História Last fantasy in Wonderland - Capítulo 3


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Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Personagens Absolem, a Lagarta, Alice Kingsley, Chapeleiro Maluco, Coelho Branco, Dormidonga (Mallymkun), Gato de Cheshire (Gato Risonho), Lebre de Março, Personagens Originais, Rainha Branca, Rainha Vermelha, Tweedle-Dee, Tweedle-Dum, Valete de Copas
Tags Alice, Alice In Wonderland, Amizade, Conto De Fadas, Disney, Drama, Fantasia, Fantasy, Magia, Magic, Mistério, Romance, Wonderland
Visualizações 16
Palavras 1.696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, resolvi aparecer. Como vocês já devem ter percebido estou reescrevendo a historia, não toda, mas quase. E outro motivo de ter sumido tanto foi o desanimo, sério tava ficando chato... kkk Porém eu amo essa historia, eu amo minha Alice de corpo e alma, então irei continuar postando e escrevendo mesmo que seja para o vento.
Não prometo postar sempre, talvez demore um pouco ou sei lá.

Espero que gostem e boa leitura. <3

Capítulo 3 - Acontecimentos


Levantei o olhar avistando um garoto bastante alto em minha frente, reparando que deveria ter batido em sua barriga pela minha baixa estrutura; ele era magro, muito alto como já disse, cabelos pretos e lisos amarrados em um pequeno coque atrás da cabeça, usava roupas escuras, sua aparência era séria embora um sorriso levemente cruel cruzasse seus lábios...

Aquilo era estranho, para um esbarrão com uma pessoa eu estava muito fraca e tonta, como se não comesse a vários dias ou ficado bêbada - Porém nunca fiquei para saber como é a sensação. Eu nem sequer conseguia prestar atenção nas coisas que acontecia em minha volta, ficavam tudo rodando e embaçadas como ritmo frenético de uma dança, como se todos os moveis tivessem dados as mãos e começado a dançar em roda.

A visão escureceu aos poucos e o corpo caindo para trás novamente, só podendo sentir uma mão pesada e gelada me segurando pelos braços como se fosse uma simples boneca de pano. Não tinha mais força para deixar os olhos abertos, nem para falar, ou simplesmente mover. Me apoiei na pessoa desconhecida para que não caísse, mesmo não sabendo quem ela fosse.

Comecei a escutar conversas qual ficavam mais altas. Elas eram incompreensíveis, não conseguia entender nada o que estavam falando, parecia que era em outra língua. Uma língua morta.... Apenas entendia o meu nome 'Alice, Alice, Alice, Alice' que se repetia em diferentes tons e vozes. Por fim, desmaiei por completo apenas com a lembrança de ter escutado um sussurro de um homem 'É a certa?'

Senti um aroma doce de calda de chocolate e açúcar derretido invadindo meu nariz, e com uma dor insuportável no pescoço que começava a dar pequenos estalos ao se mexer. Abri os olhos devagar com dificuldade, sentindo eles se fecharem sozinhos. Por mais estranho que seja, estava deitada em um sofá duro de estampa esverdeada feito de couro na parte dos empregados, perto da cozinha que eles usavam. O que explicava o cheiro doce que pairava no ar. Sentei-me endireitando a coluna observando todos os lados sem entender nada como teria chegado ali, só lembrando do tombo que tinha sofrido. Fiquei sentada, imóvel, esperando alguém aparecer para pedir ajuda. Desistindo, resolvi levantar e seguir até a porta no final do corredor.

Mesmo eu tendo nascido naquela casa, só fui para a cozinha dos empregados uma única vez, quando a bola que eu brincava foi rolando até lá. Lembrava dos azulejos azuis e brancos, do cheiro doce que sempre saia pela janela, pelas risadas altas e divertidas das pessoas que ali trabalhavam.

Corria pelos corredores da casa, brincando com uma pequena bola colorida, que havia ganhado de um dos parentes dos meus pais. Saia chutando ela para todos os lados, sem nenhuma preocupação se iria acabar quebrando algum moveis raros. Eu só queria brincar. Chegando próximo ao salão de entrada, alguma coisa me chamou a atenção deixando a bola rolar sozinha em direção ao corredor. A coisa estranha era pequena e rápida, saia voando descontrolada para todos os cantos do salão, ao lado da porta que estava aberta. Tinha uma luz envolta, uma luz branca com alguns fechos rosados, que ia piscando sem parar, ela foi diminuindo o ritmo que corria como se tivesse percebido que eu estava ali e do nada sumiu.

Fiquei com uma raiva passageira por aquela coisa bonitinha ter sumido. Fui correndo em direção a bola, que parou entre um vazo de flores e uma porta bastante alta e me abaixei para facilitar retirar a bola do pequeno espaço. Escutei passos de pessoas aproximando, agarrei a bola em meus braços e entrei dentro da pequena fenda que ali existia, ficando escondida, esperando que elas passassem.

Era um homem alto, magricelo, e vestia o oniforme de motorista, cabelos bem loiros, cacheados caindo sobre seu rosto. Suas bochechas eram rosadas, mostrava um sorriso simpático enquanto conversava com uma mulher quase da mesma altura, qual usava uma saia preta até a altura do joelho, combinado com uma blusa vermelha de gola alta, seus cabelos compridos eram negros e muito bem cacheados até a cintura, marcando o rosto forte e rígidos. A mulher era linda, parecia uma rainha de contos de fadas.

Quando virei a porta da cozinha, as pessoas que ali trabalhavam pararam o que estavam fazendo imediatamente e ficaram olhando espantadas em minha direção, com aquele ar de indiferença, aquele olhar que eu mais odiava em toda minha vida. Senti a

garganta secar e não conseguia mais respirar, dei alguns passos para trás recuando com medo, voltando em direção ao corredor antes que seja tarde demais.

-Senhorita, não precisa ter medo dos seus criados. - Falou uma voz masculina bastante sarcástica. Olhei para a direção de onde ela vinha e pertencia a um homem com seus 50 anos, alto, ombros largos como um jogador de futebol americano. Seu rosto parecia marcado de suor por causa do trabalho, e continha uma cicatriz em uma de suas bochechas, que lembrava bastante um formato de coração; e quase escondida por uma barba desleixada e cabelos castanhos penteados para trás. -Afinal, apenas obedecemos suas ordens. - Continuou ele com um sorriso de canto fazendo-me recuar ainda mais para trás, batendo novamente em algo macio.

Virei para trás e avistei o garoto da primeira vez ali parado encarando. Agora eu conseguia observa-lo melhor; cabelos pretos amarados em um coque atrás da cabeça, porém um dos lados se encontrava raspado, mantinha uma grande franja jogada na frente de seu rosto. Usava roupa pretas, calça e jaqueta. Não era tão magro como tinha pensado, mas ainda assim era bastante esquelético, principalmente por sua altura. As bochechas bem definidas e seus olhos eram mais escuros que o próprio buraco negro, sem nenhum sinal de emoção; e também tinha piercing em uma das sobrancelhas, outro de argolas num dos cantos da boca, nas orelhas alargadores, além de ter tatuagens pelo corpo todo.

Digamos que ele era um perfeito rockeiro ou um emo gótico contemporâneo conceitual. Aquele tipo de pessoa que você encontraria no meio rua e sairia correndo imediatamente com medo que fosse espancada até a morte.

E que eu parecia uma formiga ao seu lado.

Ele percebeu que eu o analisava por completo, assim soltou uma risada de deboche marcando ainda mais as suas bochechas e me fazendo recuperar a noção do sentido. Não tive culpa por te o encarado demais, é que uma figura dessa dentro de casa dava um medinho básico.

- Me desculpe por mais cedo e por agora também. - Falei usando aquele tom autoritário que sempre funcionava. - E obrigada...? - Continuei mesmo bastante confusa com o ocorrido.

-Não tem de que. - Respondeu ele mantendo o ar de deboche enquanto entrava para cozinha. -Não é todo dia, que uma princesinha mimada esbarra comigo.

-Jeremy! Tenha respeito com ela. - Falou uma mulher ali dentro, próxima a várias panelas grande no fogão. - Me desculpe pelos maus modos de meu filho. Ele não falou por maldade. - A mulher com quase a mesma idade do homem estranho, se aproximou com um sorriso gentil nos lábios deixando um tapa no braço de seu filho amado, que certamente teria doido bastante. Ela tinha os cabelos pretos e as mesma bochechas definidas, no entanto com uma aparência mais educada e gentil.

-Está tudo bem senhora. Não tem que se desculpar pelo seu filho. - Respondi tentando soar o mais gentil possível. -Já que ele não falou nenhuma mentira. – Tentei terminar a última parte da frase com um sussurro para que ninguém escutasse.

-Como quiser senhorita. - Falou a senhora novamente, se curvando em minha direção. - E nos desculpe por colocá-la no sofá, os jornalistas estavam no salão principal com os seus pais, não tínhamos como a carrega-la para o quarto, assim Harry nos conduziu até  o sofá.

-Não tem problemas e por favor não se curvem. Não sou nenhuma rainha. - Sem mais e nem menos, desviei do grandalhão tatuado e segui para o corredor. - Fico muito agradecida pelo ato de vocês. Se meus pais tivessem me visto desmaiada, iria ter acabado com a entrevista deles. - Formei um leve sorriso nos lábios como uma despedida e sai dali.

Sei que essa minha atitude foi estranha, nem gentil e nem menina mimada. Só que eu precisava sair daquele lugar o quanto antes, não estava mais aquentando aqueles olhares para cima de mim, nem aquele modo com que eles falavam. Essa vida não era para mim.

Caminhei apressada de volta para o salão principal, vendo que os jornalistas e meus pais estavam indo para o jardim do fundo, deixando uma ótima oportunidade de subir as escadas correndo e ir em direção ao quarto. Abri a porta desesperada e me joguei encima da cama, ficando com o rosto escondido entre o colchão, que já tinha sido arrumado e colocado um novo edredom cinza e bege com vários desenhos circulares.

Eu tinha que fazer alguma coisa sobre isso, não conseguiria mais aguentar esse medo por muito mais tempo. Era a pior sensação que se podia imaginar, sentia meu corpo frio, mole, como se não tivesse nenhum osso, falta de ar, tontura, e causava uma forte vontade de chorar e de sair correndo como uma criancinha medrosa. Como fiz agora.

Sentei na cama respirando fundo tentando manter calma e controlar os nervos. Foi quando percebi que essa não tinha sido a causa do meu desmaio e que aquilo com certeza foi muito estranho. Sempre que aconteciam esses meus desmaios, eram por causas dos jornalistas... só que dessa vez tenho certeza que não foi essa a situação. Eu não conseguia pensar em mais nada. Minha mente não funcionava corretamente, ela tinha parado. Meus pensamentos não ficavam em linhas retas, era uma mistura de cores vibrantes, deixando eu ainda mais tonta e com muito enjoo. Uma sensação que acabaria comigo desmaiando novamente.

Puxei o edredom que tinha sido acabado de ser arrumado e me enrolei feito uma lagarta em seu casulo fechando os olhos que não conseguia mais controlar por vontade própria. Apenas senti a cama macia e quente se afundando com o peso do meu corpo pequeno, esperando o momento que não conseguisse mais pensar.


Notas Finais


Não importa quanto tempo passar eu ainda amo o Jeremy.
E apenas umas dicas boas para acompanhar a historia e marcar cada detalhe, pois eles sempre aparece sendo explicados nos próximos capítulos.
Só isso e beijão. <3


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