História Laura e a última canção de amor - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Austin & Ally, Laura Marano, R5
Personagens Laura Marano, Personagens Originais, Ross Lynch, Rydel Lynch
Tags Laura Marano, Raura, Ross Lynch
Exibições 73
Palavras 1.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Capítulo 17


Fanfic / Fanfiction Laura e a última canção de amor - Capítulo 17 - Capítulo 17

- Laura! Como assim? Uma aposta? - Ross pergunta ao telefone.

- Sim Ross! Uma aposta estúpida! Se ele me levasse para cama ganharia ingressos para todos os jogos da temporada. Então é esse o meu preço? Uma noite comigo por ingressos para jogo????

Olhos meus pés descalços, estou sentada na beira da piscina molhando a ponta dos dedos.

- Eu preciso que você respire fundo. - Diz ele. - Tudo bem? Respire fundo e comece do início.

Raini e Claire me olham enquanto eu conto a história novamente. A linha fica silenciosa.

- Você está aí? - Eu pergunto assustada.

- Eu estou aqui. - Ross está bravo. - Eu só lamento que não possa estar aí. Com você. Eu gostaria que houvesse algo que eu pudesse fazer.

- Quer vir espancá-lo para mim?

- Você não tem noção do quanto eu queria.

Eu fungo.

- Eu sou uma idiota. Eu não consigo acreditar que pensei que ele gostava de mim. Essa é a pior parte, saber que ele nunca esteve interessado.

- Bobagem. Ele estava Laura, você mesma disse que ele falou, mas aí já era tarde demais para desfazer a burrada. Ele é um idiota. Desprezou uma chance de ouro. Eu tenho certeza… - Ele respira. - Tenho certeza que tem muito cara por aí que daria tudo pelo que ele teve.

- Não, ele não estava. Falou isso só para não se sentir tão culpado.

- Isso é impossível. Qualquer cara que seja homem de verdade seria louco de não gostar de você.

Há uma pausa chocante em ambas as conversas.

- Porque, claro, você é muito inteligente. E engraçada. Não que você não seja atraente. Porque você é. Atraente.

Eu espero.

- Você ainda está aí ou você já desligou porque eu sou um baita de um idiota?

- Eu estou aqui.

- Deus, você me pegou nessa.

Ross disse que eu sou atraente. E duas vezes.

- É que é tão fácil falar com você - Ele continua - Que às vezes me esqueço que você não é um dos caras.

Apague o que eu disse anteriormente. Ele acha que eu sou o Matthew.

- Larga mão. Eu não vou suportar ser comparada com um cara nesse momento…

- Não foi o que eu quis dizer…

- Como está aí em Miami? Desculpe, fiquei falando apenas sobre mim.

- Está tudo bem. Assim como estava quando você perguntou antes. Foi a primeira coisa que você disse quando atendeu. E tecnicamente eu telefonei para você. Porque queria saber como estava seu feriado, que é sobre o que temos conversado desde então.

    - Oh. Onde você está agora?

    - Estou em casa. Largado no sofá tocando violão.

        - Essa é uma ótima coisa para se fazer.

- Eu tenho que ir. Meus amigos estão me esperando e queremos aproveitar a maior parte do tempo juntos.

- Tudo bem, até mais então.

Nós desligamos. Claire me olha atentamente.

- Interessante… - Ela diz.

- O que?

- Ele te ligando apenas para perguntar como estava o feriado… você contaria para ele quando chegasse em Miami, que vai ser daqui a dez horas.

- O que você quer dizer?

- Ele sabia do Peter?

- Não, isso aconteceu ontem!

- Não é disso que eu tô falando. - Ela revira os olhos. - Ele sabia sobre seu quase namoro com Peter?

- Ah, sim. Já mencionei isso.

Claire ri animada.

- Então é óbvio! - Olho para ela esperando que responda, não está óbvio para mim.

- Ahhh estou entendo… - Raini diz. As duas sorriem juntas. Será que só eu não estou entendendo o que está acontecendo aqui? - Ele ligou para saber como as coisas estavam. Com certeza queria saber se você encontrou o Peter, se tiveram um “revival”.

- Ele com certeza estava estudando o terreno. - Claire complementa.

- Vocês têm cada ideia. - Digo

Essa noite eu não dormi, chorei muito e meus olhos ainda estão inchados. Além da tristeza, o que mais dói é ter sido enganada todo esse tempo. E somando a isso: a vergonha de todos que sabiam que eu estava sendo feita de palhaça. Eu não queria olhar para o rosto de Peter outra vez, nem lembrar, ou pensar. Mas o pior é que eu sei que tenho uma foto dele lá no meu dormitório. Que eu vou ter que encontrar, e para jogar fora vou ter que ver.

Calum aparece com copos de refrigerante e sanduíches numa bandeja. Eles estão sendo tão atenciosos comigo. Sempre mudando o foco para conversas divertidas, fazendo brincadeiras, me distraindo o tempo todo. Ri e por várias vezes me esqueci do que aconteceu na noite anterior. Estamos conversando na área da casa quando meu celular vibra, vejo que tem uma mensagem do Romeu. Assim que abro dou uma risada abafada. É uma foto dele na chácara dos avós com um chapéu de palha, óculos protetor e a legenda: “Precisando de um cortador de grama? É só chamar!”

- Esse é o Ross? Ele é uma gracinha. - Raini diz

- Ah, não. Esse é o Romeu. Apenas meu amigo. - Adiciono quando vejo o sorrisinho debochado nos rostos das meninas.

- Estou perdida de amor Montechio! - Calum coloca a mão na testa imitando uma donzela recitando Romeu e Julieta. Todos rimos.

    - Queria que o tempo congelasse agora. Só temos mais três horas para passarmos juntos. - Claire reclama.

- Foi pouco tempo não é? Mas nas minhas férias eu passarei uma semana inteira aqui ou mais.

- Tem que ser bastante tempo para a gente não te perder para os corpos sarados de Miami. - Raini diz.

- Vocês podem me visitar, vou fazer muito gosto da presença de vocês lá. - Digo.

Passamos o resto do tempo conversando e rindo. Todos foram me levar ao aeroporto e me despedi de cada um deles com um abraço apertado. A viagem de volta para casa foi mais cansativa, o voo atrasou e eu só conseguia pensar em Peter, em Theodore me dizendo sobre a aposta, em todas as vezes que estive com ele tentando visualizar de outro modo, imaginando ele num jogo de fingimento, pensando no que disse quando falou comigo pela primeira vez. Talvez ele nem conhecesse the clash e disse aquilo apenas para puxar assunto. Me senti enjoada, chateada e com raiva. Pela primeira vez me senti aliviada e agradeci minha mãe por ter me mandado embora. Se eu tivesse ficado em São Francisco ele poderia ter ganhado a aposta e eu sofreria muito mais. Em Miami me sentirei muito mais tranquila, pois sei que logo esquecerei dele e nunca correrei o risco de encontrá-lo na rua, no shopping ou em qualquer lugar.

Quando cheguei, o campus estava vazio e a lua já estava alta no céu. Caminhei até o dormitório e o barulho das rodinhas da minha mala parecia absurdamente mais alto. Fiz uma força extra para subir os três andares com a mala e bolsa, mas isso não tirou tanto meu fôlego quanto ver um cabelo loiro na minha porta.  Ross estava sentado na frente da porta com a cabeça encostada nos joelhos.

- Fazendo guarda? - Pergunto.

Ele levanta a cabeça de repente e reparo numa marca vermelha em sua bochecha. Ele estava dormindo.

- Estava te esperando. - Ele levanta. - Lembro que você comentou comigo que sairia às quatro de lá então calculei quanto tempo demoraria para você chegar e fiquei te esperando. Acho que adormeço rápido.

Sinto pena dele por ter me esperado, mas fico admirada que ele tenha feito isso.

- Meu voo atrasou. Sinto muito.

- Não é sua culpa. - Ele olha bem para o meu rosto e aperta os lábios formando uma linha fina.

Eu sei que ele está reparando em meus olhos vermelhos e inchados de quem passou horas chorando. E me sinto envergonhada. Penso em todas as vezes que falei de Peter para ele e mais uma vez me sinto uma idiota. Encaro meus pés.

- Você não precisa ter vergonha de mim. - Ele fala baixinho. - Não precisa ter de ninguém.

Balanço a cabeça.

Abro a porta do dormitório e Ross traz minha mala para dentro. Sento na cama e ele senta ao meu lado.

- O melhor que você pode fazer agora é não pensar mais nesse cara e descansar.

- Então preciso de um favor seu.

Ele assente.

- Naquela agenda - Mostro o caderno roxo onde anoto meus horários. - Tem uma foto dele, você pode jogá-la fora para mim? - Pergunto. - Não conseguiria olhar para nenhuma parte do rosto dele mais uma vez.

Ross levanta e abre a agenda, ele não lê o que está escrito, mas folheia até encontrar a fotografia. Ele coloca no bolso de trás da calça.

- Pronto. Agora durma. - Ele vem até mim e beija minha cabeça. - Boa noite.

Fico olhando ele sair, mas as palavras de boa noite não saem da minha boca. Visto pijama e me arrumo para dormir. Agradeço por não ter aula na terça pois assim terei o próximo dia inteiro para descansar.

Acordo uma hora da tarde, já perdi o café e estou quase perdendo o almoço. Mas não irei comer, meu corpo está pesado e minha cabeça dói. Escuto alguém bater na minha porta, mas como estou tomando banho não atendo. Deixo que a água quente escorra pelo corpo despertando os músculos adormecidos e fazendo pressão nas áreas doloridas. Coloco uma roupa fina e saio até a máquina de lanches.

Quando abro a porta Rydel abre a dela também.

- Pega. É seu almoço. - Ela me estende um pacote.

Olho para o hambúrguer e meu estômago ronca.

- Obrigada. Eu estava indo até a máquina.

- O que você acha de comermos lá fora? Você já passou um bom tempo dentro desse quarto e o dia está bonito e quente.

- Tudo bem.

Nós descemos juntas e Rydel escolhe um banco perto do canteiro de margaridas. Quando ameaço levantar depois de terminar meu sanduíche Rydel segura minha mão.

- Nada de voltar para aquele quarto. Fica aqui pelo menos mais um pouco. Você precisa de vitamina D.

- Eu vou só até a lixeira. - Aponto para a lata verde há uns quatro metros de distância.

Jogo o lixo e sento ao seu lado.

- Ross me contou. - Ela fala. - Quero que você saiba que estou com você. Para o que precisar de mim. Até para colocar laxante na bebida dele antes de uma prova de natação.

Rio.

- Quando for me vingar chamo você. - Eu brinco.

Escuto toques de um violão, olho para trás e vejo Ross. Ele está tocando e olhando para mim. Ele vem andando até nossa direção e começa a cantar.

 

When the day is cloudy
When everything seems to go wrong
I close my eyes
And see you
It's like the sunshine rising out of the clouds
It's like the breeze on a summer day
You make me calm
You make me happy
Do not believe it if they tell you it's just someone else in the world.
You’re special
You’re beautiful
You’re beautiful
You're beautiful, it's true.
When it's cold
I think about your eyes and I warm up
Your embrace is the only place I want to be.
Do not believe it if they tell you it's just someone else in the world.
You’re special
You’re beautiful
You’re beautiful
You're beautiful, it's true.

 

Ele termina a música e eu o abraço forte. Essa é a coisa mais linda que alguém já fez para mim.

- Eu escrevi para você. - Ele diz em meu ouvido.

- Eu amei. - Dou um beijo na bochecha dele. - Eu amei Ross. Obrigada.

O abraço dele fica mais apertado e para mim também esse é o único lugar em que quero estar.


Notas Finais


Tradução da música:

Quando o dia está nublado
Quando tudo parece dar errado
Eu fecho os olhos
E vejo você
É como o brilho do sol saindo entre as nuvens
É como a brisa num dia de verão
Você me acalma
Você me alegre
Não acredite se disserem para você que é só mais alguém no mundo
Você é especial
Você é linda
Você é linda
Você é linda, é verdade
Quando está frio
Eu penso em seus olhos e me aqueço
Seu abraço é único lugar em que quero estar
Não acredite se disserem para você que é só mais alguém no mundo
Você é especial
Você é linda
Você é linda
Você é linda, é verdade


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