História Land On Me - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Romance, Taeny
Exibições 221
Palavras 5.083
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Orange, Poesias, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[LEIAM, PLEASE] Nem sei por onde começar, eu estava tão ansiosa para postar algo, para restabelecer um pouco do meu contato com vocês. Sinto falta de estar frequentemente no SS, fiz maravilhosos vínculos por aqui <3 Após quase quatro meses insistindo nessa OS, finalmente consegui terminá-la e devo dizer que ela é tão especial como qualquer long-fic que eu tenha postado.

Essa OS, pelo menos em 60% dela, se trata de um sonho com TaeNy que eu tive ano passado (por volta de setembro ou outubro) e que mexeu muito comigo. Eu estava a ponto de chorar quando acordei e durante todos esses meses que se passou após ele eu fiquei pensando muito nos significados que ele teve, foram tantos que eu fiquei atordoada, até porque o sonho foi muito realista para mim então foi complicado, porém, saiu...

Adicionei umas coisas aqui e ali conforme foi fluindo entrelinhas mas acredito eu que sem perder a essência que o sonho teve para mim. Eu espero de coração que vocês apreciem (e compreendam) ^^

Quero agradecer ao meu amorzinho @Jess_Aranha quem revisou pra mim (maravilhosa) <3
E senhorita @cafefrio, essa OS vou dedicar a ti com muito amor por todo o apoio, força, etc que você me dá e que me inspira por demais. Nem sei expressar o quanto você é essencial nessa minha caminhada como escritora, mas espero que você tenha noção disso. Eu amooo você! Amo vocês! <3

Uma curiosidade: Em meu sonho, o tempo todo havia uma melodia soando em minha mente. Quando acordei, essa melodia não me deixava, e como dormi de fone, resolvi acessar as últimas tocadas durante a noite e procurei para ver se havia sido alguma música tocada enquanto eu dormia. Encontrei, e a música é "This Love" da Taylor Swift. Juro por tudo que eu não costumava ouvir essa música (ela apenas foi tocada pelo aleatório e ditou o meu sonho???) e aliás, só fui ver a tradução da mesma no meio desse ano e fiquei tão em choque que nem sei o que dizer... Enfim, foi tudo muito doido HAUSHAUSH

E agora compartilho um pouco das sensações que senti com vocês. Ótima leitura e não esqueçam de ler as notas finais <3

Capítulo 1 - Capítulo Único - Florescer


Fanfic / Fanfiction Land On Me - Capítulo 1 - Capítulo Único - Florescer

 

O som das ondas, em seu vai e vem, faz-me afogar em tais lembranças. A brisa do mar, qual me afronta com delicadeza, leva consigo os suspiros que me escapam ao que tantos sentimentos reviram o meu peito.

 

Sentimentos por Stephanie.

 

Não sei bem o que éramos, mas éramos algo. Algo indefinido, tal como o amor.

Os momentos em que nos encontrávamos ocorriam sempre frente ao mar; Fosse sentadas em um banco qualquer, fosse caminhando de mãos dadas mais os pés descalços pela areia molhada.

Neste período de encontros e desencontros, Stephanie resumia-se a silêncio. Preferia comunicar-se comigo somente com sorrisos e gestos, e admito, não me importava se aparentemente fôssemos apenas duas completas desconhecidas.

Desde o primeiro momento em que ela tocou minha mão, sorrindo-me ao fitar intensamente meus olhos, senti-me privilegiada por ter-lhe como companhia.

Stephanie era cativante o suficiente para não precisar de muito. Ela simplesmente passava-me conforto.

 

Certo dia, fui à sua procura pela praia. Lá estava ela, esperando-me frente ao mar.

Ao me ver, o sorriso mais lindo visto por mim moldou sua face; lábios e olhos minguantes. Ela caminhou em minha direção enquanto eu também me aproximava de si e, ao estar perto, tocou-me as bochechas ternamente com ambas as mãos.

- Posso levá-la comigo a um lugar? - Stephanie perguntou baixinho. O brilho em seus olhos passava-me expectativa.

- Você pode. - Afirmei sem hesitar.

Em meus lábios um leve sorriso surgiu, nos dela este gesto alargou-se de modo angelical. Assim, uma de suas mãos buscou pela minha, e naturalmente nossos dedos encontraram o encaixe perfeito.

Stephanie guiou-me pela extensão de areia. Caminhamos por uma praia de calmaria, onde somente o som das ondas mais o balançar das folhas das árvores faziam-se presentes.

Ao longe avistei uma casa de madeira e minha curiosidade sobre o local fora cessando conforme fui obtendo a certeza de que estávamos caminhando na direção de lá – e de que aquele local não me era desconhecido.

Ao chegarmos à casa mediana, subimos três degraus para a estreita varanda e, então, Stephanie deslizou as portas de vidro.

Adentramos e a visão daquele interior trouxe-me um ar ainda maior de familiaridade. O recinto dividia-se entre uma sala (onde encontrava-se uma cama; uma cômoda sobre a qual havia uma TV e um pequeno relógio digital; uma porta a qual tive certeza de ser um banheiro) e uma cozinha situada pelos fundos. Um singelo balcão - também de madeira - separava estes dois cômodos principais.

Contudo, o que mais me chamou a atenção naquela sala fora os muitos desenhos colados pelas paredes, pois eles também se encontravam separados; Os desenhos quais decoravam à esquerda eram somente cinzas, já os postos à direita eram recheados de cor. 

Calmamente observei ambos os lados. Em maioria, os desenhos de Stephanie eram de pássaros e estes sempre estavam de asas fechadas, em pouso. A paisagem ali retratada, mesmo quando apenas em tom cinza, tinha como padrão o céu e o mar.

A olhos nus, aqueles desenhos podiam parecer semelhantes, mas tive a sensação de que, ela, ao fazê-los, quis repassar diferentes sentimentos. Você conseguiria sentir angústia, medo, confusão, melancolia... Perguntava-me se aqueles sentimentos estavam de fato sendo sentidos quando passados para o papel.

- Cada desenho representa um dia de minha vida. - Sua voz chamou-me a atenção, eu a olhei. - E esta... - Estendeu uma das mãos para o lado direito. - É a minha vida após te conhecer.

Meu peito se apertou em um sentimento que eu não soube definir. Fiquei sem reação enquanto Stephanie me olhava, e era interessante o fato de ela não parecer se incomodar com o meu silêncio.

As batidas de meu coração tornaram-se fortes ao vê-la se aproximar e parar frente a mim.

- Há algo bom entre nós. - Seus olhos estavam fixos aos meus, suas mãos deslizaram por meus ombros. - Não há, Taeyeon? - Ela esboçou um meio sorriso.

De repente, abraçou-me delicadamente. Fora a primeira vez que a tive tão próxima daquela forma.

Senti o ar preso em meus pulmões por instantes, até este escapar-me dentre um riso. Meus braços laçaram-na pela cintura, aconchegando-a em mim.

- Há sim, algo muito bom. - Respondi sinceramente, e meu coração ainda eufórico não deixaria dúvidas sobre isso.

 

 

 

(...)

 

 

 

Perdi a noção do tempo enquanto tinha a companhia de Stephanie.

Comecei a apegar-me demais a ela, a seus sorrisos, e era difícil lidar com momentos quais pareciam eternos... Pois meu consciente lembrava-me que o parecer não era o bastante.

- Olhe para mim! - Pedi com empolgação.

Em minha máquina fotográfica, o foco encontrava-se em Stephanie quem estava a desenhar pela areia próxima ao mar e suas ondas calmas.

Ao perceber minha intenção de fotografá-la ela cobriu sua face com as mãos. Seu ato tímido soou completamente adorável para mim.

- Por favor, me dê um sorriso. - Pedi, ela não cedeu. - Um sorriso e eu juro não mais insistir.

Stephanie finalmente descobriu seu rosto, no entanto, olhava-me com uma carinha emburrada.

- Onde está o sorriso? - Questionei-a.

- Prefere uma foto sincera ou um sorriso forçado?

- Prefiro a foto de teu doce sorriso induzido, e não forçado, pelo meu querer em admirá-lo. - Posicionei a máquina frente a um de meus olhos.

Com o meu dizer, Stephanie acabou por sorrir ao chamar-me de "boba", e nesse momento cliquei a fotografia mais bela de minha vida.

Ao vê-la se sentar pela areia, sentei-me ao seu lado e lhe ofereci o objeto fotográfico. Com o sorriso ainda divertido em seus lábios, Stephanie analisou o objeto e pegou-o em suas mãos. Ajeitou com cuidado próximo de um de seus olhos, assim como eu, e após alguns instantes uma nova foto saía pela máquina.

- Nunca sabemos o quanto um momento pode durar diante aos nossos olhos, certo? - Comentei enquanto ela analisava a fotografia qual havia tirado do mar à nossa frente.

Stephanie abaixou a cabeça por segundos, mantendo seu leve sorriso, então tornou a levantá-la em direção ao horizonte azul.

- Sabes o que é felicidade, Taeyeon? - Sua pergunta pegou-me despreparada, mas por sorte, ela logo continuou. - Se a mim alguém perguntasse, eu não saberia responder, a menos que este alguém fosse você.

- Por quê? - Soltei um riso tímido, e eu nem tinha certeza se havia entendido sua frase.

Stephanie balançou delicadamente sua cabeça em negação, também sorrindo, e fora inclinando seu corpo para mais perto do meu. 

Tendo o coração tropeçando em batidas fortes com aquela aproximação, fechei os olhos e senti seus lábios encontrarem minha bochecha em um beijo úmido e gostoso.

Após instantes quase eternos, ela se afastou para que pudéssemos nos olhar. Stephanie tinha um semblante tão lindo e à vontade, enquanto eu sentia minha face arder como uma criança constrangida.

Ao colocar minha mão direita sobre meu peito, senti meu coração tentando pular dali para fora.

Soube que em mim algo estava em constante mudança; em meio à euforia, amadurecendo.

 

 

(...) 

 

 

 

O céu estava nublado, as ondas em agitação, a brisa com um toque frio. Nada disso importava, pois Stephanie e seu sorriso de orelha a orelha me convidavam para caminhar pela praia.

Entre passos calmos, não havia muito o que conversar entre nós. Nosso silêncio era preenchido pela alegria que Stephanie exalava em cada pequeno gesto seu; risos, olhares, carícias singelas de tua mão que se entrelaçava à minha.

Lembro-me vagamente que, enquanto Stephanie observava, ao longe, as ondas chocando-se contra as pedras de uma montanha, ela contava-me uma história de amor entre o céu e o mar. 

Fora quando alguns pingos de chuva passaram a cair, e por impulso, puxei-a conforme apressava meus passos em direção à sua casa, qual ainda encontrava-se um pouco distante.

De repente, Stephanie puxou-me de volta e eu a olhei sem entender sua hesitação. Avistei o tão lindo sorriso moldar-lhe a face em plena expressão serena, como teu olhar.

- És doce, mas não de açúcar, Taeyeon. - Riu. - Fique na chuva comigo.

Os pingos passaram a cair com mais frequência, molhando-nos mais a cada segundo. Stephanie soltou minha mão, e alargando o sorriso em seus lábios passou a mover-se lentamente, dançando de um lado para o outro. Eu, estando sem reação, fiquei a assisti-la levantar seu rosto para que a chuva acariciasse-o. 

Seus cabelos molhados e a roupa grudada nas curvas de seu corpo contrastavam uma bela cena.

Sem perceber, encontrava-me sorrindo. O som do mar misturava-se com o cair da chuva, com os suaves risos de Stephanie e, principalmente, com as batidas de meu coração quais inundaram o meu ser. 

Eu a via tão confortável a sorrir e rodopiar sob a chuva, era contagiante. Entretanto, fora ali que eu senti como se houvesse um abismo entre nós. 

Como se fôssemos o céu e o mar, interligados por um sentimento maior que, contudo, não seria capaz de nos eternizar como um só. 

Não ali, não naquele instante, não naquelas condições. 

Sentia-me como teu oposto, e não queria ser.

Stephanie era doce. Eu era amarga. Stephanie era serena. Eu era tempestade. 

Por que ela dizia ao contrário? 

Aquilo me trouxe desespero. 

Somente quando seus olhos encontraram os meus que o conforto preencheu-me novamente. 

Meu peito se aqueceu ao vê-la sorrir, bem aquele sorriso que me dava certeza de que Stephanie falava a língua dos anjos, e com aquele gesto, dizia para eu me aproximar. 

Entre passos calmos, fui em sua direção, meu coração batendo mais forte a cada segundo. Meu corpo ficara bem próximo ao dela, então suas mãos delicadamente tocaram-me o rosto, trazendo-o para mais perto do seu até que nossas testas se encostassem. 

Fechei meus olhos neste momento, sentindo os pingos da chuva molhando-nos mais e mais pouco a pouco. Sua respiração quente misturava-se à minha. Toquei-a pela cintura com ambas as mãos, procurando onde apoiar-me uma vez que não mais sentia meus pés fixos ao chão. 

Ao arriscar olhá-la por instantes, mergulhei fundo no brilho de seus olhos, mais radiante que qualquer raio de sol qual pudesse surgir, e lentamente pude ver seus lábios encaminharem-se aos meus. 

Sua boca, carregada de sentimentos, trouxe-me um gostinho doce; Não que tenhamos aprofundado aquele beijo, apenas ficamos a sentir nossos lábios roçarem ao que, pelo menos em meu peito, havia um coração afoito que jamais se sentiu tão completo como ali se encontrava. 

 

(…) 

 

 

Era noite, e enquanto Stephanie estava sentada pela cama desenhando, eu me encontrava frente às portas de vidro observando o mar e as árvores ali próximas serem conturbados pela chuva que se fortificou.

Eu estava realmente distraída com a paisagem, a mente distante. 

De repente, fui pega de surpresa por trás com certos braços quais me rodearam a cintura. Stephanie apoiara seu queixo em um de meus ombros e ali ficamos, dentre aquele contato aconchegante por vários minutos. 

No momento em que a luz de toda a casa se apagou, virei-me um pouco assustada a procurar pelo rosto de Stephanie que ria de minha reação diante da pouca iluminação que nos sobrara.

Após acendermos velas pelo cômodo, nos sentamos lado a lado pela cama. 

Senti-me um pouco tímida ao notar que o olhar de Stephanie estava fixo em mim. Mas, ao encará-la de volta, o curto sorriso qual desenhava seus lábios fez-me sorrir para si também.

- Taeyeon… - Chamou, porém hesitou por instantes. - O que sentes por mim? 

Um leve aperto em meu peito se fez presente após aquela pergunta. Como eu poderia explicar?

- Eu… - Minha mão direita pousou sobre meu coração agitado, eu buscava a resposta implícita por ali. - Não sei dizer.

Um suspiro de pesar escapou-me, mas o sorriso de Stephanie tornou-se maior, me despertando curiosidade.

Ela calmamente ajoelhou-se pelo colchão, deixando o seu corpo relaxado bem em frente ao meu. Meus olhos ficaram vidrados em si e em como a pouca luz refletia-se com suavidade em sua pele.

Seu olhar para mim brilhava. Sua presença era deveras forte. 

Stephanie tocou uma de minhas mãos e fora trazendo em sua direção. Seus olhos fecharam-se, e enquanto isso, seus lábios passaram a deslizar com carinho pelas costas de minha mão, em direção aos meus dedos, os quais ela beijou com ternura. 

Meu ar tornou-se pesado e era impossível esconder o quão envolvida eu estava. 

Em seguida, ela encaixou minha palma em sua face. Eu naturalmente acariciei sua pele e pude senti-la suspirar enquanto levava suas mãos à minha nuca, fazendo-me carinho por ali. Fiquei imóvel, apenas assistindo Stephanie inclinar-se cada vez mais para mim, aproximando seu rosto do meu. 

Seu hálito fez meus lábios formigarem, eu estava em uma ansiedade sem fim. 

Fechei meus olhos, e fora então que a boca de Stephanie reencontrou a minha. 

Desta vez, seus lábios movimentaram-se com mais desejo. Suas mãos puxavam-me para si e conforme aprofundávamos aquele beijo mais saboroso ele ficava, o sabor daquele sentimento qual eu não soube identificar; Mas era quente e intenso, capaz de provocar arrepios por todo o meu corpo. 

- Quero-te tanto... - Ela dizia dentre o beijo, arfando. - Me ame, Taeyeon.

Conforme Stephanie deitava-se sobre o colchão, suas mãos em minha nuca guiavam-me consigo até que me encontrasse confortavelmente deitada sobre si, olhando-a nos olhos. 

Ela ajeitou meus cabelos, livrando minha face, e então retomamos o beijo por qual aguávamos. Meu corpo estremeceu um tanto mais ao sentir sua língua buscando e encontrando a minha em um contato completamente mergulhado em meio a carinho e paixão. 

Stephanie estava a fazer-me sentir coisas que jamais pensei serem reais, como toda a reviravolta em meu âmago mais o calor que assim espalhava-se por todo o meu ser a cada novo suspiro que trocávamos. 

Meus lábios escaparam dos seus e deslizaram por seu maxilar, calmamente, enquanto sobre sua pele eu arfava em completo êxtase pelo momento. Levei meu rosto para entre seus cabelos, acariciando seu pescoço com minha língua ao que uma de minhas mãos vagava por sua cintura, subindo… subindo… até preencher teu seio esquerdo com minha palma em um toque firme, fazendo-a gemer o meu nome pela primeira vez. 

Ergui minha face para a dela admirar, encontrando tua expressão calma e alegre qual me acertava em cheio. 

Suas mãos afagaram-me ao encontrar o caminho para debaixo de minha camiseta, tocando-me as costas por instantes antes de passar a me despir. Stephanie, entre beijos dados por todo o meu pescoço, fora me deixando nua para si, assim, fui despindo-a pouco a pouco também. Apesar da euforia, eu não tinha pressa alguma, e apreciava cada segundo, cada pequeno pedaço de pele sendo exposto e dando-me ao fim a visão de um corpo qual para mim era sinônimo de dádiva.

Nossos corpos estabeleceram uma sintonia profunda a cada toque, e nos entregávamos a isso. Beijei-a de todo o coração, tendo suas mãos incansáveis a me dar carinho, até que nosso ar tornou-se falho demais e Stephanie tocou-me as bochechas, separando nossos lábios.

Perder-me em seu olhar fora espontâneo. Ela observou-me e eu fiz o mesmo consigo, reparando em sua bela face suada, em sua pele antes alva agora corada e em seu respirar tão pesado. Ela refletia-se em mim, pois me encontrava em um mesmo estado.

- Deixe-me te tocar, mostrar-lhe o que sinto, o infinito que há em nós... - Stephanie sussurrava sobre meus lábios. - Adorar-te sem receio, dar a ti o meu amor... Tu és minha primavera, eu sou teu beija-flor.

A vontade de amá-la fortificou-se em meu peito de tal maneira que não pude controlar os impulsos de meu corpo, minhas mãos, meus lábios. Após mais um sorriso, entre tantos compartilhados, eu mais uma vez voltei a beijá-la. 

Os pequenos gemidos com os quais Stephanie presenteava-me faziam sensações transcorrerem a mim por inteira. 

- Taeyeon... - Ela apartou o beijo. Senti uma de suas mãos segurar a minha direita. - Quero sentir-te em mim, preciso sentir-te toda em mim... - Fui guiada para o meio de suas pernas, e não me contive em acariciar teu íntimo, vendo-a fechar os olhos por instantes. - Assim, faça-me tua.

Diante àquele pedido, deixei que todo o meu sentimento invadisse-a em forma de prazer.

Lá fora, a chuva e o vento mantinham presença, sendo assim como a trilha sonora do amor que fazíamos.

Aos poucos, senti Stephanie derreter-se em meus dedos enquanto seus lábios úmidos acariciavam-me o ouvido e tuas súplicas, em tom rouco, instigavam-me a ir mais fundo em si. Minha boca, sedenta, trilhava beijos intensos por sua pele e o cheiro de camomila que provia da mesma deixava-me em um estado indescritível de deleite e alegria.

Provei o sabor de teu suor misturado à sua essência, deliciando-me com seus seios entregues às carícias de minha língua, e Stephanie gemia manhosamente, me aguçando ao deslizar suas unhas por toda a extensão de minhas costas.

Dar a Stephanie o amor que eu jamais pensei poder nutrir foi para mim, de fato, uma libertação.

Jamais me senti tão viva como naquele momento, jamais transbordei tantas sensações e sentimentos, ainda menos por alguém... Mas para ela parecia ser fácil ultrapassar minhas barreiras. 

Fizemos amor até o sono vir acomodando-se entre nós, e neste meio tempo, minha boca pode conhecer cada parte do corpo de Stephanie. Ela fizera o mesmo comigo, amando-me de um modo qual ficara marcado em meu ser. 

 

A chuva havia amenizado e com meus olhos fixos às portas de vidro eu voltei a assisti-la cair enquanto, agora, sentia Stephanie deitada em meu peito, aconchegada em meu abraço, tendo uma coberta sobre nós. 

Desviei o olhar para o relógio digital sobre a cômoda, e suas luzes vermelhas marcavam 11:11. 

Fechei os olhos, suspirando... Era como se eu pudesse sentir o que estava por vir. 

- Taeyeon? - A voz branda de Stephanie soou de repente, e ela remexeu-se em meu peito.

- Hum? - Demonstrei minha atenção ao acariciar suas costas com uma de minhas mãos.

- Sabes o que é felicidade?

Soltei um riso contido após aquela pergunta qual me pegou sem resposta mais uma vez.

- Diga-me e então saberei.

Por algum tempo Stephanie manteve-se em silêncio. Sua mão, apoiada em meu peito juntamente com seu rosto, passou a movimentar-se em forma de carinho sobre o lado esquerdo. Instantaneamente pude sentir meu coração se aquecer com tal gesto.

- Felicidade é tuas cores e teus amores florescerem e refletirem-se em meu viver. - Dizia ela. - Deixe-se assim estar e a qualquer momento retornarei a pousar em ti.

- Stephanie... Tu quem floresceu as raízes mortas de meu coração. Essa essência estará para sempre impregnada em mim. 

Após minha declaração, tua face ergueu-se lentamente. Stephanie passou a fitar-me olhos nos olhos, sorrindo e contagiando-me com aquele sentimento bom. 

Ficamos entre olhares por bons instantes. Ela, carinhosamente, selou seus lábios aos meus algumas vezes, e então sua mão subiu de meu peito para o meu rosto, tendo seu polegar a deslizar por minha bochecha.

- Feche os olhos. - Proferiu em um sussurro.

Acatei seu pedido, contudo, ainda assim sabia que teus olhos pairavam sobre mim.

Pude sentir teus lábios deslizarem por minha testa, beijarem meus olhos e minha face com calmaria até encaminharem-se para um de meus ouvidos onde Stephanie tornou a sussurrar:

- Amo-te. - Um arrepio esquentou-me ao subir por minhas costas. 

Eu sinceramente queria ter dito-lhe o mesmo, porém, meu corpo não mais respondia aos meus pensamentos. Encontrei-me em um estado de transe ao sentir os beijos de Stephanie por meu pescoço. O som de sua respiração batendo contra minha pele fora atordoando-me aos poucos, e então, meus sentidos perderam-se.

Teus sussurros tornaram-se distantes em minha mente conforme eu adormecia, mas ficaram a ecoar incessantemente.

 

"Liberte-me."

 

"... para onde meu amor tornar-se-á pleno por ti."

 

E então eu via Stephanie frente ao mar. Eu não estava lá, não com ela, mas lhe observava.

Ela sorria para o céu, passando-me felicidade enquanto as ondas arredias molhavam tuas pernas. 

Não, eu não queria vê-la partir. 

Porém Stephanie abriu seus braços, respirando fundo e me tirando o fôlego.

Eu fechei meus olhos, tentei gritar para que ela me esperasse, mas continuava sem voz. 

Quando voltei a olhar ao meu redor, caí de joelhos sobre a areia da praia. 

Eu estava sozinha. 

Sentia as lágrimas descendo por minha face, e em minhas mãos eu segurava firmemente um certo papel.

Era um desenho, um desenho lindo de Stephanie e repleto de cores. Em tais traços, retratado estava um pássaro, e este, finalmente voava sobre o mar. 

Um último sussurro me veio à mente...

"Deixe-se assim estar e a qualquer momento retornarei a pousar em ti."

 

Fora difícil acordar naquela manhã. Fora difícil abrir meus olhos marejados, fitar meu corpo deitado naquela mesma cama, daquela mesma sala situada pela mesma casa mediana de madeira. 

De pouco em pouco meu consciente despertava junto ao meu físico, e assim, tudo ficava mais claro: Eu apenas estava em minha cama, na sala de minha casa e ninguém ali se encontrava além de mim. 

Tudo não havia passado de um sonho. 

Stephanie fora um sonho. 

Mas eu estava uma real bagunça, semelhante ao chão daquele cômodo repleto de desenhos amassados, meus projetos inacabados quais faziam uma boa alusão a tudo em minha vida. 

Aquele fora o sonho mais intenso que eu já havia tido, meu coração ainda estava acelerado. Pensar na companhia daquela jovem e associá-la à minha casa e ao meu dia-a-dia tornou-se uma ironia cruel para mim conforme eu olhava à minha volta e sentia-me de fato sozinha, vazia. 

Sensações que não me eram estranhas agora me incomodavam. 

Abaixei o olhar para o livro apoiado sobre minha barriga, aliás, o qual eu adormeci lendo. “Alma Livre” chamava-se, e ao pegá-lo acabei por ler o trecho em que havia parado. 

[...] A nossa tendência em criar expectativas nos fizera achar que ela sempre estaria ali, quando o sempre é apenas uma sensação de conforto para almas aprisionadas.

Essa alma reluz tantas cores e sons que seria impossível descrevê-la! 

[...] A grande questão é: estaria eu pronta para jogar minhas correntes ao chão?

Ainda é cedo para dizer que sim ou não. Porém, de uma coisa eu sei: cada vez mais elas parecem menos pesadas.

E agora? 

A você, alma livre, obrigada por me fazer tentar. Não sei se posso te acompanhar, mas deixe um pouco dos seus sons comigo para quando eu puder... Encontrar-te.

Instantaneamente Stephanie me veio em pensamentos. 

Seria ela uma alma livre? E eu era seu oposto, aprisionada aos meus receios. 

Por vários minutos tentei lembrar-me de teu rosto claramente, e apesar de não conseguir, ao menos tive o vislumbre do riso em teu olhar vagando em minha mente. 

Como também, ao fechar os olhos, eu conseguia sentir o clima intenso de nossos momentos e, céus, os beijos e dizeres de Stephanie quais continuavam bagunçando os meus sentidos. 

Após muito pensar, não cheguei a uma exata conclusão do que fora tudo aquilo; Se Stephanie era um anjo que viera me iluminar em sonho ou se, mais provavelmente, ela era apenas o meu consciente tentando alertar-me sobre eu já ter chegado ao meu limite em amargura. 

Já fazia quase dois anos em que eu estava estagnada naquela situação cinza e infeliz. Minha angústia, medo, confusão e melancolia refletiam-se em tudo o que eu fazia, em meus trabalhos, e mesmo sabendo e desejando sinceramente mudar eu apenas não conseguia, sentia-me afundando cada vez mais.

No entanto, aquele sonho fora como o impulso que eu precisava para dar o primeiro passo, pois ele inspirou-me a cuidar melhor de meus sentimentos. 

Livrar-me, enfim, de minhas correntes. 

Tocar e preencher-me novamente com aquarelas. 

Florescer. 

 

 

 

××       ××

 

 

 

Diante ao mar, constato o bom tempo que se passou desde o sonho que tive.

O som das ondas, em seu vai e vem, fazem-me afogar em tais lembranças. A brisa do mar, qual me afronta com delicadeza, leva consigo os suspiros que me escapam ao que tantos sentimentos reviram o meu peito.

E sinto-me viva como há muito não sentia.

Chequei o relógio em meu pulso e as horas ultrapassavam as dez da manhã. Em seguida, enquanto voltava a observar a extensão azulada à minha frente, deixei um último suspiro por ali.

Levantei-me do banco, seguindo até meu carro estacionado próximo à avenida. Ao adentrá-lo, avistei pelo assento de carona o portfólio qual voltara a acompanhar-me tendo novos trabalhos em seu interior. 

Senti-me animada.

Dirigi pelas ruas calmamente, procurando por um local em específico. Ao encontrar, estacionei meu veículo por perto de tal floricultura e, então, encaminhei-me até a mesma. As portas estavam fechadas, sendo assim, apertei a campainha.

Após alguns segundos, as portas ao serem abertas revelaram uma pequena garota de cabelos castanhos tingidos pelas pontas de laranja. Ela sorria com os olhos, o que espontaneamente fez-me sorrir de volta para si.

- Entre! Minha tia já vem. - Recebeu-me com simpatia.

- Obrigada. - Fiz uma breve reverência, em seguida entrando ao recinto.

A pequena olhou-me de modo divertido, como se achasse graça em mim. Ergui uma sobrancelha em questionamento e ela pareceu entender minha dúvida.

- É engraçado quando vocês fazem isso... - Reverenciou-se e teu jeitinho me causou um baixo riso. - Eu não costumava a ver isso onde eu morava. - Sorriu outra vez e então saiu saltitando em direção a uma porta branca pelos fundos.

Estando só, analisei melhor o ambiente. Era uma floricultura muito bonita, colorida, bem iluminada, com bancadas de flores e alguns vasos pendurados pelas paredes. Havia uma coisa ou outra fora do lugar, lembrando-me de que a loja ainda estava para ser inaugurada e de que eu estava ali para ajudar na decoração. 

Aproximei-me de uma bancada onde encontravam-se alguns vasos de camomila, me inclinando levemente sobre tais flores na intenção de sentir seu aroma, qual eu adorava.

Instantes depois, voltando a checar o relógio em meu pulso, eram 11:11 e tal horário trouxe-me um ar nostálgico sem eu saber o porquê. 

Então, olhando ao meu redor, por tal porta branca aos fundos da floricultura uma jovem aparecia. Ela caminhou até mim com um suave sorriso em seu rosto e, ao estar perto o bastante, estendeu uma das mãos para mim.

- Taeyeon? - Ergueu as sobrancelhas, esperando minha afirmação.

- Exato. Prazer em conhecer-te, Michelle. - Segurei sua mão com cuidado.

- Oh, não... - Ela riu. - Minha irmã teve de ir resolver outros assuntos e deixou por minha conta recebê-la e tratar da decoração. Espero que não se importe.  

- Não, de modo algum. - Lentamente cortei nosso cumprimento. - Bom, aqui está alguns modelos de utilitários e decorativos quais costumo fazer. - Ofereci o portfólio para ela que logo o pegou. - No entanto, se tiver algo em mente, alguma preferência, é só falar.

- Na verdade, conto com sua análise de artesã para me dar algumas dicas também. - Dizia enquanto folheava o objeto em suas mãos. - Quero uma decoração notória, colorida, mas que seja leve e natural.

- Devo dizer que esta intenção já está sendo muito bem enfatizada por aqui. - Admirei o local outra vez.

Quando voltei meu olhar para a moça à minha frente, espontaneamente passei a admirá-la também. Não me repreendi por isso, afinal, ela era realmente muito bonita. 

Tua expressão serena a observar meus desenhos era adorável, teus cabelos - naquele momento jogados sobre um único ombro - tinham um tom castanho avermelhado, eram charmosos. Reparar tanto em si fez-me notar a tatuagem em seu braço esquerdo.

Era um delicado beija-flor.

 

Tu és minha primavera, eu sou teu beija-flor

 

- Taeyeon? 

- Hã? - Murmurei ao ser tirada de meu pequeno devaneio. 

- Perguntei se gostas de beija-flor. - Ela novamente estava a rir.

Mas desta vez, teu sorriso refletiu em mim também através de teus olhos. Teus olhos minguantes. Justo aqueles olhos quais me levaram a um outro momento, tornando mais intensas as batidas de meu coração enquanto sentia-me duvidosa sobre o que pensar.

- Eu... - Tentei dizer algo, não conseguindo desviar os olhos dos dela. E ela fitava-me com expectativa. - Desculpe, mas, qual é teu nome mesmo?

- Céus! Eu quem devo pedir desculpas pelo meu mau jeito. - Levou uma das mãos à sua testa, balançando a cabeça em negação por instantes. - Me chamo Tiffany. 

Forcei um sorriso enquanto, por dentro, tentava desassocia-la de qualquer delírio em minha mente. 

Tiffany voltou a folhear meu portfólio, instantes depois entreabrindo os lábios em uma expressão surpresa. Ela pôs-se ao meu lado, mostrando-me o esboço de uma escultura de beija-flor.

- É linda! - Declarou, animada. - Onde seria um bom local para pendurá-la? - Ela ficou a olhar-me ao esperar por uma resposta.

Analisei ao redor sentindo-me um tanto atordoada, até mesmo demorei para de fato raciocinar e encontrar algo descente para dizer-lhe.

Caminhei pela floricultura, tentando disfarçar a ansiedade que aos poucos me consumia, e aproximei-me de uma bancada repleta de rosas. Tiffany veio em meu encalço.

- Próxima às rosas. - Referi-me à escultura, evitando fitar a jovem quem novamente se pôs ao meu lado. 

- Apreciei a sugestão. - Dizia ao parecer observar as flores mistas em branco e vermelho. - "O beija-flor passa de jardim em jardim beijando rosas, mas como as rosas não lhe beijam de volta, ele parte, vai embora. No dia em que o beija-flor encontra uma rosa que lhe beija de volta, ele também parte, vai embora... Mas sempre volta". - Enfim, encarei-a, e Tiffany também me olhou fixamente. - É um poema. - Esboçou teu sorriso cativante. 

Não consegui lhe dizer nada, então de repente encontrei-me em um intenso contato visual consigo. Seu olhar desceu para minha boca, instantes depois voltando até meus olhos. Uma expressão suavemente atônita moldou sua face, em seguida, ela decidiu quebrar nosso silêncio. 

- Taeyeon... - Aquela suave rouquidão em sua voz despertou-me um arrepio bom. Minhas mãos suaram. - De onde nos conhecemos?

A seriedade em sua voz era explícita. Seus olhos mergulhavam nos meus como se ela necessitasse que eu puxasse-lhe de volta para uma realidade que, na verdade, não era tão real assim... Ou estaria eu enganada? 

- Dos teus sonhos, talvez. – Permiti-me a sorrir sinceramente e fui retribuída por um riso adorável vindo de Tiffany. 

Desejei então que o meu florescer transparecesse a ela, e assim, de alguma forma pudéssemos nos reencontrar... 

Fosse quando fosse, meu coração estaria para sempre aberto se ela, Tiffany, desejasse (re)pousar em mim. 

 

Eternizar-se-á meu amor na liberdade em amar sem pressa, necessidade ou razão. Apenas por amar, quando partir, irá voltar.

 

 

 


Notas Finais


CLIQUEM AQUI: https://www.youtube.com/watch?v=bxcaQxJM3Pc
É um pequeno capricho meu com a fic qual também espero que vocês apreciem HASUHAUSHU

Vejam a tradução da música que mencionei lá em cima: https://www.letras.mus.br/taylor-swift/this-love/traducao.html
Então, né ❤

Se vocês tiverem algo a me dizer sobre a OS, sobre como a interpretaram ou algo assim ficarei imensamente feliz em ler ^^
Inclusive, quem quiser conversar... só vem: https://curiouscat.me/HyunOppar

Ah, o "livro" Alma Livre na verdade é um texto maravilhoso e que amo de Diana Albuquerque (@cafefrio) e aquele trecho, para mim, realmente se encaixou muito bem na fic. Obrigado, amor ❤

Abraços a todos e até mais ❤❤❤


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