História Lancheirinha - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags Bts, Escolar, Fluffy, Mais Fluffy Por Favor, Menotpone, Mfpf, Notp, Oneshot, Taeseok, Vhope, Vhopekids!
Visualizações 117
Palavras 2.279
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Escolar, Fluffy

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI TUDO BOM OLHA A HORA
há quanto tempo eu não postava fanfic de bts hein????
eu acabei emendando dois projetos em um e eu realmente espero que não tenha problema porque eu AMEI ESCREVER ESSA FANFIC mesmo que vhope seja meu notp mas aaaaaaaaaaaaaaa
deixa eu falar dos projetos
o primeiro é do grupo do facebook ME NOTA DESFLOP e o desafio era escrever uma fanfic com um ship que você não gosta de jeito nenhum, no meu caso é vhope
o segundo é o mais fluffy por favor e meu tema é MARSHMALLOW
agora que foi explicado PELO AMOR DE DEUS ME DEIXA FICAR COM ESSA FANFIC EU IMPLORO
boa leitura <3

Capítulo 1 - Você não sabe o que é um marshmallow?


Se tinha alguém que gostava muito de ir para o colégio, esse alguém era Hoseok.

 

Nunca uma criança na história desse mundo acordava de manhã cedo sem ao menos precisar de um despertador, ou pior ainda: antes dos chamados da mãe. Bastava o garoto esticava braços e pernas em direções opostas e estava mais do que pronto para enfrentar outro dia difícil da sua vida de apenas oito anos.

 

Hoseok era um mocinho – ai de quem dissesse o contrário. Tomava banho com a consciência de que a água do planeta estava acabando, conforme foi dito pelo seu pai e confirmado pela professora. Fora ensinado a desligar o chuveiro para se ensaboar e não foi tão complicado assim enfiar aquilo na cabeça de fios claros e escorridos. Também sabia muito bem separar seu uniforme, sempre no dia anterior, pois, segundo sua mãe, era importante organizar-se de antemão – mas ela apenas dizia aquilo porque julgava que Hoseok fosse crescer em quesitos de tamanho e preguiça.

 

Mas, nossa, ela estava redondamente enganada!

 

E não demorou muito para que estivesse pronto, apenas demorou mais um pouco para ajeitar o conjunto no espelho, mas Hoseok sabia que estava bonito e devidamente arrumado. Apanhou a mochila na cadeira da escrivaninha e desceu as escadas correndo, repleto de energia. Encontrou os mais velhos na cozinha, como sempre havia de ser naquele horário. Seu pai lendo as notícias do dia esperando que sua mãe terminasse de passar o café. Sentou-se alegremente na cadeira, sorrindo grande para a tigela a sua frente já preenchida com seu cereal preferido.

 

- Bom dia, Hobi. - sua mãe o cumprimentou assim que viu a figura do garoto saltar em seus olhos; era impossível não perceber a presença de Hoseok, aqueles cabelinhos anunciavam sua chega antes de qualquer outra coisa. - Quer que coloque leite na sua tigela?

 

- Nem pensar! - botou as mãos em cima da louça, lançando um olhar preocupado para a mais velha. - Eu sei fazer isso!

 

Hoseok pegou despretensiosamente a caixa de leite com uma das mãos, determinado em mostrar como era um menino esperto, mas quando sentiu que precisava aplicar mais força do que o normal, soltou um pequeno grunhido. Seu pai já prestava atenção nele, soltando um risinho por trás do jornal, curioso em saber como tudo aquilo acabaria. Por fim, cansada de ver o filho lutar tanto com a caixa de leite, sua mãe tomou-a carinhosamente e despejou o líquido na tigela.

 

- Mãe! - exclamou bastante descontente, cruzando os braços. - Eu disse que sabia fazer isso!

 

- Eu sei, Hobi. - bagunçou os cabelos de Hoseok antes de sentar-se junto aos dois à mesa. - Da próxima vez, eu juro que não me intrometo.

 

Tomaram o café da mesma forma de sempre, ouvindo os questionamentos curiosos do pequeno Hoseok a cerca de tudo que continha no universo, acompanhados de risadas gostosas e preenchidas de inocência. Aquele menino era um verdadeiro tesouro, o maior orgulho dos Jung; eram os pensamentos mais frequentes que rondavam a cabeça dos mais velhos. E Hoseok sentia-se abarrotado de amor quando os olhares ternos de seus pais cruzavam os seus.

 

Largou o cereal para trás quando viu a mãe se levantar para preparar seu lanche; apesar de ser crescido, sua parte favorita da manhã era pousar os olhos sobre a bancada da cozinha para observar cada movimento seu. A faca recheada de requeijão deslizava calmamente no corpo da bisnaguinha; logo dois pãezinhos descansavam num recipiente quadrado e aproveitavam a companhia de um suco de caixinha sabor uva.

 

Mas o melhor estava por vir.

 

Não houve um dia sequer que sua mãe deixou de fazer aquilo. Era obrigatório, quase uma lei dentro da casa dos Jung e nenhum dos dois poderia imaginar se ela fosse descumprida. Dentro de um saquinho plástico decorado, a mais velha colocava, exatamente, dois pequenos marshmallows tão brancos e fofos quanto Hoseok imaginava que seriam as nuvens no céu. Aquela era sua sobremesa.

 

Hoseok adorava marshmallows. E o gosto era ainda mais pronunciável e marcante quando se lembrava de ter permissão para comê-los apenas naquele horário em específico: o período do recreio. Por isso, apressava-se mais do que deveria para terminar logo seu lanche e se deliciar com as bolotinhas brancas. Eram macias e derretiam na boca, o que mais poderia querer?

 

- Vamos, Hoseok. - seu pai estava pronto na porta da frente, segurando a maleta de trabalho e as chaves do carro.

 

- Vamos! - pegou a lancheira rapidamente e saiu em disparada para fora, mas não sem antes dar um beijo estalado na bochecha da mãe. - Tchau!

 

- Tchau, Hobi. - ela retribuiu o beijo da mesma forma, pressionando as bochechas gorduchas do filho. - Boa aula.

 

O pequeno adentrou serelepe o carro do pai e sorriu ao perceber que seus pés estavam cada vez mais perto do assoalho. Aquilo era mais um claro sinal de que estava tornando-se um homenzinho. Colocou o cinto de segurança em volta do corpo, conforme foi indicado pelo pai, para poderem, enfim, partir.

 

Senhor Jung gostava de ouvir outras diversas notícias no rádio, mas, de vez em quando, era bom dar uma mudada na rotina. Foi por esse motivo que trocou de estação, deixando que algumas músicas de rock perambulassem baixinho pelo veículo. Hoseok gostava de rock, por mais que não soubesse cantar as músicas muito bem, mas tinha uma experiência considerável em air guitar e mais ainda em imitar os sons providos do instrumento.

 

A escola de Hoseok era convenientemente perto do escritório que seu pai trabalhava. Apesar de ser caro, ajudava bastante em casos que o menino reclamasse de dores na barriga ou no corpo; bastava o mais velhos justificar-se para o chefe e vir voando feito um super-herói ao seu encontro. Esses episódios não eram tão comuns, Hoseok alimentava-se bem, tinha uma saúde exemplar e a única vantagem de ter seu pai trabalhando perto da escola é que levaria menos tempo para chegar à sorveteria durante às sextas-feiras.

 

- Bom dia, Hoseok! - o porteiro cumprimentou o menor assim que o viu; era famoso nas dependências e conhecido por ser uma criança muito sociável.

 

- Bom dia! - Hoseok acenou divertido com a mão que estava livre, já que a outra agarrava a semelhante de seu pai.

 

O funcionário gesticulou com a cabeça para o Jung mais velho, sendo correspondido quase ao mesmo tempo antes de largar a mão do filho e despedir-se dele com um beijo no topo da cabeça. Observou Hoseok correr pelo largo pátio da escola antes de finamente partir para o trabalho, satisfeito mais uma vez pela vida levá-los aos seus respectivos destinos em segurança.

 

Ao chegar na sala, Hoseok cumprimentou todos os colegas até que finalmente sentou-se na carteira que lhe pertencia. Soube de alguém que a primeira aula seria leitura, seguida por economia doméstica, matemática e ciências. Não se importou muito; por ser muito curioso, Hoseok interessava-se por qualquer tipo de assunto e todas as matérias eram capazes de prender sua atenção. Todo dia, descobria algo novo. E o mundo era fascinante. Desde a força contida nas formigas para levarem folhas até suas casas até o porquê de dois mais dois ser igual a quatro, e não a cinco.

 

Desta forma, as aulas seguiram rápido. Durante a leitura, Hoseok leu o terceiro parágrafo da segunda página de As Aventuras do Avião Vermelho e aprendeu que a China e a Índia são vizinhas, assim como sua casa fica ao lado da casa dos Min. Em economia doméstica, aprendeu que deve-se limpar o quarto uma vez por semana para não juntar poeira e ficar doente. Na aula de matemática, a professora explicou sobre frações e entendeu que avos não são a mesma coisa que seus avós. Em ciências, ficou surpreso ao saber que mamíferos podem nadar e voar.

 

Até então, um dia bastante produtivo.

 

- Hora do recreio, crianças! - o professor de ciências anunciou assim que o sinal soou pelo prédio todo.

 

- Finalmente! - Hoseok exclamou sozinho, buscando a lancheira embaixo de sua carteira.

 

Quando abaixou-se para pegar o lanche, percebeu um garoto sentado no último lugar perto da janela. Estava cabisbaixo, olhando para o infinito enquanto apoiava a cabeça em uma das mãos. Hoseok estranhou ao ver uma criança desanimada com a hora do lanche, era realmente muito incomum, por isso resolveu aproximar-se, segurando a lancheira firmemente entre os braços. Respirou fundo, sentindo aquilo que o professor chamou de pulmões inflando-se com o choque do ar e, com seu espírito naturalmente comunicativo, bradou:

 

- Oi!

 

Demorou para que o outro virasse o rosto para Hoseok e, quando o fez, pareceu ser num tempo diferente do resto do ambiente, quase que em câmera lenta. O olhar era meio desinteressado, como se reclamasse, nas entrelinhas, por ter sido perturbado. Porém, aquilo não era o bastante para desanimar o pequeno Jung. Conhecia o garoto, aliás. De longe, mas conhecia. Seu nome era Kim Taehyung e os cabelos eram de um vermelho exótico. Taehyung parecia ser um pouco fechado em relação a contatos sociais, então Hoseok sentou-se na carteira vazia a sua frente, colocando a lancheira entre eles.

 

- Oi… - Taehyung respondeu timidamente, abaixando os olhos em seguida.

 

- Meu nome é Jung Hoseok. - sorriu com os lábios formando um coração quase perfeito. - O seu é Taehyung, né?

 

Agora o ruivo o olhava assustado. - Como sab-

 

- Eu sei o nome de todo mundo! - respondeu da forma mais orgulhosa possível, como se esperasse um prêmio por aquilo. - Você não vai comer?

 

- Eu não gosto do meu lanche…

 

- Por quê?

 

- Porque minha mãe me faz comer coisas… - hesitou antes de continuar a frase. - Esquisitas.

 

Hoseok o observava curioso enquanto mordiscava uma das bisnaguinhas que sua mãe havia preparado. - Como assim?

 

- Elas não tem gosto… - Taehyung tirou uma pequena marmita da bolsa e a abriu, revelando duas bisnaguinhas iguais às de Hoseok, com a diferença de que eram um pouco mais escuras. - Acho que é integral o nome.

 

- Nunca ouvi falar… Mas se quiser, podemos- - ponderou a situação com a boca cheia, nem ao menos tinha percebido que acabara de comer o segundo pãozinho da lancheira. - Ai! Eu comi todo meu lanche!

 

- Não faz mal! Quer dizer… - o ruivo coçou a parte de trás da cabeça. - Um dia eu acostumo. - e sorriu fraco.

 

De alguma forma, Hoseok sentia-se culpado por não ter dividido o lanche com alguém tão necessitado quanto Taehyung naquele momento. E, tomando seu suco de uva, observou o outro comer a bisnaga a contragosto, fazendo uma careta muito feia a cada mordida. Nunca tinha visto aquele tipo de pão, os que sua mãe comprava eram bem diferentes daqueles; e quando foi que bisnaga poderia ter uma versão ruim?

 

Percebeu que o suco havia acabado quando o canudo começou a fazer barulho, então deixou a caixinha de lado para finalmente partir para a melhor parte. Os marshmallows! Tirou o saquinho de dentro da lancheira, desatando o nó do laço que sua mãe havia feito e pensou em enfiar os dois de uma vez só na boca – afinal, não existia outra forma de comer marshmallows no mundo que não fosse aquela –, mas Taehyung estava diante dele, comendo o lanche de maneira tão triste que dava até pena.

 

- Você quer um? - Hoseok perguntou subitamente, expondo o doce na frente do outro. Quando viu que não obteria uma resposta tão cedo, continuou. - Se a sua bisnaguinha tem um gosto tão ruim, comer isso aqui vai te ajudar.

 

- O que é isso? - era uma dúvida genuína de Taehyung, que insistia em manter o semblante confuso.

 

- Como assim? - sentiu-se meio ofendido com aquela pergunta. - Você não sabe o que é um marshmallow?

 

- Sei, mas… - engoliu a seco; era um pouco constrangedor manter aquele tipo de conversa quando se tem uma mãe fanática por alimentos saudáveis. - Minha mãe não me deixa comer.

 

- Entendi… - Hoseok olhou para a própria mão estendida em direção ao ruivo. - Experimenta. Ela não precisa saber. Eu sei guardar segredo!

 

Taehyung pareceu receoso em aceitar a oferta, mas seria difícil negar alguma coisa àquele garoto. Simplesmente tomou o doce da sua mão, colocando-o de uma vez na boca para não haver arrependimentos. E que arrependimentos poderiam existir em provar um simples marshmallow? Aquilo era uma delícia! Macio e moldável dentro da boca, derretia-se aos poucos e tão docinho que esqueceu-se do pãozinho horrível que comera há pouco.

 

Nem percebeu que estava sorrindo com tudo aquilo.

 

- Gostou? - Hoseok o questionou assim que terminou de comer o próprio marshmallow, observando o outro assentir com pressa. - Minha mãe sempre coloca dois na minha lancheira. Se quiser, um deles sempre vai ser seu!

 

- Jura?! - clamou ainda exibindo o mesmo sorriso retangular.

 

- Sim! Mas tem que prometer uma coisa. - pausou a frase apenas para certificar-se de que Taehyung prestava atenção. - Que vamos ser amigos a partir de hoje.

 

Taehyung arregalou os olhos com a proposta. Não estava acostumado a fazer amizades, mas não por falta de vontade; apenas não levava jeito para a coisa. E tinha se acostumado com aquilo, afinal, pessoas são diferentes justamente pelo fato de saberem fazer coisas diferentes. Algumas eram boas em conversar, outras em ficar quietinhas no seu canto. Já tinha observado Hoseok durante as aulas e sentia uma pontada de inveja ao vê-lo tão ativo com as outras crianças. Aquilo tudo era assustador demais para sua cabecinha reservada.

 

Mas, se pudesse provar ao menos um marshmallow por dia, teria a amizade de Hoseok para sempre.


Notas Finais


QUE LINDO PARECE ATE QUE É VHOPE TRASH
até a próxima <3


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