História Last Blood - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally, Apocalipse, Apocalipse Zumbi, Camila, Camren, Fifth Harmony, Fim De Mundo, Lauren, Normani, Norminah, Suspense, Terror, Zumbi
Exibições 345
Palavras 2.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eai povo? Como vocês estão?
Vi alguns de vcs loucos para que eu continuasse por ter parado naquele momento. Mal sabem que o fim desse capitulo é ainda mais instigante. suhushuhssuhsujk
Enfim, boa leitura.

Capítulo 29 - You?


         
          Minha cabeça lateja. Parece que a qualquer momento meu cérebro vai sair pelos meus ouvidos. Tudo está escuro. Eu estou morta? Se isso é a morte, tudo o que eu vivi foi uma mentira.

          — Lauren! — ouço a voz da Camila e então percebo que não estou morta. Mas há algo em minha cabeça. — Eles vão nos levar para a base deles. Acorde!        

          Sinto suas mãos puxarem o saco de minha cabeça e logo seu rosto aparece. Mesmo assim, tudo continua escuro. Tenho dificuldade em ver seu rosto.          

          Não consigo mexer direito minhas mãos. Sinto algo áspero apertar meus punhos. Isso significa que amarraram com alguma coisa. Uma corda, talvez. Não consigo ver, mas acredito que fizeram o mesmo com a Camila.          

          — Onde estamos?       

          — No caminhão. Ainda não saímos. — ela me encara em silencio.           

          — O que foi? — pergunto a ela ao notar seu silencio repentino e suas encaradas estranhas.     

          — Eles iam matar você. — vejo seus olhos marejarem. Meu peito se aperta e eu me inclino com dificuldade para alcançar com minhas mãos o seu rosto. Faço uma caricia ali. Ela fecha os olhos e deixa uma lagrima escorrer. Eu a seco com a ponta do meu polegar. — Eu entrei em desespero.   

        — Shhh... — me inclino um pouco mais e capturo seus lábios com os meus. Sinto o gosto salgado de suas lagrimas em meio ao beijo. Logo corto o contado de nossos lábios e encosto minha testa na dela encarando seus olhos. — Estava na hora de você me salvar também.        

          Ela solta uma risada leve.       

          Então sinto portas batendo e ouço as vozes dos homens. Afasto-me de Camila.    

          — Leonard? — tento chamar baixinho por ele para que possamos informar onde estamos. Mas há apenas o silencio em nossos ouvidos. — Normani? — mais silencio. Isso não pode estar acontecendo. Onde está o papo de que ficaria vinte e quatros horas nos monitorando? — Dinah? Por Deus! Alguém competente nessa merda?

          Reviro os olhos ao ver que não ganharia resposta alguma de nenhum dos três. Dinah e Normani devem estar se comendo em algum canto escondidas e Leonard vai saber onde ele está.      

          Começo a tirar o meu tênis com certa dificuldade. Subo um pouco a manda da minha calça.    

          — O que está fazendo?           

          — Temos que demarcar o caminho para que eles consigam vir até nós. — falo baixinho. O motor do caminhão é ouvido e finalmente estamos em movimento. Pego a faca de dentro do meu tênis.          

          — E como pretende fazer isso?          

          — Me cortando.          

          Mesmo no meio da escuridão, consigo ver os olhos castanhos de Camila se arregalar.   

          — Você é maluca?      

          — Talvez um pouco. — dou de ombros. O caminhão me faz inclinar para a minha direita, e como eu estou de frente para a porta dele, isso significa que o lado que meu corpo virar, vai ser o lado que eles estão virando. Faço um corte com a letra D bem pequeno em minha perna. Contorço meu rosto em uma leve careta de dor e vejo o sangue escorrer da nova ferida. — Se sairmos vivas daqui, reclame isso com os três mosqueteiros.    

          Camila solta um suspiro. Ela entende que é o que precisamos fazer no momento.           

          — Você se lembra em que rua estávamos? — pergunto a ela. O caminhão se inclina para esquerda. Marco um pequeno S ao lado do D em minha perna. Ela balança a cabeça e desvia o olhar da minha perna. Sorrio para ela. — Está com medo de sangue, doutora?          

          — Não é todo dia que você vê alguém que você ama se cortando. — meu coração erra uma batida, sorrio para ela e ela desvia o olhar do meu, constrangida. Se não tivesse escuro, aposto que daria para vê-la corada.          

          — É bom saber que você me ama antes de morrer. — brinco. Meu corpo se inclina para a esquerda. Mais um corte em S.          

          — Nós não vamos morrer.     

          — Pensamentos negativos geram momentos positivos. — solto uma risada ao ver, mesmo no escuro, seu rosto se contorcer em uma careta engraçada.       

          — Isso não faz o menor sentido. — meu corpo se inclina para a direita. Mais uma corte. Mais sangue derramado.   

          — Estamos em um apocalipse zumbi. Nossa vida não faz o menor sentido.          

          Ela me encara e sorri. Talvez ela concorde comigo ou me ache maluca por pensar assim. De qualquer forma, ficamos em silencio por um tempo. Eu apenas marcava os D’s e S’s em minha perna, enquanto Camila apenas olhava cada corte meu. Talvez analisando quanto tempo demoraria para sarar tudo isso, ou apenas secando minhas pernas mesmo. Prefiro pensar na segunda opção.         

          — Camila... — ela faz um barulho com a garganta indicando que eu continue. — Eu também amo você. — ela me encara como se não tivesse ouvido direito minhas palavras, e então, como se tivesse compreendido, ela sorri.  

          O caminhão é parado bruscamente. Com dificuldade ponho a pequena faca dentro do meu tênis novamente e o coloco no meu pé, abaixando a manga da calça em seguida.            

          Um clarão repentino invade a escuridão em que estávamos. Isso faz meus olhos arderem. Pisco diversas vezes tentando enxergar direito tudo isso. Mas parece que olhos claros não têm nem um pouco de vantagem nesse tipo de situação.         

          Sinto mãos fortes me segurarem os braços e me arrastar para fora dali. Em um movimento em falsa, sinto a faca em meu tênis entrar levemente em minha pele. Tento evitar uma careta de dor pelo incomodo repentino, mas parece que Camila notou isso. Espero que tenha sido a única.         
           
          Torço para que não tenha muito caminho pela frente. Eu preciso tirar essa maldita faca do meu pé.              

          — Você tirou essa merda por quê? — o homem que me segurava parecia bravo. Pegou o saco e o colocou em minha cabeça novamente. — É bom eu não vê-la sem isso de novo até que eu mesmo o retire ou que esteja lá dentro. — engulo em seco reprimindo minha vontade de chutar suas bolas.      

          Percorremos um caminho aparentemente curto. Mas para o estado em que se encontra o meu pé, isso parece ser tão longo quanto caminhar de Chicago até o Canada. Eles parecem ser completamente grosseiros comigo, mas com Camila eles são, na medida do possível, gentis.           

          Bom, ao menos com esse saco na cabeça posso fazer caretas de dor sem que ninguém perceba.          

          Ouço sons de chaves, logo depois de grades sendo puxadas e então meu corpo é violentamente empurrado para dentro de seja lá o que é esse lugar. Solto um gemido de dor quando sinto um metal bater fortemente em minha cabeça após minha queda.   

          — Ah meu Deus! Lauren! — sinto as mãos de Camila puxar o saco de minha cabeça. — Como você se sente? — ela examina minha cabeça preocupada.            

          — Me sinto no paraíso. — solto o resmungo ironicamente, me forçando a sentar. Minhas mãos continuam presas, mas reparo que as cordas de Camila não estão mais ali. Ou será que eles nem mesmo o puseram? Urg! Que rude!      

          — Se você está sendo irônica, isso significa que não danificou nem um neurônio. — ergo uma sobrancelha a ela.                

          — Talvez eu não tenha nem um neurônio. — ela revira os olhos e começa a desamarrar minhas mãos.          

          Olho nosso ambiente em volta. Isso é uma cela! Estou apoiando as costas em um dos dois beliches que se encontra no local. Aqui é muito mal iluminado, mas pela pouca luz que o lado de fora das grades emite, acredito que há uma janela por ali perto. Talvez umas duas ou três celas de distância.   

          — Obrigada. — agradeço quando finalmente Camila acaba de me desamarrar. Massageio o local dolorido.         

          — Michelle? — franzo o cenho para a garota a minha frente confusa. Então entendo o que ela quis dizer com essa pergunta.   

          — É meu segundo nome.        

          — Prefiro Lauren. — ela sorri, se levanta e me estende a mão para me ajudar a levantar. Prontamente a seguro.           

          — Eu também.
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          Passaram-se algum tempo desde que nos jogaram nesse inferno sem mais nem menos. Além dessa merda, Leonard não me responde. Estou começando a achar que aconteceu alguma coisa, ou talvez estejamos distantes de mais de alguma droga de sinal para que consigam nos ouvir.

          Merda de tecnologia que não presta mais para nada hoje em dia!            

          Evoluímos tecnologicamente, criando satélites que durariam anos e anos sem o uso humano e ainda sem precisar de antenas e fios nessas drogas para eles simplesmente não pegarem na merda de um presidio. Mas a pior parte é que a merda da faca que estava em meu pé demorou a sair. Estou mancando e com uma vontade imensa de cortar minha própria perna. O lado bom é que o a lamina não entrou fundo na pele. Apenas precisaria de um álcool para não infeccionar.             

          Ando de um lado para o outro tentando me comunicar com alguém da base, mas só ouço chiados e mais chiados do outro lado. Vou até a grade da nossa querida cela e eu tento me encosta o mais perto possível da janela em que eu achei que tinha, e tem. Parece realmente que é o sinal, pois as estáticas começaram a melhorar.      

          — Lau...— xingo Deus e o mundo mentalmente. Eu estou quase virando moléculas pequenas tentando ultrapassar essa maldita grade para ouvir melhor a pessoa do outro lado. — Vo... — mais malditas estáticas. — ...ouvir?          

          — Mas que merda! — xingo batendo minhas mãos contra a grade.          

          — Isso é inútil Lauren! O sinal está horrível. A única maneira de conseguir contato com eles seria saindo dessa cela ou chegando perto da janela do outro lado. — Camila anda até mim quando solto um suspiro pesado.          

          — Não pode acabar assim Camila! — pego meu fone e tento aproximar com o braço a janela. — Eu vou conseguir. Eu sou preciso...  

          — Emagrecer? — pergunta irônica. — Lauren, ao menos que você seja capaz de atravessar essa merda, estamos perdidas. Acabou. — ela acaricia minhas costas, mas me desvencilho de seu toque bruscamente.             

          — Não! Não acabou! — passo as mãos pelos cabelos, completamente nervosa. — Sempre tem um jeito Camila.          

          Ela suspira derrotada e se vira de costas para mim, deitando em uma das camas logo em seguida.      

          — Boa sorte então. — ela diz e fecha seus olhos, para finalmente adormecer.    

          Bufo irritada e tento diversas vezes alcançar um bom sinal. E foi assim que passei minha noite, tentando alcançar sem sucesso aquele merda de janela. Era só alcançar lá. Só um pouco. Mas eles nos botaram em uma cela que não nos favorece com isso.           

          Me apoio de costas para a grade e observo o sono de Camila. É assim então? Vamos apodrecer nesse lugar imundo sem que possamos fazer alguma coisa contra isso? Nem sequer tivemos uma luta. Nem sequer reagimos. Nos deixamos ser levadas para nada? Para acabar em uma cela antiga nos trancafiando sabe-se Deus até quando?

          Eu não consigo aceitar um fim assim. Estamos tão perto de Allyson. Consigo até mesmo sentir o cheiro de sua comida novamente.       

          — Tão perto... — murmuro em um sussurro. Olho para a janela ao meu lado. — Tão... longe. — suspiro cansada e me deixo cair sentada apoiada na grade. — Eu não acredito nisso. — minha voz sai a um fio. Sinto minha garganta se fechar e um choro me consumir.        

          Eu não posso ter falhado novamente! Não com Camila comigo. Eu tinha tanta certeza de que conseguiria se estivesse com ela do meu lado. Cada célula do meu corpo implorava para que ela fosse junto por que daria certo. Por que eu a salvei uma vez e poderia muito bem salva-la novamente. Mas não! Não era nada disso! Era egoísmo. Eu apenas não queria morrer sozinha, mas queria morrer tentando. No fim, nem se quer tive a chance realmente de tentar.       
          Minhas pálpebras pesam. E então finalmente me entrego ao sono.           
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          Dou um pulo assustada ao ouvir alguém fechar uma das celas bruscamente atrás de mim. Me viro rapidamente vendo que a escuridão da noite estava indo embora. Está amanhecendo. Vejo um homem que não estava junto com a gente no centro de Chicago sair girando uma chave entre os dedos da ultima cela do local.          

          Tem alguém ali! Seria Allyson? E se for, esse sorrisinho malicioso, juntamente com a piscada de olho que esse troglodita me lançou não me agradou em nada. O que ele fazia ali?          

          Me levando rapidamente e me praguejo logo em seguida, sentindo a dor alucinante na sola do meu pé.         

          — Merda! — resmungo. Me aproximo de Camila e começo a chacoalha-la. — Camila! Acorda! Eu acho que encontrei um jeito de pedir ajuda para Leonard.   

          Camila resmunga algo que não consigo entender e então se senta na cama me encarando.      

          — O que foi Lauren? Não vê que quero passar o resto da minha vida dormindo? — reviro os olhos. Conviver comigo com certeza não faz bem para as pessoas. Parece que ironia é contagiante.     

          — Eu vi um cara sair da ultima cela. Acho que tem alguém lá que também é prisioneiro... Ou prisioneira. — ela rapidamente se levanta indo até a grade.        

          — Você acha que é a Allyson? — me pergunta apreensiva, tentando observar por dentro da ultima cela assim como eu.         

          — Eu não sei. Mas tem grande chance de ser sim ela. — engulo em seco relembrando daquele filho da puta sair daquela cela daquela forma. Eu não gosto dessa sensação que estou sentindo. Nem ao menos sei nomeá-la.         

          — Devemos chama-la? Ou... ãm... Chama-lo se for o caso? — encaro Camila por algum tempo.          

          Nossa chance de comunicação com Leonard está nas mãos da pessoa que se encontra na ultima cela, bem ao lado da janela. Pondero os pros e os contras.    

          Tem grandes chances de ser Allyson ali. Mas e se não for ela? E se for uma armadilha e eles estiverem fazendo isso propositalmente? Isso seria uma catástrofe. Mas pensando bem, além do cara que é esperto o suficiente para criar um jeito de controlar uma horda inteira de zumbis famintos, todos me parecem ser uns grandes tapados. Muito musculo e pouco cérebro. A chance de ser uma armadilha é muito menor comparado à chance de não ser a Ally.      

          Eu só espero que realmente seja ela, por que se não for, teremos que confiar em um completo estranho para nos salvar.         

          Solto um suspiro e assinto para Camila.        

          — Ei! — Camila chama, chegando mais perto da grade até onde a parede permite. — Você ai na ultima cela! Consegue me ouvir?    

          A pessoa em si aparece para a gente, mas seu rosto se esconde em meio às sombras. Um de seus braços parece ter sido cortado. A silhueta é feminina e logo penso em Allyson. O que fizeram com ela? Não. Não é ela. Essa pessoa é mais alta. Mais alta até mesmo do que eu.

          — Lauren? — quando ouço essa voz, tão triste e depressiva faz todo o meu corpo se arrepiar. Eu conheço essa voz! Não é o mesmo tom que sempre ouvi, e sempre gostei de ouvir, mas ainda sim, eu conheço essa voz!         

          Então seu rosto surge no meio da escuridão. Olhos castanhos, pele clara e cabelos também castanhos. Eu nunca vi tanta dor e tristeza em olhos como esse. Não nesses olhos.       

          Meu coração dispara. Sinto lágrimas brotarem automaticamente de meus olhos. Não consigo acreditar no que estou vendo. Aqueles olhos. Esses olhos... Eles viviam felizes. Viviam tão cheios de vida e esperança. E agora, parece um mar de dor e agonia. Eu não consigo olha-la. Não consigo manter o peso de meu corpo.   

          Me agarro às grades em minha frente e meus joelhos vão de encontro ao chão, completamente bambas. Sinto Camila agachar junto a mim e tentar me confortar, mesmo não sabendo o que está acontecendo. Ela, bem na frente, se agacha na mesma posição que eu. Como se também não acreditasse no que seus olhos estavam vendo.            

          Sinto minha voz sair em um sussurro sofrido, mas antes disso, a única coisa que eu pensava é que não era Allyson. Deus! Era melhor! É mais do que eu procurava. Era...     

          — Taylor!         
         
 



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