História Learning to live by your side - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Tags 5 Seconds Of Summer, Luke Hemmings
Exibições 118
Palavras 3.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


**voltando de fininho e com colete pra não levar tiro**
GENTE VAMOS FINJIR Q AINDA É SEMANA PASSADA E NÃO TEMOS HORARIO DE VERAO
Eu sei que prometi postar semana passada mas é que não deu de verdade, eu tentei.
Bom, como não adianta chorar, espero mto que vcs curtam o cap pq mds EU TO SURTANDO TIPO OQQQQ ignorem minhas crises. To com um pouco de pressa pq agora eu tenho uma hora a menos para estudar embora química e geografia estejam fáceis mas não é bom arriscar...
Perdoem erros, e falta da sugestão da musica, combinado?
Boa Leitura

Capítulo 42 - Good luck


- Quando você ia me contar que está grávida do Michael? – vejo seu semblante espantar-se e apenas isso é o bastante para eu ter certeza de que não foi um blefe do Calum.

[Flashback on]

Sou guiada pelo Cal em meio as pessoas, a música alta me deixava desconfortável e a fumaça de alguma droga fazia meu nariz coçar. Com certeza, eu escolheria estar na minha cama agora. No instante em que chegamos nos fundos da casa, vejo um casal distante sentado no gramado observando a noite de costas para nós.

- Você me trouxe aqui pra ver gente namorando?

- Meu Deus que garota lerda! – o encaro. Era de mim que ele estava falando? – Dá uma olhada direito. – indica-os com a cabeça.

Mesmo contrariada, tento ver alguma coisa de “especial” naquelas duas pessoas que pareciam estar tão distantes do que consideraria real. Eles estavam se abraçando de lado e a garota deitava sutilmente sua cabeça no ombro dele, e entre a falta de iluminação, consigo decifrar pouco a pouco esse quebra-cabeça. Ligo ponto a ponto, cabelo, silhueta e o que me fez entender tudo, a cor da pele.

- EU NÃ... – já me preparava para tirá-la dali aos chutes, mas meus planos são interrompidos por aquele que me acompanhava.

- Pedi pra você ser discreta. – diz me puxando bruscamente e ficando na minha frente para caso meu “mini” escândalo chamasse a atenção dos dois – Me desculpe por isso, mas você não me deu escolha e tive que improvisar. – se refere ao puxão e a sua mão que tampa minha boca – Promete não gritar? – pergunta e eu consinto com a cabeça. 

Tomando controle da minha situação, permito que meus ânimos acalmassem-se e fizesse o que fora pedido pelo Calum.

- Mais calma?

- Talvez. – confesso.

- Vamos voltar e eu conto o que aconteceu, tudo bem? – seu tom e forma como fala me fazem sentir como se eu tivesse me machucado e ele me ajudasse a levantar.

O que tecnicamente, não passasse da mais pura verdade, e apenas isso foi o suficiente para me ferir.

Ela não confia em mim.

Cara, que se foda se eu estiver sendo dramática! Pra mim, confiança é a base de qualquer relação, seja ela amorosa, profissional, ou amigável. Se eu estou assim só por saber disso, não queria ser quem vai estar perto de mim quando souber de todo o resto.

- Quer uma água? – passamos pela cozinha.

- Não. – observo o que há dentro da geladeira – Uhnn... Passa a garrafa de vodka. – digo e ele me olha de relance.

- Pode esquecendo. – tira a garrafa e pega um copo em um dos armários – Nada de ficar bêbada, cabeça quente e bebida não combinam.

 - Ué, mas era você quem estava me oferecendo álcool minutos atrás. – ele enche o copo mas quem bebe na garrafa é o próprio – E também, preciso estar preparada, não?

- Concordo. – se acomoda no balcão da pia e eu pego meu copo, sentando no balcão em frente ao seu – Isso, fica aí, bem longe das facas. – ri enquanto bebe, e eu faço o mesmo.

- Por que? O que aconteceu? O Mike se ajoelhou e pediu desculpa pela merda que ele fez a Let passar, e do jeito que a coração mole é, aceitou numa boa? – debocho. Posso ser um amor de pessoa quando quero, mas me deixe puta que meu lado “cuzona” toma conta de mim rapidinho.

- Quem dera ser só isso, quem dera... – mais um gole. Nossa, essa capacidade do Cal de beber e conseguir dialogar normalmente me intriga – Sem agressão verbal e física contra minha pessoa?

- Prossiga, garanto que nada mais me surpreenderá depois dessa. – faço um sinal aleatório com a mão.

- Eles começaram a se falar novamente assim que voltamos de viagem. – o encaro – Sim, antes da festa.

Adoro. Cadê minha pipoca porque eu acabei de tomar no cu?! Nunca mais falo nada antes de ter certeza.

- A Leticia pediu pra eu marcar um dia para o Michael e ela irem se encontrar, a principio, eu estranhei bastante mas não quis me meter e fiz somente o que ela me pediu. Já que antes ela vivia dando patada sem parar nele. – dá ombros – Depois disso, nós vimos depois de um tempo, acho que foi só na festa se bobear. Já o casal, passou a ser ver ou falar todos os dias, ainda não sei como você não desconfiou de nada.

- Luke... – que merda! Passei tanto tempo com ele que mal pude ter um dia livre com os meus irmãos.

- É, ele pode ter sido sua distração. – faz uma pausa – Mas enfim, faz pouco tempo que eu fiquei sabendo e foi através do próprio Mike, ou melhor: através de uma falha dele. Teve um dia em que ele foi dormir lá em casa, era madrugada e eu o peguei falando no celular, no começo não dei muita atenção mas o quarto que ele estava ficava de frente pro banheiro e eu ia tomar banho, então foi meio inevitável. – sorri sem graça – Nem cheguei a entrar no chuveiro, porque um pedaço da conversa me chamou a atenção, era sobre algo começar a crescer e que ele sabia que iria demorar mas estava feliz por eles terem voltado e blá blá blá básico de casalzinho. E comecei a prestar mais atenção e aí veio exatamente o pivô do assunto, algo sobre ajuda médica, já que ela ia precisar fazer consultas constantemente para ver se está tudo bem com ela e com o... – a essa hora eu havia pego cada parte e chego a uma hipótese a qual esperasse que não fosse a correta – Com o bebê. A Leticia está esperando um filho do Michael, Lili.

[Flashback off]

- O QUE?

- “O que?” digo eu. – perco a postura – Desembucha logo de uma vez o porquê de todo esse segredinho sem cabimento! – estouro.

- M-mas como... – pensa um pouco – Porque... P-por... É por causa disso! Eu tinha certeza absoluta de que você ficaria louca com isso!

- Será que você não percebe que eu ESTOU louca! De qualquer jeito eu iria descobrir, mês que vem sua barriga já vai começar a crescer, caralho! Não adiantou nada!

- Mas, Lili. Porra, você não entende! – noto sua voz ficando cada vez mais instável – Eu tenho somente 18 anos e estou com uma criança na minha barriga! – as lágrimas revestem seu rosto corado, e ela se entrega ao desespero – O-o que acha que meus pais vão dizer? O que eu vou fazer depois que ela nascer? Eu praticamente estraguei minha vida profissional por conta de um deslize! – se encolhe, cobrindo o corpo com os braços desnudos.

A sensação de vê-la aos prantos era simplesmente horrível, depois de tudo o que ela teve que passar, segurar uma barra como essa deve ser tão doloso quanto demonstra estar sendo. Minha casca de “revoltada” cai assim como mais cedo, ainda tenho vontade de gritar com ela até sentir minhas cordas vocais se esgaçarem mas isso torna-se uma tarefa basicamente inviável para mim nesse momento.

- Aí caralho, Leticia, se algum dia você ousar disser que eu não sou uma boa amiga, eu te mato. – me aproximo e sento ao seu lado na beirada da pedra – Eu conheço sua família como se fosse a minha e sei que vai ser um pouco chocante receber essa noticia sem aviso prévio, mas quando estiver tudo esclarecido, pode acreditar que essa pessoinha vai ser muito bem tratada pelos avós de ambos os lados. – afago seus cabelos e a abraço de lado numa tentativa de confortá-la.

- V-você acha isso? – levanta o rosto e me vislumbra com os olhos cheios de expectativa.

Sim, eu acho. Porém não tenho plena convicção de que as coisas ocorrerão desta maneira, eu posso estar dando-lhe falsas esperanças mas ser pessimista ou realista não irá ajudar em nada.

Eles não serão capazes de mandá-la para fora de casa devido aos seus princípios, mas um mar de rosas isso não será de jeito algum. Já prevejo os sermões, as marcações em cima do Mike, os chiliques do Dylan, ... Nossa, acho que até eu ficaria louca em seu lugar!

- Claro! Qualquer um fica encantado quando vê um bebezinho todo fofo e arrumadinho. – sorrio, procurando ser o alicerce no qual ela se apoiará daqui para frente.

Na verdade, eu sou, sempre fui e sempre vou ser seu braço direito. Está sendo difícil pisar sobre meu tão presado orgulho mas abandonar uma das minhas melhores amigas nessas condições seria mil vezes pior.

“É por uma boa causa”, minha consciência me lembra e mais uma vez, largo meu orgulho num canto qualquer.

- Agora se acalma, ok? – arrumo os tão teimosos fios dela e a mesma concorda – Eu compro uma coisa pra você beber, sei lá, talvez um suco ou uma água, e a gente volta pra casa e almoça. 

E como programado, paramos num quiosque tempo suficiente para conversarmos e tudo o que ainda restava eu saber, ser dito. O buraco o qual havia sido feito por ela, foi se preenchendo aos poucos no decorrer do nosso diálogo, e ficou mais claro impossível que o motivo de ela ter omitido seu probleminha de mim foi por medo da minha reação.

Passamos pela porta de casa e no mesmo instante somos chamadas para o almoço, havíamos tirado muita coisa a limpo mas ainda não foi o suficiente, portanto iremos tirar mais um tempo depois só pra isso.

“To indo ai”, mando a mensagem um pouco antes de entrar na garagem e montar na moto.

Sei que o Luke não tem culpa de ter guardado o segredo da Let de mim, todavia custava ele ter me contado usando a condição tosca de “eu vou te falar mas não conta pra ninguém” do mesmo jeito que o Michael deve ter usado com ele né?! Às vezes bate aquele vazio da incerteza, de não saber ao certo se seguir meu coração foi o certo e viver essa relação incerta tenha sido a melhor escolha a se fazer.

É pedir demais uma resposta concreta e definitiva?

O sinal abre e eu sou obrigada a prosseguir rumo ao meu destino. Estava refletindo tanto que quase continuei na estrada apenas para que meus pensamentos pudessem continuar fluindo tranquilamente, porém, tive que deixar essa ideia para trás assim que os portões num tom dourado chegam ao meu campo de visão.

- Alice, que bom que apareceu, querida! – sou recepcionada por Liz.

- Olá. – sorrio um pouco constrangida.

Fica desconfortável para eu ter que retribuir toda a “felicidade” que ela me presenteia a cada vez que nos vemos, não estou reclamando, pelo contrário: sou grata por sua simpatia a minha pessoa; é que na minha visão fica chato, parece que eu faço desfeita ou coisa parecida, sabe?

- Mamãe, mamãe, quem é? – sua voz vem crescendo à medida que se aproxima até aparecer quase entre as pernas de sua mãe, e posteriormente sendo repreendida pela mesma – Lili! – vem pra cima de mim em questão de segundos.

Eu nunca vou me acostumar em ser tão querida como eu sou pelos Hemmings, tem horas que a vontade de me enfiar num buraco é tanta que nem respirar fundo adianta.

- Filha, tenha modos! Onde já se viu ficar pulando nas visitas assim. – ajeito-a no meu colo e me privo de rir da expressão inconformada que a mais velha possui – Me desculpe pela Lara, às vezes ela perde um pouco a noção dos limites.

- Não há porque se desculpar, crianças são assim mesmo. – sorrio novamente e brinco com o nariz da menor.

- Então, tudo bem. – se tranquiliza – Mas não deixe-a abusar de você, viu?! Como eu já disse, ela não tem consciência de quando é a hora de parar, eu tento de tudo mas é impossível. – rimos.

“É de família esse problema então”, minha boca coçou para dizer isso entretanto o censo do ridículo não deixou.

- Bom, querida, entre. – abre caminho e agradeço, entrando – O motivo da sua visita está na sala de esportes, a Lara te guiará até lá.

- Vamos, Lili! – pede para descer – É por aqui. – pega minha mão e me guia dentre os vários corredores.

Andar por aquela casa será sempre algo totalmente inusitado, a decoração clara e extravagante traz um ar de superioridade o qual faria qualquer um sentir-se sob o teto de alguém que possuísse sangue real. Lara dispara esbanjando toda sua imperatividade, fazendo-me acompanhar seu ritmo de uma forma um tanto desastrada, gostava muito da sua personalidade, talvez até demais por isso ser muito familiar aos meus olhos.

Quase nos fundos, noto sua movimentação diminuindo-se progressivamente. O som de uma forte batida de um rock conhecido vai ficando cada vez mais alta, logo, estamos diante de uma sala onde as paredes internas são transparentes até uma área que a dividia e, a única restante, preenchida completamente por um enorme espelho.

A força a qual mordia o lábio parecia ser bem maior do que a que aplicava nas luvas de treinamento do irmão, sua visão concentrada determinava exatamente o local a ser atingido, não dando brecha alguma para uma possível distração. Um suspiro involuntário me escapa, era uma tarefa difícil vê-lo daquele jeito e não ter pensamentos pretenciosos, tanto seus cabelos quanto sua pele descoberta, úmidos pelo suor, davam-lhe uma postura máscula e tentadora.

E para completar, quando pude me atrever a olhar seu parceiro de treino de relance, direciona seu olhar certeiro a mim. Isso só poderia ser brincadeira, eu estou aqui parada há praticamente um minuto inteiro e justo na hora que eu vou prestar atenção no Jacob, ele para de acertá-lo e olha na minha direção.

É um tipo de radar, é isso?

- Lukeeeey, olha só quem veio! – entra na sala assim que a música é desligada.

- Eu vi, princesa. – sorri para ela e me encara, um pouco sério demais pro meu gosto.

- Oi. – cumprimento os dois, ignorando sua feição.

- Oi. – responde seco.

Ah, então é assim? Vai ficar de cú doce?

- A queridinha da casa chegou. – o mais velho diz – Bom, só não te dou um “oi” decente porque iria pegar mal. – refere-se ao seu estado e eu concordo.

Até mesmo Jacob havia se acostumado com a minha presença por aqui, as coisas entre nós andam fluindo bem e ele parou de ficar me cobiçando em cem por cento - agora são apenas quarenta por cento, mas um dia eu chego lá - do tempo no qual dividíamos o mesmo ambiente.

- Lili, você vai ficar aqui um pouco, não? – estica os braços pedindo colo novamente.

- Claro, anjo. Eu só preciso falar antes com o Luk... – olho ao redor e noto sua ausência. Não acredito que ele está dando um de infantil – Jake, fica com ela pra mim, por favor? Um pouco de privacidade será muito útil, e eu também já estou prevendo que seu irmão irá escutar poucas e boas da minha parte. – devolvo-a para o chão e ele apenas assente rindo.

- Boa sorte.

- Não sou eu quem vai precisar dela. – dou meia volta, e refaço todo o caminho até chegar em seu quarto.

Como o esperado por mim, a porta está apenas encostada e o som do chuveiro ligado toma conta de todo o ambiente. Dou-me a permissão de deitar na enorme cama de casal e procurar abrigo sob as cobertas quentinhas, me deleitando com o seu cheiro impregnado nos lençóis. Eu me sinto uma trouxa, de verdade. Basta apenas ver ou sentir algo que me lembrasse do Luke que eu já fico assim: viajando; não que isso fosse uma coisa incomum anteriormente, mas agora que eu tenho um motivo para ficar aérea ficou complicado para eu aceitar esse fato.

- Pensei que você tivesse ficado lá em baixo com o Jake. – diz debochado quando deixa o banheiro, trazendo consigo uma bela nuvem de vapor.

Estava esfriando bastante desde que amanheceu e ao que tudo indicava, ficará ainda pior.

- E eu pensei que você não fosse mais uma criança! – apoio minha cabeça em uma das mãos e o encaro com uma expressão nada contente – Para com isso, Luke, é serio. Hoje eu não estou disposta a aturar gracinhas e se você colaborasse, tornaria meu dia muito melhor.

- E quando você está? – ironiza enquanto entra no closet.

- Ridículo.

Pouco tempo depois ele volta, vestindo uma calça e uma blusa ambas as peças de moletom, e se senta no tapete que fica colado no pé da cama, e eu vou para a borda da mesma.

- Tudo bem? – apoia o queixo no meu joelho.

- Olha, tanto você quanto eu sabemos que não, e eu vou ir direto ao ponto porque eu definitivamente estou de saco cheio de ser passada para trás pelas pessoas. – faço uma pausa rápida e molho os lábios – Queria que você fosse sincero em me dizer porque eu tive que descobrir da boca de outra pessoa da gravidez da Let, sem ser da própria, sendo que você também sabia.

 Seus olhos me encaram atentamente e depois da minha pergunta, ainda mantêm-se presos a mim, embora transmitissem algo a mais.

- Resumidamente, foi porque eu quis. – fecha-os e eu o olho boquiaberta e desacreditada – Não vou mentir pra você, claro que eu tive várias oportunidades para te contar, mas achei melhor não fazer nada.

Pisco algumas vezes assimilando cada palavra dita por ele, foi isso mesmo o que eu entendi? Não vou perguntar de novo e levar a mesma pancada que sua resposta acabara de me dar, é apenas... Inadmissível! Como ele pôde fazer isso comigo de maneira tão insensível?!

- Você pelo menos pensou em mim e em como eu reagiria a isso? – digo com muito custo, quase perdendo a postura.

- Claro! Eu sabia que você não reagiria bem e já iria tomar satisfações com a Letícia e... – volta a me encarar e mexe nas mãos enquanto fala.

Ok, pra mim já foi o bastante.

Levanto bruscamente e deixo o quarto, abrindo e batendo a porta na mesma intensidade a qual sai do cômodo. Agradeço aos céus por não haver ninguém no meu caminho quando cruzava os corredores, e pego meu capacete que estava em um canto qualquer da sala. Minha vista estava totalmente embaçada por conta do meu choro que teimava em sair e também pela chuva que caia sobre mim de maneira incomoda.

Eu estava cansada de gritar para descarregar tudo o que sentia, cansada de dar o melhor de mim e não ter o merecido reconhecimento, cansada de ficar correndo atrás das coisas que não dariam em absolutamente nada depois. Foram tantas vezes, tantas tentativas e nada!

Eu estou farta disso!

- Meu Deus, Lili. – agarra meu braço, me virando para si – Tá o maior pé d’agua e você vai voltar de moto? Você é louca por acaso? – finalmente nota meu rosto – Você está... – me olha pasmo.

Ele nunca havia me visto chorar além daquela vez do orfanato, eu nunca me permitia fazer isso frequentemente, ainda mais na frente dele.

- Sim, eu estou chorando. – sorrio fraco – É melhor você voltar, está descalço.

- Foda-se o resfriado. O que eu disse de errado?

- Nada. – nego com a cabeça – Você não fez absolutamente nada de errado, eu entendo que você não queria que eu fosse agir sem pensar e acabaria sujando o lado do Michael por ele ter se aberto com você. Eu realmente entendo, Luke, você só estava o protegendo. – olhá-lo nos olhos nunca foi tão difícil como está sendo agora.

- Então por que você está...

- Calma, pode ficar tranquilo. Não é nada demais. – falar então, é pior ainda!

- Tem certeza?

- Uhum. – o nó na minha garganta vai ficando cada vez mais apertado e eu começo com os monossílabos.

- Tudo bem, então. – me beija com certo receio – Cuidado com a chuva, se cuida. – diz e eu apenas balanço a cabeça em confirmação.

Dou partida na moto mas também, dou partida no rumo o qual irei seguir a partir de hoje.

 

 

 

 


Notas Finais


Gente vcs não sabem como foi difícil terminar esse capitulo AHHHHHHHHHHHHHHH mas oq importa é q tá ai.
Eu andei lendo vários textos meus antigos e notei como minha escrita evoluiu, sério eu meio que gritei e fiquei tipo MEU DEUS COMO ASSIM ISSO ERA MEU // PUTA MERDA EU ESCREVI ISSO DE VERDADE???? Acho que devo isso a vcs, obrigada
SINTO EM LHES INFORMAR MAS A FANFIC ESTÁ COM OS CAPITULOS CONTADOS
qq duvida só pergutar q eu respondo com o maior prazer
Exatamente, reta final ai gal
Bom, brigada por tudo e agora eu tenho que ir estudar!!!



#COMENTEM #DIVULGUEM #FAVORITEM
Bjokas. Nanda <3


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