História Laura e a última canção de amor - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Austin & Ally, Laura Marano, R5
Personagens Laura Marano, Personagens Originais, Ross Lynch, Rydel Lynch
Tags Laura Marano, Raura, Ross Lynch
Exibições 66
Palavras 2.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Capítulo 21


Seis dias. Seis dias que ouvi Ross dizer que precisava tomar uma atitude. Seis dias que ele terminou com a Courtney. E seis dias que ele ainda não falou comigo. Eu estou uma mistura de ansiedade e decepção. Eu gostaria que ele tivesse falado comigo no dia seguinte.      Eu esperei que ele falasse. Dei aberturas, não puxava muitos assuntos esperando ele mencionar algo. Ele fugiu de toda oportunidade para conversar comigo.

Eu não estou brava. Sei que ele deve ter um motivo para estar esperando, mas meu coração está num ritmo acelerado desde aquele dia. Toda vez que o vejo ele sobe e para na garganta.

Estou na aula de química e meu pensamento está tão longe que a boca do professor abre e fecha, mas não ouço nada. Romeu percebeu que eu estou diferente, ele sempre está falante puxando assuntos e fazendo piadas durante as horas de trabalho, mas hoje está quieto. Não disse nada.

O professor passa pelas mesas entregando uma folha de exercícios sobre o assunto da aula. Olho para os enunciados e fórmulas e percebo que não vou conseguir fazer.

- Preciso da sua ajuda. - Digo. Romeu está olhando o papel, mas não escreve nada.

- Hã?... O que? - Ele diz.

- Preciso da sua ajuda com os exercícios. - Aponto para a folha.

- Ah, claro.

Ele resolve e deixa a lista no meio da mesa para que eu consiga ver o que ele faz. Conforme vai realizando as etapas da equação e simplificando as fórmulas, ele explica baixinho o porquê de cada etapa. Agradeço por ter ele em minha vida. Por que minha relação com Ross não podia ter sido tão simples quanto a minha com o Romeu? As coisas são tão fáceis entre nós, mas com Ross é sempre uma avalanche, a tranquilidade dura pouco e logo é interrompida por toneladas de problemas que descem devastando o que aparece pela frente.

Eu e Romeu terminamos os exercícios juntos. Depois de cinco explicações e resoluções de exercícios iguais, eu já entendi o método e sabia o que fazer. Os outros exercícios eu fiz, ele corrigiu e entregamos juntos. Saímos em silêncio, o que é raro. Ele coça o espaço atrás da orelha e vejo que ele está impaciente. Ele quer falar. Eu sei que quer, mas está respeitando o espaço que acha que eu preciso. Ele é um cara especial, espero que seja feliz.

- Você pode falar se quiser. - Digo.

Ele me olha e ri.

- Você está bem? Ficou muito tempo em silêncio- Pergunta.

- Eu estava só… - Dou de ombros - Pensando.

- É o Ross?

Sorrio.

- Eu deveria imaginar que um cientista como você não deixaria de perceber.

- Está na tua cara. - Ele diz. - E na dele.

Suspiro.

- Eu queria que as coisas fossem mais fáceis entre nós. Como é com você.

Ele sorri e coloca o braço sobre meu ombro.

- Tudo que não envolve sentimentos são mais fáceis. O amor é complicado. - Não respondo. - Quero dizer… - Ele continua. - Não que entre nós não tenha sentimentos. Eu adoro você e acho que você também gosta de mim. Só que não é amor, aquele que formiga os dedos e falta o ar. Cada caso é um caso Lau.

Passo meu braço na cintura dele.

- Obrigada.

Encontro Ross no corredor. Ele dá pequeno sorriso, mas segue adiante. Não diz bom dia, nem bagunça meu cabelo ou tranca minha passagem e diz que só poderei continuar se bater na sua mão, que está há vários centímetros sobre a minha cabeça. Não faz nada do que sempre fazia. Ele simplesmente sai. Meu coração aperta. Por que ele precisa de tanto tempo assim?

A aula de linguagem fotográfica está complicada. Ainda faltam duas fotografias para a gente concluir o ensaio, mas agora será difícil realizar alguma coisa. Estamos na aula de história da arte antiga e medieval, ele não senta ao meu lado, senta do outro lado da mesa, ao lado do Kyle, que ele não gosta. Ele prefere ouvir as gracinhas que Burks sempre diz e que o irritam muito a sentar do meu lado? O que está acontecendo?

Eu tenho a sensação que estou num filme. Eu olho para ele e seus olhos estão no caderno. Eu viro para a professora e posso jurar que ele está olhando para mim, mas quando encaro e seus olhos ainda estão no papel parece que estou vendo coisas. Escrevo algumas linhas das informações que estão quadro e agora tenho certeza que ele está olhando. Eu tento me concentrar, mas seus parecem fogo queimando minha pele. Minha mão começa a suar. Eu o encaro. Ele não desvia. Ele estuda meu rosto. Seus olhos estão intensos. É como um jogo. Quem aguenta mais. Eu estou queimando. Perco. Abaixo os olhos para o meu caderno.

Após o almoço caminho sozinha até a aula de anatomia. Repassando aquele momento eufórico/confuso da manhã. Romeu não estava na nossa mesa, ele estava sentado com uma garota ruiva. O que eu estranhei. Romeu é muito tímido, e já me disse que tem pavor com garotas bonitas. Disse que na primeira vez que me encontrou rezou para que todos os deuses gregos e romanos o ajudassem porque um não seria suficiente. Deu certo, até piada ele fez na primeira vez que nos vimos. E eu fiquei feliz em saber que ele me considera bonita. A garota que ele estava no almoço era linda, e eles pareciam conversar a vontade. Desejei o melhor para ele. Quando chego na sala de anatomia, Romeu já está lá, mas não conversamos sobre a garota. Eu não quero deixá-lo tímido. Se ele quiser falar sobre ela, vai falar.

Nós fazemos um trabalho e por sorte terminamos em sala. Saímos aliviados depois de duas aulas inteiras anotando os nomes dos ossos e sua localização. Encontramos Amaya, ela continua comigo e Romeu vai para sua aula de CDI (Cálculo Diferencial Integral). Nós vamos até o café e sentamos num banco na Ala Sul.

- Rydel me contou. - Ela está com um sorriso amplo nos lábios.

Eu sei do que ela está falando. Rydel me contou também. Ross terminou com Courtney. Tudo estava nos eixos.

- Eles terminaram!!! - Amaya cantarola.

Não consigo deixar de sorrir.

- Sim. Há uma semana. E ele ainda não falou comigo. - Desabafo.

- Ele vai. - Ela diz baixo.

Ela passa a mão levemente o sobre a minha, com carinho. Ok universo, algo de muito estranho está acontecendo hoje. O Romeu com uma garota no almoço até entendo, mas A AMAYA SENDO DELICADA?!? A japonesa é um furacão tagarela que diz o que dá na telha em alto e bom som, sem gentileza nenhuma.

- Obrigada Amaya.

Eu distraio meus pensamentos de Ross. Amaya fala muito e conta sobre o dia dela, que como sempre foi cheio de emoções. Amaya é daquelas pessoas que não têm vergonha de se impor. Se ela vê algo errado ela diz. Não se importa se a pessoa vai se ofender ou não, o que é certo é certo e o problema não é dela.

- É sério Laura, a garota jogou o pacote de bolacha no chão!  Citei várias leis ambientais. Disse a ela: “não me importo se você é inconsequente, mesquinha e egoísta se isso não me envolver, mas essa sua atitude irresponsável envolve o mundo em que eu vivo, meu espaço e ambiente de estudo. Proponho que você junte esse pacote agora e jogue na lata de lixo. O que vai ser do mundo com pessoas como você?” Aí sabe o que ela me respondeu?

- O que?

- Disse: “dane-se o mundo” e jogou o cabelo. JOGOU O CABELO. Aquilo eu não aguentei. Continuei: “para fazer e dizer isso seu cérebro deve ser tão vazio quanto a lata de lixo da sua casa, já que você joga tudo pelo chão.” Eu saí, mas ficou um burburinho atrás de mim, as pessoas começaram a comentar e a seguir meu exemplo. Quando eu estava quase no fim do corredor alguém gritou “ELA JOGOU.”  E eu fiquei tranquila sabendo que fiz meu papel.

Eu não sei se rio ou se fico em choque.

Assim que termina meu tempo de descanso tenho mais duas aulas de arte, Ross senta ao meu lado, mas não conversamos. Essas aulas são longas demais. Eu sinto seu perfume, ouço sua voz e isso dói mais. Quando a aula acaba e o sinal bate, ele foge de mim. Levanta rápido, diz que está atrasado e sai em disparada. Eu fico olhando para a porta sem reação, desejando que ele volte.

No jantar como com Rydel e Georgia. Nós falamos sobre várias outras coisas menos sobre Ross. Eu fico aliviada por não tocarem no assunto. Não estou interessada em falar disso. Subo para meu quarto, ainda tenho trabalhos para fazer. Tomo banho e coloco um vestido fino. Está muito abafado dentro do quarto e mesmo com o cabelo preso preciso abanar o pescoço de vez em quando.

Eu estou olhando para uma folha em branco pensando nas palavras que tenho que escrever para o artigo de microbiologia de pelo menos 500 palavras. Desejo ligar para minha mãe e pedir sua ajuda, ela já escreveu tantos artigos até maiores que esse.

Meu celular apita. E meu coração para ao ler a mensagem de Ross.

 

De:[email protected]

Data: quarta, 07 de dezembro de 2016   20:32

Para: [email protected]

Assunto: (sem assunto)

Preciso te contar algo. Estou na frente do US. Você pode vir até aqui?

 

Minhas mãos estão suando. As coisas repassam pela minha cabeça. Rydel me disse que ele e Courtney realmente terminaram. Eu ouvi ele dizer que precisava tomar uma atitude. Ele me disse que precisava de um tempo para pensar. O tempo acabou. É isso. Não consigo evitar a expectativa que cresce em mim, é como uma hera subindo pelas paredes, alta e sem rumo.

Desço o mais rápido que posso, às vezes dois degraus de uma só vez. Passo pela porta do dormitório e ando acelerada até o prédio das salas. São os 400m mais longos que já caminhei o ano todo.

Ao longe avisto Ross. Ele está com uma camiseta vermelha, a cabeça abaixada e as mãos nos bolsos. Ele parece nervoso. Eu também estou nervosa. Isso quer dizer que estamos pensando a mesma coisa?

Quando chego ele me encara, não consigo adivinhar suas emoções pelos seus olhos, mas só pode ser isso. Tento segurar o sorriso o máximo que posso, mas é inevitável que uma pontinha suba.

- Oi. - Digo. Meu coração está aos pulos.

- Oi. - Ele diz. Sua voz está vacilante. - Preciso de te contar uma coisa. - Ele abaixa os olhos rapidamente e volta a me encarar. -  Não dá mais para evitar.

É isso, ele vai se declarar. Não posso deixar. Não deve ser assim. Eu esperei por meses por esse momento e mudo de ideia agora.

- Não. Digo. Suas sobrancelhas se unem em confusão. - Espera. Eu preciso dizer algo antes.

Uma pausa.

- Eu estou guardando isso a tempo demais. Ross, eu preciso dizer. Eu amo você. Eu acho que o amo desde a primeira vez que te vi. Você é o que eu tenho de mais certo na minha vida e não quero ter que esconder esse sentimento tão bonito. - As palavras saem como um desabafo e me sinto aliviada por tê-las dito. E sorrio. Não sinto vergonha de ter dito, tenho tanta certeza disso que nem me assusta mais. - Eu sei que você sabe. E sei que você sente também. Decidi dizer agora porque preciso dizer antes que você me diga qualquer coisa. Eu esperei e agora quis tomar uma atitude. E estou muito feliz por ter me aberto com você.

Olho para Ross, mas a expressão dele é diferente da que eu estava esperando. Ele respira, engole, olha para mim. Olha meus olhos. meu nariz, minha boca. Ele aperta os olhos. Suas sobrancelhas estão unidas. Eu estou confusa. Ele abre a boca, mas nenhum som sai. Fecha. Respira. Abre os olhos. O desespero cresce em mim. Ele tem lágrimas nos olhos.

- Laura, eu vou embora para Los Angeles. No domingo.

Oh Meu Deus!

 



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