História Lar Lírios - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Esquizofrenia, Jikook, Jimin, Jungkook, Tudo, Universo
Exibições 47
Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, eu estava pensando em fazer o grupo do whats, mas como quase ninguém veio falar que queria acho melhor não fazer, se vocês realmente quiserem eu faço, mas se mais ninguém pedir eu não vou fazer.

Capítulo 11 - Estamos juntos nessa


(POV Jungkook)

 

   Jimin havia acreditado em mim, era agora ou nunca, ou eu contava para ele sobre seu real problema ou ele continuaria achando que é um louco e o fantasma conseguiria sua vingança contra alguém que nitidamente não merece, e mesmo se merecesse, era cruel demais prender alguém em sua própria mente dessa maneira.

- Jimin, eu preciso te contar mais uma coisa. – Desfaço o sorriso que antes tomava conta de meu rosto e o encaro de forma séria. Era agora ou nunca. – Você não é louco.

- Como posso não ser? Eu tenho surtos horríveis, Jungkook, eu sei que você quer me confortar, mas não precisa, de verdade, eu já aceitei que eu sou louco e tenho problemas psicológicos. – Ele se exaltou um pouco, mas mesmo assim eu tinha que falar, aquele fantasma idiota estava pegando mais pesado que o normal, agora mesmo ele estava atrás do Jimin o rodeando sem parar enquanto o fuzilava com o olhar. Tenho medo do que possa acontecer à ele.

- Você não está entendendo. – Chego mais perto, me arrumando na cadeira. – O único motivo de seus surtos é um espírito raivoso. Você está sendo perseguido por um espírito carregado de ódio, assim como minha tia estava, ele está te perturbando como punição, não sei o motivo, mas ele realmente quer deixar você o mais transtornado possível. – Tento explicar da maneira mais convincente possível, afinal, se ele conseguiu entender e acreditar sobre eu ver fantasmas, ele acreditaria em mim agora, eu não tenho motivos para mentir, muito menos coisas assim, e ele sabe disso.

   Ele continua me encarando com cara de paisagem, o sino do almoço toca e vejo o mesmo se levantar, eu tento o seguir mais ele é mais rápido e usa as pessoas para se camuflar e fugir de mim. Ele deve pensar que eu sou um louco idiota e mentiroso, mas ele precisa acreditar e mim, a sanidade dele está em perigo, não quero que ele fique preso à si mesmo dessa maneira por um erro que pode muito bem não existir, eu preciso descobrir o que esse fantasma quer com o Jimin, mesmo que para isso eu preciso evocar aquele espírito maldito.

 

--

   Fazia tempo que o toque de recolher havia soado, eu estava sozinho em meu quarto, sentado quase no meio do mesmo com as pernas cruzadas e as mãos apoiadas no joelho, igual a famosa posição de yoga. Evocar um espírito pode parecer fácil, mas é mais complicado do que chamar por ele e sua mente enquanto faz uma posição de yoga, precisa de muita concentração e foco, duas coisas precárias em eu ser. Usei toda a minha concentração, visualizei a imagem do fantasma e sussurrei por si em minha mente. Com uma lufada de ar, abro os olhos e olho logo a frente a imagem do fantasma que perseguia Jimin.

- O que quer? – Pergunta ríspido, pelo jeito ainda não me perdoou pelo ocorrido. Estava prestes a falar, mas sou interrompido. – Cuidado com o que for pedir, o seu anjinho não está aqui para o proteger.

- Anjinho? Então é isso que o Sombra é? Um anjo? – Pergunto e o mesmo sorri, mas não de uma maneira sínica ou diabólica, ele apenas sorri.

- É um pouco mais complicado do que isso.  – Seu sorriso se desmancha e sua carranca habitual toma lugar. – Agora e diga o motivo de ter me chamado, aposto que não foi apenas por querer minha companhia.

   Afirmo com a cabeça em um balançar único e molho os lábios com a língua de forma rápida antes de começar.

- Eu preciso saber o motivo de você estar fazendo isso com o Jimin. – Digo sem deixar de encarar o mesmo.

- E qual é o motivo para isso? Por acaso resolveu me ajudar com isso? – Um sorriso malandro passa por seus lábios ligeiramente.

- Mais ou menos isso. – Digo, dando uma pausa antes de continuar. – Talvez você esteja se vingando da pessoa errada.

   Seus olhos brilham de maneira assustadora e por um momento eu penso ter dito algo errado.

- Tudo bem, eu te conto o motivo, mas não espere que eu vá acreditar que a culpa não seja desse insolente. A culpa é única e somente dele. – Diz com um ódio tão carregado que chego a sentir a pressão do quarto ficar quase insuportável. – Eu fui morto por um assassino em série, conhecido como “O queima humanos”, pelo nome já dá para imaginar o que ele faz, não sei se ele fazia isso com todas as vítimas, mas comigo a ciosa foi um pouco pior. Antes de me matar, ele brincou um pouco com o meu corpo, o marcando com brasa, fazendo cortes em regiões sensíveis, como meus olhos e pênis, abusou de meu corpo de forma brutal, introduzindo objetos pontiagudos em meu ânus e boca, para enfim, me matar queimando a casa em que eu estava, minha vida antes de morrer era comum, não deixei esposa nem filhos, nem namorada, deixei apenas minha família, o que é mais do que importante, minha mãe ficou arrasada ao saber o que haviam feito comigo. Ele foi pego e Jimin assumiu o caso como advogado dele. Jimin, o seu tão amado e adorável Jimin estava defendendo um assassino sabendo que ele era um assassino, pergunte a ele, você verá a verdade como ela é e não como quer enxergar. Jimin é um canalha, ele defendeu aquele monstro e ainda por cima me usou para isso, se pensa que eu sou o único espírito raivoso atrás dele está muito enganado, muitas das almas que aquele homem matou estão vindo atrás de Jimin, muitas que já descansavam em paz estão fazendo de quase tudo para voltar e acabar com Jimin de vez.

   Começo a me desesperar com as suas palavras. Eles vão destruir Jimin, eu não posso e não vou deixar isso acontecer. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele desaparece, dando uma risada estranha antes de ir completamente. Sinto um frio estranho na barriga e o ar do meu quarto ficando mais gelado que o normal, olho ao redor, mas não vejo nada, até uma sombra grande e mais negra do que a escuridão presente no quarto aparecer parada bem à minha frente.

- Por que você desapareceu? – Pergunto, já imaginando que a resposta não viria. Afinal, Sombra nunca me respondia. Mas dessa vez foi diferente, ouço em minha mente um sussurro leve, uma voz calma e melodiosa, parecendo veludo. “Me desculpe, pequeno Jeon, tive que me ausentar por um momento, não posso te contar os motivos, mas saiba que mesmo de longe eu estava de olho em você”.

   Fecho os olhos com a sensação gostosa de sua voz, era tão calma e relaxante que me deu vontade de cochilar ali no chão mesmo, sem coberta ou travesseiro, mas algo ainda martelava em minha cabeça, aquele fantasma havia chamado o Sombra de anjinho, o que será que ele é? Será que ele é meu anjo da guarda ou algo do gênero?

- Sombra, o que você é exatamente? – Ouço novamente sua voz de veludo invadindo minha mente. “Não posso lhe dizer exatamente o que sou, mas saiba que eu não sou anjo, nem demônio, sou algo um pouco mais complexo, mas saiba que você me conhece e que eu nunca deixaria você só, sempre estarei aqui por você, Jeon, até o seu fim”. Ele se afasta, e para no canto em que sempre ficava. “Vá dormir, Jeon, amanhã o dia será difícil”. Sem ouvir mais nada, apago, caindo em um escuro profundo, mas confortável.

 

--

 

   Acordo com o som estridente de sempre e rapidamente me lembro da noite anterior, da conversa com o fantasmas, as revelações, a suposta briga com o Jimin na hora do almoço e a volta de Sobra, mais do que depressa eu olho para o canto ende o mesmo costumava ficar e o vejo parado, “olhando” para minha cama, como sempre fez, sorrio com a sua presença e me levanto em um pulo, fazendo uma pequena reverencia ao mesmo.

- Bem-vindo de volta, Sombra. – Digo sorrindo, logo correndo para fazer minha higiene e me vestir, tinha que chegar cedo e tentar encontrar Jimin, não posso demorar para resolver esse problema, tenho que achar uma solução antes que seja tarde demais.

   Saio do quarto e corro até o galpão de remédios, e direcionando para o último lugar da fila, tento achar Jimin, e o vejo chegando no galpão, seu olhar sobe e encontra o meu, sem desviar seu olhar penetrante do meu ele vem ao meu encontro.

- Jeon, precisamos conversar. – Ele diz sério, o que me causa arrepios. Eu afirmo com a cabeça e me viro para a fila novamente, pensando em toda e qualquer possibilidade de assunto, ele iria me dizer que eu sou um lunático e que não quer mais andar comigo? Vai dizer que acredita em mim? Deus, qual é o problema dele em me deixar tão nervoso assim?

 

---

 

   A hora do almoço finalmente chegou, não sei o motivo dele não ter conversado comigo durante a jardinagem, apenas me fez esperar ainda mais. Nos sentamos na mesa e colocamos os pratos na mesa. Jimin permanece quieto enquanto começa a comer, e eu o encaro sem desviar o olhar por um segundo sequer, será que é pedir demais que ele diga logo o que quer?

- Se acalme, Jungkookie, não precisa ficar tão nervoso. – Ele me encara e ri da minha situação.

- Como não ficar nervoso quando o cara que você gosta fala que vocês precisam conversar um dia depois dele ter fugido de você por você ter dito algo surreal e louco? – Digo bufando e me encostando na cadeira, fazendo birra. – Não dá para não ficar nervoso quando se trata de você, okay? – Desvio o olhar e faço bico, olhando para o chão.

- Cara que você gosta....Você gosta de mim? Meu Deus, você realmente gosta de mim. – Olho para o mesmo e ele estava corado com as mãos no rosto encarando o prato a sua frente como se fosse Deus. – Você gosta de mim.

- É, Jimin, eu gosto de você. – Digo rindo um pouco pela situação. – Mas não mude de assunto, me diga logo o que você queria dizer, eu não aguento mais esperar.

- Eu quero me desculpar pela minha fuga de ontem e dizer que eu acredito em você, mesmo parecendo loucura, indo contra tudo que me ensinaram e tudo que eu acreditava, eu acredito em você e quero pedir sua ajuda nisso. – Meus olhos se enchem de lágrimas, mas não as deixo cair, não era o momento de chorar. – Você pode me ajudar a recuperar minha sanidade enquanto há tempo, Jungkookie?

- Posso, Jiminnie. – Beijo a ponta de meus dedos e encosto em seus lábios, fechando os olhos e sentindo sua boca encostando em meus dedos, simbolizando um beijo. Ele pressiona seus lábios em meus dedos, entendendo o significado que eu quis passar. – Estamos juntos nessa, Jiminnie.


Notas Finais


Eu não corrigi antes de postar, então me desculpem por qualquer erro. Comentem o que acharam, é bom para saber como eu estou indo.

Bjs da Tia Kim.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...