História Lamentos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Taylor Swift
Personagens Personagens Originais
Tags Lamentos, One, Original, Reeve Carney, Taylor Swift
Exibições 44
Palavras 628
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, oi!
⏩ Primeiramente, queria agradecer a Sam, a Lali e a Jade por me apoiarem com essa one;
⏩ A Taylor e o Carney infelizmente não me pertencem, mas suas personalidades sim;
⏩ Não estou fazendo apologia ao consumo de bebidas alcoólicas ou cigarros;
⏩Trata-se de uma one bem curtinha com uma leitura bem leve, sendo possível lê-la em apenas cinco minutinhos.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Nossa Autodestruição; Único


Fanfic / Fanfiction Lamentos - Capítulo 1 - Nossa Autodestruição; Único

Observo seus dedos capturarem um dos vários cigarros de dentro do maço que comprara em nossa última parada. Sua mão livre busca pelo isqueiro localizado em seu bolso de trás esquerdo. Logo, o cigarro é acendido. Os pulmões do rapaz fazem o difícil processo de sugar o ar sujo para seu corpo e, como uma chaminé, a fumaça é solta ora por suas narinas, ora por sua própria boca. O risco é demasiado grande; quantos problemas este simples ato de inspirar e expirar pode causar? Para ele, nenhum. Ele não tem medo, ele gosta de arriscar sua sorte. Involuntariamente, vejo-me admirando-o por sua audácia perante a morte. Como pode tanta coragem caber num só ser?

Nossos olhares se encontram. Um sorriso se alarga em seus lábios, e sua mão, a mão corajosa, cujos dedos carregam o simplório cigarro de palha, ergue-se em minha direção, oferecendo-me uma tragada. Não ousada o suficiente para negar sua oferta, apanho o presente em meio a meus dedos magros. Meus pulmões se enchem e, eventualmente, esvaziam-se. Quando a fumaça aparece, vejo os olhos do rapaz brilharem. Devolvo o cigarro, mesmo que seja contra minha vontade. Por trás da serena expressão do rapaz, consigo ler seus pensamentos e o ouço a se perguntar: como pode tanta coragem caber num só ser?

O cigarro, agora em suas mãos, é jogado contra o chão e recebe a sola de seus sapatos esmagando-o. Sua mão direita, desta vez, vazia, volta a se erguer em minha direção. Como resposta imediata, alcanço seus dedos com os meus, entrelaçando-os. Juntos, adentramos o estabelecimento que possui uma essência de abandono. Há segundos, ele não sabia o que havia por trás das portas, não sabia o que encontraria ao atravessar a barreira de madeira, mas mesmo assim o fez. Cruzou a entrada confiante, aparentando-se tão certeiro quanto um bom guia turístico. Como pode tanta coragem caber num só ser?

Caminhamos pelo bar, ainda de mãos dadas, até o primeiro assento livre que nos aparece. Como o esperado, separamo-nos para nos acomodar. Ele acena para o homem cujo comportamento assemelha-se com o de um garçom e o mostra um par de dedos. Consequentemente, duas garrafas são trazidas até nossa mesa. Após abertas, são brindadas. Contudo, antes de levar o vidro aos meus lábios, pouso meus olhos no moreno, que degusta da bebida saborosamente. Sinto-me satisfeita com a serenidade em seu rosto; todavia, entro em luto por um de seus órgãos. Aquele mesmo. O azarado que possui “F” como letra inicial e “O” como final. Se seu próprio dono não se importa, deveria eu por quê? Como pode tanta coragem caber num só ser?

Abandono minha transe e ingiro o líquido de dentro da garrafa. O gosto não é uma surpresa; tornou-se um hábito. Ao contrário de repudiá-lo, saboreio-o. Um, dois, três goles. Respiro fundo, recuperando o ar tirado pela inalação da bebida alcoólica. Minhas íris retornam às suas. Seu olhar deixa explícita sua dúvida: como pode tanta coragem caber num só ser?

Após duas rodadas, está na hora de partir. Ele paga a conta completa, mesmo que eu tenha insistido para que não o fizesse. Levantamo-nos, damos as mãos e deixamos o bar. Esbanjando cavalheirismo, a porta de seu carro é aberta para mim. Como uma recompensa, dou-lhe um sorriso. Em instantes, estamos na estrada, correndo a 80 quilômetros por hora. Pego-me encarando seu reflexo pelo retrovisor. Tenho apenas uma certeza: eu o amo. Porém, apesar de amá-lo, lamento nosso amor. Lamento sua ousadia. Lamento que haja tanta coragem num só ser. Lamento não só por ele, mas também por mim. Lamento que um sentimento tão puro tenha nos proporcionado tamanha liberdade.

Somos amantes aventureiros, apaixonados e sem direção. E lamento que nosso amor tenha se tornado um gatilho para nossa própria destruição.


Notas Finais


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