História Laura e a última canção de amor - Capítulo 18


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Categorias Austin & Ally, Laura Marano, R5
Personagens Laura Marano, Personagens Originais, Ross Lynch, Rydel Lynch
Tags Laura Marano, Raura, Ross Lynch
Exibições 68
Palavras 1.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Capítulo 18


Fanfic / Fanfiction Laura e a última canção de amor - Capítulo 18 - Capítulo 18

Desde a música Ross e eu nos tornamos inseparáveis. Onde eu estava ele também estava, almoçamos juntos, estudamos juntos, jantamos juntos e os finais de semana também nos víamos com frequência. Ele se aproximou do meus amigos e eu de Matthew, e o clima entre ele e Romeu não estava mais tão estranho. Sim, ainda tem encaradas e risadas debochadas. Porém, são mais raras. E eu não podia deixar de contar as noites que ele passava comigo comparadas às noites que passava com Courtney. E eu estava ganhando. Nessa semana foram três a uma.

Estou me arrumando. Meu cabelo está ondulado e estou usando uma saia curta preta e camisa branca. Meu batom é vermelho. Desço até a sala de estar e todos estão me esperando. Rydel, Amaya, Romeu, Georgia e Ross. A cabeça de Ross quase cai quando ele me vê e percebo seu olhar sobre meu corpo. Sinto-me incrível. Jogo a jaqueta preta sobre os ombros. A boca dele abre, mas ele não diz nada.

- Vamos? - Digo jogando os cabelos.

- Nossa Laura, você devia usar saia mais vezes. - Amaya diz.

- Por que esconde essas coisas? - Rydel pergunta.

- Por ser a aniversariante você está permitida a atrasar. - Georgia fala.

- Se ela aparecer assim, pode se atrasar sempre. - Romeu completa.

Ross não diz nada, mas está encarando minhas pernas. É eu devia usar isso frequentemente.

Vamos até uma casa noturna em North Beach e me sinto aliviada por saber que não acontecerá nada como da última vez em que tive numa balada. A música está alta, guitarra, bateria e batida eletrônica estouram em meus ouvidos e eu mal posso pensar. A única que coisa que eu sei é que eu me sinto bem. Realmente bem. Por que eu nunca bebi antes? Eu fui tão idiota, não é grande coisa. Eu totalmente entendo agora por que as pessoas bebem. Eu não tenho certeza o que eu estive bebendo, mas eu sei que era algo de fruta. No começo era nojento, mas conforme eu fui me acostumando ficou melhor. Eu me sinto estranha, poderosa.

Onde está Ross?

Eu procuro pelo ambiente escuro, através dos corpos das pessoas dançando e cantando. Eu finalmente encontro ele encostado contra uma parede conversando com um garota. Por que ele está falando com ela? Ele não parece interessado. Ela ri e joga seu cabelo cacheado. E então ela toca  o braço dele.

    Ela é uma tocadora de braços. Aquele tipo de garota que toca os garotos “despropositadamente” apenas para sentir os músculos e chamar atenção.

    Antes que eu perceba , meus pés estão impulsionando o resto do meu corpo na direçã deles. A música pulsa em minhas veias. Eu tropeço nos pés de algum cara. Ele me xinga e eu murmuro uma desculpa enquanto me afasto.

    Ross. Eu preciso falar com Ross.

    - Ei. - Eu grito na cara dele.

    - Credo, quanto essa garota bebeu? - A tocadora de braços diz.

    - Dança comigo. - Eu digo para Ross. Ele está surpreso, mas entrega a cerveja para a garota segurar. Ela me lança um olhar sujo, mas eu não ligo. Fico feliz. Eu pego a mão dele e puxo-o para a pista. A música muda para algo mais turbulento, eu deixo ela me dominar. Ross segue meu corpo com os olhos. Ele encontra o ritmo, e nós nos movemos juntos.

    O ambiente gira ao nosso redor. O cabelo dele está suado. O meu cabelo está suado. Eu o puxo para mais perto, e ele não protesta. Eu desço pelo corpo dele com a música. Quando eu subo, seus olhos estão fechados, sua boca levemente aberta.

    Nós combinamos o balanço um com o outro. A banda começa uma nova música. Mais e mais alta. O público entra em um frenesi. Ross grita o refrão com o resto deles. Eu não conheço a letra.

    Nós dançamos até não conseguirmos mais. Até estarmos sem ar e nossas roupas encharcadas, e mal podemos ficar em pé. Ele me leva para o bar e eu o agarro com tudo o que resta de mim. Ele cai ao meu lado. Nós estamos rindo. Eu estou chorando, de tanto rir.

    Uma garota estranha grita nas nossas costas, mas eu não entendo o que ela diz.

- Desculpe? - Ross vira e seus olhos arregalam com o choque quando a vê. A garota tem cabelo liso e um rosto severo. Ela continua gritando e eu entendo alguns xingamentos. Ross também grita e pela sua expressão ele parece estar se defendendo, mas a música está alta e eu bebi demais para acompanhar a velocidade das palavras. A garota grita um último xingamento, o qual eu entendo, dando a ele um sorriso de escárnio e se vira para longe.

- O que foi isso? - Eu pergunto.

- Merda.

- Quem era aquela? O que aconteceu? - Eu ergo meu cabelo para pegar um pouco de ar no pescoço. Estou quente. Está tão quente aqui.

Ross procura em seus bolsos, em pânico.

- Merda. Onde está o meu telefone?

Eu mexo na minha bolsa e tiro o meu celular.

- USE O MEU! - Eu grito por cima da música.

Ele balança a cabeça.

- Eu não posso usar o seu. Ela vai saber. Merda, ela vai saber. - Ele passa a mão no cabelo, e antes que eu perceba, ele está saindo pela porta. Eu estou atrás dele. Nós passamos pelo clube e saímos na noite fria.

Ele ainda está procurando freneticamente pelo telefone. Finalmente ele encontra num bolso de dentro da camisa. Ele liga para alguém, mas a pessoa não deve ter atendido porque ele grita.

Eu pulo para trás.

- O que está acontecendo?

- O que está acontecendo? O que está acontecendo? Eu te digo o que está acontecendo. Aquela garota lá, aquela que queria me matar? Ela é colega de agência da Courtney. Ela nos viu dançando, e ela ligou para ela, e contou tudo.

- E daí? Nós estávamos dançando. Quem liga?

- Quem liga? Courtney já está implicando com você desde antes! Ela odeia quando estamos juntos, e agora ela vai achar que tem algo acontecendo…

- Ela me odeia? - Estou confusa. O que eu fiz para ela? Eu não via ela há meses.

Ele grita e chuta a parede.

- Acalme-se. Meu Deus Ross, o que você tem?

Ele balança a cabeça, e sua expressão fica em branco.

- Não era para acabar assim. - Ele puxa o cabelo encharcado.

O que é para terminar? Ela ou eu?

- Já está tudo desmoronando há tanto tempo… Mas eu não estou pronto para isso.

Meu coração se endurece e vira gelo. Que se dane ele. QUE SE DANE.

- Por que não Ross? Por que você não está pronto para isso? - Cuspo as palavras com rispidez.

Ele olha para mim. Ele está magoado pelo meu tom, mas eu não ligo. Antes que ele possa responder saio meio trôpega pela calçada. Eu não posso olhar para ele.

Ele me chama, mas eu continuo seguindo em frente. Um pé na frente do outro. Eu estou me concentrando tanto em meus passos que acerto um poste. Ross está me puxando para trás, para longe do poste. Eu estou tão cansada disso tudo, só quero ir para casa.

- Laura!

- O que está acontecendo? - Alguém pergunta. Rydel, Amaya e Georgia nos cercam. Quando elas chegaram aqui? Por quanto tempo nos assistiram?

- Está tudo bem. - Ross diz. - Ela só está um pouco bêbada.

- Eu não ESTOU BÊBADA.

- Está. E isso é ridículo. Laura, vamos embora.

- Eu não quero ir embora com você!

- Que diabos você tem?

- Que diabos eu tenho? Você é muito corajoso em me perguntar isso. - Eu caminho até Rydel, ela me estabiliza. - Só me diga uma coisa Ross. Eu só quero saber uma coisa.

Ele me encara. Furioso. Confuso.

Eu paro para estabilizar minha voz.

- Por que você ainda está com ela?

Silêncio.

- Ótimo. Não me responda. E você sabe do que mais? Não me ligue mais. Estou farta.

Eu já estou caminhando a passos largos quando ele responde.

- Por que eu não quero ficar sozinho. - Sua voz ecoa pela noite.

Isso é ridículo. Eu me viro para encará-lo uma última vez.

- Você não estava sozinho, idiota.



 

    

 


Notas Finais


Ai gente... :(


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