História Lay Me Down (Ziam Mayne) - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Ed Sheeran, Kristen Stewart, One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Boyxboy, Drama, Gay, Larrystylinson, Liam, Liampayne, Nedshoran, One Direction, Romancegay, Zayn, Zaynmalik, Zeeyumx, Ziam, Ziammayne
Exibições 91
Palavras 1.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oiee, vocês nunca me respondem, mas vou continuar perguntando. ceis tão bem? lkfklsdf

voltei hoje porque sim. aliás, viram a capa nova? eu particularmente achei um amorzinho *-*

boa leitura <3

Capítulo 29 - Call


A forma como Zayn lidava com as coisas era doentia. O que fazia sentido apenas pelo fato de ele realmente estar doente. Era aceitável, mas não fácil de lidar.

As coisas ruins que lhe aconteciam, o faziam causar mau para ele mesmo. Fosse bebendo, fumando maconha até não lembrar do próprio nome, socando as coisas, etc. A forma mais saudável era grafitando as paredes de seu quarto, mas Zayn não se considerava uma pessoa saudável.

Não, não que ele estivesse fazendo algo naquele momento. Ele só estava pensando no quê diria para a Dra. Ivy, sua psiquiatra.

"Zayn Malik." A voz da mulher soou, e o moreno se levantou com Louis em seu encalço.

"Prefiro que espere aqui fora, tudo bem?" Pediu.

"Tudo bem, qualquer coisa me chama." Beijou a bochecha do amigo. "Eu te amo."

Malik assentiu e entrou na sala, sendo recebido por um sorriso da mulher. Ainda em silêncio, se sentou.

"Quanto tempo não nos vemos." Ela começou. "Como estamos?"

"Bem."

"Uhum, claro. Essas respostas realmente me convencem." Apesar das palavras, ela não soava rude. Eles eram amigos acima de tudo. "Se veio aqui tão urgentemente, algo aconteceu."

"Odeio a forma como você me lê. Deveria ter vindo com um saco de pão na cabeça."

"Seja direto, Malik. Fez o que dessa vez? Se drogou, brincou com lâminas... apenas diga." Colocou a data na ficha com o nome do paciente.

"Me droguei." Crispou os lábios, a tensão tomando conta do ambiente.

"Com o quê?" Perguntou não parando de escrever.

"Os antidepressivos que você passou, analgésicos, essas coisas."

"Quem veio com você hoje?"

"Louis."

"Daqui a pouco vou pedir pra ele entrar, mas continue. O que te levou a fazer isso?" Voltou a olhá-lo.

"Vontade."

"Só isso? Eu duvido."

"Pra mim é o suficiente." Cruzou as pernas. "Eu tava assistindo um filme que me deu vontade de tomar remédio. Então eu tomei."

"Qual era o filme?"

"As Vantagens de Ser Invisível."

"Tem certeza que foi apenas uma vontade sua, ou o filme te deixou para baixo?"

Uma pausa.

"Você já assistiu o filme com esse intuito, estou certa?" Perguntou cuidadosa.

"Talvez." Respondeu para dentro, brincando com seus dedos sobre o colo.

"Entendi." Ivy escreveu mais algumas coisas, observando o paciente vez ou outra. "Quer me perguntar alguma coisa, Zayn?"

"O que você vai falar pro Louis?"

"Nada além do que ele já saiba. Vou apenas reforçar umas coisas que vocês pareceram esquecer."

Zayn assentiu e se levantou, liberando a alma através de um suspiro ao que abria a porta do consultório para chamar seu amigo.

Dra. Ivy repetiu algumas coisas que havia dito para Zayn, e pediu para Louis explicar para Waliyha as horas que os remédios precisavam ser tomados, porque como ela mesma disse, ruim com eles, pior sem eles. Zayn se sentia como uma criança incapaz.

"Então é isso. Essa é a receita com os remédios novos. Alguma dúvida, Louis?"

"Não, entendi tudo." Meneou a cabeça.

"E você, Zayn?"

Malik limitou-se a negar com a cabeça.

"Tudo bem, espero não te ver antes dos três meses." Ela disse para Zayn, que riu sem humor e concordou.

Os dois amigos seguiram em silêncio até a hora em que entraram no carro que Styles tinha deixado com o namorado. Louis tocou o joelho de Zayn e sorriu levemente.

"Vamos pra Uni direto ou você quer fazer alguma coisa?"

"Queria passar na farmácia logo, mas antes... fuma um comigo?" Perguntou ainda olhando para frente.

"Você ta mal?"

"Preciso estar mal pra fumar um? Se não quiser eu briso sozinho, mas isso sim vai ser triste." Riu fracamente.

"Tudo bem." Sorriu mais abertamente, se inclinando pra beijar a bochecha do amigo.

"Por isso que eu te amo."

-

Quando o horário do almoço chegou, Zayn já podia enxergar batata frita no lugar da cabeça das pessoas. Sua fome era tão grande que seu estômago roncava e doía, assim como seu humor havia ficado instável.

Se contentando com a comida fornecida pela Universidade, Malik esperava na fila como um aluno exemplar. Seu pé direito parecia disposto furar o chão pela insistência que batia no mesmo, e suas unhas serviam como um bom prato de entrada.

No entanto, se enganava quem pensava que todo esse nervosismo e ansiedade eram apenas pela fome. Seus pensamentos estavam em seu namorado que não respondia suas mensagens, e quando o fazia, sempre fugia da resposta para a pergunta "tudo bem?". Chegava a ser insuportável.

Mas seu celular vibrou.

"Posso te ligar? To em horário de almoço" ~12:34pm

"to na fila pra comer, mas pode ligar. vc ta me preocupando" ~12:34pm

*Liammmm's call*

"Tudo bem?" Zayn disse primeiro, mordendo os cantos dos dedos já que não tinha mais unha.

"Eu não queria falar isso por aqui, nem que fosse dessa forma, mas acho que a gente precisa dar um tempo."

Silêncio. Zayn tentava pensar se alguma palavra tinha sido perdida pela velocidade que foram proferidas, mas a frase parecia completa em sua mente.

"Por que não to surpreso? É normal, as pessoas costumam me abandonar quando conhecem o lado que faço questão de esconder."

"Esse não é o ponto. Eu to confuso, Zayn. Você pode me chamar do que quiser, mas ontem não foi um dia fácil. Depois que saí da sua casa, quero dizer."

"Continua." Pediu mordendo o dedo com mais força para não gritar.

"Eu disse pros meus pais que a gente tava namorando, e bom. A reação deles não foi uma das melhores."

"Espera. O que?" Disse um pouco mais alto, chamando a atenção do casal à sua frente. "O que aconteceu?"

"Eu apanhei. Na cara." Respondeu pausadamente, um suspiro ao final.

"E você quer um tempo pra pensar se tudo isso vale a pena? Você me disse uma vez que sabia que não seria fácil se assumir para os seus pais, e eu te disse que estaria com você independente do que acontecesse, lembra?" Perguntou quase magoado.

"Eu te amo."

"De verdade?" Suspirou. "Porra, eu to aqui com você, Liam. Não é como se eu tivesse te forçado a isso esse tempo inteiro. Eu sentia reciprocidade."

"Ela ainda existe, acredite em mim. Eu só... não sei o que faço agora. Não sei pra onde ir, simplesmente não sei. E isso me assusta, porque eu costumava ter planos."

"Você acha que nada me assusta?" Respirou fundo para não começar a chorar ali mesmo. "Te amar me assusta, ter alguém que me ama me assusta, você tem noção?"

"Não chora." Pediu, mas ele mesmo já estava chorando. Sua voz estava embargada.

"Vai tomar no seu cu." Bufou saindo da fila, seguindo em direção aos banheiros.

"Não faz assim, por favor. Eu quero que tenhamos a melhor relação, e acho que pra isso eu preciso de um tempo pra amadurecer."

"Por acaso eu te atrapalho a fazer isso? Que merda, você foi a porra do primeiro cara que eu me permiti sentir, e você ta me machucando."

"Me dá uma semana? Só isso. Eu vou reorganizar tudo, tentar me estabilizar. Eu te amo, Zayn. Porra, te amo pra caralho."

Zayn se trancou numa das cabines e abaixou a tampa da privada para sentar. Sua vontade era de gritar e socar as coisas até se acalmar, mas ele não o faria. Não ali.

"Amor?" Liam chamou, sua voz beirando o desespero. "Você ta me ouvindo?"

"Sim." Cobriu a boca com a mão tentando abafar o choro. "Eu vou desligar."

"Não, onde você ta agora? Ta menos barulhento."

"Eu não vou me matar, eu só quero chorar e não quero que você ouça." Engoliu um soluço.

"Amor, eu não to terminando com você. Por favor, não veja dessa forma. Você é uma das melhores coisas que me aconteceram, eu não quero te perder."

"Então pra quê a droga do tempo? Eu não quero isso, eu não quero. Você-" Começou a dizer rapidamente, emendando as palavras aos soluços.

"Amor, se acalma." Pediu tentando se acalmar também.

"Vai tomar no seu cu, não me manda ficar calmo." Soluçou. "Eu nem queria estar chorando, olha o que você ta fazendo comigo."

"Chorar pode aliviar, amor. Faz de conta que eu to te abraçando. Mas por favor, se acalma."

Então ele chorou. Chorou pela droga de seu fim de semana, pela merda que estava acontecendo na vida de seu namorado e com o seu namoro, por toda a tensão de seu TCC, pelas palavras que precisou ouvir de sua psiquiatra, por tudo.

"Ta melhor?" Liam perguntou minutos depois quando ouviu a respiração do menor se acalmar.

"E-eu não quero que você termine comigo." Limpou o nariz com as costas da mão.

"Se soar mais fácil, pense que é só uma semana que eu to sem celular, pode ser? Eu também vou tentar pensar dessa forma."

"Que seja." Estalou a língua no céu da boca.

"Eu vou te ver quando tudo acabar, okay? Eu te amo, não esquece."

"Uma semana." Respondeu ainda com a voz embargada, e encerrou a ligação antes que pudesse ouvir a resposta de Liam.


Notas Finais


:)


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