História Lamp - (Mileven) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Hopper, Dustin, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Will Byers
Tags Câncer, Eleven, Mike, Mileven, Onze, Stranger Things, Superação
Exibições 57
Palavras 2.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Visual Novel

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hoje eu to empolgada! Já tenho parte do capítulo 8 pronto, o que significa que não vai demorar pra sair \o/
Enfim, espero que gostem! Ouçam Always in my head do Coldplay 💖

Capítulo 7 - Capítulo 07


Ele posicionou seu indicador sobre o botão, esperando que a lente entrasse em foco para que pudesse capturar um dos sorrisos de Eleven. 

- Grávida? - Pressionou o botão até que pudesse ouvir algo como um "click". 

- Sim.

- Uau, por essa não esperava - Mike sorriu admirando sua fotografia. Conseguira capturar com sucesso um belo sorriso. 

- Nem eu. 

- O que está achando da ideia toda de virar a manda-chuva? 

- Manda o que? 

- Sabe, quando você que comanda as coisas, a maioral. 

- Hmm, pra mim soa normal. 

- Normal - Ele ri - Quando minha irmã menor nasceu, não foi exatamente normal pra mim. 

- Por que? - Ela caminhou até ele na intenção de visualizar as fotos que ele havia capturado. 

- Ciúmes eu acho, mas com o tempo passou. 

- Não sou ciumenta então, acho que pra mim será realmente normal.

Mike deu de ombros, abrindo a galeria para mostrar as fotografias para El. 

- Mas a maioria destas fotos são minhas... 

- Você acaba chamando a atenção, não me culpe. 

- Pensei que devêssemos fotografar parques. 

- Você nas fotos está em um parque. 

- Não seja engraçadinho. 

 - Ao menos veja como ficou linda nas fotos. 

- É, eu estou vendo - Eleven sorriu - Posso fotografar agora? 

- Ah, claro. 

Mike estendeu a câmera para ela, sorrindo. 

- Que tal uma sua também? - Eleven perguntou arqueando sua sobrancelha. 

- Não sou fotogênico. 

- Também não sou. 

- Poderíamos tirar uma juntos? - Mike sugeriu. 

- Hm, acho que por mim tudo bem.  

- Depois daqui faremos uma pausa para o lanche. 

- Certo. 

Eleven se aproximou de Mike. A alça da câmera estava envolta ao seu pulso para que o aparelho não caísse. Ao se ver numa posição que considerasse boa, apertou o botão. 

O flash a fez soltar o objeto, que ficou pendurado em seu braço.

- Está tudo bem? 

- Sim - Ela esfregou as costas de suas mãos contra seus olhos - Eu só não pensei que fosse tão forte. 

- Acho que seus olhos são mais sensíveis a luz. 

- Estão ardendo. 

- Que tal fazermos a pausa agora? Trouxe alguns sanduíches e suco na minha mochila. Quando seus olhos estiverem melhor, voltamos ao trabalho. 

- No que comer vai ajudar? 

- Será o lado positivo da coisa toda, pelo menos não vai estar com fome. 

- Okay, então. 

Ela jogou-se contra a grama, apoiando sua coluna a uma árvore. Ele juntou-se a ela, levando sua mochila nos braços. 

- Ei, Mike - Ela o chamou abraçando seus joelhos, intrigada. 

- Sim. 

- Você acredita em Deus? 

- Isso é meio repentino... 

- Apenas responda. 

- Hm, eu não sei. Talvez sim, por que? 

- Venho pensando um pouco sobre isso ultimamente. 

- Sobre a existência de Deus?

- Sim. 

- No que estava pensando? 

- Oh, são pensamentos um pouco egoístas, chatos de se ouvir. 

- Sou todo ouvidos - Ele apoiou seus cotovelos em seus joelhos, fazendo com que seus punhos sustentassem sua face, deixando sua mochila de lado. 

- Às vezes me questiono sobre a vida que eu tive, nascer com um defeito de fábrica, ter crises, ter que morrer mais cedo do que as outras pessoas, não sei, me submeter a ouvir piadas e aguentar o peso dos olhares tortos que lançam contra mim. Parece injusto. 

- Injusto? 

- Eu já nasci assim, não foi como se tivesse sido um castigo divino. Não tive a oportunidade de errar, de fazer mal a ninguém para obter isso, simplesmente tive que aceitar que nunca seria alguem normal e não poderia fazer nada sobre. Só queria entender o por quê disso, ele é justo certo? Então por qual razão isso soa tão injusto? 

- Bom, uma vez fui a uma dessas aulas bíblicas de domingo e lá conversamos um pouco sobre isto. As coisas não acontecem sem um propósito, Eleven. Você pode achar que não mas, as pessoas a sua volta amam você, mesmo tendo um defeito de fábrica não muda isso, pelo contrário, só nos faz valorizar ainda mais você. Se coisas ruins estão lhe atormentando agora, quem sabe algo realmente bom possa vir depois? É assim que acontecesse com as tempestades não é? 

Eleven sorriu. 

- Que tal comer algo agora? 

 - Sim, é uma boa - Ele sorriu voltando a pegar sua mochila.







Eleven jogou sua mochila contra sua cama, deitando-se ao seu lado. 

 O dia havia sido agitado. As fotos que tirara de Michael haviam ficado melhores do que imaginara, a professora deles sentiria orgulho. 

Estava pensando em como iria narrar sua semana para Denise, sua psicóloga. Poderia começar contando sobre a escola ou as experiências que aprendeu durante a semana, enfim, ela nunca esteve tão ansiosa para conversar com Denise antes como naquele dia, iria ter de faltar aula para a consulta. Max provavelmente iria notar sua ausência e talvez, o garoto dos cabelos negros também. Tinha de admitir que parte de seu nervosismo em conversar com sua psicóloga era justamente contar sobre ele. 

Eleven sempre pensou que era alguem afrente ao seu tempo, cujos ideais fossem preciosos demais para a atualidade, bom, pensava pois tudo pareceu mudar quando conheceu à Michael. Ele dizia coisas realmente profundas e que tinham sentido, como se ele conseguisse de alguma forma captar o que ela queria ou precisava ouvir. Além de peculiar, era sábio. 

Durante a tarde iria conhecer sua família, ela tinha medo interiormente sobre o que iriam pensar em relação à ela como: "Hey, nosso filho está andando com uma cancerígena" Michael dissera que seus pais tinham a mente aberta as ideias e que ela não devia se preocupar com impressões mas, acabava por ser inevitável. 

Eleven tateou sua escrivaninha em busca de seu aparelho de MP3, ao encontra-lo procurou por sua música favorita "Big Bad World" ao encontrar, a deixou tocando enquanto caminhava em passos demorados até seu armário afim de vestir seu pijama. 

 Batidas na porta chamaram sua atenção. 

Sua mãe estava encostada a parede lhe observando. 

- Está a quanto tempo ai? - Eleven perguntou, voltando sua atenção ao seu armário. 

- Não muito. 

- Entendi. 

- Queria ver como estava, hoje não conversamos muito. 

- Na verdade você quer saber sobre o passeio. Bom, deva estar sentindo-se realizada pois finalmente fui a um parque com um amigo. 

Terry não conseguiu evitar um sorriso satisfatório. 

- Ele é seu amigo então? 

- Acho que sim. 

- Já disse isso à ele? 

- Imagino que ele já saiba - Eleven virou-se para ela, terminando de vestir a parte superior da sua roupa de dormir. 

- Talvez ele esteja esperando que confirme isto. 

- Por que eu confirmaria algo assim? 

- Filha, você sabe que tem um temperamento complicado, isso acaba por confundir as pessoas ás vezes. 

- E no entanto sempre sou direta com o que penso. 

- É exatamente isto que confunde as pessoas. 

- Ser sincera? 

- A maioria das pessoas não costumam dizer com exatidão o que pensam, isso não se aplica a você. 

- Entendi. 

Terry caminhou até a cama de El, sentando-se confortávelmente na ponta. 

- Ainda não me contou sobre o passeio. 

- Não há muito o que dizer, fizemos o que devia ter sido feito e então voltamos pra casa. Amanhã irei até a casa dele para editarmos as fotos. 

- E como se sente em relação a isso? 

- Ir a casa de Mike? Não sei. 

- Não acho que deva ficar nervosa com isso, devem ser boas pessoas.

- É o que espero.

- Mike é um ser extraordinário, não é? Gosto do modo de pensar dele. 

Eleven caminhou até a mãe, sentando-se ao seu lado. 

- É, eu acho que eu também... 

Um novo sorriso de satisfação se formou nos lábios de Terry. 

- Hora de dormir, amanhã é um grande dia. 

- Sim, verei Denise. 

- Não me referia a isso. 

- Sei disso. 

Eleven engatinhou até seu travesseiro. Desligou seu aparelho MP3, deitando-se contra seu colchão. 

- Boa noite, minha querida - Terry sorriu para ela, desligando a luz do abajur preparando-se para sair. 

- Boa noite, mãe. 









- É um bonito turbante - Denise sorriu de forma gentil.

- Obrigada, eu acho - Eleven puxou a cadeira, sentando-se de forma confortável.

- E, então? - Denise empurrou seu óculos de cor vermelho para o topo de seu nariz. Ela fazia aquilo de forma tão graciosa, El quase tinha vontade de usar óculos também.

- Foi bem diferente. 

- Imagino que tenha sido mesmo, já que finalmente começou a frequentar aulas. Que tal começar por segunda? 

- Não queria ir na segunda, me lembro muito bem que enrolei o máximo que consegui, no entanto não deu muito certo. 

- Consegue me dizer o que sentia nesse momento? 

- Medo, insegurança... até mesmo pavor. 

- Entendo. Pode continuar. 

- Nesse mesmo dia, a professora de lá estava comunicando aos alunos sobre um evento referente as nações. Pegamos França. Enfim, ela pediu para que fizéssemos desenhos em relação ao trabalho, bom, menos pra mim, ela simplesmente me pediu um auto-retrato. 

Denise arqueou uma de suas sobrancelhas. 

- Algum motivo aparente? 

- Segundo ela, queria ver meus dons artísticos e afins. 

- O que pensou em relação a isso? 

- Que era um dos privilégios do câncer, não sei se ela notara de primeira mas imagino que minha mãe tenha a comunicado. 

A mulher anotou algumas coisas nos papéis sobre as mesas. 

- Pode continuar. 

- Nisso eu fiz o desenho mas ela disse que só aceitaria se estivesse colorido, no meio disso conheci o garoto dos cabelos negros ou simplesmente, o garoto dos lápis de cor.

Denise sorriu. 

- Ora, que nominação interessante.  

- O nome dele na verdade é Michael mas a maioria o chama de Mike.

- É seu amigo agora? 

- hmm, acho que é sim. 

- Conte mais. 

- Ele quem me emprestou os lápis para que eu terminasse meu desenho. 

- E o que sentiu em relação a isso? 

- Que ele era diferente. 

- Como assim? 

- Michael nunca me olhou com o famoso olhar de reprovação. Ele simplesmente foi legal sem me conhecer direito. O que fez eu me sentir um pouco mal depois. 

- Por que? 

- Acabei sendo hostil com ele no dia seguinte e até mesmo com uma garota que fora falar comigo. 

- Estava de mau-humor? 

 - Nem eu mesma sei. Acho que era cansaço. 

- Isto é normal em sua situação, ás vezes é alguma reação dos medicamentos. 

- Bom, depois disso ele sumiu. 

- Sumiu? 

- Sim, depois do intervalo ele não voltou para a sala de aula e permaneceu nisso durante 3 dias. 

- Este garoto, parece ter algo especial em relação a você. 

- Por que diz isso? 

- Você se importou em me contar sobre ele, não foi o mesmo caso garota que disse ter tratado de forma hostil. 

- Ela virou minha amiga, chama-se Max. Bom, Michael mostrou ser diferente desde o começo, não sei. Ás vezes, ele me diz coisas realmente legais mesmo quando eu mesma não sou tão gentil. 

- Que tipo de coisas ele te diz? - Que não preciso disto - Ela aponta para o topo de sua cabeça, onde usava um turbante de cor marrom-claro - Ou que devo aprender a amar a minha própria dor ao invés de viver criticando a mim mesma, coisas assim. 

- Quantos anos esse garoto tem? 

- Minha idade. 

- Ele amadureceu precocemente, pode haver um motivo por trás disto. 

- O que quer dizer? 

- Algumas pessoas amadurecerem através da educação que receberam dos pais, outras através de algo que as obrigou a isso. Gostaria de conversar com ele, acha que Michael aceitaria vir com você na próxima sessão? 

- Talvez sim. 

- Há mais alguma coisa que queria me dizer?

- Max disse que gosto dele. 

- E você gosta? 

- Não faço ideia. 

- Não ter certeza do que está sentindo, é quase como se uma parte de você estivesse ciente de que gosta mas a outra se nega a aceitar isto. 

- Você acha? 

- Eleven, quem terá que descobrir isso é você. Sabe que pode contar comigo caso precise de ajuda mas, nesse departamento, o dos sentimentos e afins, só quem sente que sabe o que se passa ai na sua cabecinha. 

- Entendi - El sorriu timidamente.


Notas Finais


Irei revisar depois 💕 espero que tenham gostado! Beijinhos ❤


Ps: caso alguem queira falar comigo, esclarecer duvidas e afins, sinta-se totalmente à vontade para me mandar uma MP ou me procurar no twitter ❤
Minha conta lá é @Aunt_Ch3rry!


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