História Learning to live - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Bullying, Confiança, Felicidade, Juventude, Morte, Órfãos, Romance
Exibições 7
Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Mistério, Musical (Songfic), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Sem muitas palavras, só um espero que gostem

Capítulo 2 - Fifi


Fanfic / Fanfiction Learning to live - Capítulo 2 - Fifi

Cheguei pontualmente as 6 horas na faculdade, sempre me agradou chegar mais cedo. Andei tranquilamente pelos corredores da engenharia, até chegar a Sala 6B, onde eu teria aula de Química Analítica Experimental I que é, muito provavelmente, a matéria que eu mais vou odiar durante esse curso. Fazer análise de materiais definitivamente não é para mim. 

 Me dirigi até o fundo do laboratório e coloquei meus equipamentos  de proteção e fiquei observando a sala começar a se encher, enquanto eu ouvia música. Até que lá veio ela, glamorosa e esbanjando estilo. Sarah Maiochi, minha parceira nessa turma infernal. 

- Olá Chris - ela disse se sentando ao meu lado e vestindo seu jaleco.

- Hm.

- Ai adoro quando você está bem humorado - ela disse me cutucando na lateral do meu tórax até...

- Ai - eu disse minimamente e ela parou o que estava fazendo para me encarar. 

- O que foi isso? - Fiz uma cara de desentendido e já ia lhe dizer que ela estava doida, mas ela foi mais rápida - E não ouse negar e dizer qua nada aconteceu. Anda, levanta essa camisa. 

- Que foi querida? Quer o meu corpo nu? - provoquei.

- Cala a boca e levanta a camisa. Não sou idiota para ficar caindo nesses seu joguinhos - disse dura e eu resolvi ceder. Puxei a barra da camisa o suficiente para que o hematoma ficasse exposto e ela roçou os dedos delicadamente na área machucada. 

- Porra Chris! Até quando você vai seguir com essa história? - ela disse começando a se alterar - Quem você acha que é? Super Homem? - e eu tampei o local e apoiei o cotovelo na mesa e cabeça na mão, fazendo cara de entediado.

- Já acabou seu showzinho? - ela me lançou um olhar raivoso. 

- Quer saber? Que se dane então. Não ache que vou estar sempre aqui me preocupando e me descabelando por você enquanto continuar me olhando com essa cara de quem não liga para meus esforços. 

- Calma Sarah, não é para tanto. É só um roxo. 

- Só mais um você quiser dizer. Só mais um entre tantos outros - suspirei.

- Vou tomar mais cuidado, pode ser?

- Só não se mate - ela disse suspirando.

- Relaxe esquentadinha, vai ficar tudo bem - eu disse beijando sua testa. Logo em seguida o professor entrou e começamos os experimentos. Tudo corria bem, mesmo eu me atrapalhando as vezes e a Sarah ter me impedido de produzir produtos tóxicos. Parecia que seria um dia tranquilo. Talvez eu tenha dito cedo demais. 

Estranhamente um tubo do outro lado do balcão caiu.

- Eu vou lá pegar - Sarah disse já se levantando e eu impedi. 

- Não termine o experimento, não é muito seguro que eu fique mexendo com isso sozinho - eu disse fazendo uma careta e me levantando para ir buscar o tubo. Quando eu me abaixei para pegá-lo, ouvi alguém se aproximando e me levantei o olhar para ver quem era. E então verde. Senti o cheiro do corrosivo e me apressei em retirar o jaleco e os óculos antes que o ácido chegasse até mim.

- O que....? - começou Sarah - Ai meu Deus! Chris você está bem? - Ela disse chamando a atenção de todos. Terminei de me levantar e avaliei os danos, meu jaleco estava detonado, mas ele havia me protegido. Só um pouco de ácido havia chegado até mim, e a minha pele de uma parte do meu braço ficou um pouco irritada com isso. 

- Estou bem - ela agarrou o meu braço e me levou até o tanque mais próximo, lavando a região com água corrente. 

- O que aconteceu aqui senhor Wilde? [N/a: entendedores entenderão] - disse o professor daquela matéria dos infernos se aproximando de nós.

 - Eu não sei - respondi sinceramente. E foi ai que Jared se levantou.

- Claro que sabe. Como sempre um desastre. Quem em sã consciência vai buscar um tubo de ensaio segurando outro com ácido? Só um mané mesmo - Eu havia entendido, ele jogou o ácido quando eu me abaixei.

- Seu desgraçado - disse e o professor me olhou feio - Você quem jogou o ácido - Jared me olhou mortalmente, aquela acusação me custaria caro.

- Ah claro! Eu estava muito concentrado no meu trabalho para prestar em um lixo como você - ele disse se alterando - Assuma logo o quão estupido você é de ter causado o próprio acidente, todos aqui sabem como você não sabe nem o que é NaCl - a sala riu. 

- Ah seu imbecil, nem havia ácido na nossa - A Sarah começou a me defender ainda mais alterada e eu coloquei a mão em seu ombro e lhe lancei um olhar de súplica. Queria que ela ficasse quieta, seria pior se ela se envolvesse. 

- Já chega dessa história - começou o professor - Como não houve danos grandes vamos deixar isso por aqui. Agora parem de atrapalhar a aula. Senhor Wilde, como seu jaleco foi danificado pode se retirar - e voltou para sua mesa onde provavelmente ficaria cochilando o resto do dia. Peguei meu jaleco e minha mochila.

- Desculpa te largar sozinha nessa - disse dando um beijo na bochecha da Sarah.

- Há, como se eu não estivesse melhor sem você e seus dotes químicos - ri pelo nariz.

- Tchau sua chata- me virei para sair.

- Cuidado - ela disse minimamente. Pisquei apenas um olho para ela e sai do laboratório, o dia seria longo.

 

 

                     xxxxxx

 

 

 

Fiz o mesmo caminho de todos os dia pela mesma passarela de sempre, só que dessa vez eu sentia o gosto metálico do sangue em minha boca e meus lábios ardiam. Mas, minha mente vagava longe, e eu ansiosamente desejava descobrir se ela estaria lá. E para a minha felicidade ela estava. Sentada no mesmo lugar e balançando incessantemente as pernas. O que havia de tão divertido nisso? Ou por que seus olhos estavam tão vidrados naquele bosque quanto ontem?

Andei lentamente até o mesmo local que me sentei no dia anterior segurando o jaleco semi-destruído nos braços. 

- Sabe - ela começou a falar. Sua voz era calma e ao mesmo tempo divertida, parecia transmitir conforto - Você deveria tomar mais conta de si e das suas coisas Fifi - arregalei os olhos de surpresa e ao mesmo tempo de tristeza com aquela última palavra. Aonde ela tinha ouvido aquele apelido? Seu tom era de brincadeira, mas mesmo assim....

- Hm - respondi me escorando na pilastra azul, e ela continuava balançando suas perninhas, sem olhar para mim. Até que ela parou, virou 90° graus e cruzou as pernas sobre o banco.

- Olha só Fifi - esse apelido está me irritando - jaleco é uma peça cara sabia? Fora que o profissional tem que se apegar a ele, não dá para ficar deixando qualquer um derramar ácido nele quando bem entender. E ficar andando por ai com a boca cheia de sangue também está fora de cogitação - me virei rapidamente para ela ou melhor, desesperadamente. Olhei-a e percebi seu sorriso sapeca. Como ela sabia daquilo?

- Como é que você....? - perguntei espantado.

- Eu o que querido?

- Quem te contou essas coisas? - disse seco.

- Não sei do que você está falando Fifi - essa garota está irritando.

- Garota, quem você acha que é para ficar me chamando assim? Eu não te conheço e não faço ideia de quem foi o linguarudo que te contou tudo isso, mas acho bom você ficar bem longe da minha vida - eu disse e ela voltou a sua posição inicial e a balançar as pernas. Parece que ela entendeu o recado. Pelo menos foi o que eu achei, até ela começar a rir.

- Chega a ser fofo a forma com que voê se importa com um mero apelido, não acha Fifi?

- Quer calar a boca? - me alterei, e ela não pareceu dar a mínima importância

- Sempre achei bobo a forma com que as pessoas dão tanto poder a meros rabiscos no papel - ela voltou a falar ignorando o que eu acabei de dizer - Imagine só, palavras seriam com uma faca, de fato, elas são afiadas, mas sozinhas não fazem nada. Se você quer que elas atinjam um pessoa tem que ser usadas, claro, mas mais que isso tem que se dar poder a elas, assim como fazemos força para que a lâmina possa cortar,me entende? Então se uma palavra de atinge, é por que você é igualmente bobo e se deixa afetar por algo tão inofensivo, dando poder a elas.

- Não fale como se me conhecesse - digo apático, divagando sobre a minha vida.

- Verdade né? Não te conheço - ela disse virando o meu rosto na minha direção e deitando a cabeça sobre o ombro, ainda com seu sorriso sapeca enfeitando seu rosto, e depois voltou para o mesmo lugar. Seu comentário me pegou de surpresa - Mas, acho que tudo bem né Fifi? Não preciso te conhecer para saber que você não pode ficar deixando com que te humilhem e machuquem assim, não costuma fazer bem- curioso, muito curioso.

- Quem é.... - comecei a falar, mas ela começou a andar, dando a volta no ponto e indo em direção ao..... Ônibus? Quando foi que ele chegou? Fiquei tão imerso naquela conversa estranha que parei de reparar no mundo a minha volta. Acompanhei com o olhar ela começar a subir as escadas, ainda espantado com essa garota desconhecida. Quando ela se virou e me olhou, e ai pude ver a mesma juventude e singularidade de ontem. 

- Até mais Fifi - ela disse e se voltou para dentro do veículo, deixando para trás um eu confuso. Dessa vez não me irritou ela me chamar de Fifi, pelo contrário, não fez diferença. E assim eu tive certeza, seu olhar transmitia conforto, o suficiente para que eu me esquecesse de tudo. Como ela podia encarar o mundo daquela forma? Por que diabos tudo parecia lhe ser tão interessante? Que tipo de pessoa era ela? Não sei. Isso é o pior, não sei absolutamente nada. Apenas que queria conhece-la. 

Ah aqueles olhos! Seria mesmo ela uma Deusa?



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