História Le Rosey Non desiderare la vita di coloro che non chonoscono - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Drama, Le Rosey, Problemas, Tragedia, Traição
Exibições 27
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Hannah - Padrões sociais são ridículos


Fanfic / Fanfiction Le Rosey Non desiderare la vita di coloro che non chonoscono - Capítulo 5 - Hannah - Padrões sociais são ridículos

 

Eu encarava o retrato do meu pai, era o meu segundo aniversário e ele sequer ligou durante esses dois anos. Será que ao menos se lembra da nossa existência ou finge que só vivemos em sua imaginação?

Atirei seu quadro no chão chorando. Até agora eu tinha esperado pacientemente que ele voltasse, que dissesse que tudo seria como antes. Mas eu já me cansei de me iludir e me sinto mal toda vez que tenho que mentir para o Dylan.

-O que está havendo? –Pergunta minha mãe atordoada chegando na sala. A única maneira de chamar sua atenção era fazendo barulho.

Ela encara o vidro quebrado, que eu mal percebi que cortou uma pequena parte da pele do meu pé. Mas tudo que ela olhava era o retrato quebrado, e ao se dar conta do que eu tinha feito, se aproxima de mim a passos largos e me dá um tapa tão forte que eu caio no chão e corto uma parte do meu braço ao tentar me equilibrar para não cair com a cara nos pedaços.

-Com que direito você faz isso, garota? –Ela grita, puxando meus cabelos. Seus olhos estavam instáveis, e se moviam como as bolinhas de tênis de mesa. Eles me assustavam.

Mas eu estava com muita raiva e tristeza para ceder ao medo. Estava cansada dela não dar a mínima para nós e só pensar no homem que nos abandonou.

-Ele não vai voltar, mãe. –Sustentei seu olhar descontrolado com o meu estável, tentando ignorar a dor do meu braço que fazia lágrimas caírem dos meus olhos, mas não era apenas pelo vidro que eu chorava. –E você sabe disso.

Antes que eu pudesse pensar em outra coisa, ela me deu outro tapa. Por sorte eu não caí em cima do vidro, porque eu não iria ter forças para me segurar. E naquele chão frio, com lascas de vidro quebradas eu comecei a chorar baixinho depois que ela saiu.

***

Meu dia não estava sendo dos melhores. Eu havia pegado o ônibus errado pela pressa de chegar logo à escola, e por esse mesmo motivo eu acabei chegando atrasada e nem reparo quando esbarro em uma garota e meus livros caem.

‘’Ótimo’’ Penso, já indo me desculpar. Entretanto percebo que ela estava passando gloss e que meu prejuízo foi pior com meus livros no chão, não era a única distraída ali.

-Ei, será que seus olhos estão só de enfeite? –A garota bufou, pegando o espelho que caiu no chão.

Eu estava irritada o suficiente por ter chegado atrasada, e seu tom de voz me transtornou mais ainda. Mas eu não poderia ser irracional a ponto de provocar uma discussão com uma granfina no primeiro dia de aula, isso não ajudaria em nada no meu histórico.

-Ah, foi mal, é que eu estou meio atrasada. –Eu digo meio apressada, arrumando minhas coisas.

Me surpreendi quando ela se agachou para me ajudar. Pelo menos teve a decência de perceber que eu não fui a única culpada aqui, ela ganhou um ponto com isso.

-Transferida? –A loira perguntou.

-Sim. –Olhei rapidamente para ela, que tinha cabelos curtos e loiros como o trigo, com o acompanhamento de olhos azuis de um estilo quase metálico. Depois voltei aos livros. –Qual é seu nome?

-Aria. –Se apresentou, me entregando o último livro. –Aria Lewis.

-Sou Hannah Sunset, prazer em conhecê-la, Aria.

Depois disso ela se despediu desinteressadamente e entrou na escola. Olhei as horas.

Estava dez minutos atrasada!

-Merda...

Me apressei para entrar no colégio e logo comecei a procurar pela minha sala. Aquilo era um grande labirinto, eu não sabia onde as coisas começavam e acabavam. Estava simplesmente andando em círculos.

Olhei novamente para o meu relógio. Já era 8:20.

-Eu realmente estou ferrada...

-Com certeza.

Virei minha cabeça na direção da voz masculina. Era um homem alto e moreno, estava de braços cruzados e uma expressão entretida no rosto, e parecia lutar para não rir.

-Eu... –Pigarreio. –Estou meio perdida, sou uma aluna nova.

Ele me encara.

-Ser aluna nova não lhe dá a liberdade de chegar a hora que quiser apenas por falta de informações.

Sério? Eu nunca na minha vida tinha entrado num lugar enorme como aquele e ele ainda quer que eu tenha que decorar a planta daquele lugar? Era como memorizar o alcorão em um dia!

-Acredito que essas normas sejam injustas levando em conta que é minha primeira vez neste lugar. –Eu franzi o cenho. -Não espera mesmo que eu saiba todas as informações no primeiro dia, não é?

Ele pareceu refletir sobre o assunto, mas depois estava com a mesma expressão austera de novo.

-Sua lógica é plausível. Entretanto nenhum professor aceita que qualquer aluno entre na sala após o sinal bater. –Ele suavizou um pouco a expressão. –Sinto muito, mas seguindo as normas você deve ficar na detenção.

-Não há qualquer exceção? –Perguntei debilmente. Não queria manchas no meu histórico, ainda mais por uma besteira como esta.

-Infelizmente não. –Ele me lançou um olhar complacente. –Mas tentarei justificar suas causas para que seu histórico não se prejudique, percebi que se importa com isso.

Suspirei e aquiesci.

-Obrigada.

Ele começou a andar e eu o segui.

-A propósito, eu sou Franklin Parker. Professor de alemão. –Ele deu um sorriso, seus dentes eram brancos e perfeitamente alinhados.

-Hannah Sunset. –Disse simplesmente. Depois percebi que fui meio seca e completo. –Prazer.

O professor dá um sorriso de canto e para em uma porta, depois a abre.

Aquela sala era do tamanho de um anfiteatro, com janelas que davam do chão até o teto. Cortinas com bordados do brasão da Le Rosey e muitas mesas do tamanho de balcões que formavam um círculo preenchendo a metade da sala. Sentados em duas pontas tinha aquela garota que eu conheci na entrada de um lado e de outro bem distante, dois garotos: um dormindo com fones de ouvido e outro comendo uma grande variedade entre maçãs, laranjas e morangos.

-Aidan, quantas vezes preciso dizer que não é permitido comer na detenção?

-A mesma quantidade que disse não ser permitido ouvir música, rabiscar as mesas, fazer as unhas ou mandar mensagem de fumaça para acionar o alarme de incêndio. –Ele revirou os olhos.

-Você sabe muito bem que ninguém se importa com o que proíbem na detenção. Então por que ainda contesta? –Aria murmurou, parecendo entediada.

O senhor Parker estava lutando para não rir novamente, era difícil não perceber isso.

O outro garoto dos fones pareceu acordar devagar, mas não ligou muito para a presença do professor. Aria torceu o nariz ao olhar para ele.

-Acordou, bela adormecida? –Ela ironizou.

-Não faça perguntas óbvias garota. –Ele disse indiferente. –Mesmo que seja difícil para um ser primitivo como você.

-Ok, chega de discussões. –O professor pareceu se lembrar de alguma coisa e olhou ao redor. –Onde está a senhorita Marshall?

-Há, aquela ignorante? –Aria começou, riscando as unhas na mesa de forma metódica e tediosa. –Pulou pela janela para pegar mais frutas. Ou você acha que elas apareceram magicamente?

-Acho que isso foi mais uma desculpa para não dividir o mesmo espaço que sua existência ocupa. –O do fone diz com sarcasmo.-Porque você pegou detenção justo hoje?

-Honestamente, não lhe devo explicações e estou pouco me lixando se tolera a minha presença. –Aria bufa.

-Podem se engalfinharem a vontade. Eu vou procurar pela garota. –De repente ele olha para mim, parecendo se lembrar de minha presença, e diz apressado. –Esta é a senhorita Hannah Sunset. Espero que hajam minimamente como seres humanos até eu voltar.

Depois disso ele sai e eu olho ao redor, o primeiro a se manifestar é o das frutas.

-Eu sou Aidan.

-O meu você já sabe. –Aria diz.

-Matthew. –Ele me encara por alguns segundos e depois volta a fechar os olhos para dormir.

De alguma forma, aquele clima não estava dos melhores, concluo andando até uma mesa num meio termo entre os dois lados. Eu realmente queria que acabasse logo aquilo, porque o tempo provavelmente ia se arrastar se ninguém falasse nada.

-Você é transferida, não é? Nunca te vi por aqui. –Fico aliviada por Aidan quebrar o silêncio, pelo menos era melhor do que ficar com aquele âmbito taciturno.

-Sim, e por essa razão acabei me atrasando por falta de informações e me trouxeram para cá. –Bufei, ainda meio ressentida.

Ele deu um risinho irônico.

-Acredite, eles adoram fazer isso com os calouros. Não vá na onda de que algum se importa com você, eles só querem saber de ferrar com os alunos, sejam bolsistas ou não.

-A propósito, você é? –Interrompe Aria em tom petulante.

Me viro na direção dela e respondo no mesmo tom.

-Seja específica.

Ela revira os olhos novamente, parecia que tinha essa mania.

-Bolsista.

Seu tom de voz era comparável como se perguntasse ‘’É marginal?’’

Aquilo parecia um joguinho. Eu conhecia muito bem sobre escolas de elite para ingenuamente responder, ela não parecia que receberia de braços abertos uma bolsista. Não precisava mentir, mas também não precisava responder.

-E isso importa?

Ela sorriu como se eu fosse uma débil mental por perguntar.

-Não seja ridícula, é obvio que importa.

Matthew pareceu interessado na conversa.

-Pare de importunar a garota, Aria. Não devia ser tão explícita em demonstrar seu interesse em círculos de amizade produtivos.

-Não finja ser santo, Matthew. –Ela sorriu dissimulada.

Quando eu estava prestes a responder a porta se abre e entra o professor de alemão, uma mulher ruiva e uma garota morena com uma expressão carrancuda.

-Espero que não abandone o recinto novamente, senhorita Marshall. –Advertiu a ruiva, olhando para a aluna como se ela fosse uma criança.

Ela apenas dá de ombros e inclina a cabeça para os professores.

-Já entendi. Acho que agora vocês já podem ir fazer seus verdadeiros ofícios. –Disse com sarcasmo.

-Francamente, porque tanta infantilidade? –A mulher murmurou para si mesma e saiu da sala.

O Franklin dirigiu um olhar de advertência para Marshall, que ignorou e se sentou em duas mesas de distancia da minha.

Quando eu olhei, o cara já tinha saído da sala. Encarei a nossa nova companhia.

-Ei. –Chamei. –Você também é nova?

Ela me olhou e inclinou a cabeça, me lançando um sorriso preguiçoso.

-Claro que não, eu sou um metamorfo que pode mudar de aparência. –Ela piscou. -Minha idade na verdade é 130 anos.

Dei de ombros.

-Se quiser responder com sarcasmo à vontade. Eu só quis puxar assunto para passar o tempo.

Ela deu de ombros e se aproximou.

-Infelizmente seu palpite está certo. Satisfeita? –Ela sustenta a cabeça com a mão e o braço apoiado com o cotovelo na mesa.

-Chloe, conseguiu trazer mais frutas? –Pergunta Aidan do lado esquerdo.

-Confiscaram. Se quiser mais levanta a bunda daí e arranja sozinho. –Ela respondeu, sem tirar os olhos de mim.

Lancei um olhar de canto para os garotos, Matthew deu um sorriso torto pela resposta de Chloe. Ao que parecia talvez eles tivessem uma interação melhor do que com Aria.

Voltei a olhar para Chloe.

-Por que infelizmente? –Perguntei distraidamente.

-Você é muito curiosa...

-Como eu disse, só quero matar o tempo. –Eu sorri. –Acho que temos muito.

Ela deu de ombros.

-Simplesmente não queria estar aqui.

-Por que não iria querer estar em uma das melhores escolas?

-Quem disse que essa escola é perfeita? –Aria bufou. -Se veio aqui esperando que vai conquistar muitas amizades e garantir seu futuro apenas com seu desempenho, está errada. –Seus olhos estavam desfocados. –Aqui precisa de muito mais que otimismo, se você é fraco, é esmagado.

-Odeio dizer isso, mas eu tenho que concordar com a Aria. –Aidan disse, despreocupado. –Aqui não vai ser fácil nem para ricos...

-...E muito menos para bolsistas. –Aria inclinou a cabeça. –Agora entende o que importa? Não sei o que disseram lá fora daqui, mas aqui dentro os bolsistas não são melhores que insetos.

-Quer calar essa boca e parar de se intrometer nas conversas alheias, pó de arroz? –Chloe disse de forma ríspida.

-Ela não pode se conter. –Ironiza Matthew.

-Você não é o melhor exemplo a dizer isso, senhor hipócrita. –Aria revira os olhos.

-Chega dessa discussão ridícula. Será que eu ser bolsista pode ter tanta influência na vida dessa gente rica para não suportar a minha presença? –Eu disse com a voz cortante. –Eu estou pouco me lixando com a opinião desses granfinos esnobes. Eu vim aqui decidida a construir meu futuro e vou barrar quem tentar me impedir.

Eu disse tudo isso com o sangue quente, sabia que havia uma diferença entre classes sociais poderia me afetar de alguma forma. Mas insetos?

Encarei Aria, que me fitava de forma divertida, parece que estava satisfeita com o que eu tinha dito. Olhei para os garotos do lado esquerdo: Aidan estava sorrindo de orelha a orelha, e Matthew tinha um sorriso de canto meio estranho que não pude dicifrar. Já Chloe me observava com um olhar curioso, sem qualquer divertimento fingido ou sarcástico, era uma coisa diferente.

Acabei me lembrando de quando eu consegui tirar a maior nota da classe. Os alunos que duvidavam da minha capacidade me olhavam da mesma forma que ela me fitava agora, depois desse dia eu descobri que era de respeito.



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