História Laura e a última canção de amor - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin & Ally, Laura Marano, R5
Personagens Laura Marano, Personagens Originais, Ross Lynch, Rydel Lynch
Tags Laura Marano, Raura, Ross Lynch
Exibições 71
Palavras 1.917
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Capítulo 19


- Uau Laura, você é má quando bebe.

Eu puxo as cobertas sobre minha cabeça. Rydel está sentada na cadeira. Minha cabeça está me matando.

- Quanto você e Ross beberam ontem?

Ross. O que aconteceu ontem à noite? Eu me lembrava do clube. Eu me lembro da música e... teve dança? Eu acho que teve dança e, oh sim, uma garota gritando conosco, e então fomos lá fora e… oh não.

Oh não, oh não, oh não.

Eu sento rapidamente e aimeudeusdocéu minha cabeça está latejando. Eu fecho meus olhos para impedir a luz dolorosa, e lentamente, bem lentamente, volto para cama.

- Vocês praticamente se agarraram na pista de dança.

- Nós o que?

Eu abro meus olhos novamente e me arrependo imediatamente.

- Eu acho que estou com gripe. - Resmungo. Estou com sede. Minha boca está seca. Nojento, o gosto parece o chão da gaiola de um passarinho.

- Deve ser ressaca. Você pode beber um pouco mais de água. Pelo menos não bebeu tanto a ponto de vomitar.

Uh.

- Ainda bem por isso. - Digo. - O Ross está bem?

- Não vi. Ele foi para na Courtney ontem.

Bem quando eu acho que não posso piorar. Eu mexo na ponta da coberta.

- Eu.. hmm… disse algo estranho a ele ontem à noite?

- Fora você agir como uma namorada ciumenta e dizer que nunca mais queria falar com ele? - Ela ri. - Não nada estranho.

Eu resmungo enquanto absorvo aquela informação.

- Escuta, o que está acontecendo entre vocês dois?

- O que você quer dizer?

- Você sabe o que eu quero dizer. Vocês dois são inseparáveis.

- Exceto quando ele está com a Courtney.

- Então, qual é o negócio?

Resmungo novamente.

- Eu não sei.

- Vocês já… sabe... tiveram alguma coisa?

- Não!

- Mas você gosta dele. E ele gosta de você, Ross é meu irmão eu sei reconhecer isso nele.

- Você acha?

- Ele se acende como um vagalume toda vez que você entra em um lugar.

- Então por que…

- Ele ainda está com a Courtney? Ele te disse ontem. Não quer ficar sozinho. Sabe, de nós o Ross é o mais tímido, ele não parece eu sei. Sempre puxando assunto e rindo, mas quando o assunto se trata de uma garota por quem ele está interessado ele se fecha. Ele está com a Courtney há mais de um ano, ela quem tomou a iniciativa, ele está confortável do jeito que está. Acho que tem medo de deixá-la ir e não conseguir encontrar outra pessoa, entende? Ele é inseguro.

- Mas isso é um absurdo, as garotas sempre estão em cima dele, ele é bonito e inteligente.

- Eu sei, mas acho que ele não se vê assim.

Ficamos em silêncio por alguns segundos.

- Você acha mesmo que ele gosta de mim?

- Laura. Ele te provoca o tempo todo, mas de alguma outra pessoa, mesmo que eu pouco, faz isso ele fica do seu lado e diz para pessoa parar.

Não respondo.

- Você realmente gosta dele né?

Balanço a cabeça.

- Queria ter te contado antes.

- Não precisou. - Ela sorri. - Então vai levantar dessa cama aí ou não?

Eu concordo de encontrá-la na lanchonete, mas não faço ideia do porquê, pois assim que levanto da cama, quero me arrastar de volta para lá. Eu estou enjoada e minha cabeça parece que levou uma pancada com um taco de baseball. E aí olho no espelho. Meu cabelo está um ninho e minhas roupas cheiram a fumaça.

No chuveiro deixo a água escorrer por um longo tempo. Estou atrasada para o café da manhã. A primeira vez que bateu de todos nós não termos aula pela manhã foi no meu aniversário. Não posso deixar de desejar que não tivesse acontecido.

Rydel está sozinha na mesa quando chego, e agradeço por isso. Eu não queria encarar ninguém agora.

- Bom dia raio de sol. - ela sorri.

- Eu não consigo entender como as pessoas podem achar que beber é bom.

- Coma isso. - ela me empurra um prato com torradas e eu levanto pegar uma xícara de café.

- Obrigada pelas torradas. - Digo me sentando.

Ela me dá um meio sorriso, mas logo desaparece quando ela vê algo atras de mim. Eu me viro na cadeira e sigo seu olhar.

E lá está ele.

Seu cabelo está totalmente desgrenhado e ele está usando sua camiseta do capitão Jack Sparrow que está mais amassada do que nunca. Ele vai até o balcão e pega um prato de torradas também. Apesar da expressão abatida ele ainda está lindo. Meu coração se despedaça.

- O que eu digo? O que eu devo dizer a ele?

- Respire fundo. - Rydel diz. - Respire bem fundo.

Respirar é impossível.

- E se ele não quiser falar comigo? Eu disse que era pra ele não falar mais.

Ela estica o braço e aperta minha mão.

- Você está bem. E ele está vindo para cá agora, então vou te soltar agora. Aja naturalmente. Você está bem.

Certo. Eu estou bem. Certo.

A caminhada dele até a nossa mesa é dolorosamente lenta. Eu fecho os olhos. Eu estou preocupada que lê não vá sentar na nossa mesa e que ele NUNCA mais vai falar comigo de novo, quando sua bandeja faz barulho no lugar oposto ao meu. Eu não me lembro da última vez que ele não se sentou ao meu lado, mas está tudo bem. Ele está aqui.

- Ei. - Ele diz.

Eu abro meus olhos.

- Ei.

- Droga. - Rydel diz. - Eu tenho que ligar para o Ellington e esqueci totalmente. - Ela se afasta rapidamente como se nós tivéssemos alguma doença contagiosa.

Eu empurro minha torrada pelo prato, tento morder um pedaço, mas me enjoa.

Ross tosse.

- Você está bem? - Ele pergunta.

- Não. Você?

- Me sentindo como o inferno.

- Você se parece com um inferno.

- Diz a garota pingando como um cachorro molhado.

Eu dou uma meia risada, ele meio dá de ombros.

- Você é um óótimo amigo. - Reviro os olhos.

Ele cutuca sua torrada, mas não a pega.

- Então eu sou amigo novamente?

- É… acho que sim.

- Bom.

Eu me pergunto se essa interação conta como uma desculpa.

- Como ela está? - Eu não quero dizer o nome dela.

- Raivosa.

- Sinto muito. - Eu não sinto. Mas tenho uma vontade esmagadora de provar que ainda podemos ser amigos. Há uma dor de verdade dentro de mim que precisa dele. - Eu não quis estragar as coisas. Eu não sei o que deu em mim…

Ele esfrega suas têmporas.

- Por favor, não se desculpe. Não é culpa sua.

- Mas se eu não tivesse te arrastado para dançar…

- Laura - Ross fala lentamente. - Você não me fez fazer nada que eu não quisesse fazer.

Meu rosto esquenta enquanto o conhecimento explode dentro de mim como dinamite.

Ele gosta de mim. Ross realmente gosta de mim.

Mas logo que a informação é digerida, é substituída por confusão, por uma noção tão doentia que joga minhas emoções para o lado oposto do esperado.

- Mas você ainda está com ela…?

Ele fecha seus olhos com dor.

Eu não consigo controlar a minha voz.

- Você passou a noite com ela!

- Não! - Ross diz abrindo os olhos rapidamente. Não, não passei. Laura, eu não passo a noite com a Courtney há muito tempo. - Ele me olha suplicante - desde antes do feriado!

Eu não entendo porque você não termina com ela. - Eu estou chorando. A angústia de estar tão perto do que eu quero, mas tão longe é enorme.

Ele parece estar em pânico.

- Eu estou com ela há muito tempo. Passamos por muita coisa juntos. É complicado…

- Não é complicado. - Eu fico de pé e empurra minha bandeja para o outro lado da mesa. A torrada balança para o lado do prato e cai no chão. - Eu me coloco à disposição e você me rejeita. Eu não vou cometer esse erro novamente.

Saio tempestivamente.

- Laura! Laura, espera.

- Marano, está se sentindo melhor? - Eu pulo para trás, quase batendo com Kyle Burks. Ele está na nossa turma de História da Arte Medieval. É um ano adiantado, mas repetiu nessa matéria. Ross não gosta dele. Eu já conversei com ele algumas vezes, mas não somos amigos.

- Ah, oi Burks.

Está se sentindo melhor? - Ele repete.

- Hum. O que? - Eu olho para trás e Ross está de pé. Ele está prestes a me seguir, mas agora que vou Burks, ele não está mais tão certo.

Kyle ri.

- Vi você na entrada do dormitório ontem. Estava quase dormindo em pé. Então eu te carreguei até seu quarto.

Kyle esteve no meu quarto?

- Você está bem hoje? - ele enfia uma mecha de cabelo atras da orelha. Kyle tem um cabelo escuro e um pouco comprido e as sobrancelhas espessas.

Outra olhada em Ross. Ele da um passo para frente, mas então hesita de novo. Eu me viro para Kyle.

- Estou bem.

- Tem um pub irlandês legal em South Beach hoje à noite. Quer ir?

- Acho que não, já bebi o que devia ontem. Mas obrigada.

Tudo bem. Talvez outra hora? - Ele sorri e me cutuca. O que está acontecendo? - Quando você estiver se sentindo melhor?

Eu queria punir Ross. Machucá-lo assim como ele me machucou.

- Sim. Eu gostaria disso.

As sobrancelhas de Burks se levantam, talvez em surpresa.

- Legal. Então vejo você por aí. Ele sorri e o sorriso é tímido dessa vez. Ele sai e eu o acompanho com os olhos. Ele não é alto, quer dizer, é mais alto que eu óbvio. Mas não um garoto alto.

- Legal. - Ross diz atrás de mim. - Foi realmente legal falar com você.

Eu me viro.

- Qual é o seu problema? Você pode continuar namorando a Courtney e eu não posso nem falar com outro garoto?

Ele parece envergonhado. Balança um pouco o pé direito.

- Desculpe. - Ele me olha. Implorando. - Eu sei que não é justo pedir isso a você, mas eu preciso de mais tempo. Para resolver as coisas.

Olho bem para ele. Seus olhos me pedem o que eu seria sim capaz de fazer. Eu poderia sim esperar por ele. Se isso não me fizesse sofrer tanto. Ele passou todos os dias, quase o dia todo ao meu lado por quatro meses, passou finais de semanas e noites conversando e cantando para aí me dizer que não pode terminar um namoro que já não existe mais? Pelo que? Por costume de estar com ela? Ele quer ficar com as duas? Ele não pode ter isso. Não pode me ter disponível sempre que quer, vir atrás de mim quando ELA não está. Ele sabe o que eu sinto e eu sei que ele sente também, porém é como eu disse uma vez, nossos sentimentos podem até ser o mesmo… Mas está claro que são intensidades diferentes.

Quando respondo minha voz sai fria, exatamente como meu coração está agora.

- Você teve esse tempo inteiro para isso.

Caminho e quando me afasto lágrimas escorrem pelo meu rosto. Eu sei que ele ainda está lá. Olhando. Porém, não sou capaz de virar para trás.







 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...