História Last Friday Night - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Carrossel
Personagens Adriano Ramos, Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Laura Gianolli, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Exibições 520
Palavras 1.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Só queria avisar que existe uma chance muito grande de eu ir para o inferno depois desse capítulo. Mas não me arrependo de naaaada AHAHAHAHAHAHAH

Capítulo 8 - Its gonna be legen...


- Roubar uma bicicleta – Paulo e Alicia

- Roubar um cone – Jaime

- Roubar um anão de jardim – Valéria e Davi

- Pichar uma parede na avenida principal – Daniel e Carmen

- Cantar uma música em espanhol na janela de um desconhecido – Maria Joaquina e Cirilo

- Dançar uma música no balcão do bar – Mário e Marcelina

- Fingir ser gringo para um estranho – Jorge e Margarida

- Pintar o cabelo – Todos

 

“Hey, nós ficamos sem desafios.” Observou Bibi, indignada.

“Não reclama, ruivinha.” Koki murmurou, desesperado.

“E por que os desafios têm que ser divididos por casal?” Perguntou Marcelina.

“Porque eu quero.” Rebateu Valéria. “Ok, precisamos pensar em mais dois desafios. Um para o casal de ruivinhos, e outro para a Laurinha e o Adriano.”

“Mas nós não somos um casal.”

“Ainda, querida, mas a reza aqui é braba, e logo vocês desencantam.” Garantiu a Ferreira, vendo os amigos corarem. “Muito bem, gente... Ideias?”

“A Laura e o Adriano tem que beber uma garrafa inteira de tequila, sem sal e limão.” Gritou Jorge.

“Você quer ver a gente em coma alcoólico, cara?” Se horrorizou o rapaz.

“Cara, eu tenho que pichar uma parede, você vai estar bem se cair em coma alcoólico.” Lembrou Daniel.

“Ok, pode ser.” Laura cedeu depressa, com medo das ideias que pudessem vir a seguir.

“Agora o casal de ruivinhos...” Paulo sorriu sacana. “Vai passar um trote no padre.”

“Guerra, isso é pecado.” Se horrorizou Alicia.

“E roubar bicicleta é um crime, mas a vida tem dessas.” Ele deu de ombros.

“E que tipo de trote seria?” Perguntou Koki, temeroso. O amigo sorriu, e todos engoliram em seco.

~*~

“Paulo, você sabe em quantos níveis isso é errado?” Perguntou Margarida, enquanto caminhavam até a igreja matriz (e única) da cidade.

“Gente, eles não vão fazer nenhuma indecência, pelo amor de Deus. Eles só vão assustar um pouco o padre, nada demais.” O Guerra sorria vitorioso, sendo fuzilado por Alicia e Marcelina.

“A vovó vai pirar quando souber disso, Paulo.” Lembrou a irmã. “E ela vai saber, porque o Padre João almoça com eles todas as sextas-feiras.”

“E o vovô vai morrer de rir.” O rapaz revirou os olhos. “Qual é, gente, vocês tão muito medrosos. Nem parecem os santos diabinhos.”

“Cara, uma coisa é infernizar a diretora Olívia, outra coisa é mexer com Deus.”

“Mas a gente não vai mexer com Deus, né.” Valéria saiu em defesa do amigo. “Nós só vamos assustar o padre.”

“Exatamente. E olha ele ali, regando as flores.” Paulo sorriu. “Muito bem, ruivinhos... Divirtam-se.”

Koki e Bibi se olharam, soltando um longo suspirou. O garoto pegou a namorada pela mão, os dois saindo caminhando em direção ao padre, que regava suas flores distraidamente. Assim que o alcançaram, pararam e ficaram o observando.

“Oh! Pois não, posso ajudá-los?” Perguntou o padre quando notou suas presenças. Era um homem perto dos setenta anos, bem sério e rígido.

“Esperamos que sim, seu padre.” Pediu Koki, nervoso.

“Algo errado, meu filho?”

“É a minha avó, padre.” Bibi forçou algumas lágrimas, preocupando o homem.

“O que tem ela, minha filha?”

“Ela morreu.”

“Ah, querida, sinto muito.” Padre João segurou seu ombro, suspirando. “Quanto tempo tem isso?”

“Dois anos e meio.” Ele estranhou, mas nada disse.

“Tenho certeza que ela está repousando nos braços do Senhor, minha filha.”

“Mas nós temos certeza que não, padre.”

“Você acha que ela foi para o inferno?” Os olhos do padre se arregalaram.

“Não, pro nosso quarto do motel.” Desabafou Koki, fazendo os olhos se abrirem ainda mais.

“C-como?”

“É, seu padre. Veja bem: eu fiz uma promessa para a minha avó, antes de morrer, de que iria me casar virgem. Mas agora as coisas mudaram, né? E ela não ficou feliz com isso.” Explicou Bibi na maior cara de pau, fazendo o padre suar frio.

No arbusto, ali perto, os amigos se seguravam para não rir alto. A atuação do casal estava realmente impecável, e a improvisação merecia palmas.

“Vo-você perdeu a virgindade antes do casamento, filha?”

“Ah, seu padre, vai dizer que você casou uma virgem nos últimos anos?” Perguntou Kokimoto, e o homem se abismou.

“Mas é claro que sim, rapaz.”

“Tem certeza?” Ele arqueou a sobrancelha. “Porque, honestamente, acho que nem minha mãe casou virgem há vinte anos atrás.”

“Isso é um impropério.”

“Um o quê?” Perguntou o ruivo.

“Gente, please, foca aqui. Seu padre, nós precisamos da sua ajuda para nos livrarmos da minha avó.” Pediu Bibi, estalando os dedos em frente ao rosto do homem. “Ela não nos deixa em paz.”

“Você já pensou que pode ser coisa da sua cabeça, minha filha?” Perguntou o homem, tentando se recompor. “Sabe, a culpa pelo pecado.”

“Que pecado, seu padre? Transar não é pecado não, é bom para caramba aliás.” Garantiu Kokimoto, e os amigos já passavam mal as escondidas.

“Não é coisa da nossa cabeça não, seu padre.” Bibi tentava manter a seriedade, mas era difícil com o namorado fazendo gracinha. “Na primeira vez, eu ouvia ela me chamando, brava. Depois, o Koki começou a ouvir também. E na última, quando nós estávamos chegando lá, ele abriu o olho e viu o rosto dela atrás da minha cabeça, brava.”

“O-o rosto dela? O rosto da sua avó?” Perguntou o padre João, assustado.

“É, seu padre. Nós precisamos de um serviço de exorcista, o senhor consegue fazer?” Pediu Kokimoto, com uma naturalidade impressionante.

“Exorcista? Não, meu filho, não é assim que as coisas funcionam.” O padre estava lívido. “Eu preciso de um tempo para pensar. Onde posso encontrá-los?”

“No canavial.” Avisou Bibi.

“Como?”

“É, é onde está o nosso corpo.” Koki deu a deixa, e logo Paulo e Marcelina surgiram.

“Boa tarde, padre João.” Sorriu a menina, docilmente.

“Boa tarde, padre.” Cumprimentou Paulo. “Sua benção.”

“Deus os abençoe, meus filhos.” O padre respirou mais aliviado, mas isso não durou muito. Ele logo percebeu que os dois irmãos não notavam a presença do casal ruivo e ficou inquieto. “Algo de errado, meninos?”

“Não, padre, nós estamos ótimos. O senhor que parece estar meio inquieto.” Observou Marcelina, se esforçando para ignorar a respiração de Koki em seu rosto.

“Hã, seus avós me disseram que vocês viriam passar alguns dias aqui com seus amigos.” Comentou o homem, recebendo um aceno afirmativo. “Tem um casal ruivo com vocês.”

“Tem, é sobre eles mesmos que viemos falar.” Paulo admitiu, e nessa hora Alicia e Mário apareceram.

“Amor, ele viu os dois?” Perguntou a menina, parando ao lado do Guerra.

“Eu ia perguntar isso agora, linda.” Ele a abraçou, virando para o mais velho. “Padre João, essa é minha namorada, Alicia. E esse é o Mário, namorado da Marcelina.”

“Muito prazer, meus filhos.” O padre tentou sorrir, mas estava tenso. “Você fala sobre o casal de amigos seus, Paulo. Você não os está vendo?”

“Oxe, vendo o Koki e a Bibi aonde?” Perguntou Mário, olhando para os lados, correndo inclusive os olhos pelo casal, mas os ignorando.

“Eles disseram que viriam atrás do senhor, padre. É que eles estão sendo assombrados, sabe?” Explicou Alicia, séria.

“Assombrados?” O pobre padre já suava frio, e todos se esforçavam para se manter impassíveis.

“Gente, gente, gente.” Os demais amigos apareceram correndo, desesperados. Era Daniel quem falava. “O cara do mercado disse que viu os dois indo para o canavial.”

“Canavial?” Gritou padre João, desesperado.

“E parece que estão tendo uns caras estranhos no canavial.” Maria Joaquina estava aflita. O avô dos Guerra havia pedido que os jovens evitassem o local porque a polícia, realmente, havia aprendido um sujeito suspeito com um facão algumas semanas antes.

Oh my God.” Sussurrou Bibi, e o padre a encarou. Os amigos continuaram conversando entre si, apenas João e Kokimoto prestando atenção na garota. Uma mancha vermelha começou a se formar sob sua camiseta, enquanto seus olhos se arregalavam. “Help me, padre.”

“Meu Deus do Céu, socorro.” Gritou o padre, horrorizado.

“Tá tudo bem, padre?” Perguntou Marcelina, preocupada.

“Vocês não estão vendo?”

“Vendo o que, exatamente?” Perguntou Jaime, confuso.

“Seus amigos ruivos. Ela está sangrando.” O homem tremia e empalidecia.

“Sangrando?” Valéria gritou, começando a chorar. “O homem do facão.”

“Cadê eles, padre? Cadê os nossos amigos?” Questionou Jorge, olhando para todos os lados.

“Estão aqui, olha, vocês não conseguem vê-los.” O padre não ousava tocá-los.

“Padre, esse laranja é só mecha, viu? Isso não é ruivo não.” Avisou Margarida, apontando ela e o namorado.

“Satanás, isso só pode ser obra do Satanás para aqueles pecadores.” Sussurrou o homem, horrorizado. “Ousaram desrespeitar a alma da falecida e sua promessa de virgindade perante Deus, e agora estão pagando.”

“Vixe, fodeu. Vai todo mundo aqui pagar e queimar no mármore do inferno.” Suspirou Davi.

“Todos transaram antes do casamento?” Os olhos do homem se arregalaram.

“Sim.” Disse Cirilo, um olhar de culpa.

“Ai meu Deus, a avó da Bibi. Ela deve ter possuído o cara do facão. E agora ela vai vir atrás da gente.” Gritou Laura, desesperada. “Padre, você precisa ajudar a gente.”

“Endemoniados. Crias de Satanás. Pecadores.” O padre puxou um crucifixo, assustado. “Vão arder no mármore do inferno.”

E saiu correndo para dentro da igreja, desesperado. Assim que ele sumiu e fechou as portas, o grupo de amigos caiu na risada. Riram, riram e riram, até a barriga doer e eles caírem no chão.

“Espero que o inferno seja um lugar bem divertido, Guerra, porque desconfio que todos vamos para lá depois disso.” Guinchou Alicia, agarrada com sua barriga. “Eu estou passando mal, socorro.”

“Gente, vocês dois foram ótimos.” Elogiou Carmen. “Cumpriram perfeitamente seu desafio.”

“Eu vou precisar ajoelhar no milho para pedir perdão para a minha avó.” Comentou Bibi, tirando a camiseta suja de sangue falso. “Foi difícil estourar isso.”

“Sorte que o Paulo e o Koki estão sempre armados até os dentes para fazer travessuras.” Lembrou Adriano.

“Mas acho melhor alguém ir falar com o padre João. Daqui a pouco ele está mandando a polícia procurar os dois no canavial, e isso não vai ser bom.” Propôs Margarida.

“Já mandei mensagem para o meu avô nos encontrar aqui. Acho que vamos precisar da ajuda dele.” Aviso Paulo, vendo Samuel se aproximar. “Ele chegou.”

“E que Deus nos ajude a não queimar quando entrarmos na igreja.” Brincou Jaime, fazendo os amigos rirem.


Notas Finais


Mano, eu adorei esse capítulo, apesar de ele ser um pecado enorme HAHAHAHAAHAH Desculpa, Deus, desculpa mesmo.
Ai gente, como alguns de vocês sabe, tive uma crise braba esse finde, mas já estou melhor. Agradeço ao pessoal que foi lá no ask e mandou perguntas, conversou comigo, vocês não sabem o quanto isso ajudou! Continuem, por favor. É uma delícia conversar com vocês e responder as perguntas. Mesmo as polêmicas HAHAHAHAH
Então é http://ask.fm/WPKiria
Mandem lá que é sucesso, ok?
Beijos de luz e vamos que vamos... Ainda tem muitos desafios para rolar!


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