História Le petit lâche, Couleur tomate. - Capítulo 8


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël
Tags Adrinette, Disputa Amorosa, Ladynoir, Marichat, Marinath, Nathanette, Triângulo Amoroso
Visualizações 58
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Eu sei quem é você


— Mas eu preciso tirar isso a limpo Tikki. — Sussurrava para sua kwami enquanto guardava seu material no seu armário da escola. 

— O que eu quero dizer é que não deve agir de formar precipitada. 

— Eu sei, mas...  — Foi interrompida assim que Tikki sentiu a aproximação de alguém e se escondeu em meio aos materiais. 

— E ai amiga! — Alya, se aproximou da garota e a segurou pelos ombros, demonstrando um entusiasmo maior que o habitual. — Me conta como foi ontem?

Marinette foi tomada pela mesma euforia. Iniciou um relatório detalhado sobre todo o "encontro" que teve com seu Adrien. Ocultou o fato de ter parecido uma tola, o que Alya não deixou passar batido, já que conhecia muito bem sua amiga atrapalhada. Entretanto esqueceu de relatar as ligações de Nathanael ou do alerta do Adrien, sobre a desonestidade dos sentimentos do menino. De alguma forma esse acontecimento ficou escondido no memoria da menina.

 As meninas riam em sintonia, com as situações embaraçosas que havia se metido. Até a menina de chiquinha subitamente calar e petrificar. Seu rosto perdeu a cor, a morena notou a mudança repentina da jovem, girou o rosto para ver o que a tinha abalado, acreditou ser o “amado Adrien” que escutava toda a conversa, contudo não conseguiu ver nada especifico, somente alguns alunos entrando eram Rose e Juleka, e de relance um borrão vermelho que sumiu rapidamente de sua vista assim que atravessou porta, única coisa que reparou do menino é que ele estava de cabeça baixa marchando em direção a seu armário. 

 A mestiça percebeu quando o ruivo entrou no recinto, mas não foi isso que a inquietou, tudo aconteceu no instante em que os olhares se encontrara, algo que durou segundos, o tempo suficiente para a garota ser impactada e recordar da parte esquecida de sua estória. Ela sempre encontrava com aqueles olhos turquesa, mas nunca teve significativa emoção para sequer contabiliza, como as mansas ondas da orla da praia que acariciam suavemente os pés, e desmancham em espumas. Contudo dessa vez, o par de orbe turquesa escondidos em meios aos fios vermelho sangue, tornaram-se perigosamente poderoso, isso fez o estomago dela congelar. Exatamente a mesma emoção que Ladybug teve. Um sentimento muito parecido com o medo, foi o que ela conseguiu constar. 

 

Nathanael não a cumprimentou quando a viu conversando, diferente do que havia se convencido de fazer todos os dias. Nitidamente melancólico, e acovardado, sustentar a visão para a menina com o olhar de maré, estava envergonhado demais pelo que aconteceu para encara-la. O garoto covarde, havia ligado no dia anterior para Marinette em uma tentativa de se desculpar e se certificar que não foi demasiadamente estúpido ao mentir. Não tinha a intenção de força-la a nada, mas queria ajudar a manter seu segredo. Porém ela recusou todas as ligações dele, obviamente havia perdido toda e qualquer chance de amizade por conta de sua mentira imprudente. 

— Oi? terra chamando Marinette. — Alya a chamou pela terceira vez, Nathanael estava em seu armário guardando alguns de seus materiais, enquanto tentava resistir ao desejo de espionar as duas meninas conversarem.

— Sinto muito, me distrair. — Marinette disse, pareceu estar perdida em seus próprios pensamentos.

— É feio um moleque espionar. — Constatou Trixx, mas somente constatou, pois ele mesmo estava muito interessado em ouvir a conversa e deixou bem claro quando encostou sua orelha na parede interna do armário, para escutar do outro lado.

— Trixx, isso é errado. — O ruivo sussurrou tentando ser discreto.

— Calado. Você não sabe que em algumas culturas eu sou considerado um deus? Regras não se aplicam a mim. — A criatura foi puxada pela cauda, e ficando nitidamente nervoso.

— Deus? No mínimo um rato voador. — A miniatura de raposa inflou as bochechas irritado com o apelido. Se preparou para responder algo, mas desistiu ao ouvir o nome "Renard Roux" sair da boca da garota mais morena. Mesmo Nathanael não resistiu à tentação e quietou até a própria respiração se concentrando na fala.

— Então, você já viu? — Era a morena que falava. — Esse garoto meio raposa. Gosto do Chat Noir, mas esse Renard Roux é diferente. O que você acha dele?

— Eu? Não sei, não conheço ele... — Era Marinette que se dizia — Mas se eu o conhecesse diria que ele é assustador. Quero dizer não assustador, mas como sinistro, mas alguém que inspira confiança.

— Sinistro? Acho que ele é  tão maduro e misterioso, totalmente diferente do Chat Noir.  Até acho que ele combina mais com a Ladybug. Eu shippo. Ladyroux ou Rouxbug.

— O que? — No tom de voz da mestiça, Nathanael identificou que jugou ser nojo, mas era só surpresa.

— Ah você sabe amiga. Shippe aquilo que fazemos quando torcemos para um casal... — Elas se afastaram aos poucos até ficar um som intangível ao ruivo.

Nathanael ficou parado no mesmo lugar processando o que tinha ouvido. Que tipo de situação embaraçosa havia se enfiado. Aquilo que era um total absurdo, Alya não percebia que estava expondo a sua melhor amiga ao constrangimento. Parecia que o próprio ruivo era o único que sabia do segredo de Marinette. Essa realidade pesou seus ombros, era uma responsabilidade grande demais para um garoto tão covarde. Trixx tentou anima-lo e convence-lo de seu potencial e não obteve resposta, revirou os olhos vendo que qualquer tentativa de convencimento seria uma energia perdida. Frustado, abaixou a as orelhas em derrota e voltou ao seu esconderijo dentro do bolso do terno.

Terminando de guardar seu material, caminhou para sua sala. Entrou na sala, não olhou para nenhum dos lados sentou em seu lugar e fugindo para seu seguro mundo de tintas e rabiscos. Como sempre correndo de seus medos, nunca enfrentando. Covarde. Moleque chorão. Longe de ser homem de verdade. Se feria com as palavras afiadas, eram a dura verdade em que ele sempre se chocava. 

 

Marinette já tinha se decidido, sanar sua dúvida quanto a integridade do garoto, entretanto sua coragem se esvaiu. Cogitou que a melhor oportunidade que teria seria no intervalo, ou mesmo no final da aula. Assim teria mais tempo para pensar no que exatamente diria. Pensar.  Algo que infelizmente não seria capaz de fazer. Já que seu amado Adrien chegou em sala, tomado posse de cada centímetro de pensamento da mestiça. Pelo menos era o que usualmente acontecia. Agora, quando pensava no Adrien lembrara da estranha exigência. Quando pensava na estranha exigência, lembrada de Nathanael. No exato momento em que lembrava de Nathanael, seu estomago respondia congelando e revirando, como em montanha-russa. Por fim, foi incapaz de pensar coerente.

As lembranças e hipóteses giravam em turbilhão na mente da mestiça, fazendo com que a curiosidade corroer seu pudor. Influenciada por sua curiosidade, disfarçadamente olhou ao colega ruivo que sentava na última cadeira. Vendo por cima de seu ombro pode constar que o profundo envolvimento dele em seus desenhos, empenhando uma energia que ela nunca reparou nele antes. A face dele estava séria e diferente das expressões tímidas e coradas que ele sempre mostrava, era como se fosse outro, até mais maduro. Nath pressentiu que estava sendo vigiado, ergueu seu olhar em direção fazendo, por acidente, os mares cobalto e turquesa se chocarem e recuarem rapidamente acuados pelo o medo da profundeza desconhecidas que ambos vislumbraram.  De cabeça baixa ficaram por muito todo o tempo em que a professora ficou na sala.

Com a visão periférica ele identificou alguns dos alunos se levando e retirando-se da sala, ele expirou aliviado. Naquele dia haveria aula de educação física então ficaria sozinho em sala, ergueu vagarosamente a cabeça em direção do acento da garota, outro alivio ao ver que estava vazio.

 

— Nath, eu... — O suave tom de voz pegou o menino completamente de súbito. O fazendo cair de sua cadeira espalhando os seus desenhos em várias direções. — Sinto muito, te assustei? — A menina de maria chiquinhas tentou acalma-lo. 

O ruivo ainda no chão arregalou os olhos e não conseguiu dizer nada. Um estalo em sua mente lembrou de seus desenhos embaraçosos, apressou-se em esconder todos os desenhos espelhados antes que marinete os visse. Tarde demais, nas mãos da garota estava um desenho.

Uma garota com traços levemente asiático, com o cabelo amarrado em chiquinhas. O dedo indicador sobre a boca solicitando silencio e um joaninha que acabava de pousar nele.  As cores e traços gritaram mais profundos segredos da garota. O desenho do menino foi capaz de descrever o que o menino não tinha coragem em dizer em palavras. 

 — A quanto tempo você sabe? — Sem traço de humor em seu rosto

 — Já tem algum tempo. Ladybug.


Notas Finais


Então gente, comente.
o que você querem nos próximos caps? mais marichat? ou nathanette?

e ai o que gostaram mais nesse cap? e o que querem que eu faça no próximo


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