História Lay All Your Love On Me - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Farosella, Universo Alternativo
Visualizações 113
Palavras 1.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aqui está o segundo capítulo! Obrigada a todos que favoritaram e comentaram =)
Espero que gostem!!

Capítulo 2 - Julgamentos nem tão errados assim


Passei algum bom tempo circulando pelo grande colégio atrás de Ana Paula, que trabalhava como uma guia turística, me levando a conhecer todo o ambiente. Duvido muito que tenha decorado um terço dos locais em que passei. Mas continuo minha firme tarefa de acompanhá-la.
Assim que o sinal bateu, quase fomos pisoteadas pela horda de alunos que saíam desgovernados em direção ao pátio. O sinal que para eles era o anúncio de fim do dia, anunciava o início do meu. Ana nos levou de volta para o conjunto de salas destinados ao corpo docente, mas desta vez, entramos em uma sala ampla, cheia de arquivos, estantes com livros, quadros de avisos e uma mesa oval ao centro.

-A sala dos professores. –Ana apresentou, me fazendo entrar – Vamos aguardar os outros, que já devem estar saindo de suas salas.

Não foram mais que poucos minutos até Patrício entrar pela sala apressadamente, terminando alguma chamada no celular e colocando documentos na frente de Ana, sem dizer nada. No mesmo instante ela baixou os olhos para lê-los, separando em dois grupos e assinando o que deveria. Patrício dirigiu-se a mim:

-E então? Se divertiu no passeio?

-Foi interessante. O colégio é lindo... E gigante!

-Você se acostuma! – Disse após rir de meu comentário

Não tivemos tempo para mais conversas pois logo algumas pessoas desconhecidas começaram a entrar na sala. Os outros professores, supus.
Todos tinham uma rápida reação de choque ao me ver sentada em uma das cadeiras. Logo tentavam desfazer a surpresa, deixando seus materiais de ensino e sentando em volta da mesa. Patrício apontava para as pessoas, me dizendo seus nomes e suas áreas de trabalho.                 O diretor deu início à reunião, esclarecendo o afastamento do antigo professor de história e colocando em pauta outros assuntos. Estava para me apresentar formalmente quando foi interrompido:

-Já cheguei! – Ergui meus olhos para encarar o homem que acabava de entrar na sala com seu comentário zombador, seu porte físico definido, o apito pendurado sobre o pescoço, o sorriso ligeiro e debochado. – Vocês não tem ideia do que são crianças dentro de uma quadra de esportes!

-Sempre atrasado, Henrique! – Patrício revirou os olhos, indicando a cadeira para o homem se sentar. Prosseguiu em seguida – Como dizia... Paola veio nos ajudar neste momento difícil. Ela é uma grande amiga de longa data, com um porte de experiências avançadas que, creio eu, serão de grande serventia por aqui. Espero que possa contar com vocês para fazê-la se sentir em casa!

Todos assentiram e após mais alguns assuntos comentados, a reunião deu-se por seu fim. Vários professores, agora colegas de trabalho, vieram cumprimentar-me sendo solícitos em oferecer-me alguma ajuda ou simplesmente desejar-me as boas-vindas. Percebi alguma movimentação quando o tal professor que chegou atrasado afastou-se para o fundo da sala.

                Algumas professoras auxiliares, mais jovens, o acompanhavam. Sorriam forte, jogando os cabelos em uma tentativa de aproximar-se dele e serem notadas. Pelos gritos, pareciam estar disputando um horário de almoço com o tal homem. Ele, por sua vez, retrucava aos flertes das mulheres, sorrindo e respondendo alguma coisa difícil de compreender daquela distância. Embora o julgamento não fosse parte de meu caráter, foi difícil não pré julgar a situação ali presente. Tudo me parecia muito clássico. O homem alto, forte, musculoso e sedutor cercado por todo o tipo de mulheres interessadas. Me parecia um perfeito Don Juan, pronto até mesmo a seduzir as colegas de trabalho que lutavam pela chance de estarem em sua presença. Olhei mais uma vez para forma como ele correspondia aos claros gracejos das mulheres e não pude deixar de revirar os olhos em desacordo com o que via.
                Por outro lado, não poderia simplesmente julgar o homem sendo que mal o conheci. Não sabia nem do que estavam falando direito e toda minha percepção poderia estar completamente errada. Além de tudo, havia um último ponto e o mais importante de todos:

Não me dizia respeito.

 

Ana logo me tirou de meus devaneios chamando-me para almoçar em um restaurante próximo do colégio. Fomos andando até ele e no caminho pude conhecer um pouco mais daquela mulher fora de seu eu profissional. Ela era livre, divertida, animada. Nem um pouco séria como parecia ser atrás de uma mesa. Já a queria como uma amiga.
Chegamos ao local e encontramos Patrício nos aguardando em uma mesa reservada para nós. Embora parecessem ter muitos assuntos pendentes e sérios para conversarem, dedicaram toda sua atenção para mim não permitindo que ficasse de fora de nenhuma conversa.

Após o almoço resolvi voltar para o colégio. Minhas aulas começariam amanhã e precisava arrumar muita coisa até lá. Ana já havia me passado o conteúdo dado em sala de aula pelo outro professor e eu sabia exatamente de onde deveria recomeçar. Abri meus livros e comecei a estudar na sala dos professores, completamente vazia naquele horário.
Depois de algumas horas trabalhando freneticamente, já havia terminando o conteúdo suficiente para a aula, mas não estava satisfeita. Ainda faltava algo. Alguma data, alguma informação a mais. Rapidamente me lembrei da grande biblioteca que Ana me apresentou mais cedo. Me levantei e tentei encontrá-la.

Era óbvio que não seria tão fácil assim. Tinha certeza que já cruzei este corredor umas quatro vezes e logo me encontrei terrivelmente perdida. Não havia ninguém para me informar. Nem uma única alma viva, nem um único aluno matando aula.
Já pensava em gritar por socorro quando percebo uma porta dupla aberta no meio do corredor. Não era uma sala de aula, com certeza. Talvez fosse alguma área da secretaria, ou das zeladoras.
 Corro em desespero, entrando por ela e já chamando por alguém:

-Por favor, alguém poderia me dizer onde fica... – Percebo que entrei em uma quadra de esportes interna. Congelo quando percebo duas pessoas no ambiente. Forço minha mente para tentar me recordar delas.

A primeira era uma mulher jovem, nova, eu diria, de longos cabelos vermelhos. Se me lembro bem das descrições de Patrício, era uma das auxiliares do ensino infantil. Ela estava de pé, com as mãos espalmadas, jogando seu corpo sobre um homem. Percebo que ele estava sem camisa antes de me direcionar para seu rosto e reconhecê-lo:

O professor atrasado da reunião.

 A mulher me encara friamente, em uma expressão que não sei decifrar ao certo o que é. Ele, por outro lado sorri calmamente como se eu não estivesse atrapalhando algum momento muito íntimo:

- Onde fica o que? – Ele me pergunta

Não consigo responder. As palavras saem de minha boca e sinto meu rosto corar de vergonha. Pisco com força até que consigo responder finalmente:

-A biblioteca! – Engulo em seco- Onde fica a biblioteca?

-Vire a esquerda no final deste corredor, vai ouvir a bibliotecária de longe gritando por silêncio – Comenta, rindo em seguida.

Ignoro completamente a piada. Acho que consigo agradecer, em voz muito baixa, antes de sair correndo dali. Viro o corredor e logo encontro o lugar desejado.

Passei pouco mais de uma hora até achar o livro certo, mas finalmente saio com ele em mãos. Com muito medo, passo outra vez em frente à quadra de esportes, mas percebo que desta vez as portas estão fechadas. Ao menos não precisarei encontrar aqueles dois novamente.
Enquanto tento voltar para a sala de professores, minha mente é incapaz de fugir dos acontecimentos anteriores. Tive receio em julgar um colega de trabalho pela primeira impressão, mas agora percebo que não estava muito errada em meu julgamento. Aquele homem usa da boa aparência para poder cercar as mulheres, que não parecem querem escapar das tentativas dele. Não sei exatamente que momento cheguei a atrapalhar, mas com certeza não era um momento muito família.
 Simplesmente não consigo suportar esse tipo de futilidade. Era óbvio que ele daria em cima das mulheres, certo? Certo!
Eu mal tinha começado naquele colégio, mas já sabia de uma coisa:

Queria distância daquele homem.

E assim completava meu pensamento, pensando em como estava me afastando de más influências quando entro na sala onde deixei todo meu material. Quando olhei para a mesa, percebi que alguém folheava meus livros bagunçando as anotações, perdendo os papéis avulsos onde deixava meus relatos de aula e rabiscando em meus cadernos.

Dirigi meus olhos para a cadeira onde estava sentada e percebi que ela estava ocupada. Só então pude encarar a pessoa nos olhos e constatar, irritada:

Era ele


Notas Finais


Treta? Será?
Veremos...
Deixe aqui nos comentários se está gostando, ou o que espera, desta fic.
Um grande abraço a todos ^^


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