História Lápide - Capítulo 22


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Barbara Palvin, Justin Bieber
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Palavras 2.435
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Famí­lia, Harem, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Visual Novel
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Dizem que o corpo suporta perdas, se adapta, se renova.


Fanfic / Fanfiction Lápide - Capítulo 22 - Dizem que o corpo suporta perdas, se adapta, se renova.


● Felie Sanders Bieber ●
Los Angeles; Terça-feira; 2:21 da tarde. 

 


A televisão estava ligada, porém nem eu e Justin estávamos assistindo, nós não falávamos nada por um bom tempo, não por falta de assunto e sim por que estávamos tentado absorve a notícia que poderia matar minha filha, minha cabeça estava sobre o peito de Justin escutando seu coração, como nós meros mortais somos tão frágeis assim, minha mão estava sobre minha barriga esperando com ansiedade um chute de Hope, Justin estava fazendo um carinho em meu braço, nós estávamos machucando internamente, naquele momento eu notei como é ruim não poder saber quase nada sobre aquela doença para me tranquilizar e tranquilizar Justin, escutei um suspiro de Justin e ergui meu rosto o olhando e vendo que o mesmo olhava para o teto e sua expressão só mostrava o quando ele estava sofrendo.


-Você me culpa por isso? -perguntei baixo com a voz ainda rouca por conta do choro intenso que ambos tivemos e Justin negou com a cabeça. 


-A gente não tem o que culpar Felie, a culpa não é minha e nem sua e nós vamos fazer ao máximo para que nossa menina sobreviva-falou sem direcionar seus olhos para mim. 


-É tão estranho nós amarmos alguém assim-falei  e o mesmo me olhou. 


-Não é estranho, nós nos amamos tão forte como amamos nossa filha, a única coisa que muda é o nome e alguns cuidados-falou e eu sorri minimamente e logo senti algo que naquele momento fazia toda diferença e me sentei rapidamente na cama e olhei para Justin sorrindo. 


-Ela está chutando-falei e ele se arrumou na cama e colocou a mão sobre minha barriga e segundos depois a Hope chutou com força. 


-Esse chute mostra que mesmo com metade do coração ela é forte e vai ficar bem o suficiente para quando chegar na adolescência me deixar louco-falou beijando minha barriga onde senti um chute ser dado.


-Vai dar tudo certo não vai? -perguntei sentindo novamente as lágrimas caírem dos meus olhos e Justin chegou perto de mim e segurou meus rosto focando nossos olhares. 


-Nós vamos passar por essa juntos-falou Justin me abraçando. 


-Você promete?-perguntei entre lágrimas. 


-Eu prometo Felie-falou beijando minha testa e eu passei meus braços em seu corpo. 


Dizem que o corpo suporta perdas, se adapta, se renova.
Só que quando a perda é muito maior que seu corpo para suporta você acaba se afogando sem ao menos notar. 
O bom disso...o bom disso é você pode ter alguém que seja maior que sua perda para nadar contra maré e salvar sua vida, não como era antes e sim de um jeito que sua perda se torne uma lembrança boa. 


-Eu vou ligar pra minha mãe-disse me afastando dele. 


-Por que? -perguntou. 


-Ela é médica talvez tenha alguma solução-falei e ele concordou me entregando seu celular e eu vi algumas ligações perdidas do meu pai, disquei o número da minha mãe e esperei que ela atendesse o que não aconteceu, tentei uma segunda, terceira, quarta e quinta fez e nada. 


-Ela não me atende-falei com raiva limpado minhas lágrimas. 


-Deixa uma mensagem-falou. 

-Ela não vai me ligar-falei brava. 


-Por isso vamos contar pra ela sobre a nossa filha e se ela não ligar eu não vou a querer em nossas vidas-falou ele e eu concordei e abri em mensagem de texto.

-Eu não consigo escrever, não sobre isso-falei sincera o olhando. 


-Vamos fazer isso juntos-falou e eu concordei fazendo uma careta de dor. 


-Minhas costas estão doendo-falei me deitando e Justin fez o mesmo e eu arrumei o celular em minhas mãos. 


-Coloque, eu não sei como contar sobre isso, porém como alguns meses eu conto como está a gravidez da Felie, nós resolvemos contar algo que é importante e é grave,nossa pequena Hope não está completa, nossa filha, sua neta tem Hipoplasia do coração esquerdo, você teve saber o que é isso, mesmo com alguns tratamentos que poderia ser feito nela a médica que acompanha a gravidez da Felie desde o começo disse que Hope se posicionou para nascer, o que torna tudo mais grave, mesmo você estando tantos meses afastada eu e Felie pedimos para você voltar, não precise ser por mim e nem por ela e sim por sua neta que precisa da família completa e isso inclui você que pode nos apoiar e explicar mais sobre isso-cada palavra dita por Justin deixava meu coração machucando, era como se alguém estivesse com ele em mão o torturando de várias formas possíveis. 


-Pronto-disse assim que enviei a mensagem e Justin pegou o celular de minhas mãos e guardou e me olhou. 

-Precisamos descansar para podemos pensar em algo e você precisa descansar mais ainda para manter o máximo possível nossa filha com você-falou e eu concordo e Justin desligou as luzes do quarto do hospital e eu fechei meus olhos me obrigando a dormi. 



● Narrador ●
Los Angeles; Segunda-feira; 22:56 da noite.


-O que foi doutora?-perguntou Dr.Hugles.


-Estou vendo o que fazer para manter um bebê vivo caso ocorra dela nascer mais cedo e ainda com Hipoplasia do coração esquerdo-falei passando as mãos em minha cabeça. 


-Isso é raro-falou me entregando um copo com café. 


-Exatamente, quero saber o máximo possível para manter aquele bebê vivo o tempo suficiente-falei tanto um cole em meu café. 


-Qual o caso?-perguntou. 


-Seis meses e já na posição de nascimento o que significa que ela vai nascer esse mês e eu estou procurando alternativas para não submete ela a cirurgias pesadas antes que um novo coração chegue-falei. 


-E um eletrodo sintético? -perguntou. 


-Não irá funcionar-falei colocando minha cabeça no joelhos. 


-O que ouve? -escutei perguntarem. 


-Não se mete-disse erguendo minha cabeça vendi um interno que nem lembrava o nome. 


-Okay-falou


-Você tem que pensar na possibilidade desse bebê recusar o coração se ganhar um-falou.


-Estou pensando nisso, no momento eu quero que ele passe o máximo possível no ventre da mãe-falei pegando o notebook.

 


● Justin Bieber ●
Los Angeles; Terça-feira; 5:44 da manhã. 


Vi que Felie dormia e sua expressão estava tranquila,tinha passado horas porém a cena da doutora contando sobre a doença da minha filha repassa na minha cabeça a cada instante, respirei fundo abraçando mais seu corpo e colocando a minha mão sobre sua barriga, Felie se mexeu na cama porém continuou da mesma forma que estava, fiz carinho de leve em seu rosto, senti uma vibração de meu celular e pensei ser uma mensagem por em o toque continuou e com dificuldade tirei meu celular do bolso e vi o nome de Madelyn na tela, sai da cama com cuidado e olhei pela última vez pra Felie e sai do quarto e atendi o celular. 


-Isso é verdade? -perguntou Madelyn, era estranho falar com ela depois de tantos meses. 


-Sim, recebemos a notícia ontem-falei me sentado no banco. 


-O que ela falou com você, me conte tudo-falou e eu respirei fundo antes de contar a coisa que eu nunca pensei sai da minha boca. 

 


● Felie Sanders Bieber ●
Los Angeles; Terça-feira; 5:45 da manhã.

 


-Não mamãe-escutei um riso alto da minha filha e eu corri atrás dela ao redor do sofá,a peguei pelo vestido e a peguei no colo e sorri.


-Peguei você joaninha-falei olhando para a mesma e seu rosto estava embaraçado. 


-NÃO, SOLTA HOPE MAMÃE-gritou feliz e eu a soltei e a mesma voltou a correr pelo apartamento e eu a seguia andado até o cenário mudar,eu me encontrava em um cemitério com várias pessoas ao redor de um pequeno caixão, tinha vários rostos porém nenhum estava nítido. 


-Vai ficar tudo bem Felie-disse uma voz conhecida antes de me abraçar e eu olhei para o lado vendo Justin entre lágrimas. 


-Hope? -perguntei quase sem voz apontando para o caixão e Justin concordou e eu voltei a olhas para o caixão totalmente branco as pessoas que antes se moviam estavam parando e aos poucos desaparecendo e aos poucos o cenário foi mudando e agora eu estava em um parque de diversões, as pessoas corriam batendo em mim por conta da chuva, andei devagar até parar por completo e vê um bebê chorando com intensidade, seu rosto assim como os outros não era nítida até ficar um escuro completo



● Justin Bieber ●
Los Angeles; Terça-feira; 6:02 da manhã. 


Desliguei meu celular depois de contar tudo para Madelyn e depois Derek que quase veio para o hospital e foi difícil convence, me levantei indo em direção ao quarto de Felie e vi a médica Ambrósio e andei até ela.


-Licença-falei e ela me olhou. 


-Sr.Bieber esse é o Dr.Hugles-falou.


-Prazer doutor-falei pegando sua mão.


-Prazer-falou. 


-Quer conversa comigo? -perguntou a Doutora. 


-Sim, eu tenho algumas dúvidas e queria saber se você poderia esclarecer, o Dr.Hugles está ajudando você sobre o caso? -perguntei. 


-Ele está tanto uma ajuda-falou. 


-Tudo bem se poder ajudar eu agradeço-falei. 


-Vamos para uma sala mais reservada-falou o Dr.Hugles e eu concordei os seguido e entramos em uma sala.


-Aceita um café? -perguntou a doutora. 


-Não obrigado, prefiro tirar minhas dúvidas sobre a doença da Hope para ficar preparado-falei me sentado. 

-O que gostaria de saber?-perguntou. 


-Primeiro eu queria saber se vocês consegue enviar os exames que foram feito uma médica?-perguntei. 


-Madelyn?-perguntou a doutora. 


-Você a conhece? -perguntei. 


-Sim,fizemos internados juntas e eu posso enviar os exames para ela-falou. 


-O que gostaria de saber?-perguntou o Dr.Hugles. 


-Tudo, o que aconteceria se ela nascesse antes, quando tempo ela pode aguenta, sequelas, quero saber tudo-falei. 

-Vamos falar sobre coisas que podem ocorrer,bom a maioria dos bebês com Hipoplasia do coração esquerdo são saudáveis em outros aspectos, mas alguns têm outros problemas de saúde que pode ser problemas cardíacos, problemas neurológicos e síndrome de Turner-falou a Dra.Ambrósio. 


-Você sabe o que é monossomia?-perguntou o Dr.Hugles. 


-Sim é variação de cromossomos-falei o olhando. 


-Síndrome de Turner e que apresenta apenas um cromossomo sexual X-falou e eu concordei.


-Eu vou explicar o que irá acontecer com a Hope, o lado esquerdo de Hope não  pode bombear sangue suficiente para atender o corpo, e nos dois primeiros anos ela vai se submeter a três cirurgias cardíacas e ela ira precisa ter cuidados médicos por toda vida-falou a Dra.Ambrósio. 


-Quantas crianças morreram com essa doença? -perguntei. 


-Muitas morreram Justin, mais também muitas sobreviveram-falou Dr.Hugles. 


-Em porcentagem quantas morrem? -perguntei e os médicos se olharam. 


-95% morreram no primeiro mês-falou Dr.Hugles. 


-Isso é muito mais do que eu gostaria de ouvir-falei sentido meu coração se despedaçar. 


- Justin a grandes avanços na cirurgia e na medicina, muitas crianças que nascem com isso agora estão tendo bons resultados-falou a Dra.Ambrósio. 


-5% tira muita esperança doutora, bom muito obrigado por ter responder minhas perguntas-falei me levantando e saindo rapidamente da sala tentado me recompor antes de entrar no quarto e encontra Felie ainda estava dormindo. 



Tirei meus tênis e me deitei ao lado de Felie e coloquei sua cabeça no meu peito e respirei fundo colocando minha mão em sua barriga para me acalmar e fechei meus olhos e respirei  fundo o aroma de Felie que me tranquilizava e logo tudo se apagou. 

 


● Felie Sanders Bieber ●
Los Angeles; Terça-feira; 9:44 da tarde. 


-Esse bolo está uma delícia-falei para Pattie comendo mais um pedaço enorme do bolo de creme. 


-Come devagar Felie e come alguma fruta-falou Justin me entregando alguns morangos. 


-Está bom-falei pegando o morango o olhando debochada. 


-Vocês já conversaram sobre o que vão fazer depois da notícia? -perguntou meu pai. 


-Sim, vamos falar o mínimo possível sobre isso, eu quero me concentrar em manter Hope o máximo possível por nove meses e falar sobre isso não faz bem para ninguém-falei e Justin entrelaçou nossas mãos.


-Uma hora vão ter que conversa-falou meu pai. 


-Quando for necessário e eu quero que quando vocês estiverem aqui me façam sorri e esquecer isso até por que o que eu sinto Hope sente-falei e eles concordaram. 


-Antes de esquecemos sobre isso que tal um abraço da família de proteção, conforto e energia positiva? -perguntou Ryan sorrindo. 


-Isso me parece excelente-falou Justin e logo senti braços ao meu redor e eu abracei de volta sorrindo de olhos fechados. 


-Eu tenho que ir agora-falou Ryan e entrelaçou a mão com a da Pattie e eu senti Justin ficar rígido, mais sei que o mesmo está tentado aceitar que a mãe dele estava feliz. 


-Pode me dar uma carona até o banco Ryan? -perguntou meu pai e eu estremeci. 


-A policial não veio me procurar para saber sobre o assalto-falei. 


-Falamos com ele sobre você Felie e eles irão vim semana que vem apenas-falou Pattie. 


-Pai toma cuidado no banco por favor-falei séria. 

-Eu vou ficar bem e você cuida das nossas meninas-falou meu pai tocando minha barriga e beijando minha testa, me despedi de todos e resolvi voltar a comer. 


-Eu vou ter que ficar aqui 24 horas e ainda deitada? -perguntei. 


-Depois andamos um pouco-falou Justin escutei baterem na porta e Justin se levantou indo abri a porta e deu espaço para passarem e logo vi  que a pessoa que passou era Madelyn, minha mãe. 


-Mãe-disse largando meu bolo e logo a mesma correu até mim me abraçando e eu aspirei seu cheiro e abracei de volta sentindo um conforto que somente ela poderia me dar.


-Vai ficar tudo bem minha jóia azul-sussurrou me abraçando ainda mais forte.


 
Cada um tem a idéia de como nossa memória funciona, só que uma coisa em comum que muitos concordam é que as lembranças dolorosas, aqueles que marcam ou não nossa pele está em nosso cérebro no modo Premium,dizem que a felicidade está em pequenas coisas e a dor, como a dor pode se torna o nosso sol, como pode o resto girar entorno dele
Mais sabe, não importa quem está a frente ou se ambas ocupam o mesmo lugar mesmo desafiando a física, não importa,  Porque não importa o quão dolorosas elas são, ou quão felizes elas são, no final ela é eu, ela é você, ela é nós, passamos diariamente por pessoas sem ao menos notar seu rosto, todos os dias as pessoas criticam você dá mesma forma que você a crítica, não importa, por que tudo isso....Tudo isso é você.
Isso é o que nós somos, no final nos comovemos assistindo coisas fictícias e as vezes rimos por coisas reais, no final não importa, é como dizem, a única certeza que temos é a morte. 



(TAG DE HOJE)
#Euprometo
Não esqueçam a TAG
Leiam minha outra fic chamada Essência, ela realmente é inspirada em medicina e fotografia e putaria e eu espero que me acompanhe lá também. 
Link no final 

 


Notas Finais




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