História Le Rosey Non desiderare la vita di coloro che non chonoscono - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Drama, Le Rosey, Problemas, Tragedia, Traição
Exibições 15
Palavras 1.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esse capítulo contém vocabulário francês, o glossário estará nas notas finais xD.

Capítulo 6 - Michelle - Nous ressuscitera à l'apogée


Fanfic / Fanfiction Le Rosey Non desiderare la vita di coloro che non chonoscono - Capítulo 6 - Michelle - Nous ressuscitera à l'apogée

-Casamento? –Encarei aqueles olhos impassíveis do meu pai, como se ele estivesse anunciando os afazeres do dia. –Sot... –Murmurei baixinho, encarando meu prato e depois levantando o olhar novamente. –Creio que está se precipitando, pére. Estou atualizada sobre a nossa situação econômica, mas não acho que será tão drástico. –Limpei meus lábios com o guardanapo. - Nous ressuscitera à l'apogée.

Ele me lançou aquele sorriso rígido de inflexibilidade. Toda vez que ele me olhava daquela forma era porque estava vendo o reflexo de minha mãe, e isso me incomodava. Mas não tanto quanto o irritava, désagréable.

-Não use francês comigo, Michelle. –Disse com a voz rouca e baixa, um aviso que eu sempre ignorava. Mas não dessa vez, antes não tinha um casamento envolvido, então não havia razão para irritá-lo com a língua da minha mãe se o jogo era mais delicado. –E acredite, não estou aberto à contestações.

Ele não podia estar falando sério. Não estávamos mais no século do casamento arranjado, eu já tenho vinte e um anos, idade suficiente para decidir com quem vou passar o resto da minha vida.

-Não sou um objeto, pai. Sei que vai compreender minha recusa. –Disse em tom baixo, mas firme. Meus olhos estavam impassíveis e fixos nos dele que se comparavam a frieza de um rio congelado.

 -Claro que você não é. –Ele deu um sorriso sombrio. –É uma espécie de oferenda voluntária para salvar seu pai da ruína. O amor é só mais uma estratégia de marketing para te iludir da verdadeira realidade e te enclausurar em sua própria zona de conforto. –Ele me encarou. –Acha que eu vou deixar você se perder em sentimentos egoístas e esquecer do seu verdadeiro propósito?

Meu maxilar enrijeceu, mas permaneci firme.

-De acordo com sua hipótese errônea, meu objetivo na vida é me casar com um homem que mal conheço, proporcionar herdeiros através de uma relação sexual indesejada e viver uma vida tediosa e infeliz até os resquícios dos meus dias?

-E para que mais você serviria? –Ele bufou. –Não passa da filha de uma prostituta. Devia se sentir lisonjeada por eu me importar com a sua existência.

Apertei os punhos debaixo da mesa, o que eu queria mesmo apertar era o seu pescoço nojento.

-Nunca desejei respirar o mesmo oxigênio que um homem tão podre como o senhor. –Meus olhos se estreitaram, o rosto dele se contorceu em desgosto. –Se não deseja minha presença não vejo nenhum problema em encontrar outro lugar para morar, viveria com mais dignidade do que nessa imposição.

-Irá se arrepender de suas palavras e voltará rastejando para aceitar minha proposta de joelhos, garota. –Ele rugiu.

Eu sorri ao me levantar da cadeira.

-Até lá tente não ter um aneurisma, vieux.

***

Realmente eu achava que os alunos seriam uma espécie de convívio tedioso e padronizado, levando em conta a ‘’perfeição’’ que descreviam externamente. Mas depois de me deparar com os alunos novos no meu primeiro dia de trabalho, começo a acreditar que não vai ser tão tedioso quanto pensava.

-Professora! –Um aluno levantou a mão.

-En français. –Respondi.

Ele pareceu revirar os olhos, mas disse.

-Pro-fes-seur. –Soletrou, talvez para me provocar.

-Oui? –Respondi com um sorriso

-Estou tendo alguns problemas nesta interpretação de texto. –Ele estreitou os olhos. –Será que está nos fazendo de idiotas? Tem muitas palavras com erro de ortografia.

Os outros alunos viraram para encará-lo, eu estreitei os olhos e me aproximei devagar. Observei seus traços asiáticos e endureci o olhar, esperando que ele se encolhesse, o que não aconteceu.

-Qual o seu nome, jeune?

-Prasert Darawan, 17 anos, nacionalidade tailandesa. –Respondeu com um sorriso de canto irônico.

-Não responda mais que o necessário. –Eu disse cruzando os braços e abaixando o olhar para seu caderno. –Em base no que concluiu que existem erros de ortografia no meu texto que foi averiguado por três vezes e redigido de forma concisa e direta para melhor compreensão dos meus queridos alunos? –Eu disse sorrindo, mas os olhos estreitos. Vamos ver do que ele seria capaz para defender sua tese.

-Porque já li a versão original deste texto em livros oficiais, e não acredito que a editora aceitaria erros de ortografia como há nestes aqui. É simplesmente ridículo que levando em conta o patamar desta escola, os professores tenham decaído tanto.

Hum... Parece que me enganei.

-Você não passou no teste pela sua arrogância. –Ele pareceu ficar confuso agora. Eu me voltei para a sala, começando a andar até a lousa. –Peguem o texto original embaixo de suas cadeiras. O senhor Darawan estava certo sobre os erros gramaticais, estou decepcionada que apenas ele tenha percebido isso levando em conta o patamar deste colégio. –Eu sorri. –Mas ele precisa mais do que senso de superioridade para conquistar suas metas, espero que aprendam com isso, oui?

-Oui. –Responderam todos, menos Prasert. Aquela estadia seria interessante para ensinar algumas coisinhas a esses adolescentes imaturos.

O garoto não ralhou e não pediu mais ajuda, mas eu pude ver que seu maxilar estava contraído e ele estava vermelho. Se era de raiva ou vergonha eu não sabia dizer.

O sinal finalmente bateu para hora do almoço. Estava na hora de eu liberar o grupinho da detenção.

-Se não terminaram este dever nesta aula, tem até semana que vêm, renoncé. –Disse e todos começaram a sair da sala. Lancei um breve olhar na direção daquele aluno que ainda me encarava, apenas ignorei sua carranca e fui para a sala de detenção.

-É sério, pinturas abstratas refletem a subjetividade da nossa imaginação de forma distorcida. –Ouvi Hannah, a nova aluna falando quando entrei. –É estupidez querer explicação para algo que reflete o que você quer ver.

-Pode até ser, mas eu não vou usar arte para nada do que pretendo fazer. –Contradisse Aria. –Então prefiro deixar refutado algo que vai me fazer perder tempo.

-Nenhuma fonte de conhecimento te fará perder tempo. –Disse Hannah, ainda não tinham se dado conta da minha presença. –Mas a escolha é sua. Conhecimentos superficiais sobre tudo que não lhe convém só faz pessoas de mente fechada estagnarem.

-Então quer dizer que preciso aprender tudo que não considero relevante? O quão ridícula é esta proposta? –Zombou Aria.

Chloe sorriu com sarcasmo.

-Acho que não foi uma proposta, apenas uma observação.

-Acho que não pedi sua opinião. –Disse Aria.

-Não lhe dei minha opinião, só te fiz entender o que suas habilidades cognitivas não são capazes de processar. –Disse Chloe, parecendo entediada com a discussão.

Aidan estava vendo uma playboy que sabe Deus onde conseguiu, enquanto Matthew apenas observava a discussão de modo... calculista?

-Tudo bem crianças, hora de parar com a birra. –Caminhei até eles. –Vocês estão liberados para o almoço, espero que não cheguem mais atrasados. –Olhei para Aidan. –E me passa seu brinquedinho, perdre. –Disse estreitando os olhos.

Ele bufou e entregou a revista.

-Agora podem ir comer, espero que não precise puni-los novamente. –Olhei para o garoto da Playboy. –Aidan terá um bônus de punição depois do almoço, não siga seu exemplo, Matthew.

-Não é como se eu precisasse de revistas. –Sorriu Matthew de forma sarcástica e maliciosa.

-Ok, ok, podem sair. –Disse, e foi o que eles fizeram.

Fiquei encarando eles saírem e me lembrei da discussão sobre arte, aquela garota parecia compreender o valor das coisas. Observei ela conversando com a Chloe, peguei um pedaço da conversa enquanto me dirigia até elas para sair da sala.

-...discutir com aquela garota ignorante, dê sua opinião para quem precise. –Chloe disse de maneira tediosa.

-Como vou saber se ela não precisa se não a der? –Hannah respondeu, olhando para frente. –Conselhos ouvidos e ignorados são melhores do que conselhos não pronunciados. Pelo menos ela vai se lembrar de alguma coisa se quiser, se eu não dissesse nada seria como não tentar fazer nada.

-Não acha que está levando uma discussão sobre arte abstrata muito a sério? –Chloe revirou os olhos. –Foi apenas uma detenção e vocês discutiram como se fosse algo de extrema importância.

Hannah deu um sorriso irônico.

-O que é importante afinal? –ela perguntou. –O que você considera importante o suficiente para uma discussão?

O rosto de Chloe ficou sombrio de repente. Franzi o cenho, eu conhecia aquela expressão.

Hannah percebeu isso.

-Talvez seja uma questão de perspectiva. –Disse sorrindo, talvez para amenizar o clima. –Acho que é bom discutir por coisas fúteis como se fossem importantes. Dessa forma os problemas mais sérios são esquecidos enquanto você se preocupa com os mais leves.

Chloe riu com escárnio.

-O que você é, uma criança? Nada vai ser esquecido. –Depois de dizer isso ela tomou uma direção oposta, se afastando de Hannah, que a encarava com uma expressão vazia no rosto.


Notas Finais


Glossário:
Sot = tolo
Pére = pai
Nous ressuscitera à l'apogée = Nos reergueremos novamente no clímax
désagréable = desagradável
vieux = velho
En français = em francês
Professeur = Professor(a)
Oui = sim
Jeune = Jovem
Renoncé = Dispensados
Perdre = Confiscado/Perdeu


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