História Last Heaven - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~RainFairchild

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Reita, Ruki
Tags Asperger, Calculo, Last Heaven, Química, Reita, Reituki, Ruki
Exibições 31
Palavras 2.986
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Rain falando aqui pela Rage também.
Esse capitulo saiu particularmente rápido, por dois motivos: A música que segue as cenas finais ajudou bastante na criação do capítulo todo, e porque eu estava empolgada para escrever essas cenas <3
Depois de escrever a noite toda, uma tela azul que me deixou desesperada, copias da autorecuperação, esse capitulo finalmente saiu ;;
A música do capitulo é Dancing in the moonlight, do ALT-J. Recomendamos que coloquem ela de fundo na cena do jantar do Kou e do Yuu :D
Aproveitem <3

PS: PROMETEMOS RESPONDER AOS COMENTÁRIOS EM BREVE (inclusive eu, Rain). MAS É QUE NÃO TIVEMOS TEMPO AINDA, DESCULPEM ;;

Capítulo 4 - Fourth - Asteroid



Fourth – Asteroid
 

“O meu desejo sobre as estrelas que estão neste céu infinitamente tão azul
Nunca haverá limites para a alegria de te ver.”

 

O barulho no refeitório havia começado a algum tempo, o que fez Takanori se perguntar se deveria realmente sair do quarto. Por fim, quando as coisas começaram a ficar menos barulhentas e a fome começou a apertar, considerou sair.

Os pés hesitantes seguiram pelo corredor em direção ao refeitório, sentindo seu estômago embrulhar levemente.

E se houvesse alguém lá?

E se as pessoas ainda não tivessem saído?

O que foi aquela barulheira?

Havia acontecido alguma coisa, e agora haveria um monte de gente lá?

Os pensamentos o fizeram parar no início do corredor, vendo um grupo de enfermeiros de cada lado, puxando dois pacientes para longe um do outro, enquanto esses ainda pareciam querer voltar a brigar. Lentamente, viu Kouyou, que estava ali no meio, balançar a cabeça frustrado e ergueu os olhos e o viu, e rapidamente atravessou o corredor em direção a ele.

- O que tá acontecendo? – Perguntou, olhando-o curioso.

- É melhor esperar no quarto, Taka.

- Tá... – Ele se virou para voltar pelo corredor, olhando pra trás levemente, mas tendo sua visão bloqueada por Kouyou que logo voltou para o corredor.

Então seguiu de volta ao quarto, sentando na cama enquanto ouvia as vozes e os barulhos do lado de fora. Eles não pararam tão cedo.

Gritos.

Vozes.

Enfermeiros sendo chamados.

Takanori lentamente saiu da cama, se movendo até a parede do quarto, onde encarou fixamente antes de erguer a mão e bater.

“Você está ai?”

Silêncio.

Mesmo depois de várias tentativas, Akira não respondeu a nenhum toque.

Ele não respondeu durante três dias.

**

Depois de levar uma bronca dos médicos, e inclusive de Kouyou, e por estar bastante machucado, acabou ficando na enfermaria por três dias, como castigo pelo que fizera, uma vez que não poderia ser expulso do hospital. E depois de quase infinitos três dias, viu-se num ambiente estranhamente familiar. Seu quarto.

Foi então que percebeu que já estava se acostumando com aquele lugar, pois sentira falta enquanto esteve preso na enfermaria. Sentou na beira da cama olhou os próprios braços, mesmo que não estivesse enxergando muitas coisas e sua realidade fosse apenas borrões, pode ver com clareza que haviam faixas em seus braços protegendo os hematomas.

Aquele tom de roxo.

Rodou os olhos e se levantou, ele não se importava com isso, já estava muito acostumado com o tom de roxo fazendo parte de sua pele. Abriu a porta e contou 25 passos até o quarto de Takanori, pois era isso que ele precisava naquele momento.

- Akira – Ele pareceu surpreso quando a porta se abriu com um estálo, os cabelos castanhos meio bagunçados. Antes de Akira bater, estava resolvendo um cálculo sobre gravidade, e acabou passando a mão muitas e muitas vezes pelo cabelo.

Ficou em silêncio, enquanto Taka analisava-o de cima a baixo. Akira tinha hematomas feios nos braços e no rosto, as mãos enfaixadas até o pulso. Depois de alguns minutos, ele se afastou um pouco da porta, dando entrada pra Akira.

Os primeiros minutos dentro do quarto foram silenciosos enquanto Taka andava de um lado a outro, mexendo em papeis e livros, e pensando, olhando de vez em quando para Akira sentado na cama.

- Sabia que atualmente existem 100 constelações registradas, se contar com as do zodíaco, mas que ainda há muitas constelações ainda sendo estudadas para entrar nessa lista? Aliás, sabe de onde surgiu o termo constelação? – Ele mexia em alguns livros, então fez uma pequena pilha, lançando sob a cama e sentando ao lado de Akira. – O termo vem do latim, e significa “conjunto de estrelas”. As constelações pre-

Ele parou. Akira apenas observou ele se aproximar, e viu os borrões quando seus dedos alcançaram uma caneta no criado-mudo ao lado da cama.

- Algumas constelações tem a cor rosa, roxo, azul... Azul é o mais comum. – Ele hesitou em se aproximar. Akira então lhe estendeu o braço e Taka o olhou, então se voltou para os hematomas que se formavam em sua pele. A ponta da caneta tocou suavemente sua pele, arrancando um leve arrepio do mais velho. – Eu não gosto de azul.

- Você gosta de que cor?

- Rosa. – Ele continuava concentrado em desenhar. Akira pode identificar o que seria uma estrelinha, mas sua visão impedia de ver algo definitivo.

- Rosa?

- Sim.

Voltaram ao silêncio. Mas dessa vez não era desconfortável. Era agradável, compartilhado, enquanto Taka desenhava sob os hematomas arroxeados na pele de Akira.

- Eu briguei com alguém. – Murmurou de repente, o olhando. Taka assentiu. – Ele disse algo sobre você.

A caneta parou. Então ele ergueu a cabeça.

- Falou?

- Sim.

- Ah. – Ele voltou a desenhar. – Você brigou por mim?

- Claro que sim. Ele não tinha o direito de falar algo assim.

Takanori se afastou, olhando seu trabalho. Pequenas estrelinhas e planetas estavam sob os hematomas, destacando-se com a caneta prata.

- Isso não é normal – Taka murmurou.

- O que?

- Você brigar por mim. – voltou a olhar as estrelinhas seriamente concentrado, antes de voltar a pingar mais tinta na região.

- Eu não achei justo alguém falar algo sobre você sendo que nem te conhece. – Akira disparou, ficando novamente frustrado ao lembrar-se do início da briga. Sentiu as mãos já suarem devido ao nervoso.

- Ninguém nunca fez isso. – Takanori parou por alguns instantes.

- Ninguém nunca falou de você? – Akira ergueu o cenho.

- Ninguém nunca me defendeu.

Akira abriu e fechou a boca várias vezes, até que por fim decidiu ficar em silêncio, deixando Takanori se divertir um pouco mais em desenhar. Não que fosse ver muita coisa, mas gostava da sensação das mãos dele segurando seu braço enquanto desenhava.

Quando por fim o menor terminou, parecendo orgulhoso de seu trabalho, Akira pigarreou.

- É melhor eu... ir... – Murmurou, se levantando. Takanori o encarou, e enquanto Akira se virava, contando os passos até a porta, parou ao ouvir o menor.

- Vai ter uma chuva de meteoros.

- O que?

- Hoje à noite. Vai ter uma chuva de meteoros. Você pode assistir comigo.

Akira sorriu, olhando Takanori.

- Eu não enxergo.

- Eu descrevo pra você.

**

- O comportamento de Akira é realmente muito preocupante. É um dos pacientes mais violentos que já recebemos, se não o mais. Não foi a primeira vez que uma discussão acabou em briga aqui dentro, mas nunca um dos envolvidos acabou sendo internado por causa disso. – Yuu falava, preocupado. Kouyou o observava em silêncio, vendo o quanto ele estava nervoso por causa disso. – Isso porque ele não está enxergando perfeitamente.

- Eu tentei pará-lo. – Kouyou interviu. – Mas nem os seguranças conseguiram. Quanto ao fato dele não estar enxergando bem, lembre-se de que ele teve treinamento militar...

- Ele é ex militar. – Yuu disse enquanto lia a ficha medica de Suzuki. – Um ex militar que serviu por 4 anos no Afeganistão. Ele tem força pra dar e vender. – coçou a cabeça e fechou a pasta. – Minha preocupação é dele atacar outras pessoas. Principalmente os mais indefesos. O Matsumoto é-

- Não. – Kouyou se sentou na cadeira, na frente da mesa do Doutor Shiroyama.

- O que?

- O Suzuki não machucaria o Matsumoto.

- Como sabe?

- Ele quase matou o Takano porque ele falou mal do Takanori.

Houve um longo suspiro da parte do médico, as mãos grandes brancas, passaram pelos fios negros e pararam na testa.

- Você está preocupado? – a voz um tanto mais suave de Kouyou ecoou pelo quarto. Sua mão se estendeu e tocou a mão de Yuu pousada na mesa. – Vamos saber lidar com isso.

Yuu o olhou e deixou um sorriso mínimo brotar em seus lábios.

- Preciso de descanso. – o mais velho riu, sendo acompanhado por Kouyou.

- Soube da chuva de meteoros? – o enfermeiro comentou, se levantando e indo até o lado do médico. Tocou seus cabelos com as pontas dos dedos. O moreno fechou os olhos e deixou-se levar pelo toque suave.

- Isso é com um convite pra eu dormir na sua casa hoje?

- E desde quando você precisa de convite? Temos seis anos de relacionamento.

- Pensei que fosse sete. – Yuu riu.

- Você conta com o dia do primeiro beijo? – Kouyou gargalhou. – Eu te esbofeteei.

Yuu abriu os olhos e o olhou, um sorriso sacana preso nos lábios.

- Você gostou do beijo.

- Ah Yuu pelo amor de Deus. – Sentou-se no colo do moreno. – Não começa...

- Fala.

- Não... – riu baixo.

- Kou...

- Gostei Yuu. – disse baixinho. Deitou a cabeça no peito do mais velho e suspirou. A mão do médico tocou-lhe o rosto e ficaram em silêncio por alguns minutos.

- Vou na sua casa hoje. – Doutor Shiroyama declarou por fim.

- Ótimo, vou trabalhar. – levantou-se depressa.

Yuu continuou sentado na poltrona sorrindo de leve. Ele já conhecia o jeito de Kouyou, mesmo que não demonstrasse muito seus sentimentos, o médico sabia o quanto sua presença era importante na vida de Takashima. 

**

Na mesma tarde, Akira estava na sala de Oftalmologia fazendo os exames periódicos. O doutor Shiroyama manteve-se muito profissional durante todo o exame, evitando mencionar qualquer coisa sobre o que ocorrera a três dias atrás, porém não pode deixar passar despercebido o quanto os outros sentidos do ex militar haviam se aguçado.

- Acho fascinante o fato de você saber exatamente onde está e como se locomover mesmo com a visão bem escassa.

- No Afeganistão nós costumávamos ir às missões a noite e na região em que saímos não tinha luz elétrica, era tudo bem escuro. Eu aprendi a andar no escuro.

Houve uma longa pausa. 

- Você parece ser um excelente soldado. – o doutor comentou enquanto arrumava um aparelho para Akira pudesse usar, enquanto ao seu lado o enfermeiro Takashima preparava os colírios corretos. – Se me permite a pergunta, porque saiu do exército e virou engenheiro?

- Não sai do exército. – um suspiro escapou dos lábios de Suzuki. – Eu estou disponível no momento em que estourar uma possível guerra. – apoiou o queixo no aparelho. – E a engenharia química é tranquila, gosto do que faço, menos quando soluções a base de ácido caem nos seus olhos sem qualquer motivo.  

- Apesar de ter sido uma solução a base de ácido sua recuperação está sendo praticamente um milagre aos olhos da medicina. – Yuu comentou. – Logo poderá servir novamente no Exército.

- Você parece ser bem patriota. – Akira comentou, não gostando nada do rumo que aquela conversa estava tomando.

- E você não é?

- Você gosta de ser médico? – Akira perguntou, olhando nos olhos do médico através das lentes especiais que Yuu também usava para fazer o exame.

- Gosto. Toda minha família por parte de pai é.

- Você foi obrigado a ser?

- Não. – Yuu sorriu. – Eu segui medicina porque achava lindo a maneira como se empenham para amenizar uma dor, não especificamente salvar vidas, até porque nós não temos o controle disso, mas sarar uma dor, amezinhar um sofrimento, isso nós conseguimos.

- A família do meu pai toda é militar, eu fui obrigado a me tornar militar, e nós não fazemos nada além de causar dor. Você podem até salvar vidas, nós tiramos. Não existe nenhum patriotismo nisso.

Yuu não disse mais nada durante o resto do exame. Escreveu algumas coisas na prancheta e saiu da sala, deixando Akira sendo ajudado pelo enfermeiro a se locomover.

- Ele ficou irritado? – Akira perguntou, depois de perceber o longo e lento silêncio que se instalou.

- Não. – Takashima sorriu. – Ele só achou que não valia a pena discutir, você não está errado, mas suas visões são bem diferentes.

Akira acenou de leve.

- Ei... Takashima-san. – Enquanto caminhavam pelos corredores em direção ao elevador Akira olhava qualquer ponto do chão. – O trouxe o Takanori aqui?

- Por que quer saber? – Takshima rebateu – isso é um pouco pessoal.

- Ele nunca me fala, e desde que nos conhecemos, eu nunca vi ele receber visita de ninguém. O que ele tem?

Quando entraram no elevador, Takashima acomodou o loiro junto a parede, apertou o botão de número 8 e se virou para Suzuki, em sua voz não havia qualquer toque de doçura ou delicadeza. Foram palavras serias e praticamente cuspidas.

- Ele é Asperger. – Kouyou começou. – Foi trazido pra cá a cinco anos atrás após uma tentativa de suicídio. Ele tem dificuldade de se envolver com qualquer pessoa, ele tem medo do que dizem a ele, ele é só um menino assustado, então eu vou te falar bem a verdade Suzuki, você pode ser um ex militar bem cheio de qualificações, mas se você pensar em magoar ou machucar o Takanori eu-

- Eu não vou fazer isso. – Akira disse, sua voz não havia qualquer medo perante a ameaça. – Ele é genial em tudo que faz e fala.

- Ele não é genial, ele é só uma criança! – Takashima passou as mãos pelo rosto. – Porque vocês se fascinam tanto pelo cérebro dele sendo que a aparência é o que mais machuca!

- Eu estou cego, meio que estou sendo obrigado a olhar apenas o cérebro dele. E o que estou vendo, está me encantando a cada dia mais.

- Seja como for, quando você voltar a enxergar, se resolver por ventura se afastar dele, depois de ver sua aparência eu juro que te-

- Não vai me matar. – Akira riu.

- Você é bem convencido. – Kouyou rodou os olhos.

- Você não mata ninguém. – Ambos saíram do elevador e caminharam juntos até o quarto do loiro.

- Talvez, mas se magoar aquele menino, eu não penso duas vezes antes de colocar uma seringa de ar no seu soro e fazer parecer que foi acidente!

Akira riu ao tocar na maçaneta.

- Você é criativo.

Kouyou rodou os olhos e se afastou, entretanto, um sorriso nasceu em seus lábios enquanto caminhava. Ali estava uma pessoa forte e corajosa o bastante para cuidar do pequeno Takanori.


**

Estava praticamente noite quando Akira ouviu o som das batidas na parede. Se aproximando, escutou atentamente.

“Você vai vir?” – Takanori perguntava tão baixinho, que ele pôde até imaginar a cabeça baixa e os pés arrastando no chão, o que ele fazia quando estava nervoso.

“Para o que?” – Respondeu.

“Vai começar a chuva de meteoros”

Akira respirou fundo. Sim, a chuva de meteoros. A última vez que viu uma foi durante a guerra.

E não tinha boas lembranças disso.

Havia tido um ataque no acampamento onde estavam abrigados. Muitos de seus colegas morreram naquele momento, e por mais lindo que estivesse o céu no momento, tudo aquilo foi coberto pela fumaça das bombas e o som das balas voando por todo local, fazendo com que ele e alguns colegas se refugiassem no mato.

A chuva de meteoros parecia ter vindo na direção deles.

“Eu estou indo” – Respondeu.

**

Kouyou e Yuu riam em uma conversa boba enquanto jantavam. Mesmo após seis anos de relacionamento, aquelas situações continuavam como se fossem o primeiro encontro. Bobo, romântico, pessoal.

- O que foi? – Takashima ergueu os olhos para o doutor quando percebeu que estava sendo observado

- Você.

Um leve rubor tomou conta do rosto do outro, que respirou fundo enquanto voltava a jantar. Yuu riu sozinho ao perceber o constrangimento dele. No silêncio confortável que se seguiu, ouvia-se apenas o som da TV ao fundo do lado de dentro da casa. Ambos se concentraram em ouvir as notícias.

- As tropas japonesas declaram estado de alerta enquanto o exército inimigo se alastra em direção ao norte do país. As defesas afirmam que a população deve seguir em sua rotina normal, mas nos aeroportos a entrada e saída de imigrantes está sendo controlada. O Primeiro Ministro pede para que não entrem em pânico.

Kouyou respirou fundo ao desligar a TV. Então percebeu que Yuu estava o olhando novamente. Ele sabia o quanto o moreno se incomodava com aqueles tipos de notícias, e não queria estragar o momento tão íntimo e doce de tal forma.

- Está pensando em algo?

- Lembra da primeira vez que dançamos juntos? – Ele sorria.

Takashima sorriu, então se levantou, ligando o rádio. Para sua surpresa, estava tocando aquela música. Suspirou profundamente quando sentiu o mais velho abraça-lo por trás, o puxando devagar para a sacada. Com delicadeza, o virou para ficarem frente a frente.

Yuu envolveu sua cintura, deslizando a mão até a sua, o conduzindo a passos lentos.

Suaves.

Como seu relacionamento.

Kouyou riu baixo.

- Vamos perder a chuva de meteoros se começarmos a dançar.

- Mas estamos aqui, não é? Dançando sob o luar. – Ele o rodou, então o puxou de volta, suspirando quando Kouyou assentiu, então encostou a cabeça em seu ombro.

A chuva de meteoros começava.

**

- São como bailarinas. – Takanori se inclinava sob a janela olhando distraidamente para o céu pintado com os riscos iluminados dos meteoros. – E elas estão dançando. Girando. Em uma única perna. E as roupas delas tem uma cauda cor de rosa, que cria um rastro iluminado enquanto elas estão girando.

Ao seu lado, Sukuki Akira ouvia atentamente, mas com um sorriso leve, o menor descrevendo a chuva de meteoros. Sentado ao chão, com a cabeça encostada na parede, os olhos fechados, sorria enquanto ele falava.

- Agora, tem uma chegando. E ela está com um vestido. A cauda é tão longa que cobre quase todo o palco. Ela não ofusca as outras, mas todas parecem seguir ela. Sempre girando...

Akira suspirou. Então Taka o olhou.

- Você está entediado, não é? Eu não devia ter-

- Continue. – Murmurou.

- O que?

- As bailarinas. O que está acontecendo com as bailarinas?

O menor corou, se virando para a janela. Então suspirou.

- Tem outras cores agora também. Azul... branco... verde... Mas nenhum deles chega perto do rosa. Essas são as que giram... de forma perfeita.
 
...


Notas Finais


Obrigada por lerem, esse capitulo até que foi fofinho (os socos vem por ai).
Deixem comentários, beijos amores <3


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