História Last Chance - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Daryl Dixon
Tags Bethyl
Exibições 32
Palavras 1.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Last Chance - Capítulo 11 - Capítulo 11

 

Capítulo 11

Aterrisagem

“Nada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar.”

Laure Conan

Passaram-se dezoito anos, cinco meses e dois dias...

Air está na orbita da Terra mais cedo do que a previsão de Deanna.

Depois de uma guerra civil, revoltas e muitos problemas a Air ainda estava funcionando,

Ezekiel estava organizando todas as ideias da Greene, já que mais uma das previsões da loura estava correta.

-Conseguiu reorganizar os cálculos? –Pergunta Deanna, aproximando-se dele.

-Claro que sim. –Responde, suspirando. –Não com tanta perfeição como uma pessoa de QI elevado, mas acho que está bom. –Garante, encarado a tela do computador.

-Claro que está bom. Você é perfeito nesse aspecto. –Garante, encarando a tela do computador. –Ela foi longe, não é mesmo? –Pergunta, suspirando. –Ela nos livrou de cada problema. –Comenta, negando com a cabeça.

-Ela será a líder de Air, não poderia ser diferente. –Comenta, encarando Deanna e suspirando. –Além do mais, parece que o cérebro dela não para, nós temos todas as nossas melhorias graças a ele. –Afirma, olhando-a nos olhos. –Fora a ajuda do Dixon, não é mesmo? –Pergunta, rindo. –Quem diria um QI mediano, ajudando dessa forma. –Revela, negando com a cabeça.

-Vocês se menosprezam demais. –Garante, sentando ao lado de Ezakiel.

-Vocês nos fizeram assim, criara-nos assim, vamos pensar assim sempre. –Afirma, suspirando.

Noah, um negro, de trinta e dois anos, foi treinado para trabalhar nos criotanques, monitorando as frequências vitais dos que estavam hibernando, os corredores sempre estão vazios, com exceção de um, na verdade, de uma sala.

Desde que a hibernação começou tudo mudou, no começou, muita coisa mudou, Noah tinha apenas catorze anos, era somente um aprendiz, mas ele acompanhou a mudança do Dixon.

Quando ele ainda treinava com os criotanques, antes da hibernação, ele era mais solto, ria, depois da hibernação ele mudou, totalmente, virou uma pessoa fechada, calada, principalmente, depois da guerra, depois que muitas pessoas que ele conhecia morreram, mas ele continuava ali, mesmo tendo se transformado em alguém armado.

-Já está aqui? –Pergunta, encarando o Dixon.

-Não, sou um holograma. –Responde, mal-humorado. –O que está fazendo aqui? –Pergunta, quando Noah aproximasse do monitor da loura.

-Só verificando, como sempre. –Responde, despreocupado.

-Eu faço isso. –Responde, pondo-se à frente de Noah e o afastando de Beth.

-Eu preciso saber os números dela. –Revela, olhando-o nos olhos. –Preciso saber se a oxigenação do cérebro dela está certa. –Comenta, preocupado. –Eu sei que não gosta que mexam no monitor dela, mas sabe que é preciso. –Lembra, fazendo-o liberar o monitor. –Obrigado. –Agradece, anotando os números.

Quando ele terminou, Noah tenta passar, porém Daryl não deixa, ele está com os olhos semicerrados e uma expressão brava.

-E? –Pergunta, entre os dentes.

-Nem um QI a menos, eu garanto. –Responde, tremendo na base, com o olhar de Daryl.

A mecânica nunca esteve tão cheia de serviço, já que a qualquer momento a Air, pousa na Terra, fazendo-os remendarem, consertarem e construírem tudo o que era preciso para um pouso seguro, mas algo o estava incomodando.

Desde que a guerra civil se instaurou na Air algumas coisas mudaram, essa guerra durou seis anos, nesse meio tempo, ele perdeu a sua família, a maioria dos seus amigos, assim como todos. Agora ele estava louco, completamente, enlouquecido, por uma menina.

Sherry Greene, uma loura dos olhos azuis com cachos nas pontas, com um corpo do demônio e rosto de anjo, filha mais velha de Shawn, irmã mais nova de Amber, outra loura, bem parecida com a irmã.

Ambas perderam os pais, os avos, na guerra e foram criadas por Daryl, desde seus cinco e quatro anos, hoje estão com seus dezesseis e quinze anos, e dando muito trabalho.

-O meu pai está aqui? –Pergunta Sherry, entrando na sala da mecânica.

-Sabe que não. –Responde, sarcástico. –Você veio aqui para me provocar mesmo. –Acusa, apontando uma chave de fenda em direção a loura.

-Acho que sim. –Revela, mordendo o lábio.

-Você quer me arranjar uma porra de um problema com o Daryl. –Acusa, suspirando, fazendo-a balançar a sua perna e lhe lançar um olhar malicioso.

Amber Greene era grata por ter sido criada por alguém como Daryl, com ele, Sherry e Amber aprenderam a acreditar no amor, no amor que pode, com certeza, atravessar qualquer tipo de dificuldade.

Tanto que ela e Sherry estavam dispostas a enfrentar qualquer coisa para conseguir os dela, tanto que ela estava fazendo isso, correndo atrás de Mark, um rapaz moreno de olhos castanhos, corpo musculoso, e que é policial no setor de segurança.

Ela passa pelos corredores e o observa conversando com Enid, cheio de intimidade, fazendo-a suspirar.

-Droga. –Resmunga, alisando nervosamente o seu rosto.

-O que está fazendo aqui de novo? –Pergunta Enid, confusa.

-Nada demais. –Responde, suspirando.

-Sei. –Resmunga, revirando os olhos.

Esperar...

É a única coisa que Daryl Dixon não queria...

Mas esses dezoito anos não foram vazios, ele teve duas meninas para criar, teve que tirar Merle de confusão em cima de confusão, lutar para sobreviver, observar e cuidar de Beth, principalmente, depois que a guerra civil estourou e a solução mágica dela foi a exposição da sua identidade.

Fora que nesses dezoito anos, ele estudou, ele trabalhou e virou uma pessoa amargurada, muito amargurada!

Mesmo com todas as risadas das meninas, mesmo ele imaginando como seria ter um filho, ou filha com Beth, ele já havia se acostumado a se isolar, principalmente, pelo fato que as duas também tem um QI elevado, não necessariamente, do tipo de QI que seria separado para hibernação e passam mais tempo estudando do que outra coisa.

Ele começou uma contagem regressiva, só esperando que loura, abrisse aqueles grandes olhos azuis de corça, falando palavras difíceis, mas os sonhos dela, deixavam louco, ela tinha uma mente, incrivelmente, safada e ele gostaria de realizar todos os sonhos dela.

-Air, estamos começando a entrar na atmosfera da Terra. –Avisa Deanna, nos monitores de toda Air. –Vão para os seus alojamentos, ou cadeiras de pouso e coloquem o cinto de segurança. –Manda, desligando o monitor logo em seguida.

Ele aproxima-se do criotanque de Beth, alisando a superfície, soltando um suspiro e se sentando no seu lugar.

-E aqui estamos no ano de dois mil duzentos e trinta e três. Puta que pariu, eu quero você de volta. –Resmunga, tendendo a cabeça para trás. –Só espero não me foder antes de você acordar. –Confessa, sussurrando.

 

 



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