aspas com os dedos - estava muito ocupada pra poder vir me buscar. E afinal, por que você está aqui? Já que tem todo um pessoal por perto, por que não ficou gritando no ouvido do Kero para ele aprender a não dividir a nossa comida com pessoas necessitadas do vilarejo?

- N-Nevra... - Disse Alajéa.

- O que é?! - Gritou Nevra, irritado.

- Você saiu da água sozinho...

O vampiro, que antes havia uma expressão zangada, agora estava confuso. Lembrava de entrar numa caverna e tentar soltar os pulsos de uma garota e começar a sufocar logo em seguida, nada mais além disso. Não havia sequer conseguido se mexer quando seu corpo parou para voltar a forma original. Tinha certeza de que iria se afogar e nada conseguiria tirá-lo de lá, nem mesmo Alajéa.

Então ele se lembrou, da figura com a voz melodiosa.

- Como?

- Eu não conseguia reagir a você se afogando, então eu nadei o mais rápido possível para buscar ajuda. Mas nós chegamos aqui e você estava deitado na areia.

- Deixa de drama, Nevra! Vamos logo voltar pra cidade! - Miiko acendeu a chama de seu cajado.

- Vá se foder Miiko! Além do mais, nem precisavam ter vindo. Eu vou ficar aqui a partir de agora. Fechem a Guarda Sombra, façam o que vocês quiserem, mas vão embora daqui. - Nevra apontou mar afora, dando as costas e caminhando pra longe do grupo.

- Nevra! - Alajéa gritou, mas este ignorou completamente.

 

 

 

...

 

 

 

Um morcego pousou encima do tronco em que Nevra estava sentado com uma fogueira acesa próxima de seus pés, e então brilhou rapidamente revelando ser a irmã do mesmo. Estava com um saco nas mãos.

- A Alajéa me contou que você quase se afogou. Está tudo bem? - Perguntou Karenn.

- Está. - Nevra suspirou - Vai me dar uma bronca igual a Miiko fez?

- Não, eu vim te trazer umas coisas, já que você vai ficar aqui por não sei quanto tempo, eu vou precisar vir.

- Obrigado... - Disse Nevra, sorrindo para a irmão.

Ela sorriu de volta, abrindo o saco para Nevra. Haviam um pote de mel, dois pães e uma garrafa com leite.

- Ah! Tem algo melhor do que tudo isso bem aqui. - Disse Karenn, entregando-lhe uma garrafa escura.

- Deixa eu ver. - Nevra pegou a garrafa e a abriu, sentindo um cheiro inconfundível de sangue fresco.

- Era do único cervo que a Miiko nos deixa matar por mês.

- Mas eu já bebi o do meu.

- Mas é pra você, e se recusar vou ser obrigada a jogar na terra.

Nevra sorriu, abraçando a irmã. Era realmente a primeira vez que ela demonstrava que se importava com o mesmo em toda a sua vida, a maior prova disso foi abrir mão do seu prato preferido totalmente mensal para que seu irmão ficasse bem longe de casa. Beijou a testa de Karenn, que sorriu antes de voltar a ser um morcego e voltar para a Cidade de Eel.

Outra vez, Nevra escutou a doce voz ecoar pelos seus ouvidos. Era mais suave que o normal, e tão bela quanto a que ouviu mais cedo. Deixou a comida escorada no banco e seguiu a voz até conseguir encontrá-la.

De bruços sobre uma rocha, uma sereia de longos cabelos castanhos e uma cauda azul semelhante a que Nevra usou para chegar até o Lago Esmeralda parecia ser a dona da voz.

Ela se virou para Nevra, ainda cantando, como se o chamasse.



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