História L'Amore e la Rivalità - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Lady_MarpleSwan

Exibições 29
Palavras 1.801
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Giordano


Fanfic / Fanfiction L'Amore e la Rivalità - Capítulo 4 - Giordano

Capítulo Quatro

Giordano

Sicília, Itália, 1910

- Está lindo, meu filho. - Edelweiss disse, orgulhosa de seu lindo Camilo, no dia de seu casamento.
- Obrigado, minha mãe. Ontem eu estava pensando. Essa lua de mel vai ser a primeira vez que viajo sem a senhora. - Edel riu.
- Vai se acostumar. E quando voltar vai poder viajar comigo.
- Sim, vamos viajar muito.
- Mas me diga... - Ela iniciou a pergunta caminhando para mais perto do filho e segurou suas mãos. - Está feliz com o casamento?
- Muito.
- Eu suponho que goste de Malvina.
- Gosto muito dela, mama.
- Que bom. Espero que seja mais feliz no seu casamento do que eu sou no meu. - Ela abraçou o filho carinhosamente. - Camilo, eu tenho algumas coisas para fazer agora. Com licença.
- Tudo bem, mama. Te vejo na igreja.
- Até mais.
Edelweiss fechou a porta do quarto do filho e saiu da casa tomando cuidado para não ser vista por ninguém. Subiu em seu cavalo e cavalgou para bem longe em sua cela de um lado só. Tinha alguém para visitar. Alguém muito importante.
O dia era frio e cinzento. O ar era úmido e ventava bastante. Folhas voavam pelo ar, o vento cantava na copa das árvores. Edel adorava dias assim. Estava conseguindo finalmente ser feliz, depois de 25 anos casada com Corleone.
Ela pulou do cavalo e caiu no chão. Não se machucou. Levantou-se rindo, passou as mãos pelos cabelos loiros e continuou correndo. Parou bruscamente ao chegar a um pobre casebre e bateu à porta.
- Giordano? Está em casa, querido? - O homem abriu a porta, envolveu sua cintura com os braços, tirou a mulher do chão e deu um giro enquanto a dama sorria e gritava de felicidade.
Ele tomou seus lábios em um beijo ardente. Os dedos longos e finos de Edel entrelaçaram-se aos cabelos escuros de seu querido Giordano.
- Quanto tempo nós temos, meu amor?
- Não muito. Algumas horas. Eu tenho compromisso às cinco.
- Tão pouco...
- Não vamos pensar no relógio agora. - Edel beijou o amante novamente. Ele soltou os cabelos loiros da mulher.
Giordano era alto, forte, a pele bronzeada do trabalho debaixo do sol. Os cabelos escuros e olhos tão verdes... Edel nunca vira nada tão lindo. Se conheceram na cidade, num dia comum. Edel estava passeando com Giovana, sua delicada cadelinha, e Giordano estava vendendo o que colhia da terra. Ele era um rapaz jovem, tímido, mas muito gentil. Nunca vira uma mulher nua até conhecê-la.
Ele não sabia que, unindo-se a Edelweiss, unia-se também ao perigo.
Ela transformara o jovem menino em homem. Viril, másculo, enérgico, forte e sedutor.
Edel beijava o peito moreno de Giordano enquanto se livrava do inconveniente tecido que cobria a pele de seu amante. O rapaz correu com propriedade suas mãos fortes pelo corpo de Edelweiss, arrepiando-a a cada toque.
Ela gemeu baixinho quando sentiu os lábios quentes e macios dele colados à pele de seu pescoço. Enquanto as mãos dela passeavam pelas costas nuas do homem, ele beijava seu colo e seu decote, e sem nenhum traço de pudor, abria os botões do longo vestido da dama.
A peça deslizou pelo corpo da mulher e Giordano a fez se virar de costas para ele. Ela sorria enquanto se deleitava com os beijos arrepiantes nas costas e no ombro. As mãos ágeis e habilidadosas de Giordano iam se desfazendo de cada uma das peças que cobriam o corpo de sua amada, desvendando aquele corpo que o enlouquecia.
Do lado de fora, em meio ao farfalhar tranquilo das árvores e o canto alegre dos passarinhos, enquanto nuvens jocosas passeavam pelo céu branco, movidas por um vento matreiro, um intruso observava a cena.
O outro filho de Edelweiss, o garoto que ela não suportava e se arrependia de ter posto no mundo. Leonardo, mandado pelo odioso pai, tido por ele como um herói, um ídolo e uma referência.
Havia muito, Vito desconfiava das demoradas e misteriosas saídas da esposa, por isso mandara seu filho, seu braço direito, descobrir aonde Edelweiss ia tanto, quem ela visitava tão a miúdo.
E lá estava ele, espionando a intimidade da mãe por uma brecha na madeira da janela rústica da casa de Giordano. Uma brecha pequena, discreta. Uma brecha ingrata, traidora. O segredo de Edelweiss fora revelado.
Leonardo não precisava ver a consumação do ato para compreender o que aconteceria a seguir, e antes que visse a absoluta nudez de sua mãe, recuou, afastando-se da janela, e desceu o morro, de encontro a sua bicicleta.
Edel sentia o olhar de Giordano em sua pele nua com tanta intensidade quanto sentiria o toque das mãos dele em seu corpo. Aquele olhar, transbordando de desejo, era sustentado e correspondido por ela, que fervia por dentro e tremia por fora.
Ele tomou a mulher nua em seus braços musculosos e a carregou escada a cima. Em seu quarto humilde, voltaram a se beijar calorosamente. Todo o corpo de Edelweiss se arrepiou ao ser tocado pelo vento gelado, que entrava pela janela aberta, fazendo a cortina e os cabelos da mulher dançarem.
Os amantes se entregaram e possuíram um ao outro, desarrumando, marcando e manchando os lençóis. Entre gemidos e suspiros, eles gritavam os nomes um do outro, tomados por um prazer tamanho que transbordava dos corpos dos dois. A senhora e seu escravo. Senhora que também era serva, escravo que também era dono.
Edelweiss estava completamente louca por aquele rapaz. Ele era o dono de seus pensamentos do momento em que ela se levantava ao momento em que ia dormir. Seu maior sonho era poder viver com ele, tê-lo para si e ser dele em todos os momentos, sem ter de pensar num fim para essa história.
O espelho e o tempo eram seus maiores inimigos. Inimigos ainda maiores que o marido e o filho mais novo. Todas as vezes em que se olhava no espelho, Edel era atingida por um sentimento tão forte, que, se físico, a derrubaria. A insegurança estava sempre presente. Temia que o rapaz, 22 anos mas jovem que ela um dia encontrasse uma moça bela, jovem e doce, com quem ele pudesse levar uma vida segura, e se cansasse para sempre dela. Mas quando via o olhar enamorado do rapaz, a insegurança desaparecia, e ela era tão menina quanto ele.
Enquanto ela tremia e arfava sobre o peito largo de seu amado amante, ele acariciava os cabelos loiros de sua bella donna.
- Dammi un bacio, amore mio.
Ela ergueu um pouco o corpo esguio e suado, e atendeu ao pedido de Gio, dando-lhe um beijo demorado e carinhoso nos lábios bem desenhados.
Depois de passar mais alguns minutos com a melhor companhia que poderia ter, ela se levantou e foi buscar suas roupas no andar de baixo. Vestiu-se depressa e voltou para cima, acordou o menino com um beijo e disse:
- Tenho que ir, meu amor.
- Tão cedo?
- Sim. Meu filho se casa hoje. Não posso perder.
- Não pode mesmo. Camilo?
- Sim, Camilo.
- Tudo bem, mia bella. Vá. Ti amo.
- Ti amo. - Ela beijou o jovem, que a puxou para um novo beijo assim que ela se afastou. Depois finalmente se separaram.
Montada em sua cela de um lado só, ela cavalgou de volta para casa e arrumou-se para assistir à cerimônia. Linda como estava, chamaria mais atenção que a noiva.
A cerimônia do casamento passara quase despercebida por Edelweiss, que fumava distraidamente enquanto relembrava o que tivera com Giordano momentos atrás. Ficou supresa quando viu os noivos se beijando. "Mas já?" Foi a única coisa que passou pela cabeça dela.
Na festa ela se divertiu muito. Comeu, bebeu e dançou como nunca antes. Retirou-se exausta ao fim da festa, e adormeceu com um sorriso nos lábios.

***

A voz grave e rouca de Edelweiss ecoou pela casa em berros perturbadores.
Ainda em sua cama, ela não sabia se gritava, chorava, ou se levantava e corria para longe dali. Havia sangue em suas mãos, em parte dos braços, no ombro, no quadril e no cabelo.
Ela se levantou, por fim, e irrompeu pela porta do quarto, deixando para trás o corpo ensanguentado, frio e pálido do jovem Giordano, que jazia em sua cama com um olhar vítreo e buracos de balas por todo o corpo.
Ela encontrou a família toda reunida, tomando o café da manhã.
- Buon giorno, querida! Vejo que encontrou o presente que deixei na sua cama enquanto dormia.
Ela arfava estarrecida diante da frieza do marido, que comia tranquilamente depois de fazer o que fez. Ao olhar para Leonardo, ela pôde sentir que ele havia contribuído diretamente para os horrores daquela manhã. Avançou na direção dele com uma raiva que era maior do que ela própria. Antonella, a filha do meio, se interpôs entre a mãe e o irmão. Edelweiss gritava enraivecida enquanto lutava para se desvencilhar da filha:
- Você!!! Meu próprio filho! Traidor! Eu te dei a sua vida e você me agradece destruindo a minha! Eu vou acabar com você!
Com uma força que ela não sabia que tinha, empurrou Antonella contra a parede e puxou o filho pelo colarinho, pondo-o de pé a sua frente, e desferiu-lhe um soco no rosto que o fez ir ao chão.
Ele agora chorava e pedia socorro ao pai, enquanto a alemã, possuída pela mais profunda raiva, golpeava seu rosto imberbe com toda a força de seus músculos.
A briga foi separada com o estampido de uma arma de fogo, e mais um grito da mulher. O chefão, que continuara tranquilamente com sua refeição matinal durante a manifestação de ódio da esposa, levantava-se agora irado ao ver a mulher sangrando no chão, com uma bala dolorosamente alojada em seu quadril.
- Qual dos dois foi?! - Ele gritou aos dois capangas a quem ele dera a ordem de separar a briga, e embora nenhum dos dois tenha dito nada, o nervosismo de Marcelo o denunciou. Ele golpeou violentamente o rosto do homem, e disse a Roberto: - Leve-o para longe daqui e acabe com ele.
Enquanto era arrastado por Roberto, Marcelo implorava pelo perdão do patrão. Vito ajoelhou-se ao lado de Edelweiss e segurou-lhe a mão.
- Não era pra isso ter acontecido. Não se preocupe, vai ficar tudo bem, querida. Antonella, chame o médico da família.
- Sim, pai.
A moça corpulenta se levantou e foi até o telefone. Edelweiss tremia e gemia com a dor, que não lhe permitia pensar ou respirar direito.
O doutor fez o que pôde para ajudar a mulher, mas os danos seriam permanentes. A graça em seu andar jamais seria recuperada. Ela teria agora como permanentes companheiras uma bengala, e as memórias dolorosas dessa manhã deplorável.


Notas Finais


BlaueEngel (MissDavis)


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